20/02/21

37. Aroeira

 No alto da cumieira,

Dorme a linha de aroeira,

Dorme e sonha no passado,

Num longo tempo já ido,


Quando na mata crescia,

Mundo acima até o céu,

Da fartura de inverno,

Da agonia do verão,


Da sede que quase mata,

Da folha imparipinada,

Folha de odor apimentado,

De casca encarnada perfumada 


Sua existência imponente,

E extremamente importante,

Para as aves se alimentar,

De sua flor come néctar a abelha,


Dos frutos come o louro são José,

Em sua copa ave que modifica

Bem-te-vi, nei-nei e pirrite,

Em sua sombra fresca corria frouxa a brisa,

Na base havia uma loje


Onde vivia sempre preá

Sonhou vendo seus frutos girando

Pelo mundo dispersando,

E a terra povoando de tudo que é aroeira,


Então a luz se acende 

Acorda linha de aroeira 

E acabei a brincadeira




A mudança com paz

 Cada dia que vivo é um dia a menos. Cada hora, cada minuto, cada segundo. Como é angustiante saber disso. Será por isso que o doce é mais g...

Gogh

Gogh