Com quatorze versos faço um soneto.
Sendo as estrofes divididas em quatro, quatro e três e três.
As rimas podem ser alternas ou opostas.
Aprendi numa aula de português a muito tempo atrás.
Nem sei o que me adicionou.
Sei que Quintana gostava muito.
Com quatorze versos faço um soneto.
Sendo as estrofes divididas em quatro, quatro e três e três.
As rimas podem ser alternas ou opostas.
Aprendi numa aula de português a muito tempo atrás.
Nem sei o que me adicionou.
Sei que Quintana gostava muito.
A forma é a matéria definida.
É o estado terminal da matéria.
A forma pode ser dita.
A matéria é a indefinição da forma.
A substância é a forma e a matéria.
A substância é a totalidade que há.
Forma é ilusão.
Forma é o negativo.
Forma é definição.
Forma é enquadramento,
Forma é o começo da abstração...
Nana rupa - nome e forma.
Um ponto para um pensamento,
Ou a base do pensamento.
Manhã tens a beleza da luz dourada,
A muito sois contemplada,
Suave e fresca,
Teu cheiro particular.
Manhã tuas notas,
Tua essência, será tua?
Não seria o frio e frescor
Um presente da noite
Que passou?
Não seriam esse odor,
Um presente noturno.
Manhã, nova manhã...
Não sois apenas uma noite acordada?
A aroeira fernanda abriga um sabiá,
Dias da calado,
Dias está cantando,
Canta sabiá,
Seu papo amarelo,
Aberto a cantar,
É tão belo,
é Tão belo...
Vem por outro te ouço a cantar.
Vez por outra está por lá.
Tchau aroeira,
Tchau sabiá...
Qualquer dia alguém parte.
Só não parte a essência agora.
Um poeta se dispõe a pensar e o mais laborioso escrever.
Um poeta organiza suas ideias. Ele transforma o momento efêmero em beleza e substrato para o pensamento.
Poetas, acho que morrem de medo da morte. Descobriu que nas palavras pode se imortalizar.
Um poeta ver a beleza e a põe em palavras. Ele usa os sons para rimar.
Tem poeta de todo jeito. Uns agricultores como patativa do assaré.
Os poetas eruditos não o entenderiam pois são se Capela.
Um poeta professor como Anacleto. Esse tem um pensamento cristão. Sua poesia é linda cristã e divertida.
Um poeta pintor como Vandembergue... só fez um livro, mas é maravilhoso. Sua poesia é visual?
Um poeta Lino Sapo que como o rio ao receber água nova ganha potência e vai levando o amor a frente.
Um poeta que canta como Ivanildo Vila Nova... Valdir Teles...
Um poeta da serra um cancioneiro Eliseu Ventania foi o poeta que vi papai admirar.
Que ilusão definir os poetas...
Os primeiros que descobri e amei foi Bandeira e Drummond.
Sou pobre nesse quisito.
Aprecio o bonito e perceptível.
Tem um poeta maior Manuel de Barros...
Ah! Pantanal de juma minha primeira paixão...
As aves, as águas, os lagos e os rios. A imaginação dá um brilho a realidade...
Só desprendidos de nossos desejos podemos ver a realidade como se apresenta.
Ser poeta... uma vontade.
Mas ai...
Sonhei ser tanta coisa.
Sonhei com a grandeza.
Lutei pelos meus sonhos.
Amei as filosofias.
Hoje a vida vivida em parte.
Percebo que a vida vai ganhando sentido no viver.
Hoje o que mais amo não estava em meus sonhos,
Mas estava lá comigo em potência e em ato,
Minha família e meu filho.
Os meus sonhos foram a lenha
Para sobreviver até aqui,
Foram importantes para ser o ser que sou,
A parte isso pulsa em mim a humanidade,
Sou igual a todos com todas as dificuldades e facilidades...
Sou a vida que entendeu que o tempo tudo consome,
Sou sentimento e esperança e o mais sublime amor.
A gente sistematiza a nossa vida, as nossas coisas o nosso modo de ser.
A gente vive buscando novas formas de melhor viver.
A gente vive buscando sistemas.
Acabei de ler o médico de homens e almas. Aproveitei uma promoção na livraria e aproveitei as férias e estou muito satisfeito.
Conheci o título desta obra quando estava na graduação em ciências Biológicas, minha única graduação. Na época morava na universidade UFRN, na residência Universitária. Um palco de alegria e angústia e isso não é a essência da vida? Eu vindo do interior e desbravando a cidade grande, descolando uma nova realidade em minha vida... Sentimento compartilhado por todos os colegas que ali moravam. Novos mas cheios de ganas, e de responsabilidade. Dividimos um beliche com um colega e um quarto com seis colegas e uma residência com 96 colegas... Um colega que adorava ler literatura espírita. Era o maior em estatura de nossos colegas, o mais divertido e querido. Era professor de educação física, era meu colega de quarto no apartamento 14. Vindo de Carnaúba dos Dantas, e se chamava Gilson Dantas. Desfrutava então de sua vitalidade, suas falas, suas piadas, das conversas na mesa do restaurante Universitário. Todas as noites ele chegava, tomava banho e tinha um tempo para a leitura. Um dos livros marcantes que leu foi o médico de homens e de almas. Ali acendeu o interesse pelo livro, mas o volume das páginas me faziam declinar da empreitada. Bem suponho que isso se deu lá entre 2002 e 04. Os anos passaram. Então outro carnaubense meu compadre e amigo, turismólogo e agora médico me falou novamente do livro. Então ao passar na livraria fui levado a comprar e nos mediados de fins de dezembro de 25 comecei a ler e não parei até o final. Estou encontrando. A leitura foi extremamente fluida, só lembrando que retomar a frequentar a igreja, as leituras da Bíblia ajudaram muito para a fluidez da leitura. Ficou muito... Parei para registrar esse pensamento...
Aqui deitado com os pés e as mãos geladas. Vinícius dorme tranquilo ao meu lado. Então, pensando no tempo, esperando pelas chuvas me veio a memória como um turbilhão que tudo tira do lugar. A mente matemática ou memórias numerais que nós faz pensar no tempo. A primeira grande provação em minha vida e porque não nossa dos meus irmãos foi a seca do ano de 1993. Aquele bendito ano que só caiu uma chuva e que meu avô José Neves dormiu na eternidade. Foi um ano tão cruel que mudou nossas vidas para sempre. Nós vimos todas as nossas melhores fruteiras morrem de sede. Foram os cajueiros, as goiabeiras, bananeiras, mangueiras... Papai vendeu os poucos bichos e foi embora para São Paulo em busca de recurso só quem restou foi a caatinga cinzenta e espinhenta. O sol ardeu de janeiro a dezembro. Ficamos ociosos, esperando nossa ração do café, almoço e janta. A globo cadenciava nossa vida, nossa escola, nossos professores, nossos vizinhos todos no mesmo barco. A gente tentava ri para vencer as adversidades. Naquele tempo tive certeza de que alí nunca teria uma estabilidade e o tempo cadenciaria nossas vidas, provaram os fortes e quantos de nós não foram morar longe e quantos nunca voltaram. As chuvas, não a água era e é nosso maior recurso. Vi nosso sítio se tornar uma área Cerqueira, nosso irmão mais velho nos ajudou junto com papai. A gente, depois deixaria nossa terra natal. E bom, alguns de nossos cinco irmãos, decidiram não voltar mais. Uma voltou para cuidar até o fim dos dias de nossos pais e alí ficou. Eu como moro perto sempre volto. A casa agora é enorme, nosso cenário de alegrias e de dores está ali. Agora flerta com mais um ano seco.
Passamos 21 aguardando as chuvas e nada. Agora tive que partir e deixei nossa casa com o coração de beija-flor. Do alto dos 46, após permear e buscar entender ciência e filosofia encontro paz na fé coisa que meus pais e avós encontraram. A caatinga e a seca devoraram nosso sítio e andando na caatinga encontrei as marcas do passado o buracos das palmas que papai plantou, troncos ou marcas destes que os cajueiro deixaram. Apelar para Deus...
Ainda dorme Vinícius e eu aprecio o momento com essas duras memórias atemporais.
Hoje cai na abstração e pensei na sublimidade da matemática que nos permite pensar no tempo
Hoje o dia foi perfeito. Um domingo como a muito tempo não havia vivido.
Chegamos aqui em Serrinha do canto no dia 17.12.25, e desde então aguardamos ansiosamente pela água das chuvas. Vivemos muito e gostamos desta forma de viver. O mato seco, as aroeiras, angicos e juremas; as serras, as curvas da estrada, o calor cáustico, a sede dos vegetais, as mangas... A lua crescente e cheia...
As luzes do Natal o fim de ano. A visita aos parceiros distantes... A esperança de mudança que vem. O aniversário de Vinícius...
Os textos...
O livro de Lucas...
A bíblia, Borges, os cachorrinhos schaquira e Sherlock...
O loro Creo...
Salmo 91 o dia 19...
Um sentido... Uma razão... Frutos da abstração, o número seis.
O número cinco.
O número quatro.
O número três.
O número dois
E a unidade...
O dia em seus extremos foi nublado.
A vegetação pálida como se estivesse molhada. Logo tudo vai mudar.
Estamos no ápice do verão, fim da sequidão...
Tudo mudará em pouco tempo.
É preciso Deus para não morrer de angústia...
A fé na bondade nos salvará de todos os males...
Fiz fotos hoje e amanhã tudo poderá ser o inverso.
Coisas humanas.
Minha vida mudou tanto quando passei para o ensino médio. Fui estudar a noite em Martins no Joaquim Inácio. Tive excelentes professores.
Um deles era uma professora, Oneide. Minha professora de português. Não tive dificuldade com ortografia, tive e tenho com a sintaxe. Enfim, adorava as aulas com os textos e suas análises. Gostava de escrever no caderno e ver ela escrevendo no quadro. Ela tinha cabelo curto, uma voz pensativa e gostosa de se ouvir. Havia uma áurea de experiência e amor pelo ensino. Um texto maravilhoso e marcante que nos passou foi o texto rua dos cata-ventos de Mário Quintana...
Nas tarde fagueiras, na minha cadeira de balanço, no corredor da biqueira, li e reli tantas vezes, as rimas, os sentidos e a solidão.
Aquele texto marcou para sempre na minha vida. Procurava e não encontrava e nem sabia que rua dos cata-ventos é um livro com 17 sonetos. E que o soneto que conheci foi o soneto II. Recente comprei um livro de poemas de Mário Quintana e descobri essas informações.
Estou descobrindo a genialidade ou a sensibilidade daquele maravilhoso poeta. Estou concomitantemente lendo o DNA do nordeste do poeta Lino e um livro de poemas e imagens de Wandenberg Medeiros. Já li Neruda, mas faz tempo que não leio.
Recentemente conheci a poesia de Waldir Teles... E conheci pessoalmente a poetisa Lizbethe Oliveira e converso sempre com o poeta Anacleto!
Em meio a este universo concreto e abstrato vou tentando dar alguma matéria para meu espírito construir alguma coisa.
Acho que em meio a estes busco temas que sejam universais.
Descobri ou redescobri o poeta de nossa cidade Martins Eliseu Ventania, que foi um grande cancioneiro...
E falar o que de Patativa do Assaré?
E falar o que de Borges?
O que afinal forja um poeta!?
Que falar de Drummond?
Manuel Bandeira?
Tiago de Melo?
Manuel Bandeira?
João Paraibano?
Pinto de Monteiro?
Estou apenas descobrindo...
Uma vida não seria suficiente...
E o grande Leonardo Bastião?
E Padeiro?
...
Salvo o absoluto...
E entender que tudo foi gerado numa aula de português?
Numa mente jovem com vontade de vencer.
Numa mente que acreditou numa ideia.
Que a palavra tem poder de mudar o ser.
Mestre Oneide!
As suas aulas me encantaram mesmo sendo pura abstração...
Mario Quinta naquele poema me fez viajar e agora terminado esse universo.
O vento tem seu ritmo, o vento tem seu tempo e canta conforme o tempo e o ritmo. O vento da manhã é diferente do vento da tarde e ou o vento da noite.
Suave pela manhã, intenso à tarde e veloz e frio à noite.
Como sei de tudo isso porque sinto.
Porque ouço, porque penso.
Nos ritmos e no tempo parte da matéria que me construe.
Aprendi a ler,
Lápis e caderno, um quadro negro e a professora.
A professora professou as vogais e o alfabeto.
Foi bem devagar que me pus a pronunciar
o A, É, I, O e U.
Depois veio o alfabeto...
A, B, C...
Foi professora Livani que me ensinou.
Esse foi meu alfa.
Na infância sobrava ociosidade e espaço.
Tudo que existia dependia das estações que para nos era a chuva e a seca.
Na seca que tinha para olhar? Tudo era reduzido, a comida e a água, tanto nossa como dos animais.
Desapareciam os animais invertebrados como insetos, imbuas e vertebrados que por vezes apareciam como os preás.
E sempre tínhamos a esperança de tudo melhorar no inverno seguinte.
A gente precisava acreditar no futuro por questão de sobrevivência.
No inverno o chão estava molhado e dava para fazer curral.
Tinham as flores para olhar e dissecar, frutos para brincar e comer.
Tinham ainda imbuas, formigas, borboletas, mariposas, serpentes apareciam.
A gente tinha matéria de sobra para viver.
A gente aprendeu a acreditar no futuro, mas o futuro guardava tragédias que a gente depois pela razão iria descobrir.
Na infância tudo era interessante por sermos totalmente ignorantes.
Tudo que existia ia ganhando nome...
E esses nomes depois ganharam símbolos sem as representações pictóricas.
A, E, I, O e U.
Cara! o que é isso?
Porque não aprendemos a desenhar?
A ler os desenhos.
Foi profundamente influenciado por um livro de animais da sexta série de capa verde e com animais.
Foi ali que pus os meus pés na sistemática e na biologia.
E o que me atraiu foram os desenhos
As representações.
Lembro que queria muito desenhar coqueiro.
Tínhamos uma aula e era na sexta-feira, e não tínhamos caderno de desenho.
Uma ou outra vez.
O desejo nos alimenta.
Queria desenhar.
E não decifrar as vogais e o alfabeto seco.
Queria imaginar nos desenhos e não aqueles textos abaixo dos desenhos.
Como vim parar aqui?
Me questiono.
Da infância até aqui foi um longo caminho.
E ele continua até o fim.
A lembrança tem seu encanto,
Por vezes, nos causa espanto,
Na infância era tudo diferente
Em casa pouca coisa tinha a gente
Para nossa pequena lida tinha
Enxada, enxadeco e chibanca,
Até uma velha campinadeira
Para o mato da roça campinar
Roçadeira, facão, foice e machado,
Para tirar forragem e madeira
E o gado alimentar e o curral cercar
Um velho morão de pegar e vacinar
Na casa velha havia uma caixa de madeira
Cheia de traquitanas como pregos,
Alicate, troques e martelo, suvela,
Serrote, pua e plana gostava de chafurdava
Então foi num ano pela tarde
A uma escola fui pra lá levado
Todo mundo em fila estava sentado
Me deram um caderno e um lápis
Num quadro verda a professora
Explicava que riscos eram sons
A - E - I - O - U e A, B, C...
Vogais e alfabeto
Um caderno e um lápis
E a incompreensão e insubordinação
Tinha como punição um puxão
De orelha... Ardia e queimava,
Acho que não ligava pois sempre repetia a ação
Ah lição complicada,
Do ABCD chegar a entender o mundo
Que paciência e perseverança,
Largar a infância e se abraçar a responsabilidade
De ler e entender o mundo pelas palavras
As ferramentas de casa eram muito mais simples,
Mas a coragem faz o guerreiro,
Aos trancos e barrancos passava de ano
E ouvia um elogio e um livramento passar de ano,
Ouvia com prazer que ao menos era inteligente,
Ouvia dizer das aparências com Françuar
Comparado até nas astúcias assim cultivava
Minha inteligência pequeno era o mundo
E grande a imaginação...
E ouvi dizer que Dona Lenita era mais rígida,
Mais valente, então o medo me adestrou,
Tomei de primeira as lições, aprendi o que achava
E pontuava as escola, passei por média,
Entre ditongos e tritongos... a Bahia e o Paraguai,
Algo era uma luz e deixara de ser cruz,
Na Serrinha Grande foi a vez de Conceição,
Professora do sertão
Que chegava a serrinha,
E rezava toda manhã,
Agora mais liberdade,
Agora mais responsabilidade,
Três litros de leite e a sala de aula,
Na vergonha vendia aqueles litros,
E o dinheiro a mamãe dava,
Na escola sempre passava...
Quinta série essa foi um destroço
Era muito o alvoroço,
Estudar com professores,
Esperar aula de educação sexual,
Fui expulso da aula de religião,
Fui para quarta avaliação em matemática,
E em ciências, quase reprovei,
Ainda lembro do olhar de severo
De dona Rivete,
Lembro de Cleiton e Primo Valdene...
Edineia, Cileuda, Alessandra e Joesilha,
Sexta série Chaguinha de Viriato me salvou,
Como ave em arapuca,
Fugi de um bagunça nas últimas,
E Chaguinha professor de matemática e ciências
Me salvou da matemática,
Nas ciências me apeguei,
Adivinhe o por quê,
Ali descobri minha inteligência
O livro cheio de imagem,
De bichos e sistemas,
E Chaguinha contava as histórias do Colégio Agrícola de Jundiaí...
Muito obrigado professor,
Na sétima série não esqueço
Aula de geografia,
O mestre José Silva descrevendo as ilhas Polinésias e Melanésias...
Tomava a lição,
Naquela grande inverno,
Para a estrada ia o gado pastorar,
Com o caderno na mão
Aprendia geografia,
Virando as pedras brancas do Barroso
Em busca de escorpião,
Ai veio o professor Luiz Silva também da geografia,
Tomei gosto pelas boas notas.
Na oitava série o destaque foi Ledimar,
Professora Perpétua e Genilda,
Desculpe mas português não era minha praia...
Lembro da tarde que Drummond morreu,
A professora Genilda falou com muita tristeza.
Essa dificuldade da língua ainda carrego,
Em Martins teve a fabulosa Janildes de biologia,
O fantástico Pedro de matemática,
Oneide e Fátima de Português,
O que dizer da generosidade de drs. Moacir e Luizinho,
Josineide de inglês,
A professora de literatura que me fez pela primeira vez ler o mulato
Dona Marta esta apostou na gente...
Me divertia mesmo era na biblioteca
Ali onde ficava dona Bebeta...
Lia os livros de contos...
Fernando Sabino...
Naquelas noites frias da serra,
Não estava só tinha minhas irmãs
Nossos vizinhos e vizinhas...
Sabe os caminhos foram tortusos,
Mas descobri a caixa de ferramenta de Foucualt muito cedo,
E não teve um dia em minha vida
Que não tivesse um aprendizado,
Agradeço a todos que me ajudaram
E principalmente aqueles que me apoiaram,
Aqueles que vieram e se foram,
Seria impossível descrever...
Dedico tudo que sou a mamãe e a papai.
E fico por aqui.
Às vezes, a gente fica concentrado,
Fazendo atividades cotidianas,
E ouve sons de coisas humanas,
Som de longe distinto e perturbado,
Parece que ouvimos o eco do tempo,
Parece que nos perdemos no espaço,
A gente sente intensa nossa individualidade,
Sente o quanto somos solitários
Talvez tenha tido essa sensação
No estalado a queimar a maravalha,
No ferver do café com água que borbulha,
No chiado da chuva longe que vem chegando,
Na solidão noturna ouvindo um roncar...
Coisas humanas,
Coisas humanas,
Coisas humanas,
Pulsações da vida,
Que renega até a morte a morte,
Esse medo do desconhecido,
Aprendido desde o ser um bebê.
Agora ouço longe
Roncos de motores,
Ecoando nas ruas,
Longe muito longo vou,
Estou no meio do mato,
Ouvindo roncos de motores
Ecoando nas gargantas das serras,
Ecoando entre as caatingas...
Quem desconhece a cinza
Que se faz ao apagar crepuscular
De cada dia, o cantar da ave maria
Na voz de Gonzaga...
Esse profundo eco
Espelho do tempo,
Eternidade momentânea,
Num ponto é fiado é tecido
O presente e o passado
No ser...
Agora a compreensão que o entendimento está para além da experiência.
Antes podia desfrutar às noites de lua cheia em família. Papai, mamãe e meus cinco irmãos. Eu olhava para o céu com um olhar ingênuo. Era t...