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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Lá fora

 Havia unidade aquela ingênua unidade, um pouco de imanência. Sabia da transcendência do mundo via razão e não via experiência. O lugar mais distante que havia ido era Alexandria. E já sabia que a grande fonte de conhecimento era a  percepção. Eu imaginava o mundo. 

Agora sei que cada lugar tem suas peculiaridades e a gente se acostuma com esta, mas nunca a domina...

A gente vai absorvendo o mundo, todavia não chegamos a conhecer o mínimo dessa unidade que é o absoluto.

Reencontro

 Encontrei de novo a poetiza, esposa de meu professor Paulo Marinho. 

Seu nome Lizbete Oliveira...

Quando a encontrei, o que vi e a mostrei?

Um buquê de flores de sambucus...

Contemplamos o cheiro.

Confluência ela falou, não coincidência.

Ela falou que sua mãe falava de uma mata de sabugueiro entre Solânea e Bananeiras.

Devia ser muito perfumado...

Deveras.

Refletimos muito nossas ideias.

Coincidentemente estávamos no mesmo tom, verde.

Quase a conversa não terminava e nunca vai terminar,

É bom conversar com quem pensa como a gente, valoriza as mesmas coisas...

A poesia, sinestesia, alegrias e o amor pela vida....

Raiz do amor

O amor é um sentimento de intensa amizade.
Amar é cozinhar, ternamente a gente vai amando e sendo amado.
Amar tem um ponto nem muito fogo nem pouco fogo,
Nem muito tempo, nem pouco tempo.
Amar é uma combinação de corações...
Pode acontecer entre outros e não com você.
Pode acontecer entre você e outro e não outro.
Amar é um mistério.
Gostamos de crer neste mistério.
Amar tem a raiz no respeito, carinho e amizade.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O que plantar?

 O tempo se torna cada dia mais precioso.

O tempo vale ouro.

Tempo pra pensar o que me edifica.

Tempo precioso para se cultivar.

Cultivar bons hábitos,

Cultivar boas ideias,

Cultivar conhecimento.

A cada dia que se passa menos tempo

E por isso tenho que aprender o que é mais importante,

Aprender a eternizar o que me faz melhor

E deletar o que me faz pior.

Essas coisas.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Em um momento

 Onde estou, carrego meu ser. Sou o que sou. Sou o que me cerca. Sou o que me ensinaram ser.

Sou o que aprendi a valorizar...

Após vamos lá.


Em pé, na beira da estrada, para para contemplar o vale e as serras.

Tudo que vejo é o que conheço.

A cinza da mata.

A cinza da mata.

A cinza das rochas.

A cinza das serras.

No fundo no vale o verde do campim elefante que vive enquanto viver o homem.

Baixa de Janoca,

Baixa de João de Janoca,

Baixa de Douglas...


Do pé do alto, havia uma casinha de taipa.

Nela morava Maria do Carmo casada com João Lúcio e mais um monte de filhos.

Tinha um pé de pinheira e ciriguela que mirava para a baixa...

Mas a frente uma rocha e um pé de angico.

Foi tudo que restou...

Na verdade... o tempo tudo apagou.

O sacrifício para sobreviver a pouca água e a pouca comida.

Ali ia. E costumava contemplar a baixa que em meio ao total cinza era a única esperança verde.


Nossa esperança no sertão é pelas chuvas.

Sinal de fartura.

Quando caem as chuvas é tão gostoso.

A gente parece renovar a vontade de viver assim como as plantas.

As plantas e as sementes despertam de seu sono.


A água faz o mundo cheirar a chuva.


Um professor que conheci desmistificou o cheiro da chuva e disse que era o cheiro de esporos de fungos.

Eita que tem fungo por todo lugar, pois pra mim a chuva só tem esse cheiro em qualquer lugar do mundo.


Então, sinto o vento soprar, ouço o vento cantar ou seriam as árvores cantando?

Assim, volto ao eu... saio da memória.

Caminho pelas estrada vendo o desprezo das pessoas pelo meio em que vive.

Lixo de garrafas de água, de cerveja, carcaças de animais. 

Essa poluição não seria uma forma de violência visual?


E assim, segue.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Um pouco

 Fernanda, a aroeira continua a crescer, desde então nunca mais a podaram.

Desde que aquele que lhes deu o nome se foi.

Já não penso mais em Fernanda,

Mas ela está ali.

Então tem dias que ela vez e me mostra que tudo vai continuar bem.

Que tudo é fruto de nossas mentes.

O que podemos temer do amanhã?

Tudo vai continuar e nós, bem talvez deixemos um pouco de nós no coração das pessoas que respeitamos.

O simples

A bananeira animada,
Cantava sem parar,
O vento vendo a animava,
Naquela sexta-feira,
Naquele fim de tarde, nada esperava.
O vento veio e a animou,
A fez cantar.
Pensei em minha existência.

Pensei na sucessão,
Pensei no que espero.

Entendi que não se pode esperar nada,
E sim se animar com quem nos anima.
Com o simples que nunca há de faltar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Encontro

 Fui a feira de orgânicos na UFPB ver os amigos, conversar e comprar. Vi seu Biu, seu José, Seu Edson e seu Zizo.

Ir a feira, como não gostar desse Bafafá.

Ouvir a bandinha tocar, 

A cliente a questionar o preço das coisas,

O cheiro da tapioca sendo assada no caco.

Gente indo e voltando.

Mercadoria sendo entesourada....

Eis que encontro Lis, a poetisa, na volta para minha sala.

Quanta alegria, com saboroso gosto de poesia.

Lisbeth Lima de Oliveira,

Lima de Solânea, e Oliveira de Cajazeira.

Conversamos sobre tantas coisas,

Que nos perdemos no tempo.

Das coisas que pesquei.


Lisbeth, nobre amiga,

Que muito tem a me ensinar,

Antes ouvir a falar,


Quem fala doa,

Quem ouve recebe,

E foi aquela troca,


Aprendi a aprender,

Falando e me agradando

do Carinho de me escutar.


A certas horas vi que era todos ouvidos,

Foi a feira a escutar,

Ver, ouvir e cheirar,

Ao café saborear...


A goma que se aquecida,

Vira tapioca, estava o ambiente a perfumar...

De flores na mão senti a mercadoria pesar.


Lis ouvia...


Em suas orelhas dois ouvidos,

Um interno e outro externo,

Uma espiral coclear,

Uma concha espiralada,


Mostrava que ouvia e ensinava no ouvir.


Lima, lima, lima...

Oliveira, oliva...


O roxo do jacarandá enche sua vista de alegria.

A memória do cheiro do cabelo de sua vó...


Memórias são despertas,

Eternizadas.


Mais nada


Mediação

 A alma de gato marrom vez por outra aparece. Não vejo, mas escuto.

A patativa de papinho amarelo só canta a dançar. E agora tá cantando no meio da mata.

O sanhaçu de coqueiro verde anima as praças pessoenses.

Agora!

Isso é tudo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Viajante do tempo

 

Sou um viajante do tempo.

Tudo teve início no meu nascimento.

O choro me despertou,

Inconsciente que estava continuei,

 

O que me guiava era a vontade de viver,

Desenvolvi apegos e gostos...

Descobri o eu.

 

Consciente me tornei,

Igual a todos que me cervavam,

As emoções e sentimentos

Me ensinaram a amar,

A sorri e chorar...

 

A minha vida parecia eterna,

Tudo era tão intenso.

 

Todavia a razão,

Foi matando a emoção,

 

A consciência dominando a inconsciência...

E comecei a perguntar quem sou!

 

Pensei, em cima de pensamento,

Alimentei sentimento...

 

O tempo afraca minhas forças,

Envelhece o meu corpo,

Me domina...

 

E me pergunto quem sou eu...

Tudo em vão.

 

No olhar da criança imaginação,

No olhar do adulto ilusão,

No olhar do idoso, sabedoria.

 

Sou forjado pelo tempo...

Quem fez quem me fez passou,

Quem me fez passou...

 

O lugar é o mesmo, atemporal.

O espírito eterno...

Vive trocando de corpo e fazendo crer na individualidade.

 

Tudo é nada,

E nada é tudo...

Sou só produto do acaso,

 

Do tempo...

Dios tuto natura.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Amizade

 Esta semana, duas situações ou lugares me fizeram lembrar do meu primo e amigo Mazildo.

Primeiro foi o lugar e o dia, estava no shopping mangabeira e era sexta-feira. Sempre neste lugar e neste dia enviava fotos do ambiente. Meu primo era tímido, tinha uma doença que nunca descobriu a causa. Meu primo vivia em casa. Quando pequenos a gente se divertia andando nos matos caçando,  mas nem matava nada a gente gostava de ver o mundo silvestre. A gente foi crescendo e suas limitações físicas praticamente o impediram de anda.  Seu deslocamento se limitava ao espaço interno da casa.  Meu amigo, saia de casa para cortar o cabelo ou votar. Sua vida era acordar, tomar o café, limpar as gaiolas e ouvir rádio e ver televisão e por último usar o celular. Estava engordando demais e se cansava dentro de casa mesmo. Nunca reclamava. No dia mesmo que faleceu nos trocamos mensagens.

A segunda vez foi no sábado, estava no parque Arruda Câmara, lá encontrei seu Eduardo que cuida dos animais no parque. Estávamos conversando e eu prestava atenção no som das jandaias foi quando ouvi o periquito da caatinga, grasnou umas três vezes, daí, o bicho veio e pousou ao nosso lado. Aí lembrei e comentei que meu primo tinha um periquito que ele cuidava tão bem. Acordava o loro a noite, tirava o bicho do guarda roupa e dava comida para o bichinho.

E hoje na praia vendo as Maracanã voarem me lembrei novamente.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Eterna sinestesia

A noite,
A lua crescente,
O vento nordeste,
Após um dia muito quente,
Nada mais reconfortante,
Parece que o tempo regrediu aqui,
Só as aves habitam este lugar,
Onde as noites, as madrugadas, manhãs e tardes são perfeitas,
Até os bichos se moldam a este lugar,
As plantas aqui ficaram
E permanecem eternas.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Incerto

Cada tempo que vivemos ocupa um espaço e tem seu roteiro e seus problemas.
Às vezes vivemos a deriva, diga-se a maior parte das vezes.
Às vezes nos apaixonamos e ficamos loucos.
Às vezes a consciência chega a nós.
De qualquer forma viver é incerto.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Conversas amigas

A quanto tempo não revejo os amigos que deixei quando parti de minha terra. Sabe nem me lembro mais quanto tempo que pude desfrutar daquelas conversas sadias.
Sempre que podíamos nos reuníamos para conversar, na cozinha, na hora do almoço ou do jantar, na lavanderia nunca faltava alguém para conversar. Nossas conversas iam desde futebol, política, cursos e é claro de amizade, assunto corriqueiro nos corredores da moradia. O engraçado é como nos comportávamos, pois para cada pessoa abordava-se um assunto diferente, ou seja tínhamos pessoas preferidas para tratar de assuntos específicos. Muitas vezes varávamos a madrugada conversando, tomando aquele café, entre uma conversa e outra íamos matando o tempo cheio de tédio, pela distância da família, pela falta de recurso, de tempo
Estávamos ali para estudar, aproveitar o tempo, mas claro que ninguém é de ferro para estudar o tempo todo, precisávamos viver e conversar significava está vivo. Meus queridos amigos que sempre estavam presente cotidianamente, o jornalista intelectual Silvano Araújo, o Engenheiro Chico Targino, odontólogo Francisco Canindé, Historiador Demison, Geólogo José Airton, Biólogo Alex Luz, Juiz Gilvanklim Marques, falecido psicólogo Taniberg Albano dentre outros, é claro que não citei os amigos de quarto que eram mais amigos que amigos de conversas.
Quanto tempo não disponho de conversar com tais figura, que saudade boa, pois todos estão seguindo a vida muito bem e eu segui o meu caminho, consegui achar o caminho que me levará ao lugar almejado. Durante esse tempo de busca quantos amigos fiz,
quantos ficaram por ai, mas levo em meu coração como trofeu maior de minhas conquistas, pois acredito que a amizade é o bem maior de um homem.
Novos amigos consegui são maravilhosos, mas são outros amigos outro perfil, adoro-os, mas sinto saldades do campus, do campo, dos timbres, dos risos, da amizade acalorada aos sabor do café, das conversas da vida vivida.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Flor e experiência

Sinhá bela flor,
Quanta alegria, 
Quanto amor,

É verão e exalas tanto odor,
E o vento leva,
E as abelhas beijam flor por flor,
E te espalham,
E contagiam, tornado a natureza mais bela,

Verdes paisagens,
No côncavo da chapada,
Fria a brisa,
Sol ardente,
A mata ensombrada, alivia o calor,
Oh! alva flor,

Hum... doce sabor!
Suave silêncio,
Suave som das águas fluindo, se deitando nas rochas,
Cheiro da umidade,
Flores rosas, brancas das mimosas,
Cheiro da água...

Doce vida Sinhá,
Não se vá...


... Sinhá era minha avó materna. Viveu conosco por algum tempo.

Despertar

 Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...

Gogh

Gogh