18/02/21

29. Lar

 Na algaroba do terreiro de casa sempre havia um ninho de tirite.

O vento soprava e a copa dançava enquanto os galhos iam e vinham.

Não era apenas uma eram quatro que a mamãe plantou certa manhã de um dia qualquer.

Elas cresceram dando boa sombra.

Eram sempre podadas, mas incomodava seus foliololos que enchiam as telhas de matéria orgânica.

Essa foi a justificativa para cortá-las.

Cortam as árvores por sua sombra.

Por mim tudo viraria mata cheia de aves e folhas e frutos e flores...

Mas esse sou eu sem autoridade.

Os tirites perderam sua morada,

O terreiro ficou mais quente,

E a paisagem ganhou uma nova forma.

Noite enluarada

 Antes podia desfrutar às noites de lua cheia em família. Papai, mamãe e meus cinco irmãos. Eu olhava para o céu com um olhar ingênuo. Era t...

Gogh

Gogh