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22/03/26

Noé

 Noé - Noan. Nome de origem hebráica que significa descanso, repouso, conforto.

Este nome é amplamente conhecido pela bela história da bíblia Noé e a Arca.

Sou de um povoado de berço de entrada do protestantismo no nosso município.

Nas casas de alguns de nossos vizinhos tinham imagens de cenas da bíblia e um das que me impressionavam era uma imagem com a grande arca e os animais entrando na arca.

Acho que tinha uma em Bonina, uma em Elita sua irmã, uma em Chico Franco. Ah, uma em Dálea, uma em Lenita, uma em Zuleide e uma em Iula de Dequin... Aqui vai ser difícil de contestar, pois quem vai ser o vizinho que vai ler este texto. A escrita pode servir de testemunho da realidade, mas é passível de invento. O fato é que conheci três Noés. Noé de José de Julho que era caminhoneiro, morava em Natal. Dirigia um lindo mercedes 1313 amarelo. Noé de Jerome uma pessoa muito dócil com o espírito desprovido de malícia. Noé vivia com seus pais Jerome Benedito e Loló. E por último Noé de Dedé Moreira e Daluz. Conheci mais tarde, pois cedo foi morar em São Paulo. Era amigo de meu irmão Rosembergue. Noé de Dedé Moreira era uma pessoa maravilhosa, de olhos claros e cabelo grande. Ele tinha uma voz inconfundível, agradável e gostava de contar estórias, daquelas da gente. Estórias particulares, locais, mas muito divertidas. Quando meu irmão chegava lá em casa ele era um dos primeiros a aparecer e passava a tarde conversando. Sim, ele voltou de São Paulo e foi viver a melhor parte da vida em sua terra natal com uma esposa maravilhosa. Bom. Quando voltamos a terra natal, a gente volta a essência primeira com a experiência do mundo. A gente passa a viver e poder fazer o que nossos parentes já faziam e a vida volta a ser comum. E revive do esquecimento. 

Hoje, fiquei sabendo que Noé de Dedé havia passado pelo linha da vida e encontrado eternidade. Morando longe não terei como ir ao seu velório ou ao seu sepultamento.

E isso é matéria para pensar a vida, a existência. 

Um fato muito triste. Para nós de Serrinha, seus amigos, seus irmãos, e mãe. Eu tinha amizade próxima com sua irmã Noezila e Herbénia. Conhecia todos os demais irmãos e seu pai. Fui ao velório de seu pai. 

Noé esteve no velório de meus pais...

Noé é uma fração de Serrinha que se eterniza.

Depois que meus pais se foram, sempre visito o cemitério.

Meu vínculo com Serrinha continua mais viva que nunca. Tenho encontrado minha essência nas memórias em Serrinha minha terrinha. Minha gente que cresceu tanto que nem sei mais quem são, mas sei que são.

Noé, encontre o descanso, conforto e descanso na Eternidade.

Um dia nos encontraremos.

Vá em paz em Jesus Cristo e Maria nossa Senhora.

19/03/26

São José

 Hoje dia de São José,

Nunca esqueço dos aniversários de Tia Chagas e José Luciano.

Meu avô era um José,

Tenho um tio José,

Tenho um primo José.


Tantos Josés,

Tantos Dedés;


Pai de nosso senhor, Jesus.


São José inspira fé.


São José inspira esperança

De chuva no sertão...

Viva ao Santo amado do nosso sertão...


São José que foi carpinteiro.

São José que foi pai,

Foi marido...

Viva as muitos Josés.

13/03/26

 Seu Zé,

Toda tarde sai para caminhar.

Quatro horas, facha chuva o faça sol.

Tem um pouco de dificuldade de andar.

É magro e Alto, usa bigode e é sério.

Custou a dá boa tarde, mas já se acostumou.

Seu nome é José Tavares.

Lembrei logo do nome do herbário da rural

Sérgio Tavares.


06/03/26

Josenildo

 Josenildo já ouviu falar deste nome?

Busquei na etimologia e encontrei que era um anagrama para José lindo.

Não conhecia este nome até começar aqui na trabalhar na UFPB. 

Até agora somam-se quatro sendo um feminino.

Conheci Josenilda apenas de olhos e ouvidos. Conheci no corredor da entrada dali da Geociências.

Nunca estava sozinha estava com as amigas que chegavam para trabalhar aqui.

A turma da madrugada, uma turma que as vezes é desconhecida pelos nomes.

Josenilda era expressiva, gostava de falar alto. Dava para ouvir ela explicando as coisas para as colegas.

Com seu rosto redondo e cabelo vermelho e de estatura mediana se destacava no físico e na expressão.

Um dia, caminhando em paralelo perguntei qual era o nome dela e me respondeu, Josenilda dos Santos.

Perguntei de onde era e ela me respondeu que era de Pirpirituba. Coincidência falei. Terra de seu Ronaldo. Conhece? Não. Falou das cachoeiras de lá, da beleza e sumiu.

Pouco tempo depois fiquei sabendo que morreu de  aneurisma. Fiquei impactado. Com 43 anos.

Surpreso as colegas disseram que já tinha neto.

Se foi uma, a única.

Bem os outros são Nildo, Josenildo e Josenildo.

Josenildo Felipe (Nildo) é de Guarabira teve paralisia infantil de um braço, mas é o homem mais inteligente e forte que conheço. Trabalha comigo. Pau para toda obra em trabalho. Sabe fazer de tudo. Um dia falo mais.

Josenildo Maximiniano é alto e magro é de mangabeira. Limpa carro no estacionamento. Cabra gente boa demais.

Josenildo azul é daqui mesmo. Muito esperto e cheio de brincadeira. Cuida dos jardins.

E essa é a quadra.

Conheci um quarto Josenildo, de longe de Baianópolis. Gente melhor que dinheiro.

Antônio Pereira

 O poeta da saudade Semana passada ouvi o compositor Santana declamando um dos mais lindos versos sobre saudade. Ele falou de Antônio Pereir...

Gogh

Gogh