Mostrando postagens com marcador Nomes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nomes. Mostrar todas as postagens

28/05/26

Nelson e Iola

Em abril e maio de 2026, a Serrinha do Canto perdeu dois personagens importante do nosso tempo. O interessante foi que eram vizinhos muito próximos. Um morou muito tempo na casinha sobre a barreira e o outro no lado oposto onde terminava o asfalto velho. Sim, me refiro a Nelson Vieira e Iula de Dequinho. Nelson era uma pessoa maravilhosa, falava baixo e sua voz era particular. Era pai de Paulo Cesar, João Batista e Márcio. Nelson era casado com Antônia. Cuidou a vida todo do sítio de Jona Rosendo. Gostava de tomar um mezinho. 
Iola era casada com Dequinho nunca teve um filho. Dona de uma voz peculiar. Iola era uma jornalista. Sabia de tudo que acontecia em Serrinha do Canto. Era irmã de Zuleide de Toto e Odaleia de Chico de Vicente de Joana. Pude conversar com ela no ano passado. Na conversa ela lembrou de meu pai Chico Raimundo.
Foi ali que vivi muitas coisas e com estas pessoas convivi e aprendi a importância da amizade. Povo do meu tempo. Anos 80, 90 e 2000.
Deixa a saudade.

18/05/26

Francisco José

 Conheci Francisco José ferreira de Cacimba de Areia PB. Filho de José e Ana. Ele mostrou a casa que nasceu e morou com seus 11 irmãos. Eram três filhos Franciscos. Contou que seu pai viveu 94 anos e sua mãe 95... Ele faleceu num sábado depois de receber a extrama unção. Sua mãe tbm morreu nunca sábados. Seu filho estava cantando e ele participando da exposição retrato do sertão. Seu José Leu a biblia mais de 15 vezes.

Homero Sá

 Foi numa exposição,

De retrato no sertão,

Que fiquei impressionado,

Com a beleza daquela arte,

Pincel, música e inspiração,

Atiçaram o sertanejo,

Para além do couro do chapéu e do jibão.

Retirou da fotografia,

De lugares pouco habitado,

De lugares muito amados,

A beleza do sertão...

Meu peito bateu emocionado,

Com as casas alvas,

A terra vermelha,

Com as flores vermelhas

do flamboiã,

Com as rosas brácteas das três marias,

Da arrumação das rochas,

Da verdidaão da algaroba,

Da Casa alva de José cheia de histórias...


Senti profunda emoção.

Exposta com muito requinte,

A obra falava por si,

Um a sanfona a tocar,

Um matuto a cantar,

Que riqueza maior?


Seus olhos brilhavam

Foi linda sua declaração,

Agradeceu a todos

E Declarou o grande amor

Amor de sua vida a parelhense Fatinha.

O amor da sua vida,

Condição incondicional

Para todo aquele momento.

Foi um lindo evento,

A descoberta do grande pintor,

Artista de grande valor.

Homero Sá.


23/04/26

Hiula de Dequin

22.4.2026 - 8-3-1946 

Nossa vizinha Hiula de Dequin partiu ontem. A voz de Hiula era muito peculiar, meio rouca mas muito forte. Moravam em Serrinha do Canto. Ali, do lado de Mudinho e Zuleide sua irmã. A gente passava e as vezes ela parava a gente para conversar. Casada com Dequinho. Os vi pela última vez na casa onde eles viveram a vida toda. Papai era muito amigo de Dequinho. Então as vezes passava lá e conversava até perder o tempo. Hiula era irmã de Odalea de Chico de Vicente Joana  e de Zuleide de totô. Eram filhas de Vicente de Arcanja.  Era evangélica.

Serrinha do Canto daquele tempo não é mais.


22/03/26

Noé

 Noé - Noan. Nome de origem hebráica que significa descanso, repouso, conforto.

Este nome é amplamente conhecido pela bela história da bíblia Noé e a Arca.

Sou de um povoado de berço de entrada do protestantismo no nosso município.

Nas casas de alguns de nossos vizinhos tinham imagens de cenas da bíblia e um das que me impressionavam era uma imagem com a grande arca e os animais entrando na arca.

Acho que tinha uma em Bonina, uma em Elita sua irmã, uma em Chico Franco. Ah, uma em Dálea, uma em Lenita, uma em Zuleide e uma em Iula de Dequin... Aqui vai ser difícil de contestar, pois quem vai ser o vizinho que vai ler este texto. A escrita pode servir de testemunho da realidade, mas é passível de invento. O fato é que conheci três Noés. Noé de José de Julho que era caminhoneiro, morava em Natal. Dirigia um lindo mercedes 1313 amarelo. Noé de Jerome uma pessoa muito dócil com o espírito desprovido de malícia. Noé vivia com seus pais Jerome Benedito e Loló. E por último Noé de Dedé Moreira e Daluz. Conheci mais tarde, pois cedo foi morar em São Paulo. Era amigo de meu irmão Rosembergue. Noé de Dedé Moreira era uma pessoa maravilhosa, de olhos claros e cabelo grande. Ele tinha uma voz inconfundível, agradável e gostava de contar estórias, daquelas da gente. Estórias particulares, locais, mas muito divertidas. Quando meu irmão chegava lá em casa ele era um dos primeiros a aparecer e passava a tarde conversando. Sim, ele voltou de São Paulo e foi viver a melhor parte da vida em sua terra natal com uma esposa maravilhosa. Bom. Quando voltamos a terra natal, a gente volta a essência primeira com a experiência do mundo. A gente passa a viver e poder fazer o que nossos parentes já faziam e a vida volta a ser comum. E revive do esquecimento. 

Hoje, fiquei sabendo que Noé de Dedé havia passado pelo linha da vida e encontrado eternidade. Morando longe não terei como ir ao seu velório ou ao seu sepultamento.

E isso é matéria para pensar a vida, a existência. 

Um fato muito triste. Para nós de Serrinha, seus amigos, seus irmãos, e mãe. Eu tinha amizade próxima com sua irmã Noezila e Herbénia. Conhecia todos os demais irmãos e seu pai. Fui ao velório de seu pai. 

Noé esteve no velório de meus pais...

Noé é uma fração de Serrinha que se eterniza.

Depois que meus pais se foram, sempre visito o cemitério.

Meu vínculo com Serrinha continua mais viva que nunca. Tenho encontrado minha essência nas memórias em Serrinha minha terrinha. Minha gente que cresceu tanto que nem sei mais quem são, mas sei que são.

Noé, encontre o descanso, conforto e descanso na Eternidade.

Um dia nos encontraremos.

Vá em paz em Jesus Cristo e Maria nossa Senhora.

19/03/26

São José

 Hoje dia de São José,

Nunca esqueço dos aniversários de Tia Chagas e José Luciano.

Meu avô era um José,

Tenho um tio José,

Tenho um primo José.


Tantos Josés,

Tantos Dedés;


Pai de nosso senhor, Jesus.


São José inspira fé.


São José inspira esperança

De chuva no sertão...

Viva ao Santo amado do nosso sertão...


São José que foi carpinteiro.

São José que foi pai,

Foi marido...

Viva as muitos Josés.

13/03/26

 Seu Zé,

Toda tarde sai para caminhar.

Quatro horas, facha chuva o faça sol.

Tem um pouco de dificuldade de andar.

É magro e Alto, usa bigode e é sério.

Custou a dá boa tarde, mas já se acostumou.

Seu nome é José Tavares.

Lembrei logo do nome do herbário da rural

Sérgio Tavares.


06/03/26

Josenildo

 Josenildo já ouviu falar deste nome?

Busquei na etimologia e encontrei que era um anagrama para José lindo.

Não conhecia este nome até começar aqui na trabalhar na UFPB. 

Até agora somam-se quatro sendo um feminino.

Conheci Josenilda apenas de olhos e ouvidos. Conheci no corredor da entrada dali da Geociências.

Nunca estava sozinha estava com as amigas que chegavam para trabalhar aqui.

A turma da madrugada, uma turma que as vezes é desconhecida pelos nomes.

Josenilda era expressiva, gostava de falar alto. Dava para ouvir ela explicando as coisas para as colegas.

Com seu rosto redondo e cabelo vermelho e de estatura mediana se destacava no físico e na expressão.

Um dia, caminhando em paralelo perguntei qual era o nome dela e me respondeu, Josenilda dos Santos.

Perguntei de onde era e ela me respondeu que era de Pirpirituba. Coincidência falei. Terra de seu Ronaldo. Conhece? Não. Falou das cachoeiras de lá, da beleza e sumiu.

Pouco tempo depois fiquei sabendo que morreu de  aneurisma. Fiquei impactado. Com 43 anos.

Surpreso as colegas disseram que já tinha neto.

Se foi uma, a única.

Bem os outros são Nildo, Josenildo e Josenildo.

Josenildo Felipe (Nildo) é de Guarabira teve paralisia infantil de um braço, mas é o homem mais inteligente e forte que conheço. Trabalha comigo. Pau para toda obra em trabalho. Sabe fazer de tudo. Um dia falo mais.

Josenildo Maximiniano é alto e magro é de mangabeira. Limpa carro no estacionamento. Cabra gente boa demais.

Josenildo azul é daqui mesmo. Muito esperto e cheio de brincadeira. Cuida dos jardins.

E essa é a quadra.

Conheci um quarto Josenildo, de longe de Baianópolis. Gente melhor que dinheiro.

28/05/18

Hélio de Chico Franco

Ontem, 27 de maio de 2018, Hélio de Paulinha, nosso vizinho de infância, dormiu na eternidade.
Um infarto o ceifou.
Desde que tenho lembrança o conhecia e tínhamos como amigo da nossa família.
Era uma pessoa simples, muito sagaz e bem humorado.
Tinha estatura baixa não tinha 1,70, mas passava dos 1,50 m. Tinha olhos claros e uma barba fechada.
Hélio, desde cedo, aprendeu a arte do comércio.
Vendia e comprava coisas, galinhas, bodes, cabras, ovelhas, porcos, garrotes dentre tantas coisas.
Sabia sempre fazer uma transação comercial de maneira a ganhar sempre algum trocado.
Assim, desde cedo foi se construindo como uma pessoa honesta.
Lembro que quando casou já morava na casa de Crejo seu irmão, mas depois construiu sua própria casa onde viveu até os últimos dias.
No início de sua jornada para se deslocar tinha uma burra baixeira e só com muito tempo comprou uma moto.
Lembro quando nasceram seus filhos. O primeiro foi Hugo e depois veio Tiago. Naquele tempo a gente ia muito fazer boca de noite lá.
Papai adorava ri dos casos que ele inventava e contava.
Lembro na época que a gente precisava colocar água em casa no jegue a destreza como ele enchia as ancoretas.
As vezes que saia em busca de comida para as criações. Parava lá em casa para conversar.
É! Hélio enchia aquela baixa de Serrinha do Canto de vida.
Foi um personagem muito importante.
Hoje, ele deve ter se encontrado com o povo que o esperava.
Seus pais Chico Franco e Maria, suas irmãs Nida e Dezu; os vizinhos Joãozinho e Elita de Licor; Artur Barreto, Seu Amaro e Ciça; Bunina, Josimá e Lenita, Diniz que chegou faz pouco tempo; Odaleia, Munda e Sua neta; Iracema, Lúcia, Zé de Júlio, Nelope e Luiza, Luiz, Açuero; Luiz de Mundin, Dona Francisca, Rita das Arupembas e Zé, Sivirino.
Todos em festa.

Agora só renta de sua lembrança seu aniversário e a gaifa que fazia.

Atenção plena

 Hoje, três de junho de 2026 tomei consciência do conceito atenção plena. Embora sem conhecer a literatura em 2006, no meu mestrado intuitiv...

Gogh

Gogh