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01/06/26

Sonho da mãe

 A tarde havia chegado. Após um almoço agradável. Colocou o milho de molho para fazer o xerém. Alimentou o cachorro e o gato com o resto de comida. Antes de lavar os pratos fez a lavagem e levou para o porco. O calor e o silêncio da tarde pede um cochilo. Entrou no quarto a janela serrada. Deitado na cama sente o cheiro do travesseiro. Fechou os olhos e dormiu. O sono de meia hora. Acordou e foi até a área da frente da casa, sentou numa cadeira de balanço e pôs-se a olhar no mundo. Terreiro limpinho, um espelho ensolarado, a estrada de barro, o sítio da frente. Pensou na vida, nos pais idosos, nos filhos e no marido. Pensou na vida. Na engrenagem que é a vida. Deu vontade de tomar um café. Quando uma galinha gritou no ninho da casa velha. Tirando os pensamentos metafísicos da vida. Uma vizinha chegou e começaram a palestrar. Nem recordou do sonho que tivera de seu filho sendo professor numa universidade. Sonhos. Ele era apenas um menino. E tudo se passou tão de pressa. Como se passa um dia...

27/05/26

Maio frio

 Abril foi frio,

E maio seguiu frio,

As nuvens frouxas,

Chove e para,

Para e chove,

Faz  sol,

Fica nublado.

Essa variação no clima me deixa aborrecido,

Frio e calor...

Mas é bonito de se ver,

A lua de maio crescente,

Lua alva entre nuvens alvas.

É muito bom ouvir música de violino,

Nesse tempo.

Bom para tomar um chocolate,

Para ficar na cama,

Para pensar na vida,

Cuidar da casa...

Viver.

Maio, mãe...

Este mês ficou tão frio quando mamãe se encantou.

Resta pensar,

Sem sua voz para ouvir,

Seus conselhos...

Sentia sua presença eterna...

18/05/26

Maio chuvendo

 A chuva cantando 

Enquanto escuto,

Deitado e quieto,

Só matutando...


Despertas memórias

De uma viva vivida,

Lugares idos,

Tempos passados.


Meu ser e minha história 

Sendo tecida no tempo e no espaço 

Ao longo dos anos,

Das estações, 

Das luas,

Dos dias e noites

Dos dias de chuvas.


A chuva sempre 

Foi mãe,

Sempre me deu 

A essência da vida

A água.

E agora este poema.

10/05/26

Notas da semente do amor

 A vida é uma dádiva.

Felizes os que vivem e conhecem a sabedoria,

Felizes aqueles que sente todas as fazes da vida,

Felizes os que chegam a ter cabelos brancos, abraçarem seus netos.

Estou rompendo a idade adulta.

E com Deus tudo fica mais suave. Os anos vêem me ensinando essas sabedorias.

Quando era menino! Ah, nesta época Deus me deu um lar, pais e irmãos.

Eu sabia que era amado pelos afagos de minha mãe, pelo carinho de meu pai, pelas amizades de meus irmãos.

O mundo refletia em mim bomdade...

Eu sentia felicidade com as coisas mais simples,

Corrida descalço na areia fria,

O cheiro da flor do caju indicando fartura,

O encontro com as frutas maduras no pé,

As goiabeiras, as pinheiras, as cirigueleiras, os coqueiros...

Papai a prover a casa com seu trabalho,

Mamãe na árdua tarefa de educar, de cuidar de cinco filhos...

Além de cuidar e se preocupar com meus avós Zé e Sinhá.

As galinhas no terreiro pondo ovos para mamãe vender e fazer uma arrumação,

Um chinelo, uma roupa para cada um...

O dinheiro era pouco, mas as necessidades também...

O importante é que nunca ficamos um dia sem ter o comer,

A comida era pouca, mas a natureza ajudava...

Aos poucos  vida vai se revelando dura... mas meus pais amenizavam com seu cuidado e amor...

A seca de 1993, me revelou a natureza da natureza de nosso lugar...

Bichos morrendo, água reduzida...

Bem antes, em 1986 as coisas ficaram tão difíceis que as pessoas não podiam comprar café...

E a criatividade imperou, café de milho, café de canavalia...

Mas papai não deixava faltar o café que eu gostava...

Papai não tinha medo de trabalhar, tinha confiança comprava em Chico de Pocídio.

Vendia as castanhas a Ítalo de Sales.

Entendíamos tudo, pois ouvíamos papai com mamãe conversar.

Nossa casa baixa de paredes vazadas...

A noite na cama eles conversavam parece que queriam nos ensinar e a gente escutava e entendia.

E veio as escolas, os colegas e as relações sociais... Aos poucos fui perdendo a ingenuidade,

Aos poucos fui perdendo a felicidade...

As chuvas de inverno...

Os verões secos e falta de água,

As plantas e os bichos ficando escasso...

A descoberta da morte...

A perda da ingenuidade me deram medo de viver.

Mas viver é preciso...

O velório de vovó Chico... 

Marcou muito em minha vida...

Papai chegou em casa num taxi chevete amarelo chegou em nossa casa numa tarde de chuva.

Ver papai chorando derreteu meu coração... Tive medo da morte. Fui ao seputamento...

Não vi nada. Lembro do cortejo, o carro de conduzir o corpo... o caixão azul de pano.

A dor cravada em meu coração...

Naquele cortejo vi pela primeira vez o açude de Serrinha grande, Vi uma canoa...

Tive profundo medo daquela que separa a vida.

São fazes da vida...

Depois veio a escola... Dona Livani...

Minha segunda professora Dona Lenita,

Minha terceira professora dona Ceição.

Serrinha do Canto,

Serrinha Grande...

O medo de professora Rivete que me ensinou ciências.

O carinho pelo professor Ledimar,

As histórias maravilhosas do professor Chaguinha...

A ciência enervada na educação foi dando cálcio ao meu entendimento...

As enfermidades de minha mãe pobre sempre com dores...

O coração mole de Rosângela minha irmã amada.

A partida de meu irmão que nunca mais voltou a morar conosco.

A falta de apetite de Lidiana.

O retorno pra casa de Meirinha...

Roberto chegando em nossa casa.

A família de Eliene que saio do lado de nossa casa.

Sua mãe dona Eunice tão humana e generosa... a primeira vez que tomei danone foi ela quem trouxe de Natal.

As idas com mamãe onde ela ia. 

Estávamos sempre juntos com um caldeirão de ovos indo para Martins.

Indo ao Sampaio, indo ao Sítio de Fora, indo a Alexandria...

A triste partida para a capital uma felicidade imensa e uma infelicidade...

Doeu saber que papai e mamãe choraram muito.

E tudo isso se passou em nossa casa geminada.

A casa e a casa velha...

E tudo aconteceu em Serrinha do Canto...

Ali foi o palco de minha infância.

Ali tive o primeiro alicerce para vida que levo no peito até hoje.

A fé católica, o novo testamento...

O esforço e suas recompensas

E a principal coisa o amor a família

O amor a vida que renasceu de forma abrasadora com o nascimento de meu filho.

Amém.


08/05/26

Amor eterno

 Que saudades de minha mãe.

Faz falta nossas conversas,

Faz falta nossos abraços e cheiros.

Faz falta sua presença orientadora em minha vida.

Faz falta seu cuidado, suas orações e orientações direcionando meus caminhos.

Ah! Mamãe nem tenho ou terei como agradecer por tudo que me deu...

Gerou-me, amou-me...

Sou o que sou por ti.

Iluminda esteja na eternidade.

Te amo mamãe Didi.

28/04/26

A chuva e o tesouro

 A noite inteira choveu,

Houve relâmpagos, 

Houve trovão...

Muita água escoando pelas ruas.

A casa com infiltração,

A casa com goteira...


Pensei na aflição dos pobres

De casas simples.

Casas frágeis.


Senti uma profunda empatia.


O que para uns é fonte de alegria,

Para outros é fonte de preocupação,

Medo e de dor.


Até mesmo uma chuva

revela os dramas da vida.


Os dramas da vida são assim cotidianos.

Os dramas da vida são diretos, intuitivos.

A vida em si é uma luta com a realidade,

Um choque com afetos e desafetos.


Sai de casa, fui ao quarto,

Meu filho e minha esposa dormiam profundamente.

A chuva não os incomodava.


Dei um beijo e um cheiro na cabeça dos dois,

Pra guardar na minha alma,

Meu maior tesouro...


Gostaria que todos pudessem guardar

Bem seus tesouros...


Chuva não seja cruel com os pobrezinhos,

Vida ajude-os.

Deus fortaleça-os.

Chuva...

27/04/26

Milharal

 Andei no roçado,

O milho pendoado,

O cheiro da floração,

O milho viçoso...

Meu coração

Ficou bem apertado,

Saudade de meu agricultor,

Que de botas brancas

Me mostrava com orgulho,

O produto de seu trabalho...

Explicava cada momento,

Que trabalhava em silêncio...

Nosso encontro no roçado,

Era algo sagrado...

Quanto amor...

Entre nós...

E os milharais.

Meu pai,

Me ensinou a cultivar a vida.

Como sinto sua partida.

E o milharal, e a mata

E o inverno,

E nossa terra...

Nosso eterno laço.

Amaria te dar um abraço...

Mas, ai...

São só saudades.


22/04/26

Rita de Macedo

 Cresci numa terra seca,

De longos dias ensolarados.

De noites por vezes enluarada,

Por vezes estrelada,

Quase nunca nublada,

Cresci com o aboio do gado,

Sentindo o pelo a cavalo,

Cada vaca tinha seu nome,

Cada vaca tinha sua individualidade.

O curral ficava ao redor de casa.

Cresci com o meu cachorro leão,

Cresci com  bixano o meu gato.

No terreiro vivam as galinhas, 

Vermelhas, pretas, pedreses e pereocas,

O galo era cristado e esporado.

Cantava sempre pra manhã nascer.

Cresci e não dei conta de tudo isso.

Fui filha,

Fui moça,

Sou mulher,

Fui professora 

Sou mãe e poetisa.

Não tinha tempo vago.

Viver sempre foi trabalhar, na escola e no lar.

Meu marido é uma benção.

Sempre com um riso no rosto.

Meu companheiro, meu amigo, meu confidente e o pai dos meus filhos.

Um bom pai, um excelente avô.

A vida nunca foi fácil,

Mas foi maravilhosa.

Sol, chuva, dia e noite.

Um a um, os anos passaram e a vida 

Me fez forte e resistente.

Nasci num lugar seco.

Quase sempre estrelado,

Fui regada e dei flores.

Dividi o meu saber,

Multipliquei o amor.

Agora, depois de tanta coisa vivida.

Tenho saudades de tudo que vivi.

Mas a vida continua, meus filhos assumiram a lida da vida.

Cresci, reproduzi e dividi meu amor,

Multipliquei amizade.

Dei sentido a realidade.

E o resto não importa mais porque é resto,

Nove fora nada.

17/04/26

Canção do sabiá

 A esta hora da manhã,

Pousou na ali aroeira,

E começou a cantar,

Que linda canção

Que linda canção Sabiá,

Mestre exímio em cantar,


Parei tudo só para escutar,

A beleza do canto do sabiá...

Canta sabiá canta sabiá.


Queria saber quem te ensinou a cantar,

Queria saber quem compôs esta canção?

Canta lindo sabiá...

E enche e preenche meus momentos

De paz, e de beleza.


Pois tu és parte da natureza,

Seu canto é de beleza,

Seu canto é de alegria,

Seu canto dá sentido a esta poesia.


Depois o tempo se vai...

E este momento eterno momento...

Tu me fez guardar no coração.

Mais nada

14/04/26

Águas no sertão

 Depois que caia a chuva,

A coisa melhorava,

A terra bem molhada,

Despertava as sementes,


A mata logo acordava,

A passada cantava,

Era grande a alegria,

Tanajura aparecia,


Cururu do sono despertava,

Nos tanque fazia logo cantava...

A roupa suada ia ser lavada,

No tanque da imburana.


Ali morava o cardeiro,

Ali morava o xique-xique,

Ali minha alma era plena.


Já em maio havia a novena,

Feijão verde, maxixe e muito leite.

O tanque agora perfumado,

De flores de mucunã,

De flores de cerrador,

A mãe lavava com amor,

A roupa do trabalho suada,

Era bom de ver,

Girino com cauda e perna,

A água escorrendo no riacho,


Ah, meu Deus...

Quanta alegria,

O doce da cajarana,

Do milho assado no carvão,

Da alva pinha madura no pé,

Da amarela e velho doce goiaba...


A gente vivia plenamente,

Feliz muito mais que contente,

Por isso foram guardadas na memória...

Cantar a invernada...

Roxa, rosa, amarela flor...

Minha vida guarda amor,

Da terra, da água e do sol...

Porque o amor é a eterna inocência,

É não saber o que se ama.


Adeus tudo isso.

Foi maravilhoso enquanto durou.



13/03/26

Vento

No vento

Busco um verso,

Algo diverso,

Forte ou lento,


Sopro em deslocamento,

Varrendo o universo,

em movimento transverso

Ar em movimento,


Assim invento,

Quase disperso, 

Com sentimento,


O inverso,

do intento,

algo metaverso.







12/03/26

Memória eterna

 O vento soprou,

Fazendo as árvores cantarem,

Seu canto é peculiar,

Soa como um chiar.


Esse evento despertou uma doce memória.

Nos fins dos grandes invernos,

A mata florida e enramada,


Quando o vento passava,

levava uma lufada de cheiro,

Um espirro floral,


Sentado em algum lugar na mata,

Em pé a caminhar...

Meu ser parava para contemplar

A natureza divina...

O cheiro das flores

de mucunã, de marmeleiro,

Cheiro do mato...


Ali o vento e a mata despertavam em mim

Eternidade.

Memórias.


Quintana, o Mário

 Esses dias, ao sair de casa vi o livro de Quintana, O Mário!

Todo bom brasileiro letrado já ouviu falar.

Aqueles que não ouviram, meu amigo, precisa conhecer.

Tenho certeza que vai amar como o amo.

Seus sonetos,

Seus pensamentos escritos,

Sua forma de pensar,

Sua sensibilidade é encantadora.

Pensava além da caixa e  na forma poética.

Sonetos bem feitos.

Há arte, conhecimento da poesia.

Quintana de Alegrete.

Hei de me inspirar se é que é necessário...

A natureza me provem de tudo

E a arte me dá uma melhor forma de escrever.

Salve Quintana o Mário.

10/03/26

Essência do ser

 A aroeira fernanda abriga um sabiá,

Dias da calado,

Dias está cantando,

Canta sabiá,

Seu papo amarelo,

Aberto a cantar,

É tão belo,

é Tão belo...

Vem por outro te ouço a cantar.

Vez por outra está por lá.

Tchau aroeira,

Tchau sabiá...

Qualquer dia alguém parte.

Só não parte a essência agora.

Um pouco de nós

 Vida essa multiplicidade absoluta.

Aos vivemos, deixamos algo de nós no mundo.

Absorvemos muito do mundo.

Somos produto dessa interação

do ser com o mundo.

Do mundo com o ser.

Essa relação nos revela o mundo e nós mesmos.

É preciso parar,

É preciso se concentrar,

Parar de querer...

Rever seus hábitos,

Tentar saber quem é você e o que você pretende ser.


06/03/26

Faces ou fases

 Dia,

O sol quente,

A chuva fria,

O vento frio,

A luz do sol,

As cores.

A sombra da chuva,

A transparência do vento.

Noite,

A lua fria,

A chuva fria,

Vento frio,

A luz da lua,

Suas quatro faces,

Sete dias toda nua,

Sete dias composta,

Sete dias na penumbra.

A chuva,

O vento,

A água, 

O ar,

A luz.

O observador.

03/03/26

Doce flor de mariposa

 O cheiro doce da guabiroba...

Suas flore alvas feito pipoca...

O cheiro doce do pau-de-candeia

Com suas flores em pequenas escovas,

Flores verdes...

Na esquina do estacionamento,

Na avenida da sucupira as angéclias a flor...

26/02/26

Amar

 O amor não usa balança.

Amar é sublime.

Amar é a essência da vida.

Amar é cuidar da vida, cuidar das pessoas, cuidar dos bichos e cuidar do mundo.

Quando começa o amor?

O amor tem fim?

Olhar no olho daquela pessoa que está ali viva, porém sem memória.

Cuidar até o fim. Por amor... 

Amar... Chega a doer só de pensar na partida.

Amar é um sentimento que melhora o ser infinitamente sem que percebamos.

Não usa peso aquele que ama.

Amar...


Para minha tia que Doença de Alzheimer e para sua filha que cuida tão infinitamente bem dela.

Nos humanos somos todos passiveis de dor.

24/02/26

Guabiroba florida

 No bosque perfumado,

A guabiroba está florida,

O chão está todo pintado,

Flores fonte de bebida


O som de abelhas zoando,

Voando em sua lida,

Polém e néctar coletando,

Numa flor toda partida


botão e botão desabrochando,

A flor velha toda varrida

Das abelhas se banhando

De polém toda suprida,


A manhã amanhecendo,

A florada já tá passando,

E isso tudo acontecendo,

E o fruto tá se formando,


Só resta agora crescer,

Em cada amanhecer,

O fruto vai aparecendo,

Aos poucos amadurecendo,


Doce vinho vai ficando,

A passarada vai se chegando,

Doces frutos devorando,


Suas sementes vai dispersando,

Para longe está indo,

E assim vai se fechando,

A reprodução de mais um ano.


Esse encontro acontece,

Cada ano que se passa,

E a gente até parece,

Que nem ver o que se passa.


O pulsar e o passar...

Sempre se repetir.

A planta a reproduzir

E a gente nem percebe...



20/02/26

Alma de poeta

 Um poeta se dispõe a pensar e o mais laborioso escrever.

Um poeta organiza suas ideias. Ele transforma o momento efêmero em beleza e substrato para o pensamento.

Poetas, acho que morrem de medo da morte. Descobriu que nas palavras pode se imortalizar.

Um poeta ver a beleza e a põe em palavras. Ele usa os sons para rimar. 

Tem poeta de todo jeito. Uns agricultores como patativa do assaré.

Os poetas eruditos não o entenderiam pois são se Capela.

Um poeta professor como Anacleto. Esse tem um pensamento cristão. Sua poesia é linda cristã e divertida.

Um poeta pintor como Vandembergue... só fez um livro, mas é maravilhoso. Sua poesia é visual?

Um poeta Lino Sapo que como o rio ao receber água nova ganha potência e vai levando o amor a frente.

Um poeta que canta como Ivanildo Vila Nova... Valdir Teles... 

Um poeta da serra um cancioneiro Eliseu Ventania foi o poeta que vi papai admirar.

Que ilusão definir os poetas...

Os primeiros que descobri e amei foi Bandeira e Drummond.

Sou pobre nesse quisito.

Aprecio o bonito e perceptível.

Tem um poeta maior Manuel de Barros...

Ah! Pantanal de juma minha primeira paixão...

As aves, as águas, os lagos e os rios. A imaginação dá um brilho a realidade...

Só desprendidos de nossos desejos podemos ver a realidade como se apresenta.

Ser poeta... uma vontade.

Mas ai...

Noite enluarada

 Antes podia desfrutar às noites de lua cheia em família. Papai, mamãe e meus cinco irmãos. Eu olhava para o céu com um olhar ingênuo. Era t...

Gogh

Gogh