Antes podia desfrutar às noites de lua cheia em família. Papai, mamãe e meus cinco irmãos.
Eu olhava para o céu com um olhar ingênuo. Era todo esperança, amor e instinto.
Após nossa farta janta de Xerém com leite. De bucho cheio, um pouco de leite gelado refrescava nossa alma.
A gente se sentava à frente de casa.
Contentes e unidos.
E assim a vida foi tecendo nossas histórias. A gente era tão feliz e aquilo era tão pleno.
A lua prateada,
Coração pulsando forte.
Vitalidade de leite com Xerém.
As vezes rezava baixinho.
A lua cheia enchia o mundo de sua luz prateada.
Hoje, agora, eu olho pra lua só e longe de meus irmãos.
A lua se tornou o ser mais próximo e amigo de minha existência a noite.
Papai e mamãe se uniram a Maria e a lua. São só essência agora.
Olho pra lua como olhei naquele tempo. Sabe estava morando o hoje... Diz um ditado persa que a lua é um espelho do tempo... Então ao olhar a lua vejo todas as minhas gerações.
Agora olho para a lua e sinto que aquele tempo está eternamente em mim.
E a lua continuará a nós encantar...
Somos percepção,
Somos intuição,
Somos humanos
E a lua é a testemunha de toda nossa história.
Até agora.