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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Amar a matéria

 O ferreiro ama o Ferro. Na sua ferraria tem tudo que você imaginar de ferro. Uma forja, carvão, um fole e sua habilidade e seu amor pelo som metálico, pelo calor que domina e amolece o ferro e essa arte milenar que não escolhe que irá suceder. Acontece. Acho que é amor ao ferro. Ferro frio ou quente, sempre denso e duro e seu som peculiar. Conheci um ferreiro quando era criança se chamava Antônio de Chapéu. Ele tinha muitas habilidade e uma delas era nadar. Entrava no açude do alívio e sai nadando só a cabeça flutuando parecia o corpo está imóvel. Por ironia da vida, morreu afogado. Outro ferreiro que conheço é Edson... Novo, inteligente, ver com os olhos e faz com as mão. É uma inteligência prática descomunal. Fui outro dia a ferraria dele e vi tudo quanto é coisa de ferro. Alegria no rosto e atenção. Colocou o cabo numa roçadeira e fez o fio da lâmina. Ficou excelente. Naqueles dias eu vinha lembrando do amor que as pessoas tem a matéria. Coisa de impressionar. 

Sabe que me impressiona a arte genuína e domar o fogo e domar o ferro é uma delas.






Ser é somente uma combinação de forças ou energias físicas e mentais, influenciadas pelo meio que nos rodeia, em perpétua transformação

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Parcimônia, vazio.

 Senti a necessidade do vazio.

Ausência de tempo.

Melhor sair sem pensar no tempo que passa.

Melhor deixar a mente vazia

E não pensar em nada só caminhar.

Só ser.

Daqui a pouco parto desta para outra

Ou  melhor perco a existência.

Volto para o vazio.

Volto para o nada.

Não tenho memória alguma dos anos que antecedem minha infância.

Porque tudo era vazio.

Agora tudo é uma breve consciência.

Uma suposta realidade que não passa de uma ilusão.

Bom, então preciso do vazio...

Preciso esvaziar a mente

Que deseja ideias...

Tudo com parcimonia.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Espaço e tempo

 Os encontros e desencontros se dão no espaço e no tempo é claro que é necessário que haja uma relação e para que esta ocorra uma conexão.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

O sujeito e a chuva

 A chuva chovendo,

Tem diferentes faces,

A face de cada é subjetiva, peculiar de cada sujeito,

Agora chove!

É maravilhoso ouvir a chuva chovendo.

Molhando a mata, o chão, o telhado...

Sinto paz,

Quando estou em segurança.

Para mim, que vim de onde chove pouco.

Chuva é sinônimo de benção.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Momento

 Acordava com medo da vida,

Despertando a consciência de que o tempo passa e não tem retorno,

Pensava em papai e mamãe gozando sua velhice.

Sentia o maior medo de minha vida a perda deles.

Na rede fresca olhava o telhado velho amigo de infância.

Telhas, ripas, caibros e linhas tecidos e uniformes, mostrando a pluralidade da unidade.

Meus ouvidos revelavam a beleza daquele lugar e canto do sabiá fazia entender a beleza de viver isso no inverno,

No verão me despertava o galo de campina...

Os jegues emudeceram...

Os cambitos e caçoas morreram.

Sem a fecundação humana morre a cultura e sobra na natureza.

Sem nosso saber e nossa presença morre também o lugar.

Papai se foi a quase cinco anos e mamãe a quatro.

A casinha está viva

Com uma luz acesa de nome Francisca...


Sou bisneto, Neto e filho de Francisco.


Carrego um cordão de São Francisco no pescoço e um tao de santo Antônio no peito.

E a minha alma que não é franciscana precisa ser domada todo dia ao som a ave Maria peço perdão a Deus.

Meu dia chegará,

Por agora é rezar e cumprir a tarefa da vida.

Viver

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Sassá

 Sassá está na natação!

Ontem estava tão feliz os olhos até chegavam a brilhar, pois o papai foi com ele.

Está com muito medo de afogar.

Mal fez as atividades.

Está fazendo tudo certinho.

Na natação e na escola.

Logo estará nadando e lendo.

O tempo é vento

O tempo é onda

Que não para de passar.

Alimentando-nos com experiências

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Contentamento

Uma tarde quente,
O crepúsculo,
A calmaria,
O céu azul,
A luz se diluindo,
As serras,
As cadeiras vazias
O silêncio,
A cachorra alva deitada no terreiro,
Uma xícara de chá de folha de capim santo,
O fim do ano,
A ociosidade,
O contentamento,
Um dia de cada vez,
Uma vitória,
Uma alegria,
Uma poesia...
Eis a plenitude

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Limites

Limites,
Além de onde consiga ver,
Além de onde possa ouvir,
Além de onde possa cheirar,
Além de onde possa tocar,
Além de onde possa sentir,
Além da percepção.

Revelação do dia

O amanhecer, 

O entardecer,
 
O anoitecer,

A obscuridade da noite,

Ciclicamente se repetem,

E nós nos perdemos,

Se não conectamos com o momento,

Haverão relações?

A eternidade não estará ai.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Que busca a alma?

É verão e o calor chegou.
Chegou calado deixou tudo isolado.

Nem avisou as cigarras.
Eita! mas que coisa danada.

Cadê a brisa invocada?

Cada recanto da casa
Tá quente.

Até parece triste.

Minha amarilidácea floresceu,
Flores lindas, estreladas de azul agapanto,

Azul fogo do fogão.

Fogo quente,

O som de piano...

Memórias do Brasil central,
Do horizonte do Cerrado.

Ah, mais que alma forasteira essa minha,
Que alma vagabunda
Vive acolá,
Sempre,
Que buscará?

terça-feira, 12 de março de 2013

Eterno tempo

E o tempo passará como sempre passou,
o tempo passará, os dias e as noites,
mas não será como antes.

Depois de um dia vivido
carregaremos em nós algo
que pode ser eternizado, cristalizado...

Algumas coisas ficam assim
Memorizadas em nossa mente,
guardados e vem a tona,

A luz de algo carinhoso e bom...

E o tempo passará como sempre passou,
E o tempo sempre passará,
E o que guardaremos deste dia

Ou do dia que estará sempre presente
em nossa vida...
Não saberemos qual vai ser esse dia,

Todavia existirá.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Foto - papai

O tempo passa e nos afasta da infância.
O tempo nos ensina que a vida é orgânica.
Ainda ontem brincava de faz de conta.
Nem sabia ler, nem sabia que era viver. Vivia.

Ainda ontem meu pai era forte e novo.
Ainda ontem estive em casa e vi que o tempo deixa marcas
mais fortes em meu pai que em mim.
O andar curto já arrasta o chinelo.

Mas quando volto a casa, parece que nunca sai dela.
Olhava a lua especular, eterna,
Enquanto o cachorro cochilava na estrada
e papai como sempre preocupado que um carro desgovernado acabasse,
com aquela pobre vida sai para espantar aquele cachorro.

Ergueu da cadeira e saiu bem devagar
Sem gritar, parecia que ia encontrar a lua.
E foi lá e o espantou,
Tomei a foto sem que percebesse.

Que grande é o coração de meu pai
que impiedoso é o tempo.
A foto, imagem com memória, revela
que o tempo passa para todos nós.

Algumas coisas continuam...
Algumas coisas simplesmente perpetua.

Coisas que gênios como Mozart, Beethoven,
Gogh, Nietzsche, Borges...
O tempo não consegue apagar...

E o tempo apaga tudo,
Corpo, memórias e alma. 
O tempo parece ser um sopro a nos levar a eternidade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Morte

Eis que o destino a todos chegam.
Chega o dia em que a vida para,
e o calor que circula em nossas veias
estanga e os músculos guardados
no peito já não pulsam e não fazem pulsar.
Já não se sente o cheiro da flor,
nem se ver suas cores.
Neste dia tudo vivo que nos ama
se entristece, eis que não morremos
apenas nos encantamos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Conhecer















Viver é provar a cada dia diferentes sensações, 
Aprender com as situações, 
Superar os medos e seguir adiante,
Mesmo após uma derrota que nada significa,
Pois mesmo que as derrotas nos façam sofrer,
Mas ao mesmo tempo nos fortalece.

Viver é saber despertar dentro uma eterna vontade de compreender, 
aprender, executar e fazer acontecer.

Viver é o eterno exercício de dia após dia buscar sempre novos sonhos que alimentem a alma.

Creio que os sonhos são o alimento do espírito 
E assim como o corpo precisa ser alimentado diariamente,

Assim acontece com o espírito, 
Precisamos nos alimentar sempre com sonhos, 
Mesmo que tomemos emprestado dos outros, 
Nos inspiremos nos dos outros.

As vezes é preciso ter o espírito forte, 
Pois não é fácil seguir a vida,
Visto que a monotonia e a repetição cansam até a alma, 
Por isso é preciso seguir os grandes espíritos que passaram na terra,
Podemos encontra-los lendo bons livros,
Buscando conhecer novas e belas histórias. 

E assim vamos cruzando a vida nos enchendo de essência. 
Nada na vida é de graça, não existe almoço franco. 
É preciso força para seguir, pois a vida passa,
 até mesmo se nos enclausurarmos. 

A vida é constituída de possibilidades, 
Não as jogue fora. 

Pois viver é um eterno conhecer o mundo e a se mesmo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Fim de semana

A manhã de hoje foi tão linda,
Antes do sol nascer,
Aurora deixou o mundo claro,
O céu ornado de nuvens,
As nuvens azuis, brancas, pálidas,
Ah! mas as nuvens do horizonte, no nascente,
Estavam rubras, indicando a chegada do sol,
E quando o sol nasceu,
Nasceu sorrindo,
Nuvens se abrindo, para Apolo passar,
O clima ameno,
O som das aves,
O cheiro do mato molhado,
As ruas vazias,
Tudo passa vagarosamente,
Folhas ao vento,
Rubens ao tempo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Linguagens

Posso imaginar ouvindo. Estou ouvindo uma linda canção e vendo um ambiente totalmente calmo, doce e harmonioso, porém quando troco a música, posso ver outro ambiente. Minha mente como o mais avançado computador sempre associa alguma música conhecida a alguma memória que me faz ver ou sentir algo que essa música desperta em minha mente.
Mas realmente eu vejo?
Vejo!
Vejo quando fecho os olhos.

Vejo uma imagem que já não existe mais.

Posso imaginar ao sentir um cheiro,
Se estou sentindo um doce perfume e posso ver um campo verde cheio de mufumbo repleto de flores, vejo as abelhas, visto que é uma sensação deliciosa que tenho do cheiro doce.

Posso imaginar ao tatear algo,
Se estou tateando um caju, vejo sua cor viva, sua maciez, sua castanha dura.

Posso imaginar ao saborear algo, se quando saboreio um caju sinto o doce acre, vejo os sítios de cajueiros repletos de frutos.

Meus sentidos são capazes de em um único instante captar uma quantidade infinita de informações que não consigo processá-las imediatamente, necessito de um certo tempo para conseguir aprender essas informações, visto que tantas que é necessário filtrá-las e extrair apenas o que preciso.

Tenho um mundo interno de informações que muitas vezes se confunde com o mundo externo que muitas vezes tudo parece um verdadeiro caos.

Somos seres caóticos que aprendeu a buscar um cosmo e reunir tantas quantas forem as informações para traduzi-la em linguagem legível a nós mesmo.

A medida que o tempo passa o mundo se torna mais caótico e continua em sua tendência ao caos. As linguagens são tantas que novamente temos um novo caos, mas de linguagens, portanto é necessário sermos objetivos, senão quisermos nos tornarmos imersos em informações, para entender o mundo exterior ou simplesmente ignorar tal caos, todavia se escolhermos tal opção estaremos condenados ao isolamento.

O mundo hoje é excessivamente dinâmico, pois somos bilhões produzindo mais e mais linguagem, tecnologia e caos, já não somos capazes de alcançarmos, mas façamos o mínimo.

Utilizemos o que a natureza nos deu os sentidos em nosso favor para continuamente aprendermos a aprender.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O novo, percepção, condicionamento, entendimento

O que nos agrada ou desagrada?
Ouves pela primeira vez uma música e o que pensas?
Antes de mais nada esta pode ser agradável ou desagradável, dependendo de suas experiências anteriores se tu associares a algo bom irás gostar, caso contrário não gostará.

Mas qual a mágica em conquistar uma massa de pessoas?
Se somos tão diferentes, o que poderia agradar a todos? 
Qual bom seria algo pra ser aprovado por todos, pelo menos a maioria?

Talvez pare de ler esse texto, nem sequer tenha chegado aqui, mas estou lhes atentando ou questionando você, incitando-o a pensar.
Será que são necessárias memórias para avaliarmos se algo é bom ou ruim,
precisamos comparar para dizer isso é bom ou ruim ou simplesmente tem algo que é bom e algo que é ruim?

Às vezes começamos a gostar de algo quando iniciamos a compreender este algo novo.

Mas o compreender não seria avaliar, comparar?
Bem as vezes pensar provoca em nos um certo desconforto, quer queiramos ou não o ato de pensar é uma avaliação, geralmente quando não temos alicerce para avaliar ai a situação complica, preferimos fugir, mudar de assunto, rejeitar.

Mas nem sempre acontece dessa maneira, pois há formas de avaliarmos, compararmos, desde que esse novo traga em si uma linha de raciocínio, algo que faça por sir só criar uma lógica, que nos incita a pensar e por fim tirar uma conclusão, e nos deixarmos feliz.

Precisamos descobrir que linha racional é essa, bem sugiro que veja sempre busque só mais um pouco, experimente, com cuidado, pois estará sujeita a ver o mundo de uma nova maneira.
O novo pode ser bom ou ruim, mas é você quem vai dizer, visto que na vida,
quase tudo é muito subjetivo.

Despertar

 Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...

Gogh

Gogh