Com quatorze versos faço um soneto.
Sendo as estrofes divididas em quatro, quatro e três e três.
As rimas podem ser alternas ou opostas.
Aprendi numa aula de português a muito tempo atrás.
Nem sei o que me adicionou.
Sei que Quintana gostava muito.
Com quatorze versos faço um soneto.
Sendo as estrofes divididas em quatro, quatro e três e três.
As rimas podem ser alternas ou opostas.
Aprendi numa aula de português a muito tempo atrás.
Nem sei o que me adicionou.
Sei que Quintana gostava muito.
Onde TauÁ?
Tá no gambá,
No guaraná,
No araribá
No tamanduá,
No taperebá,
Errou Tauá está no Estado do Ceará.
Onde PiauÍ
No guaraní,
No macuxi,
Na sucuri,
No curucuturi
Onde ParaU
No uirapuru,
Na murucututu
Na Murucutuca,
No Jucurutu,
No mulumgu,
No Urubu,
Errou para no Rio Grande do Norte...
A noite a murucututu
Voou e pousou no jucurutu quase se furou.
Então cantou
Muru-cu-tutu.
Veio o timbu e a espantou
Ela voou e pousou no mulungu
Cantou novamente
Muru-cu-tutu
Veio o caburé e dali a enxotou
Então ela voou
E pousou no cumaru
Então ela cantou
Muru-cu-tutu
Então o bando de jacu pois ela pra voar.
Então ela voou e pousou na jurubeba ela então cantou muru cututu...
Então viu um cururu se assustou e voou
Pousando num pé de caju.
O caburé não gostou e de lá a expulsou
Incomodada foi para a aroeira...
Então viu no chão se rastejando
A surucucu vermelha e preta.
Cantou novamente
Muru-cu-tutu...
Então voou até a beira mar,
Quando viu um pescador da rede tirar
Uma perigosa murucutuca.
Dai encontrou uma fêmea...
Se calou e a contemplou.
De longe a espreita estava o urubu...
E na cabeça da estaca o urutau via tudo e fingia nada ver.
Sabe quem estava bem ali o Curucuturi...
Recebi ontem o exemplar do livro de meu contemporâneo e amigo de Moraria estudantil da UFRN Lino sapo. Adorei o título e a arte da capa. São 156 páginas repleta de rimas e memórias e de sabedoria popular e subjetiva. Folheando as páginas, atento aos títulos de olhos nas rimas podemos perceber quão alinhado está o poeta com a sonoridade, com as ideias com a essência do sertão. Deveras no DNA encontramos a essência da vida em código biológico a ser expresso em forma sob a vontade maior que é a preservação da vida. Este livro retrata memória compartilhada por todos os nordestinos e possibilita por via dos versos, das palavras que conheçamos o sertão nordestino na sua essência. Amigos e amigas vemos os sertões aparecerem e desaparecerem. Nesse movimento natural ação e reação... Um sertão velho desaparece para dar cara a outro sertão... Já sinto o ar da saudade... Já me sinto passado e passando quando já se foram meus avós e pais... Que poderemos salvar e esquecer do sertão? Sem dúvidas que desapareça a fome, pobreza e miséria e que permaneça a cultura, a arte e os versos dos poetas do povo da gente... Doces feito alfininho, gostosos como arroz de leite com carne de sol. Dessas coisas que a gente enche o bucho e sempre voltamos a ter vontade de comer novamente.
Em um instante penso, Penso no que construo, Penso no que escrevo, Penso e escrevo. Escrevo uma ideia, Escrevo uma representação Usando a p...