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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Meu voo

 Disseram-me que eu voava.

Achei que fosse sério.

Voava.

Nas ideias, para além da realidade.

Criancei-me.

Ver além da forma.

Ver a matéria;

Ver além de definições.

Voo, voa menino,

Voa rapaz, 

Voa senhor.

Dá asas a imaginação.

Fiquei pensando nesse vôo.

Me veio uma vontade de sorrir.

O que é um vôo!

Bom ou ruim?

Voo de urubu,

Vôo de carcará,

Voo de borboleta,

Voo de morcego,

Voo de beija-flor...

São não estiver voando não sou eu.

Bom preciso voar,

Para as vezes pensar algo de útil...


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Sapo sapiente

 Na lagoa um sapo compõe a paisagem. Estático apenas o percebo. Sua forma e suas cores aquilo que me diz que é um sapo. Seus olhos percebem a mim pelo meu movimento. Estático está e permanece. Perto do sapo está um jacaré e na mesma lagoa peixes.

Essa lagoa não é natural nem aquele peixe.

As vitórias regias enfeitam de cores alvas e verde o espelho da água...

O sapo fica pequeno diante do jacaré diz um.

O sapo fica feio diante da vitória regia diz outro.

O sapo nada menos que o peixe fala o outro.

O sapo não responde só existe.

Se tem fome come.

Se tem perigo foge.

Só responde.

Agora nada o incomoda e compõe uma paisagem.

Só.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Carnaval

 O devir deveio.

É carnaval. Hoje tenho muitas opções e não escolho nenhuma.

Antes não podia escolher e queria muito poder escolher.

Tinha a televisão para ver o que ocorria país a fora. Meus pais com minha ou pouco mais que a idade que tenho hoje, trabalhava para nos sustentar e a mim só restava sonhar.

Queria parte do que tinha no carnaval e não o todo.  O sofrimento nascia do querer e a realidade impunha suas restrições.

Eu nem imaginava o quanto eu tinha tudo. Minha casa, minhas irmãs, irmãos e meus pais por mim.

A nossa vida era simples como tem que ser.

De carnaval só via as coisas grande da Globo que passava no Rio, em São Paulo, em Salvador e em Olinda. Era um chines no meu pais.

Na minha cidade haviam blocos e os papangus.

A natureza estava ali.

Se uma coisa me animava naquela época como me anima hoje ainda são as chuvas.

O tempo passou e não vacilei em meus sonhos. Deus me deu o sentido.

Real, deveio, hoje sou eu quem é a segurança de alguém, meu filho.

E sabe, gosto de ficar em casa. Assim de boa.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Meio

 Escrever envolve relação entre o pensamento e o meio?

Ao ouvir Erick Satier, algo em mim ver beleza na música. E por vezes, sinto vontade de me expressar.

Todavia, a atividade do corpo pode levar a mente a viajar.

Patativa do Assaré, disse que muitas de suas composições se davam na roça.

Cuidando da lavora com a enxada, e matutando.

Limpar requer um ritmo, e tem o som do ferro trabalhando a terra.

Que coisa mais sublime ser.

A mente limpando espelhando o movimento do trabalho.

Sol, luz, calor e ação.

E a mente a pensar, um pensamento cadenciado, refrigerando o meio.

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

O silêncio abrir e fechar um ciclo

 A aurora vinha vindo,

Anunciava a chegada de Apolo

Que clareava a mata de verde.

Por ali passava uma forte mulher com cabelo cor de fogo, sua pele de canela,

Vinha caminhando e se expressando...


Suas palavras cheias de vitalidade, falava o com inteligência...

A sombra da manhã a tornava mais curiosa!

Quem és?

Josenilda Felix Santos

De onde vens? De algum lugar em João Pessoa,


Mas sua terra natal era Pirpirituba!

Só a vi passar...

Sempre ir e nunca voltar.

Voltava com a tarde.

Mas ontem ela dormiu na eternidade.


Fugaz a sua existência.

Assim como surgiu,

Desapareceu.

Oculta para o mundo.

Mas não para minhas palavras.


Descanse em paz.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Lei do menor esforço

 Sábado à tarde! uma linda tarde de maio. Estávamos na praia de Cabo Branco. Bem ali na altura do restaurante olho de lula. Estávamos contemplando o horizonte, brincando sentindo o cheiro do mar, ouvindo o som das ondas. A maré estava alta. O banco de areia da praia parece está alto, a borda da praia sinuosa pelo movimento das ondas e do vento. Pessoas passando, pessoas tomando banho, pessoas como nós com seus filhos. Muito sargaço na praia. Vinícius praticava e aperfeiçoava o fazer estrelinha. A luz estava bem dourada. O horizonte muito azul, quase atropupúreo.

Então foi quando percebi um homem alto, ancião. Ele usava uma bengala e uma camisa preta. Não lembro dos detalhes. Acho que na imagem tinha 1943. USA.  Caminhou seguindo um formato de arco. Foi chegando! Chegando! Começou a interagir com a gente. Perguntei de onde vens! Ele falou que era da França da região dos Alpes. Me explicou, mas não consegui entender, pois estava tentando lembrar de um amigo que vive lá. Então falou que estava aqui a 40 anos, professor de língua francesa e germânica. E foi delineando sua conversa. Deveras muito interessantes. Falou que estava cursando italiano e que falava sete línguas entre estas destacou o grego e latim. Então como falar com uma sumidade. Restou-me ouvir. Conversamos sobre algumas teorias de nossas limitações realmente existem, no falar por exemplo. Temos apenas a boca para falar, então a combinação de fonemas varia de cultura para cultura, mas que algumas vezes a dificuldade é geral. Falou por exemplo que o Cebolinha da turma da mônica troca o R pelo L. E disse que os japoneses não conseguem pronunciar.

O mais interessante foi quando falou sobre a lei do menor esforço. E discorreu sobre isso, dizendo que nós do nordeste gastamos mais energia para falar "Bom dia" que outras pessoas do nordeste. Mas que apesar do esforço a gente pronunciava... Gostei.

E minha mente pensou na lei do menor esforço.

Viajei ai.

Vinicius não nos deixou mais conversar. Trocamos números e fomos embora. 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Na mente

 Com o tempo ficam apenas as coisas da mente.

A felicidade dos encontros.

Sem os encontros as coisas vão perdendo as cores.

É preciso cativar.

É preciso manter viva a memória.

Assim...

A gente vai vivendo.

A gente vai entendendo.

O sentido da vida.

Sinto saudades de mamãe de de papai.

Sinto saudades de outros tempos

Em que estávamos juntos.

Mas agora...

Restam memórias.

Sou.

Parte de papai,

Parte de mamãe,

Sou amor,

Sou respeito,

Sou carinho...

Tudo de bom que me ensinaram.

Sinto saudade de nosso contato,

Na mente não tem questão de tempo.

Na mente.

domingo, 4 de julho de 2021

6. Pensar o pensar

Será se tudo que penso vale um segundo de atenção?
Até eu duvido do que penso.
Pensar é está doente dos olhos dizia Pessoa.
A questão é que pensar é semelhante a ordenar as coisas.
Ou pelo menos uma tentativa, um meio de encontrar uma ordem que as coisas tem.
Pensar pode ser buscar ver a totalidade e através dessa encontra a proposição mais assertiva.
Fica difícil pensar sem pensar o pensar.
Sem a consciência do pensar talvez o ato de pensar seja como nadar para  morrer na praia.
Bem, um dos grandes problemas do pensar é a necessidade de tempo, paciência e cultivo.
A forma que vivemos não nos permite parar para pensar,
Não nos permite obter uma consciência do pensar.
Portanto.
Acho que não vale a pena gastar um segundo do seu tempo com meu pensamento.
É isso.

terça-feira, 16 de março de 2021

Mata atrofiada

 Manhã plena ensolarada,

Céu azul, oceano céu a brilhar

Então saio a pedalar,

Cruzo ruas olho os jardins 

Vou seguindo até a mata 

Que vigor viridescente,

Flores amarelas,

Flores alvas perfumadas

Perfume de angélica 

Perfume de guabiroba,

Perfume de mutamba,

Eita mata perfumada,

Até o feijão bravo tá florido

Nesta faixa tão estreita,

Cada vez mais esmagada,

Pela construção civil,

Já não sobra quase nada,

E o que sobra ainda descartam lixo,

Pobres árvores esmagadas,

Pobrezinhas perfumadas

Mutamba,

Guabiroba,

Angélica,

E o que sobrar no futuro

Nada nada nada,

Só o luxo 

Só o lixo,

A mata tá condenada,

Pobrezinhas esmagadas,

Porém floridas e perfumadas.










domingo, 14 de fevereiro de 2021

Domingo uma memória

 Manhã de domingo,

Nesta manhã deste dia reina a paz,

Neste dia há cultos religiosos,

O que via era a missa

Pois, minha formação é cristã.

Por muito tempo tive a benção e a presença de meu pai,

Agora que se foi restam apenas representações e memórias.

Ele nos deixou em paz.

As coisas são assim seguem o fluxo natural.

Ontem ele, amanhã eu...

Por muito tempo tive sua presença, seu amor...

A realidade é dura, mas é a realidade.

Olhando a paisagem nem parece que existiu,

Quando presente nem se pensou nessa realidade.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Sentido oculto

As manhãs de domingo com seus cafés,
As conversas entre adultos,
O céu essa eterna incógnita,
Os cantos e os quintais que não conseguia ocupar estando lá,
Os lugares vistos,
As pessoas que se revelavam e me permitiam conhecer o que queria que fosse conhecido,
As leituras lidas, palavras impalatáveis, frases, parágrafos,
O desejo de tudo saber, feito Fausto!
Esta construção inacabada que é ser,
E se perder sendo muito menos daquilo que se é.
Apelar para as memórias,
Essa vontade de saber,
Essa sinfonia inacabada,
Só sobram imagens desconexas numa memória,
E o eterno medo do fim.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Trajetória? cultura? Ser?

Nosso mundo,
Fotografias,
Músicas,
Comidas,
Histórias,
Livros,
Memórias...

E todo o tempo dedicado ser quem somos.

Nossas crenças,
Nossas afinidades
E gostos...

Quem somos nós?

Senão o produto de nossas lutas.
Olhando daqui,
Imagino que tudo poderia ter sido
Diferente,
Mas talvez existam moiras.
Quem sabe!
Amanhã seremos apenas histórias
E Passado.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Domingo

A noite,
Após pensar o dia inteiro,
Sobre tudo relacionado a vida,
A gente fecha algumas ideias.
Uma de minhas perguntas de hoje foi: O que mudaria na vida, se fosse possível.
Uma das conclusões foi que mudaria a forma de ver o mundo, tentaria aceitar mais a realidade.

É, a gente envelhece.
Envelhecer é doloroso,
É maravilhoso, pois a gente torna-se mais experiente,
Mas tudo muda, até nossa maneira de encarar as coisas.

E se foi mais um dia.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Ontologia

Uma ideia,
Ser,
Consciência,
Tempo,
Espaço,
Não sabemos a direção,
Nem quando,
Nem como,
Mas as coisas podem acontecer a todo instante.

O vento sopra num sentido, mas as vezes aleatório,
O sol nasce sempre após a noite...
Que noções temos da vida e do viver?
Talvez quando aprendamos a consciência seja tarde,
Quem sabe essa não é a melhor maneira de viver.

Hoje a aurora estava tão linda.

Tudo foi perfeito...
Amanhã... Sabe lá.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Questão

O tempo,

Ah, o tempo...

Perdido no espaço,

Sem tempo!

O que é um sem o outro?

O infinito?

Minha mente,

Minhas ideias,

Minhas representações,

A subjetividade,

O sertão no meu peito,

Meu peito no sertão...

Quem sou eu!

Sou a vida vivendo...

O devir acontecendo.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Esperar

Um raio de luz ao raiar do dia,
Capim dourado no campo,
A mente vagando, questionando,
Deus, a verdade, a mentira, a cura.
Um peito atribulado,
Que pode fazer?
Crer em Deus,
Na beleza do entardecer,
Na noite estrelada,
Na manhã esperada.
O que sabemos sobre o amanhã?
Doce e oculto,
Nada podemos esperar.
Paz no espirito é tudo de melhor que há.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Momento uma luz e a memória

Uma xícara de chá,
Nenhuma fogueira vejo queimar,
Só vejo a fumaça e o som de bombas
Ecoando na noite.

Cadê minha alegria de São João,
O bolo de milho feito na folha de bananeira,
A fogueira, milho cozinho, assado,
E a tira de traque...

As fogueiras de papai com madeira
De madeira de cajueiro e cajaraneira,

Bom,
Ainda bem que tá frio como naquele tempo,
Nem tudo está perdido,
Tanta coisa pode acontecer,
É só querer...
Eis a questão.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Adeus Tio Jussier

O tempo passa,
Sempre passou,
Sempre passará,
Mas para alguns o tempo se desgasta.

O tempo para, depois de um início,
Depois de tanto passar,
O tempo para.
Hoje o tempo parou,
Para meu tio que viajou,
Viajou para o passado,
Estacionou sua viagem,
Decerto vó José e vô Sinhá
O esperam sua chegada na eternidade,
A gente continua aqui vendo o tempo passar,
Amanhã restará só a lembrança.

Meu tio que partiu,
Que vi envelhecer,
Vi a doença que o consumiu
Longos anos a fio.

Homem paciente que viveu de ilusão,
O chão de seixos ferrugíneos,
Não mais suportará seu peso,
Nem as bignoniaceas perfumarão seu caminho.
Adeus Tio Jussier.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Cinzas da noite

A cinza da noite apaga as cores do dia,
O sol já partiu. Na natureza tudo é silêncio...
Suave uma brisa desfia do nascente,
Noite! eterna noite...
Meus olhos se fecham e tudo é noite...
Assim é a morte? eterna noite,
Eterno sono profundo...
Hoje dormem pessoas que quando nasci
viviam, pessoa que tinha a lua como luz,
e palavras como conforto e melodia...

Quando a noite cai tudo está tão próximo,
Tudo é tão finito, sem luz, só lua e estrelas.

Quando temos flores, mariposas voam
sob suas asas suaves em busca de néctar,
mas em noites profundas de calor,
até a natureza se dobra diante da noite...

A noite passada, quase não dormi,
só para entender a noite
e sua face oculta, mas nada encontrei...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Sertão em metamorfose

O campo dourado de grama madura vasta paisagem.
O vento sopra suave, ondula e leva o cheiro maduro da grama
para longe, para além do horizonte.

Riachos secando e aves voando para longe,
o sertão abandonando.

Os pássaros cantam felizes,
e a vida segue suave até um próximo inverno,
agora só restará o verão, solidão e cinzas.

e a incerteza e dúvidas, ano que vem haverá chuvas?

O sertão é um mar de solidão.
Céu azul, nu, vazio de nuvens,
de noites escuras e estreladas,
de lua cor de leite...

Que ocupa o campo de grama?
Cinza, poeira e o vazio.
Mais nada. 

Mudança de estado

Sob o solo as raízes sustentam,  Um eixo cinzento, Um tronco que se ramifica sustentando folhas  Alternas em espiral, No ápice do eixo, Um c...

Gogh

Gogh