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13/04/26

Um sentido

 Sentir o mundo,

Encontrar um sentido...

Na cor,

Na harmonia do som,

No cheiro da flor,

O do calor da flor,

No gosto amarelo da manga,

No gosto rosado do beijo quente

E molhado,

Num olhar não procurado e achado,

Achar um sentido,

Em tudo que se passou,

Em tudo que se passa,


Achar e por isso de graça,

É uma verdadeira graça.


Achar um sentido,

Pelos sentidos,

Uma emoção, 

Uma percepção,

Um sentimento,

Pra vingar precisa ser criado,

Precisa ser cultivado...


Às vezes parece que será eterno,

Mas é inexperiência...


Às vezes, a gente até aposta...


Outras vezes até se ilude 

E nessa ilusão,

A vida tem até sentido,

Além de um sentido,


A ilusão até nos anestesia,

Faz suportar a dor,

Ah...

O sentido de tudo 

É o sentido da vida...

Vida que a gente cultiva 

Até que a vida se enfraquece,

O tempo e a experiência machuca demais 

Se são tantos desenganos,

Os sentidos e os sentimentos...

Há de aprender a cultiva-los senão 

A desilusão o mata cedo.

07/04/26

A aroeira e o tempo

 Em algum lugar bem distante,

A beira da estrada, um fruto caiu,

Dali, num inverno nasceu uma aroeira,

Os anos foram passando e lentamente,

Bem suavemente ela cresceu.


Continua crescendo.

Um dia ela floresceu,

Um dia frutificou...


No verão caíram as folhas,

Uma a uma ficaram o tronco e os ramos,

Depois cheia de vassorinhas,

Floresceu, frutificou...


Mas veio a chuva e ela regou,

Então de folhas todinha se vestiu.

As aves adoram nela pousar,

As aves adoram nela cantar...


Às vezes a tarde vai lá o sabiá,

Canta, alumiado pela dourada luz da tarde.

Canta o cabeça-vermelha,

Canta o papa-arroz.


Nela nasce e se põe o sol.

Nela se avista primeiro o dia,

Nela se escurece por último.


A noite esta desaparece...


Milhares de flores e frutos já dispersou.

Oh aroeira.

Como te admiro,

Faça chuva ou faça sol.

Impávida ali está.

Seguimos nossos dias,


Você de lá e eu de cá...

Notas do eu

 Sinto minha alma viva.

Sinto intensa presença da eternidade.

Sinto que sou este lugar.

Este lugar sou eu.

O cumaru cultivado por papai,

As Pinheiras, as palmas.

A erva com sua rama

Que pinta tudo de verde e formas,

Formas cordadas,

Formas radiadas,

Formas ternadas.


Ouço fora e em mim o som da passarada...

A Garrincha no oitão,

O sanhaçu nas pinheiras, 

O vem-vem no encheique,

O sabiá na aroeira,

O encanto de ouro no catolé.

O pacum voando,

A rolinha no terreiro comendo.


O cheiro alvo da flor do araçá, do mororó,

Do jasmim.


Esse lugar sou eu,

Minha alma é esse lugar.

Viver, reviver... eternidade

 Ontem tive o maior presente do criador,

Estando em minha terra natal

E foi como um sonho renovador.

Acordei enquanto chovia

Meu peito cheio de alegria...

Foi um sonho vivido,

Foi um sonho revivido.


Vivi duas coisas numa só.


A natureza eterna e profunda 

Numa face maravilhosa,

Verde, fresca e molhada.


Quantas vivi essa face em minha vida 


Não foram muitas.


As maravilhas divinas sentimos 

E amamos mesmo 

Que seja a primeira vez.


A esperança forte batendo no peito.


E a já sente a eternidade.


A chuva, o verde e a fé que isso é bom 

É verdadeiro e efêmero.


O cantar alegre das aves...

O cantar harmônico das aves.

O cantar feliz das aves

 nos transmite felicidade.


Foi o que senti ainda criança 

E reafirma sempre que ouço...


Tá guardado na memória.


Ver pela janela a fora

Enchendo a vista de forma, de cor, de profundidade...


Sentir o ar fresco,

A brisa fria, o cheiro de mato molhado, o cheiro da terra enxombrada.


Sentir a realidade da ausência de pai e mãe materializada em saúde.


Aí está.

O coqueiro morreu.

A graviola está quase morta.

Foi papai que plantou.


A realidade do tempo que se foi.

A realidade do tempo que é.


Esse posso viver,

Aquele não mais

Em totalidade.


Tenho um filho pra criar,

Um filho pra ensinar como é a vida aqui...

Na ausência de meus manos e meus pais.


Aqui as mesmas sensações terá.


O ontem foi pra isso.


O café aquecendo o frio da manhã.


A manhã de chuva.

O banho de chuva.


O passeio na mata.

O almoço com arroz de leite e peixe frito.


A tarde de chuva...

Chuva a tarde todinha...


A noite escura e fria.

O angu com leite...

O chá.


A vida.

25/03/26

Empatia

 Sinto que a vida está passando rápido.

Sinto que a vida está muito boa.

Sinto que sou.

Sinto e sei da existência.

Algo em mim me faz sentir tudo isso.

Algo em mim quer que saibas disso.

Sinto a vida na vida, na existência.

Sinto que tudo vai bem mesmo que por um breve momento,

E isto está bem.

Sinto felicidade nas crianças,

Sinto felicidade na arte por mais embrionária que seja...

Desde um jardim até um comigo ninguém pode numa lata.

Sinto felicidade na luta pela vida.

E tristeza no desprezo do corpo,

Dessa existência...

Nos abismos que podemos cair,

Nos abismos escuros que se caem...

Tantas pessoas por ai abandonadas...

Drogadas... 

Cadê a compaixão humana?

Cadê a empatia...

É preciso força e união para vencer tudo isso e sair do abismo.

Sinto que estou fazendo muito pouco,

Para mudar o que ai está.

Mas estou dando o meu melhor.


21/03/26

Uno particular

Manhã prima,

Sol sobre a nuvens,

O bafo da chuva ainda se desprende da terra molhada.

A sensação de calor é do tempo

Ou do chá que tomo?

Os quero-quero voam cantando,

Como quem dança,

Como quem agradece a chuva.

Venho testemunhando essa cena em tantos lugares...

Soa como um reflexo no tempo.

Quando percebi pela primeira vez não sei,

Mas onde sim. Posso afirmar que foi na minha terra mãe.

Meu berço materno.

Um dia, creio quando criança percebi...

Deveras foi no primeiro trimestre do ano.

As ervas germinadas no campo.

O carvão enxuto dormindo no chão molhado.

A semente de mucunã germinando lentamente,

Se hidratando na cama de folha da mata,

Mirada pelos caules cinzentos ou marrons...

As vezes, ninadas pelos sapos a dançar e namorar nos tanques sobre xistos.

Uma chave... uma breve memória que renasce enquanto há vida neste corpo, neste ser.

Enquanto existir...

E veja a existência faz sentido em sua história,

Em sua imanência... para além de tudo isso a transcendência.

10/03/26

Um pouco de nós

 Vida essa multiplicidade absoluta.

Aos vivemos, deixamos algo de nós no mundo.

Absorvemos muito do mundo.

Somos produto dessa interação

do ser com o mundo.

Do mundo com o ser.

Essa relação nos revela o mundo e nós mesmos.

É preciso parar,

É preciso se concentrar,

Parar de querer...

Rever seus hábitos,

Tentar saber quem é você e o que você pretende ser.


Em silêncio

 O lugar respeita a manhã.

Tudo é paz e silêncio.

Aos poucos o lugar desperta,

As aves são as primeiras

a despertarem.

Umas gritam,

Outras pulam...

Os grilos cantam no balceiro de ervas.

Silêncio.

As máquinas funcionam sem cansaço,

Piscam cores verdes, vermelhas,

Zunem...

As folhas das árvores parada,

Despertam...

E um novo dia chega.

Em silêncio.

08/03/26

A alteridade

 Quando algo me agrada o que está acontecendo em meu ser.

Estou compreendendo, concordando. Estou abstraindo?

Tantas coisas me agradaram na vida.

Depois descubro que foi uma paixão, acho que foi uma ilusão.

Agradam-me principalmente coisas trazidas pelos sentidos,

Sabor, odor, forma, combinação de cores...

Porque não tudo isso junto e uma pitada de biologia.

O que acontece com meu espírito ao se deparar com uma fatia de pudim.

Ou quando no alto da juventude um olhar se cruza ao meu e a parte me leva a ver o todo

E algo me é revelado, o belo.

E algo me é revelado, o feio.

Que é o belo e o feio, senão uma condição a qual sou exposto o tempo todo e sou levado a categorizar.

Há biologia por trás destes conceitos?

E os elementos intelectuais, contemplação das ideias?

A fé na razão, na ciência, na manada.

O que é tudo isso, senão uma centrífuga que nos confunde,

Que nos faz confrontar o tempo todo a autoconsciência... o eu e a alteridade.

Essa forma de pensar é natural?

Talvez pareça se não pararmos para ver o todo e não as partes.

07/03/26

O eu

 O espaço,

O tempo,

O ser e sua existência,

Um ontem,

Um hoje,

Um amanhã.

Aqui,

Ali,

Acolá,

Agora.

Eterno tempo,

Infinito espaço.

Eu...

Intuição,

Percepção,

Representação,

Ideia.

Minha alma,

Meu lugar primeiro,

Meu espaço e meu tempo depurado,

Causalidade, devir e deveio.

Decisão...

Ontem, Ausência do passageiro,

Hoje, Ausência da existência,

Amanhã... só uma ideia.

Nada mais.

06/03/26

Uma ideia

 As quatro aroeiras da biblioteca do CCEN,

As catingueiras do estacionamento,

O juazeiro do bolo de noiva,

A sucupira da curva,

O flamboiant da geociências,

O acoita-cavalo do estacionamento,

Seu Josenildo...

O none do CA da Quimica, 

O coqueiro do CCEN...

Coisas que estão ai...

Até quando quem sabe...

Mas estão eternarnizadas,

Um dia serão apenas um texto.

Um dia serão apenas uma ideia.

Questão metafísica

Por que descrever nossas impressões, sensações e percepções?

O que é, é.

O que é pode ser nos impressionar.

O que é existe.

E a existência não basta por si.

Existência é fenômeno.

Mas direcionar um sentido ao belo;

Ao singelo,

As vezes não percebemos na grandiosidade disto.

Por definir o que sentimos intimamente?


05/03/26

Chico Firmino

 Ontem partiu em Martins no RN Chico Firmino. O último dos Firminos dos troncos primeiros.


Tive a oportunidade de conversar com ele ano passado. Com 97 anos falava com uma lucidez impressionante.  Gostava muito de prosear. Foi conhecido antigo de meu avô José e meu pai e nossa família. 

Proseando, perguntei se ainda tomava uma!

A boca sorrindo com apenas um dente respondeu que adorava.

Perguntei se conhecia Eliseu Ventania e me respondeu que desde criança.

Fiquei impressionado com a lucidez.

Sempre que ia a Martins o via ali depois do posto de gasolina, depois de Yula de Chica Piula.

Na frente da casa dele tinha um pé de abacate.

Sempre que ia na casa de minha tia o via.

Cego de um olho, magro e alto...

Viveu uma vida longa e cheia de lutas e graças.

Dormiu no senhor.

Vá em paz Chico.

04/03/26

Herbário um labirinto

 Armários em ordem alfabética,

Armários com livros,

Armários com exsicatas,

Famílias, gêneros e espécies,

Quase tudo determinada,

Mas há coisas indeterminadas,

Muitas coisas conhecidas

A maior parte desconhecida.

Um labirinto,

Que contem municípios,

Regiões, estados...

Uma fotografia da flora,

Um recorte da vegetação...

Feijões, cafés, cajás...

Á tarde de quarta,

Gosto de está no labirinto!

Sinto que estou vivo

Entre coisas mortas,

Peças, ramos, flores e frutos secos.

Através da janela o subosque verde,

Com heliconias, singoniuns,

O verde e a tarde que cai mais depessa

Quando estou no labirinto.

Gosto da companhia de Satier,

Suas gimnopédias,

Seu piano.

E a imaginação me levando pro futuro,

As exsicatas para o passado.

Me fazendo pensar...

02/03/26

Mudança de estado

Sob o solo as raízes sustentam, 

Um eixo cinzento,

Um tronco que se ramifica

sustentando folhas 

Alternas em espiral,

No ápice do eixo,

Um céu de estrelas de prata,

Estrelas de prata,

Com garganta dourada,

Ali tem o fim de um estado,

Se inicia outro estado...

O ato vira potência...

O germe do ser,

O fim da existência...

Um jasmim pudoroso.

Ao mundo vigoroso,

Resistente,

do início ao fim.


Tudo vai bem

 Abro a janela de minha sala.

Sinto o frescor frio entrar,

A mata molhada se cala,

Avisto um sabiá de papo branco,

Ele me olha como quem me ver,

Depois me ignora...

É sua casa fernanda a aroeira.

Abre suas asas, estufa o peito e canta.

Sou apenas um espectador 

Deste singelo cantor...

É tão bom quando ignoramos o devir,

Quando cremos em Deus.

Tudo vai bem.

01/03/26

Um caminhar

Desde o momento que despertamos para a vida. Desde o momento que a consciência se torna autoconsciência, nossos pensamentos toram vidas em nossas mentes. Somos sujeitos. E as palavras tem ganham significado. Despertamos para a vida e dessa forma a toda forma de sentimento. A humanidade vai alvorecendo em nós. As vezes a chuva silencia o nosso pensamentos, penso que assim somos plenos por breves instantes.
Então, numa manhã de sábado em algum lugar na terra um indivíduo desperta como sempre o faz cotidianamente, exceto pelo fato de ser sábado-feira. Para esse indivíduo de onde veio sábado era dia de feira. Toda sua mente foi organizada neste sentido. A idade chega a todo mundo e com o tempo sábado é dia de limpeza. E mais ao longo do tempo quando se tem um filho, sábado é dia de sair e gastar as energias do filhote. Então uma nova rotina surge, sendo então parte da rotina dia aos zoológicos, aquários e jardins botânicos.
Pois bem, nesta manhã, a chuva me deu essa frase... a chuva silencia os pensamentos. Falo isso porque meus pensamentos, movidas pela heurística da disponibilidade... algo no jardim botânico me impactou profundamente, não sei se pelo fato revelado, mas me impactou. Nós três, e uma turma de 27 pessoas fazíamos uma trilha. Cheia de revelações naturais, os obstáculos compostos de troncos e solo irregular; os animais ali presentes, e as mais variadas formas e cores e texturas dos troncos, folhas, folhas e frutos... Atento ao momento, acho que ali, meu pensamento estava em silêncio. Num determinado momento no meio da trilha me impactou. Um trio um moço e três moças ao pararem para fotografar o tronco da munguba árvore da távola... este trio fez uma foto dos pés. Uma foto intencional? Não sei, mas minha esposa expressou a interessante idéia de fotografar os pés. E imediatamente eu me lembrei que havia fotografado os pés de mamãe e papai num determinado momento. A gente fotografa para ter a memória. A gente fotografa muitas vezes guiado pela causalidade. Já que a causalidade é algo que aponta um determinado destino. Qual é o destino da vida? Por isso fotografei os pés de meus pais sem que dessem por isso. Não conhecemos tudo dos que conhecemos e há uma reciprocidade nisso,
Ai um momento se revelou potente. Havia um obstáculo, um tronco lindo de um Aspidosperma discolor, popularmente conhecida como canela-de-velho, Nada teria se revelado para mim se tivesse mantido o silêncio. Mas disse essa planta se chama canela-de-velho. Então uma pessoa do trio se revela dizendo: - Canela-d-velho é aquela planta que se usa para fazer o remédio? Disse que não que o nome em decorrência a forma do tronco. Aquela canela era uma outra que também tinha na mata. Então ela disse que usava muito, pois tinha distrofia muscular. Após ela dizer isso, olho para ela, presto atenção nela que vai a minha frente e percebo a dificuldade de andar. E a fotografia dos pés passa a fazer sentido para mim. Pelo histórico que conheço desta doença, aquela moça estava num estágio. A experiência nos dá um peso muito grande as coisas. Conheci uma pessoa na minha cidade com a mesma sindrome que estava num estágio mais avançado e a paralisia era o fim. Os meus pensamentos apagaram a realidade. Fui ao racional da alma. E fui humano, meu coração se encheu de piedade. Esqueci que a eternidade está no momento vivido com intensidade... Naquele momento me desvinculei de minha realidade e vivi outra realidade. Então despertei e fui em busca de meu menino. Ele estava autônomo demais. Então em que estágio estou na vida?

A chuva me fez esquecer esse momento. Agora o calor incomoda e me faz encerrar o texto.

Era isso.

O verde oliva, 

A rocha que ronca,

Uma campina,

São Francisco...

A vontade é tudo


25/02/26

Vida

 A vida é bela e precisa ser sentida com beleza e com amor.

A vida é aquilo que sentimos. 

Sentir a vida em sua plenitude é difícil.

Pois sempre desejamos o que cremos ser bom.

Queremos potencializar sempre estas sensações.

É preciso entender que a vida é absoluta.

O corpo é biológico e nem sempre poderemos está na face da felicidade.

Há também a tristeza, a dor ou seja o sofrimento.

O sofrimento é parte constitutiva da vida.

Não significa que devemos nos acostumar com o sofrimento,

Mas quando aparecer, aceitar e aos poucos vai se desvincula,

E trata e fica bom.

Muito destes sentimentos são espirituais.

E como espirituais que somos em parte.

Lutemos para vencer os sofrimentos.

Não sozinhos, mas rodeado daqueles que nos apoiam.

Nossos pais, amigos...

A busca pela harmonia dura a vida toda.

A vida é a luta.

O caminho é a totalidade de todas as coisas.

24/02/26

Memória uma fonte

 Memórias guardadas como despertadas?

Vi aquela visão de muito tempo atrás. A gente tinha umas vacas. E vez por outra mudava de currais. Ai a gente plantava nesses currais. Veio agora de imediato do nada os embuás encontrados de baixo da paus deitados no solo onde estavam o milharal. A sensação de calor, luz intensa, presença de vida. Papai e eu trabalhando. O embuá preto com pontos amarelos. Embuá casco-de-peba. A terra molhada e macia. A enxada. Minha conexão com o bicho. Com a vida. A tentativa de entender o mundo no meu entorno.

Foi árduo, virou memória e hoje uma doce memória e a presença de papai na minha alma.

23/02/26

Instante

 Lúcida luz nas folhas da árvore.

O cheiro da alva flor de guabiroba.

Os papagaios na mata.

O calor!

Parado espaço.

Pronto para mudar.

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh