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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Rio a fluir

 A noite de hoje caiu totalmente diferente de ontem.  Fresca, nublada e suave. O chão enxombrado, as folhas molhadas, o aroma de chuva...

E a sensação que sinto é de esperança e aconchego e paz.

Chuva chegando

 No ápice da seca, numa tarde de dezembro, depois do dia nascer nublado, uma neblina começou a se precipitar. O som dos primeiros pingos no telhado, o cheiro da água molhando a terra a sensação de frescor na pele.

A gente sente a intensidade da vida, a esperança, a plenitude e a felicidade da existência.

Vinícius feliz dentro dos cinco anos perdendo a ingenuidade do não saber ler.

Essas coisas plenas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Devir

 Numa manhã tudo terá passado.

E o sentido terá terminado.

Em uma manhã o que se mostrou,

Já não existe.

E nós que seremos?

Ver tantas vezes esse movimento.

Não dá para entender que tudo está mudando.

Tudo é devir.

Cedo ou tarde chega-se ao fim.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

A existência se mostra

 Não se percebeu o início,

Mas estava lá a se dividir

Mas estava lá a se multiplicar,

Da gema, cresceu um botão...


Por dias a se preparar,

Cresceu sem parar.


Um dia do nada,

A flor desabrochou,

Numa antese triunfal,

O botão se fez flor,


A flor negou o botão,

Em plenitude de beleza,

Pétalas encarnadas,

Pétalas perfumadas,

Pétalas macias,


Com os olhos devorava a beleza,

Com o nariz devorava a beleza,

Com os dedos devorava a beleza,


Foi só um dia de plenitude,

Apenas um dia de existência,

A rosa logo desapareceu,

Enquanto outros botões

Geravam as rosas,


Então! vale a pena plantar,

Vale a pena cultivar,

A existência é um fenômeno.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Aprendiz

 Minha vida mudou tanto quando passei para o ensino médio. Fui estudar a noite em Martins no Joaquim Inácio. Tive excelentes professores. 

Um deles era uma professora, Oneide. Minha professora de português. Não tive dificuldade com ortografia, tive e tenho com a sintaxe. Enfim, adorava as aulas com os textos e suas análises. Gostava de escrever no caderno e ver ela escrevendo no quadro. Ela tinha cabelo curto, uma voz pensativa e gostosa de se ouvir. Havia uma áurea de experiência e amor pelo ensino. Um texto maravilhoso e marcante que nos passou foi o texto rua dos cata-ventos de Mário Quintana... 

Nas tarde fagueiras, na minha cadeira de balanço, no corredor da biqueira, li e reli tantas vezes, as rimas, os sentidos e a solidão.

Aquele texto marcou para sempre na minha vida. Procurava e não encontrava e nem sabia que rua dos cata-ventos é um livro com 17 sonetos. E que o soneto que conheci foi o soneto II. Recente comprei um livro de poemas de Mário Quintana e descobri essas informações.

Estou descobrindo a genialidade ou a sensibilidade daquele maravilhoso poeta. Estou concomitantemente lendo o DNA do nordeste do poeta Lino e um livro de poemas e imagens de Wandenberg Medeiros. Já li Neruda, mas faz tempo que não leio.

Recentemente conheci a poesia de  Waldir Teles... E conheci pessoalmente a poetisa Lizbethe Oliveira e converso sempre com o poeta Anacleto!

Em meio a este universo concreto e abstrato vou tentando dar alguma matéria para meu espírito construir alguma coisa.


Acho que em meio a estes busco temas que sejam universais.


Descobri ou redescobri o poeta de nossa cidade Martins Eliseu Ventania, que foi um grande cancioneiro...


E falar o que de Patativa do Assaré?


E falar o que de Borges?


O que afinal forja um poeta!?


Que falar de Drummond?


Manuel Bandeira?


Tiago de Melo?


Manuel Bandeira?


João Paraibano?


Pinto de Monteiro?


Estou apenas descobrindo...


Uma vida não seria suficiente...


E o grande Leonardo Bastião?


E Padeiro?


...


Salvo o absoluto...


E entender que tudo foi gerado numa aula de português?


Numa mente jovem com vontade de vencer.


Numa mente que acreditou numa ideia.


Que a palavra tem poder de mudar o ser.


Mestre Oneide!


As suas aulas me encantaram mesmo sendo pura abstração...


Mario Quinta naquele poema me fez viajar e agora terminado esse universo.

Eterna manhã

 O sol acendeu a manhã.

O vento afaga a manhã.

As aves cantam para a manhã.


O silêncio,

A palavra,

A contemplação.


Que fazer com tudo isto?


O sol aquece a manhã,

O vento refrigera a manhã,

As aves sentem o sol,

As aves sentem o vento,


Ora calam,

Ora cantam.


Eu que não faço nada

Apenas sou.

Apenas estou sendo,

Quando tu leres pode ser que ainda seja ou não.

Atemporal é eterna é a manhã.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Conheça a ti mesmo

 A realidade é percebida,

Com o tempo a realidade é sentida.

Nosso juízo está pautado no concreto.

Mas tem seu hatitate no abstrato.


As impressões me chegam

E começo a perceber,

E a conhecer aquilo...


A experiência me envolve no mundo,

A experiencia me faz pensar num eu.


E o que é o eu na realidade.

Conhecimento de si.

Autoconsciência.

sábado, 13 de abril de 2019

Impressões e percepções do entardecer

Sem querer, passamos a perceber e gostar de determinados momentos do dia. Um dos melhores momentos que desfruto é o entardecer. Associado ao fim de tarde, temos belezas como a luz dourada, o silêncio da natureza e sons e odores peculiares.
A percepção de que a luz é dourada ao entardecer se deu certa vez, quando viajava pelo Pantanal do Mato Grasso do Sul com o meu supervisor do estágio pós-doutoral, lembro que ouvi Valls dizendo que aquele era o melhor momento para vender uma fazenda de tamanha que era a beleza da paisagem preenchida por luz dourada. Foi muito bonito e marcante. Valls falava coisas tão profundas que rapidamente eu as entendia. Pois então naquela época por morar em Brasília, tinha nas tardes os horizontes mais profundos e assim a vista se perdia na planura do planalto Central. Às tardes com horizontes profundos nos tornam mais reflexivos porque nos permite perceber quão pequenos somos diante da magnitude do mundo.
Quanto aos sons, bem havia um programa na radio que adorava ouvir que se chamava "um piano ao cair da tarde" que era ao vivo e misturava conversa com música tocada no piano. No pouco que vivi ali, no outono, às tardes eram secas, porém não muito quentes e sem odores.
Depois que me mudei para João Pessoa tudo mudou e às tardes e a dinâmica da vida passou a ser totalmente diferentes. Os horizontes profundos foram substituídos por horizontes rasos compostos por uma mata e ruas com casas e prédios e o som de piano desapareceu. Tive que aguardar e descobrir um novo som. 
Então, o bom e belo da tarde passou a ser momento de retornar para casa. 
Vi naquele momento uma breve sensação de liberdade que se de dava ao cruzar o portão da UFPB campus um e sair pedalando através da avenida do contorno contemplando sempre as árvores, desde as grandes mungubas até os mais tênues dos capins.
Parece que tenho uma fotografia em minha mente. Ao sair pela geografia olhando em frente temos uma grande munguba, depois as Tachigalis com lianas de Lundia, as Luehea, uma sucupira, um Handroanthus roseo-alba, uma Inga thibaurdiana com trepadeiras de Passiflora galbana, depois as Cecropias pachystachyas (embaubas), os Sapiuns glandulosos, um espaço aberto da cajepa com muitas Diocleas virgatas, uma Luehea, um comicha (Allophylus), uma piriquiteira (Trema micrantha), uma cajazeira e na sequencia duas cajazeiras... Isso apenas do lado esquerdo. Enfim, essa percepção se deu através de observações cotidianas, perdidas no meu turbilhão de ideias ou preocupações com a vida de professor. Sinto que sair dali pedalando sozinho e em silêncio, consciente ou inconsciente me relaxa de fato. Então descobri um novo som para ouvir tocado pelos grilos que cantam na serrapilheira da mata. Durante o verão não tem muitos odores, mas na época de inverno quando ocorrem as chuvas matinais, a mata fica muito úmida de forma que à tarde, podemos sentir um aroma maravilhoso que creio ser liberado da serrapilheira e dos fungos.
Aqui, as relações são extremamente complexas e naturais. Um diferente que me agrada muito.
Cada vez mais vou descobrindo faces da vida que desconheço e os aceito e me fazem bem.

     

sábado, 29 de dezembro de 2018

Estação e emoção

Início e fim,
Chegada e partida
Assim é a vida
Essa coisa bela,
Essa existência sem exigência,
Essa construção de emoção,
Sentimentos, apegos, idas e vindas,
Bossa nova,
Poesia,
As estações,
Memórias.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Ociosidade

A tarde cai nublada, quente e fagueira.
O tempo,
À tarde,
O silêncio na tarde de sábado,
As árvores secas,
Os coqueiros,
O asfalto,
A ociosidade,
Um poema,
O vento calmo,
O terreiro poeirento,
O Natal chegando,
O fim de ano!
2017...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Viver?

Olho tudo que passa em minha frente,
Não significa que perceba,
Pelo contrário, parece que só percebo o que me é familiar.

Gosto de olhar para plantas,
Plantas nascidas,
Plantas crescidas,
Plantas floridas,
Plantas frutificadas,
Plantas mortas,

Observo sua morfologia,
E tento guardar cada forma perfeita em minha mente,
Aprendi a brincar de aprender
Os nomes das plantas,
E seus diversos agrupamentos,
Suas diferenças e semelhanças,

Sei lá para que serve,
Mas não sei até quando terei entendimento,
Um dia vai se acabar,
Portanto vou usar ao máximo,
Vou ficar olhando extasiado para o mundo,
Como um apaixonado que ver formas nas nuvens,
Vou contemplar as cores,
As formas,
Solver os cheiros,
Sentir a brisa...
Vou viver cada momento como se fosse o último,
Talvez assim a vida valha a pena.
Viver não é isso.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cheiros e memórias

Memórias de infância,
As estações tinham aromas,
O inverno iniciava com o cheiro da chuva,
O frio do barro molhado e perfumado,
O cheiro das mimosas floridas, das mucunãs,
Cheiro dos marmeleiros e mufumbos são aromas do inverno.

Depois segue o verão,
Com o cheiro do mato secando,
Cajueiro florindo,
Cajá azedando, deitado no chão
Caju no chão, comido dos pássaros

O cheiro do pau seco no curral, cozinhado pelo sol,

O cheiro da roupa limpa com a água da chuva...
Os cheiros tem tantas memórias.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Chuva

A chuva que caiu pela manhã
invadiu o meu ser, 
entranhou-se em minha alma.
Foi muito gostoso
sentir o seu aroma
e seu frio a me acalentar.
A chuva caiu pela manhã.
Molhou folhas e flores da acácia.
Perfumou o meu jardim.
E depois passou,
mas deixou minha alma
docemente calma.


Campinas, SP


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A noite

A noite escura,
caia a chuva,
quebrando o silêncio,
com o som das
Dos pingos se atirando,
Por todo lugar,
gotas nas folhas,
no teto, na bica,
apesar da chuva,
era forte o calor.
A rua escura
e vazia.
A noite vazia e escura.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Voltar e reviver e ser

Finalmente chegou o grande dia,
depois de tanta arrumação,
tanta espera, to cheio de emoção.
O melhor do evento é a organização,
Compra da passagem,
as roupas,
liga,
risca os dias no calendário,
se torna hábito diário,
manhã se arraste,
porque à tarde,
bem no fim do dia
tomarei o avião,
o grande pássaro de lata,
em direção ao nordeste,
ver as areias brancas,
o céu azul,
o mar verde,
a água salobra,
luz sol,
amanhã quando acordar,
vou sair correndo pro mar,
ver o horizonte,
sentir a brisa úmida,
sentir o clima de Natal,
bem no natal
na minha linda terra do sol nascente.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ocaso

É fim de tarde,

O sol já se pôs,

E lentamente tudo perde as cores,

Tudo vai desaparecendo,

Verde escuro,

Rosa escuro,

A sutileza das formas

Perdem os contornos.

Finalmente a natureza se recolhe,

Os pássaros calam,

Tudo está perdendo o movimento,

Já é a hora do ocaso,

Onde o breu toma conta da natureza.

O silêncio estático é quebrado,

Pelo sopro do vento,

Que agita as folhas das árvores.

A luz cada vez mais pálida se vai.

O dia se entrega pra noite,

Aqui em Uberlândia.

19:40 11-12-10

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Os sentidos vidas da alma

Os sentidos

Os sentidos são a luz da alma,
as vias do saber,
o sabor do viver,
através dos sentidos se busca a calma.

O nosso mundo é descoberto
através do olhar, ouvir,
tocar, saborear.

Vamos construindo nosso mundo,
a partir do que vemos, ouvirmos,
ou sentimos e reagimos a estes estímulos,

Que mundo há além de nós?
ver melhor que não ouve,
ouve melhor quem não ver,
apuramos mais uns ou outros,
de acordo como usamos,
construímos nosso ser,
nossa persona.

Os nossos sentidos
dão sentido a vida.

O terminal

As pessoas nunca param, vivem nos seus afazeres simplesmente buscando o necessário para viver e muitas vezes para sobreviver. Nessa busca, nesse trabalhos constante vai absorvendo muito a necessidade e dissolvendo o tempo o prazer de viver pra si.


Ônibus vindo e indo,
com frequência
andam pra cá e pra lá.
As pessoas seguem o mesmo rítimo
dos ônibus.
Os ônibus parecem ter vida,
ganham vida, enquanto queimam diesel,
e força dos braços e comando do cérebro.
No terminal, pessoas descem e sobem,
caminham e param.
Aguardam de pé ou sentado.
Apressados partem e chegam,
incessante.
O terminal mais parece um coração
sempre a pulsar.
Pessoas respiram, fumam,
inspiram fumaça, conversas corriqueiras.

De olhos no relógio,
de olho em quem chega,
em quem sai...
Ainda bem que aqui tem
as palmeiras,
e o vento como a luz
invade os corpos,
clareiam, embaraçam
o tempo.



Campinas, Terminal de Barão Geraldo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A capital Natal

Sal da terra,
terra do sal,
minha querida Natal,

estou contando os dias,
meu ser está cheio de alegria,
vem a mente poesia,

Natal, cidade do sol,
sinto saudades,
dos seus puros ares,

Natal, minha capital,
me encanta,
me enche o peito

de saudades.

Dos dias jovens de minha vida,
UFRN, Ponta Negra, Residência.

Berço do meu amor
Pela vida...

Princípios de biologia.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eternidade

Há dias sem poesias,
Dias que queremos esquecer,
Dias que precisamos relembrar pra viver,
Dias que o sol foi tão intenso que cozeu nosso raciocínio.

Há dias que nós ficamos carentes, contentes, com as lembranças,
do tempo, das imagens, das amizades da vida.

Há dias que lembramos do que fomos,
O quanto nos superamos, ou o quando afundamos.

Há dias que paramos para pensar e não pensamos nada,
Há dias que não paramos para pensar e pensamos tudo.

Dia a dia lá se vai nossa vida,
Nossa alegria,
Nossa poesia,
Nossos amores,
E veem as dores,
E vem novos amores,

A vida sem amor
É vida de dor,
Vida sem cor,
Por isso a cada dia,
Viver sem se questionar, lamentar
O que tens são dias
A vida é uma soma de tempo
Em dias,
E poesias lidas.

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh