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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Raiz do amor

O amor é um sentimento de intensa amizade.
Amar é cozinhar, ternamente a gente vai amando e sendo amado.
Amar tem um ponto nem muito fogo nem pouco fogo,
Nem muito tempo, nem pouco tempo.
Amar é uma combinação de corações...
Pode acontecer entre outros e não com você.
Pode acontecer entre você e outro e não outro.
Amar é um mistério.
Gostamos de crer neste mistério.
Amar tem a raiz no respeito, carinho e amizade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

E uma Teixeira se vai

 Ontem, 29 de outubro de 2025, faleceu a esposa de nosso tio Raimundo das Neves Teixeira. Ela se chamava Tereza Fernandes de Lima. Das memórias que tenho de infância são tão poucas, quase nenhuma. Nosso tio foi embora para Natal. Foi estudar e quase nunca visitava a terra. Só algumas vezes quando vovó era vivo ele vinha sempre, lembro das últimas vezes que veio a Martins enquanto criança. Temos até umas fotos. Acho que foi em 1992. no ano seguinte Vovô morreu e se foi. Só restou um retrato de sua formatura na parede. Ficamos isolados. Esquecidos. Quem esquece é esquecido. Mas sempre havia aquela áurea de admiração. A gente sente quando conversa entre os primos. Tem também um que de decepção.

Tive a oportunidade de conviver com eles quando fui para a faculdade. Ia lá as vezes. E pude conviver um pouco. Mas a relação era um pouco assimétrica, e eu não entendia bem. As conversas com ela eram mutio poucas. Se não tem conversa não se gera empatia ou antipatia. 

Ela passava seus dias a trabalhar. Trabalhou muito para dar as coisas ao único filho. Não sei. Minha mãe até se aproximava deles. Mas as relações eram complexas. Ele era o segundo irmão mais velho. O único mais instruído... 

Não sei o que dizer...

Descanse em paz.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

29. Ser papai

 Os dias nascem e nem percebo.

Não percebo nem a luz.

Tudo que percebo são sutilezas

Coisas de bebê.

Vinícius se mexe e acordo.

Mexe-se dando pernadas,

Fazendo barulhinhos com a boca,

Virando-se de um lado para o outro.

Já sei...

Ele quer mamar.

Acordo a mamãe que o alimenta.

E com os olhos fechados volta a dormir,

De madrugada, às vezes troco a frauda.

É tudo mudou inclusive minha percepção.

Foi muito bom.

Está sendo maravilhoso.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

5. Elucubrar

Por onde andará o espírito sem o corpo?

Vagando em algum lugar?

Nas coisas que amou,

Nas coisas que o fez?

Onde estará,

Em mim?

Nesta hora, minha mente vagueia 

Viaja no espaço,

Está lá na matinha,

Lá no orozinho,

Sabe lá onde.

Estou me referindo a papai Chico Raimundo

Que gostava de humanizar os animais...

Sherlock gosta de está onde as pessoas estão,

Gosta de ouvir as pessoas,

Só dorme tocando na pessoa.

Os últimos anos de sua vida foi assim,

Se dedicando a coisas simples

Como plantas e animais e mamãe e Li.

E tudo segue indefinido, indeterminado,

E fica a grande falta.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Contentamento

Uma tarde quente,
O crepúsculo,
A calmaria,
O céu azul,
A luz se diluindo,
As serras,
As cadeiras vazias
O silêncio,
A cachorra alva deitada no terreiro,
Uma xícara de chá de folha de capim santo,
O fim do ano,
A ociosidade,
O contentamento,
Um dia de cada vez,
Uma vitória,
Uma alegria,
Uma poesia...
Eis a plenitude

sábado, 23 de dezembro de 2017

Casa cheia

Dezembro,
Dia 22, sábado 
2017
É quase Natal,
A casa está cheia de sobrinhos,
Aqui em casa tudo é encantador
Do nascer ao pôr do sol.
Ontem, vimos os álbuns de fotografias
E recordamos bastante, rimos,
Nos emocionamos
Com as memorias.

Hoje amanheceu limpo e ensolarado, agradável e frio.
Esperamos a chuva, mas enquanto não chega
Tudo vai desvelando lentamente.

E esse lentamente é continuo,
Pois a vida é contínua também.
Ainda deitado, percebo mundo lá fora.
Enquanto o sol cresce,
As galinhas e aves cantando,
As crianças dormindo.
E o ano se indo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Despertar

Fim de tarde,
Céu encarnado,
O sol está partindo,
No horizonte poente,
O sol se vai calmamente,
Saco da bolsa a câmera,
E capturo esta imagem,
E retenho fora de minha mente,
O sol tangente,
Os raios minguam entre os ramos das árvores secas.

O chão ainda morno se desfaz desse calor,
Sopra o vento, e leva poeira ao ar.

As aves empoleiram,
As vacas ruminam deitadas,
Já é quase noite,
Sapos saem das tocas e vão em busca da luz, forragear besouros.
Desponta no céu as primeiras estrelas.

Hora do ocaso,
Nem é noite, nem dia,
Canta avemaria, o velho motoradio,
Na voz de Luiz Gonzaga.

Venha jantar...

Da-se um tempinho, desligo o rádio e vou jantar.
Antes de começar a novela.

Depois da janta sigo pra área,
Sento na cadeira de balanço,
E fico a me balançar, matutando,

Sobre o tempo,
O futuro, pois é no futuro que quero está.

Vem a minha mente,
Um sonho de tudo poder consumir,
E me esqueço de consumir o que estou vivendo.

Paz, família e minha vida.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Flor e experiência

Sinhá bela flor,
Quanta alegria, 
Quanto amor,

É verão e exalas tanto odor,
E o vento leva,
E as abelhas beijam flor por flor,
E te espalham,
E contagiam, tornado a natureza mais bela,

Verdes paisagens,
No côncavo da chapada,
Fria a brisa,
Sol ardente,
A mata ensombrada, alivia o calor,
Oh! alva flor,

Hum... doce sabor!
Suave silêncio,
Suave som das águas fluindo, se deitando nas rochas,
Cheiro da umidade,
Flores rosas, brancas das mimosas,
Cheiro da água...

Doce vida Sinhá,
Não se vá...


... Sinhá era minha avó materna. Viveu conosco por algum tempo.

Despertar

 Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...

Gogh

Gogh