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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Quando estou na minha casa

 A lua enluarada

Num céu limpo,

Num céu azul, 

A lua palito-prateada.


Uma corona amarela,

As estrelas parecendo,

A noite anoitecendo.


O vento ventando 

Em ventania...

A doce sinfonia,

A saudade,

O silêncio imediato.


O momento.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Nossa casa

 Nossa casa aconteceu.

Nossa casa nasceu do amor,

Nasceu do trabalho e do suor do meu pai.

Da dedicação de mamãe a família.

Nossa casa surgiu um dia e se transformou em um lar.

Nossa casa foi criança, nova e cheia de barulho, bagunça e alegria,

Nossa casa nunca estava vazia.

Nossa casa foi pequena e depois engrandeceu.

Nossa casa foi baixa e depois cresceu.

Nossa casa teve várias cores...

Foi amarela, foi rosa, foi Verde e foi  azul.

Nossa casa tinha mãe e pai.

Nossa casa passou por tantas coisas, alegrias e tristezas.

Nossa casa teve sentimentos...

Nossa casa assistiu nossa chegada e nossa partida.

Nossa casa descobriu as doenças do fim.

Nossa casa velou meus pais.

E ficou grande, velha e vazia.

Ainda sim é o nosso lar.

Seus netos nossa casa não tem tanto amor.

Nossa casa, neto é neto.

Nossa casa é agora a casa da tia.


Nossa casa no natal já tem aquela festa ha cinco anos,


Nossa casa o Natal perdeu o brilho...


Nossa casa é católica.


Nossa casa tem Maria, tem José, tem Jesus de Nazaré.


Nossa casa tem são Chiquinho.


Nossa casa não falta amor aos animais...


Gato, cachorro, gado, galinha e pato.


Nossa casa fica feliz com nossa visita...


Sorri de portas abertas...


Nossa casa um dia será por si.


Sois forte, existente, sois parte de nos.


Seus átrios preenchem nossas mentes de memórias e de saúdes...


Nossa casa como é linda, como amo te ornar.


Guarda lembranças do meu amor por papai, canecas de porcelana, um boi e um jaguar, imagens...

Fotografias, documentos...


O que é a nossa casa.


Nossa felicidade e nossa existência.


Nossa casa paciência com a vida.


Nossa casa é nossa vida, nossa vida vivida.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

É só um pouco

 Papai cuidava de nossas plantas em Serrinha onde na seca a água é um recurso escasso.

Ele cuidava das vincas, do jasmim de laranjeira, das graviolas, da laranjeira e do coqueiro.

Então quando chegava alguém ele conversava enquanto cuidava. E dizia é só um pouco para ela a planta não morrer.

Lembrou muito bem isso, meu primo gêmeo Livanilson filho de tia Nina.

É só um balde.

Ouvi papai falando.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Conceição

 Hoje é o dia de nossa senhora da Conceição.


Padroeira da minha cidade natal primeira Martins no Rio grande do Norte.


Minha avó sempre ficava feliz neste dia.

Era um dia de festa na época da avó, da mãe dela e de mamãe.

Eu não tive essa cultura, mas sei que mamãe gostava de celebrar a festa da padroeira de sua vida antes de nós.


Assim, peço bençãos e proteção de nossa senhora da Conceição.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A minha mãe

 Minha mãe, minha mãe, minha mãe.

Hoje é dia de nossa Senhora da Conceição! A ti era sinal de felicidade.

Filha de uma Mariana, sua mãe era uma Maria da Conceição.

No seio de Martins nascestes e assim também o foi sua mãe e sua avó... assim tivestes seus filhos.

Acendi duas velas a imaculada Conceição uma para a vovó Sinhá e outra para ti minha mãe.

Sim, Quando você partiu senti o maior vazio de minha existência, mas Nossa senhora da Aparecida no dia 24 de julho me fez entender a eternidade do mundo e da existência, me fez entender que estavas com ela, então meu coração sossegou. 

Obrigado pelo seu infinito amor e por tudo que me ensinou mamãe... Sabe mãe a gente tem que ensinar aos nossos filhos a bondade e o amor e a vida se encarrega da felicidade de cada um, da paz e do sossego.

Mamãe! Sempre te disse que te amava. E continuo te amando e sendo grato por tudo.

Sou franciscano e mariano... Sinto falta de nossa terra. Ali onde os nossos se multiplicaram e vivem. Ali onde nossa existência tanto aconteceu... Só levo uma coisa frente a tudo isso que é o amor ao próximo.

Amém



domingo, 30 de novembro de 2025

Memória, fotografia e repetição

 As memórias são fotografias guardadas nos enormes álbuns de nossa mente.

Vez por outra a gente abre esses álbuns.

Pior que nem sabemos exatamente qual a impressão que fez estes álbuns se abrirem.

Pois bem. Francisco de Assis é um santo muito cultuado por minha antiga família, meus avós e bisavôs do ramo paterno que ao que parece morrerá com minha geração. Mas isso não vem ao caso. O caso é que uma das particularidades dos franciscanos é a generosidade. E bom chamamos isso de coração mole. Deveras é uma excelente metáfora. Bom, ir lá em vovó era mexer com memória. Acho que isso influiu muito em mim. O fato é que muitos dos nossos primos e irmãos herdaram essa característica, minha irmã Rosângela e meu primo Françuar nome francês que quer dizer Francisco. Um dia cheguei a casa de minha avó. E eu estava feliz e ela estava feliz. Feliz porque ia conhecer Françuar, pois sempre diziam que ele se parecia muito comigo não do contrário que eu se parecia com ele. E eu gostava disso. Ele foi embora e passou muito tempo sem vir e só o conhecia através de referências. Bom ouvia falar que ele era inteligente e ser inteligente é uma grande qualidade. Enfim, vovó falou feliz, balançando a perna e adoçando o café que ele, França tinha dado 5 reais que seria o valor de 50 reais hoje. Tomamos o café e ele contou tão feliz. Aquela foi uma das últimas vezes que nos vimos. Mas celebrei essa alegria. Bom o conheci e fiquei muito feliz. Ele me deu uma camisa branca. Gostava e gosta de agradar. Tenho muita admiração por muitas qualidades de meu primo como generosidade, simplicidade, lealdade e respeito. 

E é isso.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Raiz do amor

O amor é um sentimento de intensa amizade.
Amar é cozinhar, ternamente a gente vai amando e sendo amado.
Amar tem um ponto nem muito fogo nem pouco fogo,
Nem muito tempo, nem pouco tempo.
Amar é uma combinação de corações...
Pode acontecer entre outros e não com você.
Pode acontecer entre você e outro e não outro.
Amar é um mistério.
Gostamos de crer neste mistério.
Amar tem a raiz no respeito, carinho e amizade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

E uma Teixeira se vai

 Ontem, 29 de outubro de 2025, faleceu a esposa de nosso tio Raimundo das Neves Teixeira. Ela se chamava Tereza Fernandes de Lima. Das memórias que tenho de infância são tão poucas, quase nenhuma. Nosso tio foi embora para Natal. Foi estudar e quase nunca visitava a terra. Só algumas vezes quando vovó era vivo ele vinha sempre, lembro das últimas vezes que veio a Martins enquanto criança. Temos até umas fotos. Acho que foi em 1992. no ano seguinte Vovô morreu e se foi. Só restou um retrato de sua formatura na parede. Ficamos isolados. Esquecidos. Quem esquece é esquecido. Mas sempre havia aquela áurea de admiração. A gente sente quando conversa entre os primos. Tem também um que de decepção.

Tive a oportunidade de conviver com eles quando fui para a faculdade. Ia lá as vezes. E pude conviver um pouco. Mas a relação era um pouco assimétrica, e eu não entendia bem. As conversas com ela eram mutio poucas. Se não tem conversa não se gera empatia ou antipatia. 

Ela passava seus dias a trabalhar. Trabalhou muito para dar as coisas ao único filho. Não sei. Minha mãe até se aproximava deles. Mas as relações eram complexas. Ele era o segundo irmão mais velho. O único mais instruído... 

Não sei o que dizer...

Descanse em paz.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

29. Ser papai

 Os dias nascem e nem percebo.

Não percebo nem a luz.

Tudo que percebo são sutilezas

Coisas de bebê.

Vinícius se mexe e acordo.

Mexe-se dando pernadas,

Fazendo barulhinhos com a boca,

Virando-se de um lado para o outro.

Já sei...

Ele quer mamar.

Acordo a mamãe que o alimenta.

E com os olhos fechados volta a dormir,

De madrugada, às vezes troco a frauda.

É tudo mudou inclusive minha percepção.

Foi muito bom.

Está sendo maravilhoso.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

5. Elucubrar

Por onde andará o espírito sem o corpo?

Vagando em algum lugar?

Nas coisas que amou,

Nas coisas que o fez?

Onde estará,

Em mim?

Nesta hora, minha mente vagueia 

Viaja no espaço,

Está lá na matinha,

Lá no orozinho,

Sabe lá onde.

Estou me referindo a papai Chico Raimundo

Que gostava de humanizar os animais...

Sherlock gosta de está onde as pessoas estão,

Gosta de ouvir as pessoas,

Só dorme tocando na pessoa.

Os últimos anos de sua vida foi assim,

Se dedicando a coisas simples

Como plantas e animais e mamãe e Li.

E tudo segue indefinido, indeterminado,

E fica a grande falta.

sábado, 25 de julho de 2020

49. Percepção

O sol arde murchando as flores,
As plantas mais aromatizadas 
São as mais duradouras,
Os cheiros, as cores e os sons deste lugar,
Lugar meu, terra minha,
Aproximação de minha essência,
Porque as coisas daqui são simples e me faz muito bem.

domingo, 30 de dezembro de 2018

A impermanência e um história

Os anos se passaram e os coqueiros catolés cresceram no terreiro,
Papai deixou de criar gado.
Não produzimos mais leite ou carne ou afetos pelas reses,
Agora sobra palha que às vezes o fogo as consome.
Não temos porcos...
E o que mudou?
O que sobrou?
Um lugar não menos seco, mas muito mais belo.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Hora da partida

A aurora que se acende paulatinamente
Num céu atropurpúreo ainda estrelado,
No quarto escuro
Ouve-se um choro de criança, a Gabriela desconfortada com a quebra do sono angelical.
A casa escura se desperta,
É quase hora de partida,
Ouve-se o próprio suspiro,
E suspiro de choro,
Um nó se faz na garganta,
Uma luz se acende iluminando os átrios
Enquanto a luz preenche o recinto
E se derrama pelas frestas,
Papai acende o fogão para preparar um café e um chá,
Enquanto mamãe chora,
Enquanto cada um chora em seu coração
A hora da partida,
Gabriela acordou com cara de sono,
Dou meus últimos afagos,
Pego Gabi no colo e ela inocente
Não entende nossas lágrimas,
A Gi dá dois biscoitos a Gabi que coloca em minha boca 
E me faz entre lágrimas mastigar,
Então o carro chega,
E é hora da partida,
Nos abraçamos e depois de 25 dias
Lá se vai Rosângela com Gabi...
- Deu dinheiro a ela Chico pergunta mamãe a papai.
Então Rosa se acomoda o carro é ligado
E sai... o som desaparece
E a casa fica cheia de saudades
Com papai, mamãe, Dayane, Li e Gi.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Contentamento

Uma tarde quente,
O crepúsculo,
A calmaria,
O céu azul,
A luz se diluindo,
As serras,
As cadeiras vazias
O silêncio,
A cachorra alva deitada no terreiro,
Uma xícara de chá de folha de capim santo,
O fim do ano,
A ociosidade,
O contentamento,
Um dia de cada vez,
Uma vitória,
Uma alegria,
Uma poesia...
Eis a plenitude

sábado, 23 de dezembro de 2017

Casa cheia

Dezembro,
Dia 22, sábado 
2017
É quase Natal,
A casa está cheia de sobrinhos,
Aqui em casa tudo é encantador
Do nascer ao pôr do sol.
Ontem, vimos os álbuns de fotografias
E recordamos bastante, rimos,
Nos emocionamos
Com as memorias.

Hoje amanheceu limpo e ensolarado, agradável e frio.
Esperamos a chuva, mas enquanto não chega
Tudo vai desvelando lentamente.

E esse lentamente é continuo,
Pois a vida é contínua também.
Ainda deitado, percebo mundo lá fora.
Enquanto o sol cresce,
As galinhas e aves cantando,
As crianças dormindo.
E o ano se indo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Avós e Pais

A casa silenciosa,
Passos arrastados,
Paz.
Na cozinha um gato mia silencioso,
O cachorro abana o rabo,
A comida na lata de doce.
Pais e avós e mais tarde nós.
A vida se desprendendo da carne,
A fé em está com Deus,
Tranquilo se dominam os dias,
Sem pressa,
Vivendo cada dia ao sabor da idade,
Sem pressa como caramujo andando.
É difícil entender esse mundo afetuoso e gostoso,
Em que nos tornamos reféns de nosso próprio corpo.
Dá vontade de ficar sempre do lado,
De nossos amados,
Da vontade de ser um gato e u cachorro,
Só para viver mais pertinho
Dos nossos amados avós e pais.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pedro nasceu

Dias de felicidade!
Hoje nasceu mais um ser,
hoje Pedro aqui veio viver,
Veio pra uma família feliz e unida,
em ceia de natal reunida,
vamos celebrar sua vida,
A muito que esperávamos sua vinda.
E hoje quando nasceu,
quando tudo correu em paz,
Aleluia, aleluia,
que seja bem vindo a vida.
Papai e mamãe são novamente avós,
nós os tios, somos novamente tios.
Felizes.
De certo hoje é um dia
pleno de felicidade e alegria
em nossa vida,
por isso essa pequena poesia.

Seja bem vindo Pedro
a vida e ao seio de nossa família.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mente, memória e parte de mim

Fim de tarde,
Céu encarnado,
O sol está partindo,
No horizonte poente,
O sol se vai calmamente,
Saco da bolsa a câmera,
E capturo esta imagem,
E retenho fora de minha mente,
O sol tangente,
Os raios minguam entre os ramos das árvores secas.

O chão ainda morno se desfaz desse calor,
Sopra o vento, e leva poeira ao ar.

As aves empoleiram,
As vacas ruminam deitadas,
Já é quase noite,
Sapos saem das tocas e vão em busca da luz, forragear besouros.
Desponta no céu as primeiras estrelas.

Hora do ocaso,
Nem é noite, nem dia,
Canta avemaria, o velho motoradio,
Na voz de Luiz Gonzaga.

Venha jantar...

Da-se um tempinho, desligo o rádio e vou jantar.
Antes de começar a novela.

Depois da janta sigo pra área,
Sento na cadeira de balanço,
E fico a me balançar, matutando,

Sobre o tempo,
O futuro, pois é no futuro que quero está.

Vem a minha mente,
Um sonho de tudo poder consumir,
E me esqueço de consumir o que estou vivendo.

Paz, família e minha vida.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Flor e experiência

Sinhá bela flor,
Quanta alegria, 
Quanto amor,

É verão e exalas tanto odor,
E o vento leva,
E as abelhas beijam flor por flor,
E te espalham,
E contagiam, tornado a natureza mais bela,

Verdes paisagens,
No côncavo da chapada,
Fria a brisa,
Sol ardente,
A mata ensombrada, alivia o calor,
Oh! alva flor,

Hum... doce sabor!
Suave silêncio,
Suave som das águas fluindo, se deitando nas rochas,
Cheiro da umidade,
Flores rosas, brancas das mimosas,
Cheiro da água...

Doce vida Sinhá,
Não se vá...


... Sinhá era minha avó materna. Viveu conosco por algum tempo.

Mudança de estado

Sob o solo as raízes sustentam,  Um eixo cinzento, Um tronco que se ramifica sustentando folhas  Alternas em espiral, No ápice do eixo, Um c...

Gogh

Gogh