Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens

17/07/26

Chuva

 Será a força da lua,

O fato da chuva cair em julho.

Choveu a manhã inteira de ontem,

Choveu a tardinha e a noite.

A chuva é comum de abril a julho.

Quantas chuvas caíram no tempo que estou aqui?

Por 13 anos venho vivendo aqui.

A chuva não me assusta mais, molha, continua molhando,

Mas depois que consegui um carro,

A chuva não me incomoda.

O que incomoda na chuva é andar sobe sua ação.

A chuva chovendo é tão bela.

A chuva chovendo incomoda,

Quem anda de pés,

Quem tem infiltração em casa,

Quem está no meio da chuva...

Chove chuva.

16/07/26

Conexão

 No fundo da mata,

Sob as sombras 

E a luz tênue da manhã

Canta a garrincha,

Canta a patativa...

E ecoa na cóclea auricular,

Ecoa no fundo do meu corpo,

Ecoa no fundo da minha alma.

Belo canto diz a minha alma,

Que maravilha de lar,

Cantam felizes 

Pelo amanhecer.

No fundo do meu ser,

Quero sentir essa energia,

Essa alegria singela.


Então o vento sopra suave e silencioso

É fria a manhã,

O vento passa arrepiando as árvores,

Os ramos e as folhas.


Sinto até o frio.

13/07/26

A casa de tio Aldo e Tia Nevinha

 Esta casa erguida em cima do alto mirando para o norte carrega em sua existência tanta história.

Está casa foi berço da caçula Aparecida e dela primeiro saiu para a nova vida Neta.

Nesta casa papai quase morreu com congestão.

Esta casa foi dona de um Chevette marrom.

Esta casa já teve tantas cores amarelo, azul, verde...

Já ouviu tantas histórias de seu dono Aldo Batista,

O viu este silenciar da vida.

Foi testemunha do meu primeiro porre quando seu filho Bolinha se casou. 

Vi nesse a casa Das Neves contar tantas histórias.

Nesta casa passei chuva, passei sol, dormi a noite...

Estive aí com mamãe e com papai.

Às vezes quando criança aí chegando saia para o oitão ali no quintal olhar o que ali tinha.

A visão é a maior fonte de informação e a curiosidade é o combustível...

Tinha curiosidade de saber como era o oitão de outra casa.

Achava bonito o pé de trapiá, um caixa d'água de cianeto, a palmatória que encurtava o terreiro.

Um dia, mamãe nunca soube, mas sai com Nobe e fui ao poço fundo, tinha tanto menino, e cai no poço quase me afoguei e foi Neto o neto do dono que me salvou. A vida está sempre por um fio.

Foi com a espingarda da dona desta casa que dei meu único tiro erreiro.

Gostava de chegar nesta casa vindo do parieiro, depois de correr do cachorro e do peru de Tio Jussier, mas chegar pelo poente tinha as saudosas aroeiras e cajaraneiras, e o cheiro da cafarana,    da bosta de gado molhado são vivos na minha mente... Que revivo toda vez que sinto tais cheiros.

Lembro dos dias quentes nessa área, dos dias frios. Do almoço quente, do café cheiroso, da comida fumaçando, de muito fartura, de uma vez que passei a páscoa... Comi tanto peixe. Casa que presenciei muita fartura.

Essa casa tenha certeza que foi a minha segunda casa. As segundas casas costumam serem dos avós, mas não é o meu caso. No me caso foi está casa. A minha mãe era irmã da dona e o meu pai irmão do dono. Então casa, seus filhos são os meus meios irmãos, não é de fala é de sangue, de corpo e de alma.

Papai era Chico de Aldo... Não Chico de Chico.

Tantas vezes casa se ouviu ribumbar do trovão sob este telhado, coração esperançoso que a chuva viria e quando a telha soava o cheiro de chuva inundava a alma, no escuro o flash do relâmpago pelas frestas da cumeeira fazia-se dia num segundo...

No inverno se ouvia o canto dos sapos e o ronco da cachoeira.

Daí está casa, vigorosa e bem cuidado,

Mas São outros histórias seus atores primeiros saíram de cena.

Meu peito parece que ficou no passado...mas essa é uma versão de nossa história. Nada mais.

10/07/26

Raridade

 A garrincha canta na mata.

Já ouvi tantas vezes.

Gosto do seu canto.

Assim, me sinto bem.

Seu canto dá uma beleza peculiar

Ao silêncio da mata

Ou seria ao silêncio da manhã.

Também estão ouvindo os gatos.

Mas os gatos não pensam.

Também ouvirão as árvores?

Não sei.

Sei que ao ser clareada

Pelas sombras da luz,

O silêncio é quebrado pelas aves.

As aves conhecem essa mata

E essa mata conhece as aves...

Eu a pouco tempo estou aqui,

E em pouco tempo me irei.

Acredita.

Deixo esse registro...



07/07/26

Água, cinza e sertão

 Na capoeira roçada,

Coivara foi queimada,

Após a neblina caída,

Ali canta o tetéu a vida,

Na cama ainda deitado,

Meu coração bate animado,

Com o ronco do trovão,

Meu peito pula de emoção,

E a promessa que há

É que tudo vai mudar,

As cinzas se apagam,

Natureza muda de cor,

Do chão nasce as sementes,

Dos ramos brota a rama,

Das nuvens água se derrama,

O cheiro da chuva aquece a alma...

A promessa da mudança,

Me envolve em esperança

E a vida vai bem mais um dia...

Com a chegada da alegria,

A chuva traz essa sintonia.

06/07/26

Naciocêntricos

 Neste mundo,

Neste mundo,

Tão amplo,

Tem meu mundo,

Tem bilhões de mundos,

Uns se convergem,

Outros se divergem.

Foi uma conversão tão grande na copa,

Foi tanta emoção,

Foi tanta diversão.

Quanto tempo não unimos assim.

Todos com o mesmo sentimento,

Agora, tudo se dissolve,

Amargamos juntos,

Sofremos dois gols.

E a alegria se fez em tristeza,

A gente que é velho já sabe como é,

Mas as crianças...

Que bom sabermos que somos uma nação,

Só são sem noção quem a representa no gramado,

Falta de raça e brilho.

Essas coisas que nos comove.

Agora que a copa acabou...

Pra gente não tem campeão.

Será se somos naciocêntricos.

03/07/26

Brevidade

 Caminhando,

Fui sentindo o mundo,

Manhã fresca e úmida,

A cada passo um pensamento,

Formas, cores, cheiros e sons.

O vento soprando,

Fazia as árvores dançar,

Fazia as árvores cantar.

O vento soprando, 

Girava em redemoinho,

Entre o corredor de dois prédios.

Meu espirito se conectava ao vendo,

As árvores, ao tempo.

Um rapaz varria as folhas,

Perdido em seus pensamentos,

Só varria,

O rastelo rangia,

O rastelo juntava as folhas,

As folhas molhadas,

Deixavam seu cheiro se espalhar,

Nem dei por nada,

Senti aquele cheiro,

E o vento mais espalhava.

Sexta-feira, manhã chuvosa,

Num inverno julino,

Senti-me tão pequenino.

Senti a brevidade da felicidade,

A brevidade do tempo,

Revelada pela razão,

Pela matemática,

Por versos da poeta Lisbeth Lima.

Mais nada.

02/07/26

Manhã entre sala e mata

 O silêncio,

Ausência de movimento,

Amanhece,

A mata escura se acende,

Ali cantam aves,

Garrinchas e bem-ti-vis.

Abro a porta de vidro,

Corredores e sua profundidade,

As portas das salas cerradas,

A luz branca cansada da noite trabalhada.

Acabo mergulhando nessas ideias 

Sempre presentes no meu cotidiano.

30/06/26

Semana junina

 Nesta manhã cedinha,

O sol nem apareceu,

Após a noite chuvosa

O céu nublado 

Alonga a noite.

O galo de campina 

Canta em todo lugar e seu canto magistral 

É tão belo

É belíssimo.

Os pacuns passam voando e

Grosnando.

Bem-ti-vis cantam e respondem.

Sob a coberta

Ouço tudo, penso e processo,

Minha alma está tão contente neste momento.

Lembro do tempo que não volta mais.

No mesmo lugar que mamãe dormia,

Deito e penso nela.

Mamãe amada.

Logo cedo um canto de ouro cantou na soca

De catolé...

Senti mamãe 

Já que muito ela

Admirava seu canto encantado 

Naquelas folhas copadas.

Também me veio a mente o que pensei ontem.

Ao fazer fotos das Jitiranas dei por mim

Que cada ano é diferente a beleza das floradas...

Quão passageiros são os dias.

Aqui sempre foi assim belo.

Um dia vim bebê,

Um dia descobri o mundo aqui,

Um dia quis conhecer o mundo fora daqui.

Conheci e hoje

O melhor mundo está aqui.

E a manhã vai crescendo...

Natura, natureza no inverno

 Sol brilha dourado.

O mato verde fica amarelado,

As latadas de Jitirana copada 

E toda estrelada,

Flores brancas, azuis e rosadas.

Zunido o mundo 

As abelhas tralhando...

Nuvens tornam o céu rajado,

O vento refresca 

Nós refresca 

E fica a saudade.

Eterna noite de São João

 O rito,

Fogueira feita,

Fogueira acesa.

O forró tocando,

A noite chegou.

Fogos, estouro e cores.

Vizinhos felizes.

O milho cozido,

O milho produzido,

Canjica, pamonha, broa...

Viva o São João!

Viva nossa Senhora.

Anunciação...

E a gente vive 

Tudo novamente

Renovando as esperanças...

Revivendo a infância.

O descompasso 

Do tempo e da existência.

A infância a inconsciência.

Viva a fogueira,

O fogo e sua luz...

Viva São João.

Dia de São João

 A bela alvorada 

Teve o canto da passarada.

Amanheci feliz.

Tão fresca a manhã.

Tão pleno dia.

Hoje é noite de São João.

Hoje é noite de São João.

A noite mais feliz do ano,

Tem fogueira,

Tem fogos,

Tem comida de milho.

Tem família reunida...

Viva a vida,

Viva a fé,

Viva o amor,

Viva Cristo,

Viva são João...

Cantou o galo de campina,

Cantou a rixinó...

Vivos vivemos contentes 

Contando contos,

Contando os dias,

Contando as coisas.

Tchau passado,

Excelente presente.

Hoje a fogueira 

Clareara acendendo a imaginação,

De um futuro iminente.

Tudo no peito 

Tudo na mente...

Nada mais

22/06/26

Eu caburé

 Acordei de madrugada,

O silêncio imperava.

Um caburé deu início uma toada,

No escuro este cantava.


O Caburé nem imaginava 

Que de longe eu escutava.

Na rede eu deitado,

No ramo ele pousado...

Ele cantava e silenciava,

Eu aqui imaginava...

Eu sabia que ele existia,

Ele por mim não nem sonhava..

A minha existência,

Nossa existência 

Num mesmo lugar.

Eu aqui e ele lá.

Ele cantou e eu ouvi.

Cantava para outro escutar,

Cantava pra demarcar,

Cantava para atrair,

Cantava por que existia...

O caburé que foi ovo,

O caburé num ninho gerado,

O caburé que foi cuidado,

O caburé aprendeu a voar,

O caburé aprendeu a caçar,

O caburé aprendeu a cantar na noite.


O caburé conhece a lua, mas não sabe falar lua,

O caburé canta pra lua...

Caburé...


Vim conhecer o caburé a pouco tempo.


Conhecia a palavra caburé.


Ouvia papai dizer que vovó falava olhe o caburé de orelha,

Mas nem dava por ele.

Então um dia o vi 

E não sabia quem era.

Sabia que era uma coruja e só.


Seus olhos grandes,

Sua pena rajada,

Seu bico curvado,

Seus dois dedos pra frente e dois para trás.


Um dia ouvi seu canto 

E foi aquele espanto,


Pois pra minha surpresa,

Conhecia aquela beleza

Aquele canto 

Já ouvira tanto

Mas não sabia de quem era...


Era o caburé 

Cantando no tempo 

Ecoando em minha mente...


No tempo compassado,

No presente 

E no passado.


Memórias da alma.


E nessa madrugada 

Ouvi um cantar

Era você caburé...


Eu que fui tantos,

Tonto, voltei a ser quem fui...

No dia que primeiro te ouvi

Caburé.

Interior e tradições

 Aqui na minha terra natal

Meu corpo é feliz.

Ele entende a natureza,

Pois se sente também natureza.

Aqui não precisa pensar 

Ele sente a existência.

Ele entende a natureza

A natureza é sentimento.

Fica encantado pois as aves despertam o dia.

As aves cantam para o sol despertar.

E quando o sol desperta toda a natureza desperta.

O frio e a sombra da noite se dissolvem na luz,

As flores desabrocham sorrindo,

As flores colorem e perfumam as matas,

Os calumbis e as jitiranas e os espinheiros bordam coxas de flores cobrindo a mata... São coxas alvas, azuis, rosadas e amareladas.

O vento quando sopra é frio e perfumado...

Nos roçados o milho seco e marrom é preenchido por fava 

De folhas triangulares, e flores alvas,

As jitaranas bordam folhas cordadas...

Sob a cajaraneira doces esferas amareladas exalam um cheiro acredoce tão perfumado...

Na baixa o arroz de verde fica marrom e chia quando o vento passa.

Sanhaçu canta feliz no talo da pinha madura alva como pipoca e doce sem igual.

Aqui minha alma é plena.

Aqui meu corpo é pleno e minha alma é serena.

E entendo que quando tudo está tão lindo e pleno o vento sopra trazendo a mudança,

Abelhas entendem isso pois guardam o mel no favo,

As formigas em seu ninho.

O cururu fica gordinho,

Arribação em nuvens se enxamam

Põe seus ovos e tem filhotes para logo viajar.

A vegetação fica amarelada,

Guarda tudo que produziu no caule e na raiz,

A vida vai se  ocultando,

A natureza se transformando...

Eu entendo isso tudo intuitivamente...

A fogueira do são João é uma luz de esperança.

A fogueira do São João e os fogos que explodimos é uma forma de agradecer 

E pedir pelo ano que virá.


A fogueira é uma chama que consome a madeira e dela sai a luz e o calor... Contém em se alegria e dor...


Queima fogueira tudo que for de ruim.


Ilumina o que for de bom em mim e queima o que for de ruim.


Um pai nosso e as ave Marias...

O forro, a roupa de chita.


Logo virá provação.


A cinza da fogueira mudará a estação e com a própria essência tingirá com sua essência toda a natureza 

Que suportará viva

Até o ano novo, até as novas chuvas e o novo recomeço.


Meu corpo entende tudo isso aqui na minha terra natal e minha alma responde com amém.

Casa velha casa

 À tarde,

Cheguei à minha velha casa.

Senti intensa a saudade no peito.

O céu estava azul com frouxas nuvens.

A rama verde da mata, enfeitando compondo uma face das árvores.

A rama florida da Jitirana com flores rosadas e alvas.

A folha vinho enfeitando os cajueiros...

O silêncio que o tempo impôs.

Sem a voz de vovó,  de papai e de mamãe.

O tilinidar dos grilos,

O grasnar do galo de campina.

O chão encontrado.

As vincas alvas e rosas de meu pai,

O jasmim de minha mãe.

O araçá com frutas maduras, doce-amarelado.

Os catolés que transplantei com meu pai.

As palmas do meu pai.

A açucena da minha mãe.

Esse lugar que sempre foi o que é, antes, agora e será depois de mim.

Tomo consciência que sou apenas consciência.

Autoconsciência...

Essa ideia é só minha.

Essa ideia é nossa.

Essa ideia se esfacelará no tempo tomando a proporção de um sonho.

Uma narração onírica...


Paro o texto...

Pausa...


Um anum gritou ao longe... Anum branco.

Pacuns passam voando, vejo no seu grasnido.

Um anum preto canta na rama do poente.

Um pendão de capim parece um fogo de artifício.

A lua crescente está no cimo da casa.

Na cajarana grosna um periquito.

Um bate-estaca aparece tziuu.

Dissolvo tudo apurando 

Os sentidos

E me desfaço dos sentimentos negativos.

A vida que segue.

Venha o São João.

19/06/26

Dos dias doces da vida

  A tarde caiu agradável,

O céu azul com carneirinhos,

O vento soprando frio.

Até cochilei.

É mês de junho,

As festas juninas,

O milho verde, 

A fogueira...

E essas tardes figueiras.

A gente se sente assim... Feliz.

Com os anos idos,

Com o presente...

E o futuro a Deus pertence.

A tarde cai maravilhosa.

Canjica e memória

O mês é junho, o ano 2026.

O lugar João pessoa.

 Ontem à noite,

Estava no shop, onde vi numa quitanda canjica para vender.

Aquela canjica amarelinha com pó perfumado de doce de canela.

Comprei um copinho.

Na primeira colherada minha memória foi longe no tempo.

Senti o gosto da casa paterna,

Deu para ver a nossa cozinha amarela,

Deu para ouvir a nossa voz conversando.

Deu para sentir o gosto da canjica com leite gelado.

A ordem com que comíamos,

Sendo a canjica primeiro

Na sequência a pamonha.

Vivi sensações vividas,

Percebi a distância que separa aquele tempo

No espaço e no tempo.

Percebi que tudo passou,

Cada um sua vida tomou.

Nem imaginava nada disso quando comia canjica

Naquela cozinha de telhas fumegadas,

Só sentia o doce do açúcar,

Só sentia a textura do leite do milho cozido.

Eu achava que aquele tempo era eterno.

Hoje, no alto do futuro e no raso do presente,

No profundo passado.

Uma simples colher de canjica,

Dá chão a quem fui,

E me faz despertar quem eu sou.

Quanto tempo se passou...

Quanto tempo ainda a divindade me dará.

Não importa.

Prova Vinícius, prova meu filho, prova mamãe de Vinicius.

Prova que essa canjica tem história minha

Que quero compartilhar como compartilho a canjica.

18/06/26

Silêncio interno, tempo.

 A manhã ouca

A manhã cresce com o sol,

E vai se aquecendo,

O verão vai acenando.

O silêncio!

Algo silencia em meu ser.

Ouço sons solitários.

Agora canta uma rolinha,

Canta uma rolinha caldo de feijão.

Uma pombinha tão frágil e bela.

De repente!

Silêncio...

É possível esse silêncio?

A cadeira ringe,

O teclado dedilhado soa.

Mas vem o silêncio...

O silêncio, sentido interno,

O silêncio no tempo,

Não o silêncio no espaço.

Espaço e tempo...

Externo e interno.


A mata, amiga flora

 Quando chego a universidade

O sol ainda está deitado,

A mata fala nas aves.

Quando saio da universidade

O sol quase se deitando,

 A mata fala nos grilos.


A mata é minha amiga,

A mata é minha companheira,

Nossa relação começou quando cheguei aqui.


Retomando,

Sabe!

Não conheço o canto de cada grilos,

Mas conheço o canto de cada ave que aqui canta.

Grilos são desconhecidos,

Aves são mais conhecidas.


A minha relação com a mata é de silêncio,

É de administração,

É de carinho,

É de amizade.

Admiro cada árvore, cada liana, cada arbusto...

Eles sempre estiveram aqui.

E continuarão aqui 

Com suas aves e seus grilos...

Com suas flores,

Com suas resistências...


Eu estou aqui só de passagem.

Muita coisa é nova 

E muita coisa é eterna...

O que sobra da mata.


Respeito a mata!

Não quem mata a mata.


Aqui do fragmento da biblioteca.

Da curva da sucupira...

Lugar de encontros e desencontros.


Respiro profundamente sinto o corpo,

Sinto a mata, os sons, os cheiros e as formas.


É aqui onde o dia inicia,

É aqui onde onde o dia se finda.


Quando começa é intenso sol e luz e movimento e gente e ação.

Quanto termina se foi o sol é sombra, é estática, é vazio.

E se vai...

17/06/26

Quebra de silêncio

 No fundo da mata canta uma garrincha.

A manhã nasceu, mas o sol não apareceu.

Está tudo parado, nem uma folha se move.

Então encantada longe, canta  a garrincha.


Esse silêncio estático da manhã,

Será o silêncio da mata?

Ela, a mata, está viva.

Sinto, ouço e sei.

Só isso.

Cinema

 Ontem fomos ao cinema. Sassá adorou entrar no banheiro e encontrar um mictório infantil e pia para criança. Depois entramos entramos na sal...

Gogh

Gogh