A tarde me fez sair de casa,
Sentir o frescor da chuva chovida,
Na paisagem seguindo um caminho
E me deparei com aquela mangueira.
Que vive lá nas três ruas.
Uma mangueira de mangas espadas.
Pendulas as mangas me levaram lembrar,
E lembrar é recordar e quando recordo
Transponho o espaço e o tempo...
Voltei a minha adolescência, fui ao sítio de Fora,
Onde vovó viva tinha um sítio de manga.
Era tanta manga que pegava de carga no jumento café com leite de orelha cortada.
Ia com minha irmã, até vovó e ela mandava a gente cata manga no sítio.
Chegava no sítio era tanta manga burro, manga espada.
A gente enchia a vista e depois enchia o bucho.
Felizes com os caixões cheios de manga,
Mas encontrar uma manga espada no pé,
Fazia da gente guloso.
Felizes a gente chegava em casa...
E havia fartura por um ou dois dias.
Amar verbo intransitivo.
Sério! Vi ontem, mas o texto nasceu agora.
Amém.