Acordei de madrugada. Então veio a memória, não sei por que, que no sítio que morei haviam duas casas mais que a nossa. Uma conheci a outra só sei onde fica. A que não conheci é totalmente desconhecida, então pensei nas histórias que ali aconteceram. Quem construiu? Que mandou construir? Quem morou? Quanto tempo durou? Como era a vida ali? Como foram os invernos e as secas? Onde pegavam água pra consumir? Como era a vida ali? Uma história e toda sua existência enterrada com seu dono, com seu povo... Foi interessante esse pensamento. Já que tenho pensado no tempo e no espaço. Tenho pensado e m colocado como indivíduo que o tempo está apagando enquanto me consome... Será se minha casa durará um século?
22/09/26
21/09/26
Tarde Eterna
À tarde caiu,
À tarde cai,
À tarde vem,
À tarde vai...
São momentos,
São momentos,
Cada um com sua cadência,
Cada um com sua experiência...
Experiência de tarde,
Tarde de amor,
Tarde de felicidade,
Tarde de dor...
Tarde um momento múltiplo em nossas vidas,
Um momento que se faz e desfaz...
Do claro ao escuro,
Do quente ao frio,
Tarde que parte,
Que parte,
Alguns nunca mais verão,
Inclusive eu....
Um dia entardeceremos...
Um dia...
Será tarde...
E a tarde se fará e partirá por toda a eternidade.
16/09/26
Gilberto Pattaro
Quando morava em São Paulo, tinha a estranha mania de decorar nomes de ruas. Virou costume. Algumas das ruas que decorei inconscientemente, ou sei lá foi uma Rua em Campinas chamada de Gilberto Pattaro. Ontem, terça-feira, 15 de setembro de 2026, ao levar meus alunos para a sementeira para aula prática sobre pteridófitas. Percebemos que estava lá fechado e os meninos que cuidam de lá não estavam ali. Então foi falar com Nelson o responsável. Um colega seu chamado de Gentil Lobo me levou a sala onde poderia encontrá-lo, mas ele não estava. Quem me atendeu foi Gilberto Ramos. Na nossa conversa, comentei que usava os nomes conhecidos para decorar novos nomes.. Disse que Ramos era um nome que conhecia várias pessoas da família Ramos e Gilberto. Bem veio a mente o nome de uma rua, Gilberto Pattaro. Sabia que era de Campinas, mas não sabia qual era. Agora, um dia depois fui conferir e aquela rua que não lembrava a posição só o nome. Era que passava todos os dias para ir à Unicamp. Esta rua está junta da moradia Estudantil da Unicamp, rua que vai dar na rotatória, Rua que se alcança a Rua Felizberto Brolezzi... Passei tantas vezes ali. Doces memórias. Que aparentemente surgem do nada. Engano meu, conhecido que conviveu comigo na Unicamp teve um AVC está bem, mas me impactou bastante. Por isso suponho que vieram as memórias de Campinas.
08/09/26
Bosque pau-brasil
O sol brilhava intenso num céu azul,
A sexta-feira estava perfeita,
Em frente a biblioteca central,
o bosque de pau-brasil floria,
notei pelas flores deitadas sob a copa das árvores
e logo senti o perfume de suas flores,
um aroma doce e intenso,
acho tão delicioso...
foi aqui que conheci este perfume...
perfume da planta que deu nome a nossa terra,
que deu nome a este bosque.
que vou levar pra toda vida.
Bananeiras
Vi o sol num lugar diferente,
Vi uma outra mata,
Vi outras igrejas,
Vi outras casas.
Conversei tanta coisa.
Vi um novo espaço,
Senti um novo espaço,
Vi uma fração de suas história,
Tanta coisa interessante.
Foi de longe,
Foi de perto,
Mas deu pra perceber,
Conheci o que conhecia de ouvido...
Através das histórias...
Bananeiras na Paraiba,
O brejo paraibano...
Foi tanto,
Ficou um gostinho de quero mais.
29/08/26
Algum dia em minha infância
Eu amanhecia,
Queria ver o novo dia,
O chão molhado da chuva,
O cheiro da terra encharcada,
O canto da passarada.
Ali tudo mudava num instante,
Parecia um grande milagre,
Tanajuras a voar,
Formigas ativas.
O tempo ficava fresco.
O mundo sorria,
A esperança ganhava força em meu peito
Eu pensava,
Não eu sentia
Agora tudo vai melhorar.
Quando a coisa chega ao extremo
Qualquer coisa dá uma sensação de alívio.
A chuva fazia isso,
Castigava a seca,
Botava moral,
Era só uma chuva,
Mas a gente sentia a mudança.
Aliás, lá em casa tinha uma bica de frande que unia as duas casas,
Quando ouvia o primeiro, o segundo e o terceiro pingos de chuva,
Logo sentia o cheiro da chuva,
A terra sedenta,
Agradecia aromatizando o mundo...
Na cama, acordado,
Sentia que todos
Percebiam o mesmo que eu...
Ouvia mamãe dizendo sei lá o que para meu pai,
Meu coração sentia que estava tudo bem.
Porque o mundo é assim, bom.
Tem horas pra tudo...
Foi tão bom viver a vida na casa dos meus pais,
Dividir a vida com meus irmãos...
A gente aprende tanto da vida.
A gente divide as coisas boas e ruins...
A gente brinca, briga e faz as pazes porque a gente sabe que é uma família.
E o rei era papai e a rainha mamãe...
Naquele reino criei a minha imaginação...
E quando a chuva chovia de noite...
O outro dia seria perfeito.
Gurdo essa sensação comigo até hoje.
27/08/26
Luz
Finalmente, concertaram as luzes de minha sala.
Precisava ir ao oculista, com a pouca luz estava ceguinho.
Ainda bem que se resolveu.
Assim posso ver melhor a poeira do tempo sobre as coisas.
Porta nova e janela velha,
Cerrados,
De onde vem o pó?
Quero luz!
Quem anda na luz não tem nada a esconder.
Já nas sombras...
Tem algo a assombrar.
25/08/26
Como literatura
Ontem, em frente ao HU, da UFPB, vi um lindo chevrolet D60, branco, potente e cara de mal. Fiquei muito contente. D60 me arremete a Martins, cidade natal. Onde na minha infância eu via o D60 gerimum coletando lixo pelas ruas. Quem dirigia era Babu. O barulho do motor inconfundível, o sol ardente, sob o frio da serra fez aqueles momentos se eternizarem e em minha vida. Certamente, estava com a mamãe. Nunca tinha visto um D60 Branco... Lindo demais. Os mais comuns que conheci eram cor de goiabada como o de Ivin, um comerciante que comprava pinha e ceriguela lá no nosso sítio. Os D60 eram comuns na década de 80 e 90 só perdiam para os tromba de porca da Mercedes. Tempos bons... Somos produtos de nosso tempo e lugar. Com o tempo estas memórias não serão compartilhadas, apenas aparecerão como invenção, como literatura.
24/08/26
Consciência
Meu primeiro mundo era vasto e surpreendente,
Mamãe e papai,
Meus manos e vizinhos,
Nosso sítio,
Nossas galinhas,
Nossa vaquinha,
Nosso cão e nosso gato,
Nosso sítio.
Tanta coisa pra explorar as formigas e formigueiros,
As vésperas e seus ninhos,
Os besouros,
Os sapos e girinos,
As plantas, suas flores e frutos...
Tudo para descobrir,
Tudo para nomear.
Minha mãe foi minha primeira educadora,
Meu pai foi o meu herói.,
Quando aprendi essas coisas,
tinha a seca com caju e manga
E inverno com milho e feijão....
Assim floresceu minha consciência...
20/08/26
Poesia
É de manhã,
Sento na cadeira,
Abro o livro de bolso,
Livro de poesia,
Pessoa!
Quem é grande vira livro de bolso.
Vende feito água!
Pessoa, isso mesmo Fernando.
Recentemente, adquiri um livro de bolso.
O grande, o gigante Mário Quintana.
Pus na minha mesa!
Costumo colocar livros na minha mesa.
E Quintana!
É um universo da alma!
Um tratado da beleza espiritual humana...
Quintana do eles passarão e eu passarinho.
Rua dos cataventos.
Recentemente ganhei um livro Brevidade!
De poesia!
Poesia de uma poetisa.
Estou ampliando meu conceito de poesia.
Poesia se sente.
Poesia se consome!
Poesia se faz...
E fazer poesia precisa inspiração,
Seja de percepção,
Seja de razão!
Poesia com rimas e regras,
Poesia livre...
Poesia de síntese!
A gente encontra tudo isso no universo
Isto mesmo no universo de existência da poesia.
Universo humano,
Uni Verso!
Onde o espírito transforma o concreto no abstrato,
Onde o objetivo se transforma em subjetivo,
Onde há conhecimento,
Pois há sujeito e há objeto...
E há um terceiro que é o leitor...
Poesia um sol cujos raios são espelhados no universo...
Clareia todos os lugares do mundo,
Tudo revela...
A poesia é um retrato da realidade.
É isso.
19/08/26
Flores de laranjeira
Olhando fotografia de flores,
Flores de laranjeira,
Recordei aquele janeiro,
Aquele janeiro quente de 2019.
Senti todas as manhãs o cheiro doce das flores brancas de laranjeira.
A vida estava tão boa.
Mal sabia que alvorecia a pandemia.
A humanidade enfrentaria uma tragédia mundial.
Ainda bem que não sabia de nada.
Vivia cada alvorecer,
Cada primeiro crepúsculo
Como se fosse único.
Caminhava olhando a caatinga...
É tão bom não saber a luta que nos espera...
Aquelas flores alvas,
Coroadas de amarelo...
Marcava o fim de uma vida,
Minha primeira tragédia pessoal.
Aquela que a gente descobre e fica com medo...
A fé foi fundamental para está aqui,
Escrevendo estas linhas...
Que se perderão no tempo e no espaço...
Até que alguém encontre e se identifique...
É a vida.
18/08/26
Gerânios
Haviam gerânios de enfeite em casa.
Eram feitos de plástico.
Descobri que eram gerânios
Num livro de morfologia vegetal de Vidal.
Interessante que cheguei a ver Gerânio em São Paulo,
E vi gerânios nas janelas de Paris.
Nunca me imaginei em Paris,
Não imaginei que aquela imitação,
Seria a luz de conhecer
Gerânios...
Luz da alma
Na minha casa descobri o mundo,
Papai e mamãe e meus irmãos
Auxiliaram-me nesta empreitada,
Cuidaram de mim.
Na nossa casa simples não tinha riquezas,
Mas não faltava amor, carinho e amizade.
Minha mãe tão natural.
Meu pai tão sentimental.
Na minha casa havia um quarto de São Francisco de Assis
Comprado no Canindé
E eu mirava com misticismo, medo e admiração,
A moldura barroca.
Tinha um quadro de papai, begue e mamãe.
Por que eu não estava lá?
Já me questionava?
Eu me balançava na rede olhando através da janela,
Sentindo a emoção do ir e vir
Subir e descer,
Eu olhava para o infinito do céu...
Aquela vastidão me amedrontava e me encantava.
O meu mundo era minha família,
A poesia era bruta e não soava ainda...
Eu vivia,
Contemplando minha existência,
Vivendo minhas primeiras experiências...
O mundo se revelava infinito....
A finitude estava em mim
E parece que eu sentia isso,
E descobri a finitude me deixava triste...
Era natural que se descobrisse,
A razão apontava,
A emoção indicava...
Mas algo em mim
Queria a eternidade...
Todo ser quer se conservar eternamente.
A minha casa é a mesma.
Os cômodos, as paredes são o mesmo...
O tempo muda todo dia e nos seus cômodos,
Cada dia tem uma história
Que guardamos em nossas memórias.
A casa e meus pais foram o feixe que me formaram e me firmaram
Quem me fizeram quem sou...
Sou como os meus pais em carne, osso e alma,
Mas com direito a liberdade e a individualidade....
Sou o fui,
Sou o que sou,
No começo tinha meus pais,
Agora tenho a casa,
E as experiências,
E os ensinamentos...
Tenho o que sou.
Sou o que aprendi
E nada mais.
06/08/26
Antes das seis horas
Em silêncio,
Olhos dilatados,
Pelos eriçados...
O DSE tem Salas e corredores vazios.
Rivete chega e abre a porta fria de vidro.
As luzes brancas alumiam sua chegada e o corredor por onde entra.
Abre a porta de madeira.
Senta...
Depois chega Nildo, sobe a escada e abre a grade.
Mexe no celular e vai assinar o ponto.
Chega Rubens, caminhando devagar, contemplando.
Abre a porta e deixa aberta,
Chega dona Elisabete e vai para a ala do osso da baleia.
Depois chega Filipe
Que conversa com a gata que chama de Vea...
Tudo isso ocorre antes das seis horas.
30/07/26
Casa paterna
Aquela casinha teve tantas cores.
Nela fui amamentando, balbuciei as primeiras palavras,
Nela percebi o mundo sem palavras,
Tudo era tão absoluto,
Nela descobri o amor, nela descobri meus desejos...
Nela descobri realidade da vida
Via razão...
Nela senti meu coração dilacerado,
Nela, tantas vezes comemoramos juntos.
Nela descobri a realidade da vida via experiência...
O tempo passou...
Casinha e tive que te dar adeus.
Sempre volto e mato sua saudade.
Agora tão longe
Fecho os olhos e posso andar no seu interior.
Somos um só.
Posso ir nos três quartos, usar o banheiro,
Ir a cozinha e a área.
Posso sair fora e ver o céu estrelado...
Somos um só.
O tempo nos distanciam,
E saber que o tempo passa e que
as memórias se apagam...
Apesar de tudo casinha.
Vale a pena,
Só tenho graça,
Pela sombra do sol e da chuva,
Pelo calor retido
O frio cedido...
Casinha compartilho esse momento
Nosso. Só nosso momento.
Meu infante momento.
Porque é bom sem um contigo. Conosco... Amém.
Reminiscências de um sertanejo
À tarde caia,
A caatinga ia esfriando,
A luz se encerrando no poente,
Saia de casa em direção a mata branca, no poente,
Podia ver a mata nua,
Caminhando
Ouvia os últimos cantos das aves,
Via os ramos intrincados,
A silhueta da mata na frente do sol.
Ali sentia o cheiro do mato, marmeleiro, Jurema, mussambé...
Aos poucos a noite caia,
Uma estrela despontava,
E eu era pura consciência.
Sentir-me natureza.
Cansado contemplava a natureza,
Pensando no passado,
Pensando no futuro.
E quando a noite caia,
Chegava em casa
Cheio de pensamentos,
E todos ali tinham seus pensamentos,
Suas identidades, Seus sonhos.
Pensavam na vida como eu...
E agora só memórias.
Tudo maia, tudo ilusão, tudo deveio e devir.
Agora longe no espaço e no tempo.
No fim da tarde sou pura recordação.
Mais nada.
28/07/26
Fatos do sertão
Certo dia, na Salambaia que fica no Cariri paraibano. Acordei cedo e sai para caminhar e fazer fotos. Enquanto caminhava vi e fotografei inúmeras formas vegetais, entrei e sai do mato. A certas horas subi um afloramento, um enorme batólito. No afloramento haviam muitas cactáceas e bromeliáceas. Foi incrível porque encontrei ali uma samambaia que nunca tinha visto pessoalmente um Ophyoglossum, e bem ali. Vi algo extremamente interessante. Após parece mentira, mas não é. Se for foi alucinação. Vi três beija-flores rabo de tesoura se travarem numa briga na soca de um xique-xique. Foi uma briga feroz e barulhenta. Parecia que havia razão ali. Os três bichos se bicavam em meio aos ramos armados dos espinhos. Demorou mas dois deles abriram voando bem alto.
Andando mais para a frente encontrei um teiu se aquecendo. Eu o vi e vi que ele me viu, mas ele me ignorou. Sentei na rocha, posicionei a câmera e fiz algumas fotos. Ele não teve medo de mim. Eu tive medo dele. Bichão daqueles. Pensei em descrever uma conversa, mas não saiu o diálogo. Dai fui embora e ele ficou ali. Ignorou-me completamente.
27/07/26
Araçá e sua existência
O velho pé de araçá,
Que cresceu no pé da pinheira,
Tem tantos anos conosco.
Já foram tantos anos de existência,
Já foram tantas flores alvas floridas,
Seu crescimento marcava o tempo,
A gente sempre o mirava nas tardes de descanso.
Agora, julho de 2026,
Tinha sob sua sombra,
Deitados no solo vermelho,
Amarelos e doces araçás.
Muitos docinhos araçás.
Primeiro se encheu de flor
O velho aracazeiro,
Vieram as abelhas,
Visitarem as flores alvas e docemente perfumadas,
Depois nos ramos
Verdades os araçás cresceram
E agora no fim amadureceram...
E se fecha mais um ciclo,
Uma safra,
Um momento no tempo.
E aqui estou por testemunha
Desse grande companheiro
Mais nada
Ser você
Tudo que vivi reflete vez em quando em minha mente.
A isto chamamos de memórias que levaremos por toda nossa existência.
Quantas manhãs estive com mamãe.
Parecia que sempre estaríamos juntos.
Com a descoberta do mundo, com as vontades.
Vieram as frustrações e a angústia;
Não sem como me lavar de tudo isso.
A existência certos dias parece um peso.
Será físico, químico ou psíquico?
Fica essa dúvida.
24/07/26
Gratidão
Agradeço a Deus por tudo que tenho vivido.,
Agradeço a Deus por tudo que tenho sentido,
Agradeço a Deus por onde tenho vivido,
E com quem tenho vivido...
Meus avós, meus pais, meus irmãos, minha mulher, meu filho e sobrinho.
Agradeço a Deus pela minha caminhada,
Pelas pedras na estrada,
Pelas sombras no caminho diante deste sol maravilhoso.
Como a mata depois da chuva,
Meu coração está cheio de alegria, de gratidão.
Após um momento de oração,
Uma boa reflexão...
Agradeço pelas pessoas.
Sou grato por tudo.
Em Deus sou tudo.
Obrigado senhor.
A flor do cardeiro
Sutil flor de cardeiro, Que floresce num corpo amarado, Um corpo de espinho coroado, Em meio as rosetas fios de seda O de algodão, Oram lem...
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Grande Bach. Suas composições nos aproximam do criador. São tão intensas como o mar ou um céu estrelado. Não tem como não se sentir pequeno...
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Campinas, Barão Geraldo. Hoje quando voltava do Bandeco vinha eu perdido em meus pensamentos, meu olhar vagando nas paisagens. Quando num in...
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Gogh