Mostrando postagens com marcador Coisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coisas. Mostrar todas as postagens

05/10/26

Tudo vai ficar bem

 A manhã nasceu cinzenta.

A cidade silenciosa.

Essa calma envolvida em temor.

Após um grande evento,

A gente se sente um pouco

Pálido!

Mas tudo vai ficar bem.

São os nossos humores.

Tantas manhãs já nasceram cinza,

Tantas manhãs faziam silêncio.

Será se tudo isso não se deve

Por está envolvido em nossos pensamentos?

Estamos voltados para dentro?

No jardim, o jasmim tinha várias flores, alvas.

Nem vi se a roseira tinha rosas,

Mas percebi nas espigas da colônia as brácteas vináceas,

E os embriões...

Tudo vai ficar bem. 

28/09/26

Sibitizinho

 Nesta semana iniciada,

Aqui no meu cantinho,

Aconchegante como um ninho,

Que delicia é ouvir,

O canto da passarada,

Patativa a cantar,

Aqui, ali e aculá,

Mas parece uma sinfonia,

Como me enche de alegria,

Esse sibitizinho a cantar...

Ai vem o silêncio,

Que ouvi a vida inteira...

Esse silêncio sou eu?


18/09/26

Mente

 A mente é uma função superior da cognição. Estou pensando nisto. Mente e consciência são funções do nosso cérebro. O cérebro existe antes da mente... O cérebro é o que somos, é uma importante parte do corpo, o ser... Amamos o ser em sua plenitude, nele está nossa história compartilhada... Compartilhando amamos profundamente. Cuidamos de quem cuida de nós de quem nos amam acima de tudo. Ser humano é o único ser capaz de ter sentimento.

10/08/26

Poema

 Num poema se emoldura a realidade, 

Se expressa em metáfora 

O que se deseja expressar.

Num poema se doma o tempo.

Versos sensíveis,

Enquadrado em supra sensível,

Incondicionado em condicionado.


Um poema como uma cruz três coisas são representadas 

O tempo, o espaço e a matéria...

Um poema é a imagem da eternidade.

29/06/26

Jogo da seleção brasileira

 Dia 29 de junho de 2026,

Dia de São Pedro,

João Pessoa, 

A cidade está concentrada.

Silêncio nas instituições.

Todo mundo ansioso pelo jogo da seleção Brasileira.

Brasil x Japão.

Quem vencerá?

Vai Brasil.

Amanhã estaremos rindo,

Podemos está fora da copa.

É isso.

Ontem, o Brasil jogou com a Seleção Japonesa.

O jogo foi sofrido, 

Mas ganhamos de virada de 2 x 1.

Ficamos muito contentes.

18/03/26

Flor do baobá

 Uma flor bem grande,

Uma flor bem branca,

Seu pedicelo é bem longo,

Suas pétalas bem carnosas,

Suas sépalas são assimétricas,

Seus estames numerosos,

Que andróforo enorme,

Tem um cheirinho de manteiga,

Tem muito néctar...

Branca como pipoca,

Parece sorrir,

Cheira a queijo de coalho assado...

Foi essa minha primeira vista e minha primeira impressão

Da flor do baobá.

12/03/26

Memória eterna

 O vento soprou,

Fazendo as árvores cantarem,

Seu canto é peculiar,

Soa como um chiar.


Esse evento despertou uma doce memória.

Nos fins dos grandes invernos,

A mata florida e enramada,


Quando o vento passava,

levava uma lufada de cheiro,

Um espirro floral,


Sentado em algum lugar na mata,

Em pé a caminhar...

Meu ser parava para contemplar

A natureza divina...

O cheiro das flores

de mucunã, de marmeleiro,

Cheiro do mato...


Ali o vento e a mata despertavam em mim

Eternidade.

Memórias.


Quintana, o Mário

 Esses dias, ao sair de casa vi o livro de Quintana, O Mário!

Todo bom brasileiro letrado já ouviu falar.

Aqueles que não ouviram, meu amigo, precisa conhecer.

Tenho certeza que vai amar como o amo.

Seus sonetos,

Seus pensamentos escritos,

Sua forma de pensar,

Sua sensibilidade é encantadora.

Pensava além da caixa e  na forma poética.

Sonetos bem feitos.

Há arte, conhecimento da poesia.

Quintana de Alegrete.

Hei de me inspirar se é que é necessário...

A natureza me provem de tudo

E a arte me dá uma melhor forma de escrever.

Salve Quintana o Mário.

11/03/26

O grande encontro

 Na mata nasceu a sucupira,

Desmataram a mata e deixaram a sucupira,

Ali virou um estacionamento,

A sucupira ficou na curva de uma via,

Por isso a via se chama curva da sucupira,

A mata virou uma universidade...

A sucupira continua a crescer.

Todos os dias posso contemplar a sucupira imponente,

Seu tronco grosso e casca áspera,

Porta folhes pequenas,

Uma vez por ano fica roxa de flores...

Hoje, um sanhaçu a escolheu para cantar,

Voou até  os ramos dela,

Se preparou e cantou...

Cantou um canto belo,

Como é seu canto.

Cantou como se cantasse pela última vez,

Cantou para si?

Cantou para uma amada?

Cantou para mim?

Cantou.

A sucupira se sentiu até feliz.

E o dia seguiu normalmente.


20/02/26

Só o silêncio

 Em casa de idoso o silêncio é a regra. 

Assim foi na casa de meus avós Chicos.

A casa era grande e alta o silêncio parecia fazer eco nas paredes.

Parece que do oratório se sugeria silêncio.

Palavras pensadas e depois falada, o tempo embotando de sabedoria os cabelos brancos com suas cabeças vividas.

Vovo adoçava o café.

Vovô só observava.

O lengo-tengo da colher na vasilha de alumínio.

O preto sabor doce do café adoçado.

A chapada a vista.

O canto do golinho que em sua prisão a gaiola cantava por opção.

Preferia o canto ao silêncio.

Um exilado a cantar sua desgraça.

Seria de alegria ou de tristeza seu canto?

Quem sabe?

Só suposições.

Um dia o silêncio imperou parcial e outro dia total.

E tudo sumiu.

Uma nova ordem surgiu.

12/12/25

A madrugada do ser

 Em silêncio a madrugada tece a manhã,

Em silêncio o tempo tece a existência.

Em silêncio a mente tece o ser.

A consciência se preenche de inconsciente e consciente!

A madrugada essa percepção,

Amanhece razão!

Conceitos universais...

Fenômeno, Giro copernicano...

Kant, Pessoa... Crítica da razão... tabacaria...

Amanhece!

Desperta! Cogito ergo sum... Descartes.

Razão - emoção!

Emoção - Razão...

A madrugada emotiva tece a manhã...

As moiras cortam o fio e a manhã nascida cresce.

E a luz intensa cega...

Ao meio dia que enxergamos de plenitude?

Estamos incomodados com o calor.

Os capins não estão nem ai.

Eles se adaptaram ao meio dia,

Aos campos abertos...

Platão grande sol...

Quantas metáforas adicionaremos a tua filosofia...

Quantos Deuses ensimesmados com suas "ideias",

Não percebem que tu sedes a gênese do pensamento ocidental.

Hegel, soube disso! Ancorou no ocidente!

Schopenhauer, encontrou um amanhecer no oriente!

Hegel e Schopenhauer são a ponta do iceberg do grade Goethe!

E Nietzsche! com uma linha firme teceu sua filosofia!

Poxa! Quero colocar Borges aqui!

Borges se encantou com os labirintos,

Borges via o labirinto no espelho.

Borges se encantou com as ideias

E leu e releu "As mil e uma noite"

Sabia profundamente da bíblia sua avó paterna inglesa sabia a bíblia decôr.

Nas não vi Borges falar de Cervantes! Um sol imenso.

Das maravilhas da vida me encantaram a música,

A madrugada me ensinou a ouvir o silêncio!

Na madrugada meu inconsciente me explicava as coisas,

Um lampejo de entendimento se fazia ai.

E do silêncio nasce a harmonia,

Cristaliza-se os pensamentos.

Então, por onde começar a ouvir a música,

O Chopin azul,

O Mozart amarelo,

O Bach vermelho,

O Beethoven verde,

O empolgado com o mundo das representações Wagner...

O que é isso amigos!

O que é tudo isso amigos.

Se chegou até aqui.

É porque tens paciência, é demasiado racional por buscar um sentido.

Está entrando em minha mente.

Podes até ver algo muito louco...

Mas não há loucura aqui há seleção.

Recentemente descobri a universalidade e a grandeza da fusão de canção, ideias e universalidade do mundo. Acreditem e é verdade. No meu torrão.

Eliseu Ventania e suas canções universais.

Desperto para o tempo, para a existência,

Sintético, preciso e peculiar.

Quem ouve sua canção por ele cantada encontra beleza e particularidade em sua voz autêntica.

Em Valdir Telez o paraibano-pernambucano encontrei genialidade.

Nos paraibanos do sertão Os Nonatos que brilha agora,

No Grande João Paraibano, no superastro pedra de quina Ivanildo Vila Nova...

E ver o mundo através das telas de Flavio Tavares, Clovis Junior, Wandemberg Medeiros...

Meu Deus Seridó, Agreste e litoral...

Bom me levou a ver toda essa luz os girassois de Gogh.

É preciso olhar de perto para enxergar o vermelho,

É preciso olhar de longe para enxergar o azul...

Princípio de ondem de tudo isso.

Bom ouvi isso de Cirne Lima lá do Rio Grande do SUL.

Quem entendeu Black?

Quem entendeu Hegel?

Quem entendeu a Paraíba e suas particularidades!

A peixada do amor,

A Feijoada do João,

A tapioca do Irmão Firmino,

Os bolos do Diegos...

Bom na parte está o todo.

E eis que o dia já acabou.

É isso.

10/12/25

Gostar do cotidianho

 Gosto do meu trabalho! Às vezes me pergunto como tudo aconteceu. Eu que na minha adolescência imaginava impossível passar no vestibular numa federal. Mas aconteceu e estou aqui. 

Gosto do silêncio do campos, mas não é o silêncio do fim de semana ou dos dias feriados.

Não é o silêncio que promove os primeiros momentos da manhã. Aquele momento em que a mata ainda tem sombra de fria. Os portões recém abertos, o estacionamento vazio. Os meninos que lavam carro ainda estão tomando o café e conversando. Os terceirizados estão batendo os pontos e ou chegando e ocupando os recintos. Dentre eles tem Josenildo meu amigo e parça. A gente conversa sobre coisas triviais até chegar no Departamento. Então vou pra minha sala e tenho o silêncio. Não pense que sou o primeiro a chegar e a gostar disso! Não, Rivete, o professor de anatomia Vegetal, chega primeiro. Bem na minha sala, penso, escrevo e leio sob o silêncio ou o canto das aves. Contemplo a mata, a aroeira fernanda. E o meu dia vai ganhando forma, luz e paz.

28/11/25

Razão inconsciente

  Nas três ruas vi um canarinho,

Tão amarelinho.

Olhei para ele

E ele me olhou...

O que ele viu?

Era tão bonitinho.


Hoje na UFPB,

Ouvi um canarinho,

De certo não estava sozinho...


O que ele disse?

21/11/25

Madrugada

 A lua alumiada ao cair da barra.

De cor rosada a barra se desfazia

Amanhecendo devagarinho,

Enquanto a lua crescia no céu.

A lua era uma banana doce pra vista crescente crescendo no tempo.

Sabiá

 Corrochia intensamente o sabiá 

Seu canto belo e perfeito 

Dá mostras da beleza de natureza divina.

Até meu peito fica emocionado.

Em plenitude sinto a vontade de viver.

Pois a beleza divina expressa nos dá ganas de viver mais e assim sentir o senhor em sua imensa maravilha divina.

Graça

 Cigarras,

Saíras,

Cantam animadas.

A manhã ensolarada,

A mata mudando a folha,

A sapucaia está florida.

Ferreirinho acerta a hora.

Nessa vida tem coisa melhor que contemplar.

Sentado aqui a ver, ouvir e pensar.

Agradeço a Deus por tudo isso.

Essas coisas ai.

31/10/25

A porta

 Na sala nove, do DSE, aos dias 29 de outubro foi trocada a porta. Uma porta frágil de plástico por uma porta de jatobá.

Quanto tempo durará.

23/09/25

Terra natal

Meu corpo carrega a minha terra natal.
Ali primeiro chorei,
Vi a luz,
Senti os cheiros,
Senti as temperaturas.

Ali, mamãe me amamentou.
Ali, fui querido e amado.

Na minha terra natal,
Aprendi as primeiras coisas.

Descobri a vida.
Descobri a morte.

Ali sorri com mamãe,
Ali chorei com mamãe.

Ali vi parti meus avós,
Ali me despedi de meus pais.

E o tempo se passou.

Descobri a eternidade do espaço.

Descobri a brevidade do tempo.

Como um círculo,

Que se inicia e se fecha em pontos,

Vejo os pontos a fechar

Meu ciclo do existir.

E valorizo cada ponto.

E ponho no centro,

A fé que mamãe e papai me ensinou

A amar.

Carrego a fé em Jesus Crito,
Na Virgem Maria e em São José.

E tantos mais.

Na minha terra natal


31/03/25

Dona lavandeira

 No passeio por ai

Vi coisas para falar,

Vi coisas interessantes,

Umas merecem e vou citar,

Numa pequena aroeira,

Vi um ninho e sua dona,

Era uma lavadeira!

Lavadeira isso mesmo.

As lavadeiras aninham nas beiras dágua,

De certo lavadeiras de roupa

E não lavadores,

A denominaram assim.

A lavadeira,

Vestida sempre de branco,

Usa uma linda mascara preta.

Para ela é tudo no preto e no branco.

Um encanto.

Ver tudo no escuro!

E mesmo assim se veste de branco.

Brincar com lavadeira,

É brincar com uma mãe.

Se afugentada,

Defende a cria com a vida.

Defenda a cria com a vida.

Fui olhar de perto seu ninho,

E ela partiu para me bicar,

Fez um barulho danado,

Feito uma mãe 

Defendendo sua cria.

Rimos do meu susto.

Vinicius que estava no meu braço

Viu a furia de uma mãe.

E a mamãe riu de nós.

Foi hilário,

Ver tudo isso enquanto o sol caia no poente,

Enquanto seus raios dourados,

Embelezavam a nossa vista.

A visita a aroeira,

A dona lavandeira.

28/02/22

A alegria dos "Us"

Na serra de jucurutu
Tem um pé de mulungu,
Tem um pé de cumaru,
Tem um pé de caju.

Sob o mulungu 
Nasceu uma umburana,
E também uma jitirana.

De tarde o mulungu,
Fica cheio de urubu,
Às vezes, tem juru
Às vezes, tem  jacu...

Outro dia mesmo
Vi uma coruja murucututu,
Ouvi falar na surucucu,
Sim na mata atântica,

Lá no pantanal tem o jaburu...
Tanto u


Amor paterno

 A gente depois que fica pai empaidece. Indo levar meu filho na escola, Disse que ia ao marcado de Mangabeira.  Então perguntei se ele não q...

Gogh

Gogh