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quinta-feira, 12 de março de 2026

Memória eterna

 O vento soprou,

Fazendo as árvores cantarem,

Seu canto é peculiar,

Soa como um chiar.


Esse evento despertou uma doce memória.

Nos fins dos grandes invernos,

A mata florida e enramada,


Quando o vento passava,

levava uma lufada de cheiro,

Um espirro floral,


Sentado em algum lugar na mata,

Em pé a caminhar...

Meu ser parava para contemplar

A natureza divina...

O cheiro das flores

de mucunã, de marmeleiro,

Cheiro do mato...


Ali o vento e a mata despertavam em mim

Eternidade.

Memórias.


Quintana, o Mário

 Esses dias, ao sair de casa vi o livro de Quintana, O Mário!

Todo bom brasileiro letrado já ouviu falar.

Aqueles que não ouviram, meu amigo, precisa conhecer.

Tenho certeza que vai amar como o amo.

Seus sonetos,

Seus pensamentos escritos,

Sua forma de pensar,

Sua sensibilidade é encantadora.

Pensava além da caixa e  na forma poética.

Sonetos bem feitos.

Há arte, conhecimento da poesia.

Quintana de Alegrete.

Hei de me inspirar se é que é necessário...

A natureza me provem de tudo

E a arte me dá uma melhor forma de escrever.

Salve Quintana o Mário.

quarta-feira, 11 de março de 2026

O grande encontro

 Na mata nasceu a sucupira,

Desmataram a mata e deixaram a sucupira,

Ali virou um estacionamento,

A sucupira ficou na curva de uma via,

Por isso a via se chama curva da sucupira,

A mata virou uma universidade...

A sucupira continua a crescer.

Todos os dias posso contemplar a sucupira imponente,

Seu tronco grosso e casca áspera,

Porta folhes pequenas,

Uma vez por ano fica roxa de flores...

Hoje, um sanhaçu a escolheu para cantar,

Voou até  os ramos dela,

Se preparou e cantou...

Cantou um canto belo,

Como é seu canto.

Cantou como se cantasse pela última vez,

Cantou para si?

Cantou para uma amada?

Cantou para mim?

Cantou.

A sucupira se sentiu até feliz.

E o dia seguiu normalmente.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Só o silêncio

 Em casa de idoso o silêncio é a regra. 

Assim foi na casa de meus avós Chicos.

A casa era grande e alta o silêncio parecia fazer eco nas paredes.

Parece que do oratório se sugeria silêncio.

Palavras pensadas e depois falada, o tempo embotando de sabedoria os cabelos brancos com suas cabeças vividas.

Vovo adoçava o café.

Vovô só observava.

O lengo-tengo da colher na vasilha de alumínio.

O preto sabor doce do café adoçado.

A chapada a vista.

O canto do golinho que em sua prisão a gaiola cantava por opção.

Preferia o canto ao silêncio.

Um exilado a cantar sua desgraça.

Seria de alegria ou de tristeza seu canto?

Quem sabe?

Só suposições.

Um dia o silêncio imperou parcial e outro dia total.

E tudo sumiu.

Uma nova ordem surgiu.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A madrugada do ser

 Em silêncio a madrugada tece a manhã,

Em silêncio o tempo tece a existência.

Em silêncio a mente tece o ser.

A consciência se preenche de inconsciente e consciente!

A madrugada essa percepção,

Amanhece razão!

Conceitos universais...

Fenômeno, Giro copernicano...

Kant, Pessoa... Crítica da razão... tabacaria...

Amanhece!

Desperta! Cogito ergo sum... Descartes.

Razão - emoção!

Emoção - Razão...

A madrugada emotiva tece a manhã...

As moiras cortam o fio e a manhã nascida cresce.

E a luz intensa cega...

Ao meio dia que enxergamos de plenitude?

Estamos incomodados com o calor.

Os capins não estão nem ai.

Eles se adaptaram ao meio dia,

Aos campos abertos...

Platão grande sol...

Quantas metáforas adicionaremos a tua filosofia...

Quantos Deuses ensimesmados com suas "ideias",

Não percebem que tu sedes a gênese do pensamento ocidental.

Hegel, soube disso! Ancorou no ocidente!

Schopenhauer, encontrou um amanhecer no oriente!

Hegel e Schopenhauer são a ponta do iceberg do grade Goethe!

E Nietzsche! com uma linha firme teceu sua filosofia!

Poxa! Quero colocar Borges aqui!

Borges se encantou com os labirintos,

Borges via o labirinto no espelho.

Borges se encantou com as ideias

E leu e releu "As mil e uma noite"

Sabia profundamente da bíblia sua avó paterna inglesa sabia a bíblia decôr.

Nas não vi Borges falar de Cervantes! Um sol imenso.

Das maravilhas da vida me encantaram a música,

A madrugada me ensinou a ouvir o silêncio!

Na madrugada meu inconsciente me explicava as coisas,

Um lampejo de entendimento se fazia ai.

E do silêncio nasce a harmonia,

Cristaliza-se os pensamentos.

Então, por onde começar a ouvir a música,

O Chopin azul,

O Mozart amarelo,

O Bach vermelho,

O Beethoven verde,

O empolgado com o mundo das representações Wagner...

O que é isso amigos!

O que é tudo isso amigos.

Se chegou até aqui.

É porque tens paciência, é demasiado racional por buscar um sentido.

Está entrando em minha mente.

Podes até ver algo muito louco...

Mas não há loucura aqui há seleção.

Recentemente descobri a universalidade e a grandeza da fusão de canção, ideias e universalidade do mundo. Acreditem e é verdade. No meu torrão.

Eliseu Ventania e suas canções universais.

Desperto para o tempo, para a existência,

Sintético, preciso e peculiar.

Quem ouve sua canção por ele cantada encontra beleza e particularidade em sua voz autêntica.

Em Valdir Telez o paraibano-pernambucano encontrei genialidade.

Nos paraibanos do sertão Os Nonatos que brilha agora,

No Grande João Paraibano, no superastro pedra de quina Ivanildo Vila Nova...

E ver o mundo através das telas de Flavio Tavares, Clovis Junior, Wandemberg Medeiros...

Meu Deus Seridó, Agreste e litoral...

Bom me levou a ver toda essa luz os girassois de Gogh.

É preciso olhar de perto para enxergar o vermelho,

É preciso olhar de longe para enxergar o azul...

Princípio de ondem de tudo isso.

Bom ouvi isso de Cirne Lima lá do Rio Grande do SUL.

Quem entendeu Black?

Quem entendeu Hegel?

Quem entendeu a Paraíba e suas particularidades!

A peixada do amor,

A Feijoada do João,

A tapioca do Irmão Firmino,

Os bolos do Diegos...

Bom na parte está o todo.

E eis que o dia já acabou.

É isso.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Gostar do cotidianho

 Gosto do meu trabalho! Às vezes me pergunto como tudo aconteceu. Eu que na minha adolescência imaginava impossível passar no vestibular numa federal. Mas aconteceu e estou aqui. 

Gosto do silêncio do campos, mas não é o silêncio do fim de semana ou dos dias feriados.

Não é o silêncio que promove os primeiros momentos da manhã. Aquele momento em que a mata ainda tem sombra de fria. Os portões recém abertos, o estacionamento vazio. Os meninos que lavam carro ainda estão tomando o café e conversando. Os terceirizados estão batendo os pontos e ou chegando e ocupando os recintos. Dentre eles tem Josenildo meu amigo e parça. A gente conversa sobre coisas triviais até chegar no Departamento. Então vou pra minha sala e tenho o silêncio. Não pense que sou o primeiro a chegar e a gostar disso! Não, Rivete, o professor de anatomia Vegetal, chega primeiro. Bem na minha sala, penso, escrevo e leio sob o silêncio ou o canto das aves. Contemplo a mata, a aroeira fernanda. E o meu dia vai ganhando forma, luz e paz.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Razão inconsciente

  Nas três ruas vi um canarinho,

Tão amarelinho.

Olhei para ele

E ele me olhou...

O que ele viu?

Era tão bonitinho.


Hoje na UFPB,

Ouvi um canarinho,

De certo não estava sozinho...


O que ele disse?

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Madrugada

 A lua alumiada ao cair da barra.

De cor rosada a barra se desfazia

Amanhecendo devagarinho,

Enquanto a lua crescia no céu.

A lua era uma banana doce pra vista crescente crescendo no tempo.

Sabiá

 Corrochia intensamente o sabiá 

Seu canto belo e perfeito 

Dá mostras da beleza de natureza divina.

Até meu peito fica emocionado.

Em plenitude sinto a vontade de viver.

Pois a beleza divina expressa nos dá ganas de viver mais e assim sentir o senhor em sua imensa maravilha divina.

Graça

 Cigarras,

Saíras,

Cantam animadas.

A manhã ensolarada,

A mata mudando a folha,

A sapucaia está florida.

Ferreirinho acerta a hora.

Nessa vida tem coisa melhor que contemplar.

Sentado aqui a ver, ouvir e pensar.

Agradeço a Deus por tudo isso.

Essas coisas ai.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

A porta

 Na sala nove, do DSE, aos dias 29 de outubro foi trocada a porta. Uma porta frágil de plástico por uma porta de jatobá.

Quanto tempo durará.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Terra natal

Meu corpo carrega a minha terra natal.
Ali primeiro chorei,
Vi a luz,
Senti os cheiros,
Senti as temperaturas.

Ali, mamãe me amamentou.
Ali, fui querido e amado.

Na minha terra natal,
Aprendi as primeiras coisas.

Descobri a vida.
Descobri a morte.

Ali sorri com mamãe,
Ali chorei com mamãe.

Ali vi parti meus avós,
Ali me despedi de meus pais.

E o tempo se passou.

Descobri a eternidade do espaço.

Descobri a brevidade do tempo.

Como um círculo,

Que se inicia e se fecha em pontos,

Vejo os pontos a fechar

Meu ciclo do existir.

E valorizo cada ponto.

E ponho no centro,

A fé que mamãe e papai me ensinou

A amar.

Carrego a fé em Jesus Crito,
Na Virgem Maria e em São José.

E tantos mais.

Na minha terra natal


segunda-feira, 31 de março de 2025

Dona lavandeira

 No passeio por ai

Vi coisas para falar,

Vi coisas interessantes,

Umas merecem e vou citar,

Numa pequena aroeira,

Vi um ninho e sua dona,

Era uma lavadeira!

Lavadeira isso mesmo.

As lavadeiras aninham nas beiras dágua,

De certo lavadeiras de roupa

E não lavadores,

A denominaram assim.

A lavadeira,

Vestida sempre de branco,

Usa uma linda mascara preta.

Para ela é tudo no preto e no branco.

Um encanto.

Ver tudo no escuro!

E mesmo assim se veste de branco.

Brincar com lavadeira,

É brincar com uma mãe.

Se afugentada,

Defende a cria com a vida.

Defenda a cria com a vida.

Fui olhar de perto seu ninho,

E ela partiu para me bicar,

Fez um barulho danado,

Feito uma mãe 

Defendendo sua cria.

Rimos do meu susto.

Vinicius que estava no meu braço

Viu a furia de uma mãe.

E a mamãe riu de nós.

Foi hilário,

Ver tudo isso enquanto o sol caia no poente,

Enquanto seus raios dourados,

Embelezavam a nossa vista.

A visita a aroeira,

A dona lavandeira.

sábado, 4 de abril de 2020

Encantador

Nietzsche quando foi apresentado por Wagner
Ao livro "O mundo como vontade e representação" de Schopenhauer,
Entrou em profunda paixão e devorou a obra em poucos dias.
Borges aprendeu alemão para ler esta obra em alemão.
Que magia há por trás deste livro?
Que grande encanto lançou o grande pessimista nesta obra  magnífica?
Saberemos, saberemos!
Vamos ler!
Schopenhauer contemporâneo de Hegel, não teve a mesma sorte deste
Em sala de aula.
Quando deu aula os alunos preferiam a Hegel.
Sera que seria devido ao sucesso do livro "Fenomenologia do espírito".
Quem sabe!
De certo Schopenhauer influenciou Nietzsche e Borges.
Embora ambos sejam profundamente originais.
A ontologia de tudo seria Kant?

terça-feira, 17 de março de 2015

É março alegria da mata

É março,
É março,
No sertão dia de São José,
Tarde com barra tem alegria...

No litoral crescem as árvores,
Florescem as guabirobas,
Crescem os ramos das apuleias,
Ipês, araçás...

A mumguba solta sua paina rufa...

Jucá florindo,
é Tão lindo...

Espocam os frutos das diócleas,
E o tempo seca os frutos da tachigali...

Logo pro vento dispersar...

Casearias floridas,

Sennas georgicas...

Tudo numa beleza e harmonia...

domingo, 14 de dezembro de 2014

O ser e o nada

As paredes brancas,
Os poucos móveis,
A janela.

Deito-me ou vou a janela,
Olho para o mundo,
Olho através do meu ser.

Conhecer e ser conhecido.

Ser quem sou,
Antes de tudo requer
Saber o que eu sou
E quem eu sou
E o que posso ser.

Eu sou o que me fiz.
Eu sou a situação,
O devir,
O ser e o nada.

Sou a soma do que vivi,
A soma do que vi.

Eu vivi o querer ser o que sou.
E sou o que sou, mas querendo
Cada dia mais tornar ser o que sou.

E foi sempre olhando para o horizonte
Que visualizei ser quem eu sou.

A minha casa paterna tem a cozinha voltada para o poente,
E era de sua calçada que mentalizava meus pedidos,
Eu tinha fé,
No escuro do ocaso,
Depositava meus sonhos e meus anseios,
Olhando através dos ramos das Anonas,

Quando sai de casa perdi essa referência,
Eu materializei meus sonhos,
Mas faltou algo,
Olhar para um horizonte,
Eu andei perdido
Por tanto tempo,
Crendo está certo.

Perdi o hábito de olhar para o céu,
Perdi de olhar para meus queridos
Através das estrelas,
Encontrei no materialismo
A felicidade passageira,

Mas sinto falta
Do poente de minha casa,
Das frestas nas telhas,

Creio que muita coisa não se pode comprar,
Não se pode cultivar.

Aprendi uma nova forma de gostar,
Tenho a paciência e tenho que aprender a tolerar...

De minha casa tenho um novo poente,

Sei que tudo passará

E só restará o nada.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Belo natural vegetal

Ah,
Quem nunca andou no meio da mata,
Quem nunca sentiu o cheiro das folhas esmagadas,
Que nunca viu um ipe florido,
É triste viver ser perceber as belezas
Que a natureza nos mostra,
Viver sem nunca se deparar
Com uma árvore grandiosa,
Ou uma frama fresca,
Ou um jardim colorido,
Pobre do ser que só ver nas plantas  mato...
Bem, esta visão pode ser pequena,
Cada um aprenda e desfrute de sua
Experiência de vida.

domingo, 10 de março de 2013

O bezerrinho

No curral nasceu um bezerrinho
que é todo vermelhinho,
Nasceu tão fragílimo.
Todas as crianças do mundo
iriam adorar ver o bezerrinho
que após nascer
já se levantou,
em poucas horas
saiu correndo.

Na manhã seguinte,
quando o sol nasceu
o bezerrinho corria
pra lá e pra cá
de rabinho levantado,
berrava um berro de alegria.

Que alegria e vigor do bezerrinho.
O velho dono do curral
roupa suja, barba por fazer
sorri de alegria
cada bezerrinho que nasce
mais viva é sua esperança
e sua alegria no viver.

terça-feira, 20 de março de 2012

Vento

O vento delineia as dunas
o crescimento das árvores.
Suave o vento acaricia
os sulcos na pele
e foge com nosso calor.
O vento não canta,
mas nos encanta
ao fazer as flores
e ervas dançarem
contentes.

O vento faz as águas
ondularem.

O vento faz minha acácia
se expressar
e quando é noite escura
ao ouvir o chiado
dos ramos eu vejo
o dia em minha mente.
Assim como delineia
as dunas e as árvores
o vento delineia
meus pensamentos. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Vem Vem

A manhã nasce tão calma e límpida.
Faz frio, as aves cantam baixinho.
Ah, é um vem-vem
que lindo são os vem-vem.
Comedores de santalaceae.
Que linda manhã fresca.

Um momento impar

 A madrugada estava linda. Estava plenamente escura. Quando dei fé vi a lua. E a lua estava crescente, Aquela meia lua, Aquela foice no céu,...

Gogh

Gogh