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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Leituras

Um pouco de paz.

Sentava na cadeira de balanço. Abria um livro e deitava a vista a leitura. E queria devorar aquelas ideias tão maravilhosas.

A dois metros dali a luz do sol torrava a poeira. A sombra da algaroba amenizava o calor da tarde. Mamãe roncava seu cochilo sagrado. Daqui a pouco vovó se levantava e como quem anda tateando sai a porta e olhava o mundo. Com um olhar de quem já viu tanta coisa e de quem sabe o que é a vida. Saia e olhava o mundo através de seus óculos e sua boca que já perdera a força das mandíbulas. 

E a tarde caia assim eu dividindo a atenção entre o livro, minha avó sinhá e o mundo.

E a tarde caia quente...

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Canto e cantar

 Como a ave canta sem pensar,

Como a ave canta por cantar.

Canta no seu tempo.


Assim quero cantar.

Assim quero cantar.

Assim quero cantar.


Mas assim como a ave que não sabe que canta belo ou ruim.

Assim quero cantar.


E o meu canto é um copo de palavras,

Para que possas beber com os olhos.


Que possa, para de pensar o corriqueiro,


E assim voltar ao seio materno.


E por um momento entender que a vida passa.


E no nosso inconsciente,

Pode encontrar mais que deseja.


E isso é tudo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Eterna sinestesia

A noite,
A lua crescente,
O vento nordeste,
Após um dia muito quente,
Nada mais reconfortante,
Parece que o tempo regrediu aqui,
Só as aves habitam este lugar,
Onde as noites, as madrugadas, manhãs e tardes são perfeitas,
Até os bichos se moldam a este lugar,
As plantas aqui ficaram
E permanecem eternas.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Verão no planalto central

As flores desabrocham belas e perfumadas.
Flores de flamboiã, de baru, de sesbania,
de ipomoea...
Sementes a germinar,
Plântulas crescem do chão.
Depois da chuva a poeira apaga
E do pó e da água vem a lama,
e a lama tinge as calçadas...
de vermelho ócre.
É época de chuva,
é época de ver a chuva cair,
pela manhã, a tarde toda
ou ouvir a  noite...
Flores, mais tarde frutos,
mas tarde sementes,
verão e chuva,
como um rio segue o curso
as estações seguem
suas situações.


Inspirado e vivido na capital - Brasília

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A noite

A noite escura,
caia a chuva,
quebrando o silêncio,
com o som das
Dos pingos se atirando,
Por todo lugar,
gotas nas folhas,
no teto, na bica,
apesar da chuva,
era forte o calor.
A rua escura
e vazia.
A noite vazia e escura.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Flores vivas e frescas

Flores vermelhas pelo chão,
Pela ciclovia, pelos jardins,
Flores vermelhas de espatódea.
Moles, macias e grandes,
Vivas, frescas no chão.

Flores vermelhas nas praças,
Flores vermelhas frescas pelo chão,
Flores vermelhas de espatódea
Espalhadas pelo chão,

É janeiro e é verão,
Com chuvas intensas,
Chuvas torrenciais,
Intensas fazem cair
As flores viçosas pelo chão

Flores vermelhas viçosas
Pelo chão, 
Logo dia passará,
E as flores vão secar
E tudo que restará
Serão seus frutos, folículos.

Sempre hei de lembrar,
Das flores vermelhas molhadas
Espalhadas peloo chão, 
Sem cheiro ou simetria,
Parecem os rastros de fogo no chão.
Nas ruas e praças de Barão

sábado, 27 de março de 2010

Flor ao vento

Flor ao vento,
Flor ao tempo,
Pra lá 
E pra cá,

Pendular,
Flor ao vento sem parar,
Balança pra lá e pra cá,

Flor ao vento tão efêmera,
E ainda balança pra lá e pra cá,
Ao sol balança a flor
Ao vento.

De qual cor?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eternidade

Há dias sem poesias,
Dias que queremos esquecer,
Dias que precisamos relembrar pra viver,
Dias que o sol foi tão intenso que cozeu nosso raciocínio.

Há dias que nós ficamos carentes, contentes, com as lembranças,
do tempo, das imagens, das amizades da vida.

Há dias que lembramos do que fomos,
O quanto nos superamos, ou o quando afundamos.

Há dias que paramos para pensar e não pensamos nada,
Há dias que não paramos para pensar e pensamos tudo.

Dia a dia lá se vai nossa vida,
Nossa alegria,
Nossa poesia,
Nossos amores,
E veem as dores,
E vem novos amores,

A vida sem amor
É vida de dor,
Vida sem cor,
Por isso a cada dia,
Viver sem se questionar, lamentar
O que tens são dias
A vida é uma soma de tempo
Em dias,
E poesias lidas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O novo, percepção, condicionamento, entendimento

O que nos agrada ou desagrada?
Ouves pela primeira vez uma música e o que pensas?
Antes de mais nada esta pode ser agradável ou desagradável, dependendo de suas experiências anteriores se tu associares a algo bom irás gostar, caso contrário não gostará.

Mas qual a mágica em conquistar uma massa de pessoas?
Se somos tão diferentes, o que poderia agradar a todos? 
Qual bom seria algo pra ser aprovado por todos, pelo menos a maioria?

Talvez pare de ler esse texto, nem sequer tenha chegado aqui, mas estou lhes atentando ou questionando você, incitando-o a pensar.
Será que são necessárias memórias para avaliarmos se algo é bom ou ruim,
precisamos comparar para dizer isso é bom ou ruim ou simplesmente tem algo que é bom e algo que é ruim?

Às vezes começamos a gostar de algo quando iniciamos a compreender este algo novo.

Mas o compreender não seria avaliar, comparar?
Bem as vezes pensar provoca em nos um certo desconforto, quer queiramos ou não o ato de pensar é uma avaliação, geralmente quando não temos alicerce para avaliar ai a situação complica, preferimos fugir, mudar de assunto, rejeitar.

Mas nem sempre acontece dessa maneira, pois há formas de avaliarmos, compararmos, desde que esse novo traga em si uma linha de raciocínio, algo que faça por sir só criar uma lógica, que nos incita a pensar e por fim tirar uma conclusão, e nos deixarmos feliz.

Precisamos descobrir que linha racional é essa, bem sugiro que veja sempre busque só mais um pouco, experimente, com cuidado, pois estará sujeita a ver o mundo de uma nova maneira.
O novo pode ser bom ou ruim, mas é você quem vai dizer, visto que na vida,
quase tudo é muito subjetivo.

domingo, 19 de julho de 2009

O essencial é

Quanto tempo nem me lembro, restam memórias frias.
Lembro que era sempre à tarde,
Lembro da simplicidade, da minha vida, apesar disso
vivíamos feliz,
Em paz,
Onde pouco me fazia feliz.
Muito pouco mesmo,
No aconchego do lar simples,
Onde tudo que era necessário pra sobreviver me foi dado 
O mais importante muito amor e dedicação.

Nada podia ser diferente, da maneira como foi, acho que foi providencial,
Tudo que precisei pra crescer estava dentro de mim,
O essencial está dentro de nós.
Acho que somos como sementes
Que só precisamos de um pequeno estímulo para fazemos o impossível.
A vida é uma história, a nossa história, então
seja protagonista da sua.
Memórias, de uma música me remetem a tantos momentos bons.
nessa longa história que é minha vida.

Despertar

 Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...

Gogh

Gogh