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21/09/26

Leitura

 Terminei de ler o Tao te ching,

São 81 poemas...

Concluo e volto ao início.

Leio cada vez menos,

Aprendi a filtrar o que leio,

Leio o que gosto,

Leio o que me apetece,

Leio o necessário,

Mas também leio para trabalhar

E essa leitura já vai para outra vertente.

Leio coisas de criança

Para estimular o meu filho a leitura.

Tem fome de livros,

Tenho fome de saber,

Mas é preciso jejum,

Mas é preciso oração,

É preciso encontrar a paz,

Já que vivemos a realidade

E leitura demais pode quebrar o equilíbrio,

Leio com os olhos,

Com os ouvidos,

Com a vida.

Leio.

18/09/26

Zilar Mamede

 Zilar Mamede foi nome li pela primeira vez na entrada da biblioteca central da UFRN. Biblioteca Central Zilar Mamede. Entrei, naquela porta e deixei a mochila num armário. Estava entrando num paraíso, sai olhando as salas, as prateleiras e os inúmeros livros. Com a carteirinha de estudante podia pegar qualquer um livro daqueles e levar para casa por 15 dias. Ali, iniciava minha vida acadêmica.  Ali compartilhei com tantos o desejo e o sonho de vencer na vida. Lembro da diretora Rildecir, de Márcio o secretário, de Rita. Lembro que alguns colegas ganhavam bolsa para trabalhar lá.

Criei o hábito de ir semanalmente ali... Aprendi, ali sonhei, ali passei a amar mais ainda os livros. Ia pela manhã, à tarde ou à noite. Eu literalmente morava na universidade na Residência Universitária...

Essa semana vi um poste no Instagram falando de Zilar Mamede uma paraibana. Então bateu aquela saudade.

17/09/26

Sinfonia da mata

 Uma ave faz quebrar o silêncio na mata,

Canta um canto breve e me faz fugir dos pensamentos,

Faz surgir um pensamento real.

Penso no desconhecimento deste canto,

Um canto sem encanto,

Conhecido, porém desconhecido,

Que ave é a que canta?

A realidade que acessamos pelas sensações,

Pelos sentidos,

Requer tempo e atenção...

Entorno, matéria ser.

Na existência se acessa a realidade

E o ser filtra e cria a nossa realidade...

Que ave será aquela,

Que sempre quebra o silêncio...

Será que é parte da sinfonia da mata...


06/03/26

Uma ideia

 As quatro aroeiras da biblioteca do CCEN,

As catingueiras do estacionamento,

O juazeiro do bolo de noiva,

A sucupira da curva,

O flamboiant da geociências,

O acoita-cavalo do estacionamento,

Seu Josenildo...

O none do CA da Quimica, 

O coqueiro do CCEN...

Coisas que estão ai...

Até quando quem sabe...

Mas estão eternarnizadas,

Um dia serão apenas um texto.

Um dia serão apenas uma ideia.

02/03/26

Tudo vai bem

 Abro a janela de minha sala.

Sinto o frescor frio entrar,

A mata molhada se cala,

Avisto um sabiá de papo branco,

Ele me olha como quem me ver,

Depois me ignora...

É sua casa fernanda a aroeira.

Abre suas asas, estufa o peito e canta.

Sou apenas um espectador 

Deste singelo cantor...

É tão bom quando ignoramos o devir,

Quando cremos em Deus.

Tudo vai bem.

06/02/26

Número

 Hoje o dia foi perfeito. Um domingo como a muito tempo não havia vivido.

Chegamos aqui em Serrinha do canto no dia 17.12.25, e desde então aguardamos ansiosamente pela água das chuvas. Vivemos muito e gostamos desta forma de viver. O mato seco, as aroeiras, angicos e juremas; as serras, as curvas da estrada, o calor cáustico, a sede dos vegetais, as mangas... A lua crescente e cheia...

As luzes do Natal o fim de ano. A visita aos parceiros distantes... A esperança de mudança que vem. O aniversário de Vinícius...

Os textos...

O livro de Lucas...

A bíblia, Borges, os cachorrinhos schaquira e Sherlock...

O loro Creo...

Salmo 91 o dia 19...

Um sentido... Uma razão... Frutos da abstração, o número seis.

O número cinco.

O número quatro.

O número três.

O número dois

E a unidade...

O dia em seus extremos foi nublado.

A vegetação pálida como se estivesse molhada. Logo tudo vai mudar.

Estamos no ápice do verão, fim da sequidão...

Tudo mudará em pouco tempo.

É preciso Deus para não morrer de angústia...

A fé na bondade nos salvará de todos os males...

Fiz fotos hoje e amanhã tudo poderá ser o inverso.

Coisas humanas.

12/12/25

A madrugada do ser

 Em silêncio a madrugada tece a manhã,

Em silêncio o tempo tece a existência.

Em silêncio a mente tece o ser.

A consciência se preenche de inconsciente e consciente!

A madrugada essa percepção,

Amanhece razão!

Conceitos universais...

Fenômeno, Giro copernicano...

Kant, Pessoa... Crítica da razão... tabacaria...

Amanhece!

Desperta! Cogito ergo sum... Descartes.

Razão - emoção!

Emoção - Razão...

A madrugada emotiva tece a manhã...

As moiras cortam o fio e a manhã nascida cresce.

E a luz intensa cega...

Ao meio dia que enxergamos de plenitude?

Estamos incomodados com o calor.

Os capins não estão nem ai.

Eles se adaptaram ao meio dia,

Aos campos abertos...

Platão grande sol...

Quantas metáforas adicionaremos a tua filosofia...

Quantos Deuses ensimesmados com suas "ideias",

Não percebem que tu sedes a gênese do pensamento ocidental.

Hegel, soube disso! Ancorou no ocidente!

Schopenhauer, encontrou um amanhecer no oriente!

Hegel e Schopenhauer são a ponta do iceberg do grade Goethe!

E Nietzsche! com uma linha firme teceu sua filosofia!

Poxa! Quero colocar Borges aqui!

Borges se encantou com os labirintos,

Borges via o labirinto no espelho.

Borges se encantou com as ideias

E leu e releu "As mil e uma noite"

Sabia profundamente da bíblia sua avó paterna inglesa sabia a bíblia decôr.

Nas não vi Borges falar de Cervantes! Um sol imenso.

Das maravilhas da vida me encantaram a música,

A madrugada me ensinou a ouvir o silêncio!

Na madrugada meu inconsciente me explicava as coisas,

Um lampejo de entendimento se fazia ai.

E do silêncio nasce a harmonia,

Cristaliza-se os pensamentos.

Então, por onde começar a ouvir a música,

O Chopin azul,

O Mozart amarelo,

O Bach vermelho,

O Beethoven verde,

O empolgado com o mundo das representações Wagner...

O que é isso amigos!

O que é tudo isso amigos.

Se chegou até aqui.

É porque tens paciência, é demasiado racional por buscar um sentido.

Está entrando em minha mente.

Podes até ver algo muito louco...

Mas não há loucura aqui há seleção.

Recentemente descobri a universalidade e a grandeza da fusão de canção, ideias e universalidade do mundo. Acreditem e é verdade. No meu torrão.

Eliseu Ventania e suas canções universais.

Desperto para o tempo, para a existência,

Sintético, preciso e peculiar.

Quem ouve sua canção por ele cantada encontra beleza e particularidade em sua voz autêntica.

Em Valdir Telez o paraibano-pernambucano encontrei genialidade.

Nos paraibanos do sertão Os Nonatos que brilha agora,

No Grande João Paraibano, no superastro pedra de quina Ivanildo Vila Nova...

E ver o mundo através das telas de Flavio Tavares, Clovis Junior, Wandemberg Medeiros...

Meu Deus Seridó, Agreste e litoral...

Bom me levou a ver toda essa luz os girassois de Gogh.

É preciso olhar de perto para enxergar o vermelho,

É preciso olhar de longe para enxergar o azul...

Princípio de ondem de tudo isso.

Bom ouvi isso de Cirne Lima lá do Rio Grande do SUL.

Quem entendeu Black?

Quem entendeu Hegel?

Quem entendeu a Paraíba e suas particularidades!

A peixada do amor,

A Feijoada do João,

A tapioca do Irmão Firmino,

Os bolos do Diegos...

Bom na parte está o todo.

E eis que o dia já acabou.

É isso.

10/12/25

Gostar do cotidianho

 Gosto do meu trabalho! Às vezes me pergunto como tudo aconteceu. Eu que na minha adolescência imaginava impossível passar no vestibular numa federal. Mas aconteceu e estou aqui. 

Gosto do silêncio do campos, mas não é o silêncio do fim de semana ou dos dias feriados.

Não é o silêncio que promove os primeiros momentos da manhã. Aquele momento em que a mata ainda tem sombra de fria. Os portões recém abertos, o estacionamento vazio. Os meninos que lavam carro ainda estão tomando o café e conversando. Os terceirizados estão batendo os pontos e ou chegando e ocupando os recintos. Dentre eles tem Josenildo meu amigo e parça. A gente conversa sobre coisas triviais até chegar no Departamento. Então vou pra minha sala e tenho o silêncio. Não pense que sou o primeiro a chegar e a gostar disso! Não, Rivete, o professor de anatomia Vegetal, chega primeiro. Bem na minha sala, penso, escrevo e leio sob o silêncio ou o canto das aves. Contemplo a mata, a aroeira fernanda. E o meu dia vai ganhando forma, luz e paz.

26/11/25

Corte de cabelo

 Fui a Mangabeira ver umas botas e se desse cortar os cabelos. Que grata surpresa achei as botas e cortei o cabelo.

Depois de sair da Via campo sai na Josefa Taveira em direção ao mercado. E quase lá vi um estacionamento disponível e uma barbearia.

Estava escrito na placa Manuel e...

Então havia dois homens sentados.

Perguntei como papai perguntava a seu barbeiro George - Trabalha-se.

Ri sozinho.

Mas o senhor não generoso não me deixou ri só.

Então perguntei Manuel ou o outro. Respondeu... Manuel.

Sentei... meu cabelo estava uma arapuca.

Ele riu e disse que ia me deixar mais bonito - só um pouco.  Risos.

Perguntei o nome dele e Confirmou Manuel Alves Nascimento.

Me perguntou como tirar leite de gato. Disse que não sabia. E ele retrucou - puxando a tigela do leite e rimos.

Então falou sabedoria.

Para viver é preciso, conviver, ter a resposta certa... E rir sempre.

Falou que havia sido nascido no Roger, mas morou em vários Lugares em João Pessoa.

Contou que o pai dele havia deixado a mãe dele com cinco filhos e ele tinha cindo anos.

Deixou a mulher dele por outra e foi embora para o Rio de Janeiro.

Não me imagino deixando o meu filho por nada neste mundo. Coração de uma pessoa de 46 anos.

Contou que com nove anos comprou um balaio e punha na cabeça para ganhar dinheiro...

História dura.

Que criara três filhos.

Que tinha quase oitenta, mas que continuava a trabalhar porque gostava.

E cortou o meu cabelo e nem percebi...

Fez a piada do escapou fedendo...

Foi agradável aquele serviço.

21/11/25

Madrugada

 A lua alumiada ao cair da barra.

De cor rosada a barra se desfazia

Amanhecendo devagarinho,

Enquanto a lua crescia no céu.

A lua era uma banana doce pra vista crescente crescendo no tempo.

Sabiá

 Corrochia intensamente o sabiá 

Seu canto belo e perfeito 

Dá mostras da beleza de natureza divina.

Até meu peito fica emocionado.

Em plenitude sinto a vontade de viver.

Pois a beleza divina expressa nos dá ganas de viver mais e assim sentir o senhor em sua imensa maravilha divina.

Graça

 Cigarras,

Saíras,

Cantam animadas.

A manhã ensolarada,

A mata mudando a folha,

A sapucaia está florida.

Ferreirinho acerta a hora.

Nessa vida tem coisa melhor que contemplar.

Sentado aqui a ver, ouvir e pensar.

Agradeço a Deus por tudo isso.

Essas coisas ai.

11/11/25

Momento

 A mata silenciosa,

Cadê o vento?

Cigarras em sinfonia,

Contentes com o tempo.


O sol brilha intensamente,

As folhas caem enquanto folhas jovens são tecidas pelas árvores.


Troncos expostos cinzentos.

Pássaros a cantar.

É o momento

07/10/25

Parque Solon de Lucena

 A lagoa 

O grande espelho da lagoa, embeleza a cidade de João Pessoa.

Rodeada de belas palmeiras. Gordas Macaúbas, altas palmeiras imperiais, tem também os jerivás e sabais. Num canto toma o céu as sertanejas carnaubeiras.

Fui lá passear, achei tão vazia,

Mas de uma beleza indomável, atemporal...

A marca do tempo e da glória, nos bambus, nos ficus, nos antigos oitis.

Aqui muito se refrescou o paraibano que em João Pessoa buscou uma solução para seu problema econômico, de saúde, de passeio.

Lagoa que recebe na rua que vem da rodoviária, paraibanos sertanejos, caririzeiros, brejeiros, seridornes, curimataueses e muito mais.

Aqui se busca a esperança.

Conheci Antoni José, numa tenra idade em cadeira de roda com tanta ganas de viver e se movimentar.

E me puz a pensar, no que já aconteceu. Nas vezes cegas que aqui pisei, morando em Natal.

Lembrando das tardes ensolaradas... Das tardes enfeitadas de natal.

E por por aí se vai...

Gerando memória em nós.

19/09/25

Mudança de estação

 Fomos a Bica no sábado.

Percebi a mudança da estação.

O céu azul e o sol tinindo.

O cheiro das flores das estercúlias,

Folhas amarelando, amarelas e secas pelo chão.

Os gansos grasnando alto.

Amara a anta a sombra da mangueira.

A paca Luiza resolveu aparecer.

Um novo membro apareceu no recinto das aves, um papagaio de cabeça amarela que chamamos de Cláudio.

Minha conexão foi com a natureza

Com o fim do inverno e a chegada do verão.

Vimos Coré o jacaré de coroa na boca de lobo do riacho - livre -

Os jacarés de coroa e os cagados, parecem ter as chaves para entrar e sair dos recintos.

Vimos um cágado de mega cabeça no riacho ao lado do pulapula.


Fizemos a trilha, onde meu menino se desequilibrou e sujou o pé.


Mudança de estação.



12/09/25

Individualidade

 A mata a despertar,

Verdes folhas acendendo,

Com a gloriosa luz solar,

De repente nem ouço,


Mas aconteceu acolá,

Um vôo rápido e suave 

Se acaba num pousar.

O que vem lá?


Um corpinho de sibite

Bico afilado e curvado,

O papo amarelo limão,

As costas cinzas,

E uma sobrancelha branca...


Adivinhe lá...

Uma patativa 

Começou a cantar 

Cantou para se alegrar,


Feito ventilador,

Girando da esquerda para a direita...

Por que cantar?


Animada canta muito e sem parar.


E de repente o silêncio.


A mata calada de novo.


Nem vi!

Mas sei que estava lá,

Mas sei que deixou de está


E agora o canto está longe!


Será ela ou outra?


09/09/25

Meses do ano

 Meses do ano

1. Janeiro é o mês com um rio que separa o Rio Grande do Norte do Rio Grande do Sul.

2. Fevereiro é o mês onde são gerados os escorpioninos.

3. Março é o mês das águas.

4. Abril é o mês quatro embora seja o mês de abertura.

5. Maio é o mês das flores e da mais importante de todas sua mãe.

6. Junho é o mês de Campina Grande ser o centro do Brasil.

7. Julho é o mês das chuvas em João Pessoa. Economia de energia com o friozinho gostoso aqui.

8. Agosto é o mês que nos deixa maluco com o sol e a chuva disputando maior presença.

9. Setembro é o mês do sete, mas que se trata do mês nove.

10. Outubro é o mês do oito que segura a balança.

11. Novembro é o mês do nove que é representado pelo onze.

12. Dezembro é o mês do 10, mas é representado por 12.

13/06/25

Maracanã e o jambo

 Ontem, quinta a manhã estava linda fresca e de céu azul.

Preparando o café ouvia as ararinhas maracanãs vocalizando.

Elas veem sempre aos pés de jambo que tem tem na rua da frente e da frente do lado.

Ao sair para o trabalho, vi duas lindas. Lá no olho do pé de jambo.

Elas gritavam. Ai olhei no pé de jambo e só consegui ver o casal por causa da máscara branca que elas tem.

Suponho que fosse um casal. Quase imperceptível entre as folhas do jambeiro.

Pensei, nessa parceria, nessa relação da maracanã legitimamente brasileira com o jambo legitimamente indiano.

Quando chegou aqui e por onde chegou?

Com certeza pelo mar.

No sudeste ou no nordeste?

Hoje é uma planta tão comum. Aqui era abundante nas casas, mas aos poucos as casas estão virando prédio e os jambeiros estão com os dias contados nas ruas. Principalmente aqui nos bancários...

Essa bela relação unilateral do jambo com a maracanã.

Será se irá durar?

Um dia um casal conheceu um pé de jambo que estava repleto de frutos. Pousou e comeu até ficar de papo cheio. Foi embora, mas aprendeu onde ficava aquele pé. Então na outra estação teve filhotes e trouxe os filhotes e esses ficaram adultos e tiveram filhotes... E essa relação se estenderá até quando?

Enquanto não cortarem o pé de jambo...

20/05/25

Primeira vez poema e musica sobre trem

 Estou de férias!

Agora Sassá pode ficar comigo todas as manhãs pelo menos até nove de junho.

Ontem, ele acordou e foi fazer xixi!

Ficou surpreso ao me ver e feliz, seus olhos até brilharam. Ele me agradeceu pelas minhas férias.

Trouxe um desenho que fez do jacaré e da paca, trouxe também o livro que comprei no sábado passado.

Trenzinho azul. Até sabia o desfecho do livro.

Propus que desenhássemos o trenzinho.

Ai li o poema trem de ferro Manuel Bandeira e ouvimos a música trenzinho paulista de Vila Lobos.

Ai foi só brincadeira.

Pela primeira vez ele ouvi o poema e a música.

 

05/05/25

Tomar um café

Tomar um café
Ao amanhecer nada melhor para despertar que um café.
Aquele café pretinho, quente e cheiroso.
Café bom a cada gosto.
A experiência de tomar café á algo extremamente humano e indescritível.
Tudo começa com a ociosidade estado em que estamos.
Então precisamos mudar de estado, de humor, de pensamentos de nós mesmos.
Um café é a primeira ideia!
Juntos ou só de preferência acompanhado, porque acompanhados o café tem mais sabor.
E fazer o café torna o momento ainda mais rico.
Abre a torneira, toma a medida para quantos viciados e para não desperdiçar, se bem que desperdício de café é impossível visto que tomamos café cotidianamente, sabemos exatamente quanto fazer. 
Acende o fogo e põe a água para ferver.
A conversa vai esquentando junto com água.
Então quando a água está fervendo, adiciona-se o pó.
O pó com seu cheiro frio, sofre o choque do calor e mudar de odor, rapidamente volatiliza-se e já chama mais gente para a cozinha.
A gente conhece tanto de café e de seu movimento que nem precisa olhar quando o café está pronto, só de ouvir o barulho do ferver já desliga o fogão. A gente sabe até quando a garrafa está cheia só pelo som.
Porque nossa atenção está mesmo é na conversa. No debulhar da história.
Então, já na xícara o café é servido e a conversa é atualizada, porque sempre tem os atrasados.
Aquele ou aquela que passa pelo corredor e só fala, mas não se mistura. kkkkk.
Hum!!! cafézinho bom.
Solta uma reflexão. O bom do café é a conversa!
Sem açúcar nem pensar. café mel é o do sertanejo. Café amargo da cafeteria. Djabo ruim.
O café cumpre sua função que é despertar.
Café... chafé... dizem que é o café de mineiro.
Minha tinha mais nova, aquela irmã de meu pai, comprava sete pacotes de café! também com 13 filhos.
Café era essencial na casa. Já que em casa o melhor lugar é na cozinha.
Eu, deixei de tomar café quando estudava para o vestibular. 
Passei a vida sem tomar café. Ainda bem porque o café me acelera.
No entanto, perdi de entrar na vibe da conversa na calçada da fama da minha casa, lá em Serrinha do Canto. Papai, mamãe e as visitas todos tomando café e eu sóbrio.
kkkkkkkkkkkk.
Perdi de tomar café na cozinha da residência da campus 2 lá na UFRN.
Fui careta mesmo, e não tomar café me levou a ser um velho chato.
Assim é a vida.
Um café as vezes na semana com meus amigos.
Enfim!
Assim é a vida.
Cada um tem a sua história com o café.
Contei a minha e a sua?

A mudança com paz

 Cada dia que vivo é um dia a menos. Cada hora, cada minuto, cada segundo. Como é angustiante saber disso. Será por isso que o doce é mais g...

Gogh

Gogh