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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Corte de cabelo

 Fui a Mangabeira ver umas botas e se desse cortar os cabelos. Que grata surpresa achei as botas e cortei o cabelo.

Depois de sair da Via campo sai na Josefa Taveira em direção ao mercado. E quase lá vi um estacionamento disponível e uma barbearia.

Estava escrito na placa Manuel e...

Então havia dois homens sentados.

Perguntei como papai perguntava a seu barbeiro George - Trabalha-se.

Ri sozinho.

Mas o senhor não generoso não me deixou ri só.

Então perguntei Manuel ou o outro. Respondeu... Manuel.

Sentei... meu cabelo estava uma arapuca.

Ele riu e disse que ia me deixar mais bonito - só um pouco.  Risos.

Perguntei o nome dele e Confirmou Manuel Alves Nascimento.

Me perguntou como tirar leite de gato. Disse que não sabia. E ele retrucou - puxando a tigela do leite e rimos.

Então falou sabedoria.

Para viver é preciso, conviver, ter a resposta certa... E rir sempre.

Falou que havia sido nascido no Roger, mas morou em vários Lugares em João Pessoa.

Contou que o pai dele havia deixado a mãe dele com cinco filhos e ele tinha cindo anos.

Deixou a mulher dele por outra e foi embora para o Rio de Janeiro.

Não me imagino deixando o meu filho por nada neste mundo. Coração de uma pessoa de 46 anos.

Contou que com nove anos comprou um balaio e punha na cabeça para ganhar dinheiro...

História dura.

Que criara três filhos.

Que tinha quase oitenta, mas que continuava a trabalhar porque gostava.

E cortou o meu cabelo e nem percebi...

Fez a piada do escapou fedendo...

Foi agradável aquele serviço.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Madrugada

 A lua alumiada ao cair da barra.

De cor rosada a barra se desfazia

Amanhecendo devagarinho,

Enquanto a lua crescia no céu.

A lua era uma banana doce pra vista crescente crescendo no tempo.

Sabiá

 Corrochia intensamente o sabiá 

Seu canto belo e perfeito 

Dá mostras da beleza de natureza divina.

Até meu peito fica emocionado.

Em plenitude sinto a vontade de viver.

Pois a beleza divina expressa nos dá ganas de viver mais e assim sentir o senhor em sua imensa maravilha divina.

Graça

 Cigarras,

Saíras,

Cantam animadas.

A manhã ensolarada,

A mata mudando a folha,

A sapucaia está florida.

Ferreirinho acerta a hora.

Nessa vida tem coisa melhor que contemplar.

Sentado aqui a ver, ouvir e pensar.

Agradeço a Deus por tudo isso.

Essas coisas ai.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Momento

 A mata silenciosa,

Cadê o vento?

Cigarras em sinfonia,

Contentes com o tempo.


O sol brilha intensamente,

As folhas caem enquanto folhas jovens são tecidas pelas árvores.


Troncos expostos cinzentos.

Pássaros a cantar.

É o momento

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Parque Solon de Lucena

 A lagoa 

O grande espelho da lagoa, embeleza a cidade de João Pessoa.

Rodeada de belas palmeiras. Gordas Macaúbas, altas palmeiras imperiais, tem também os jerivás e sabais. Num canto toma o céu as sertanejas carnaubeiras.

Fui lá passear, achei tão vazia,

Mas de uma beleza indomável, atemporal...

A marca do tempo e da glória, nos bambus, nos ficus, nos antigos oitis.

Aqui muito se refrescou o paraibano que em João Pessoa buscou uma solução para seu problema econômico, de saúde, de passeio.

Lagoa que recebe na rua que vem da rodoviária, paraibanos sertanejos, caririzeiros, brejeiros, seridornes, curimataueses e muito mais.

Aqui se busca a esperança.

Conheci Antoni José, numa tenra idade em cadeira de roda com tanta ganas de viver e se movimentar.

E me puz a pensar, no que já aconteceu. Nas vezes cegas que aqui pisei, morando em Natal.

Lembrando das tardes ensolaradas... Das tardes enfeitadas de natal.

E por por aí se vai...

Gerando memória em nós.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Mudança de estação

 Fomos a Bica no sábado.

Percebi a mudança da estação.

O céu azul e o sol tinindo.

O cheiro das flores das estercúlias,

Folhas amarelando, amarelas e secas pelo chão.

Os gansos grasnando alto.

Amara a anta a sombra da mangueira.

A paca Luiza resolveu aparecer.

Um novo membro apareceu no recinto das aves, um papagaio de cabeça amarela que chamamos de Cláudio.

Minha conexão foi com a natureza

Com o fim do inverno e a chegada do verão.

Vimos Coré o jacaré de coroa na boca de lobo do riacho - livre -

Os jacarés de coroa e os cagados, parecem ter as chaves para entrar e sair dos recintos.

Vimos um cágado de mega cabeça no riacho ao lado do pulapula.


Fizemos a trilha, onde meu menino se desequilibrou e sujou o pé.


Mudança de estação.



sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Individualidade

 A mata a despertar,

Verdes folhas acendendo,

Com a gloriosa luz solar,

De repente nem ouço,


Mas aconteceu acolá,

Um vôo rápido e suave 

Se acaba num pousar.

O que vem lá?


Um corpinho de sibite

Bico afilado e curvado,

O papo amarelo limão,

As costas cinzas,

E uma sobrancelha branca...


Adivinhe lá...

Uma patativa 

Começou a cantar 

Cantou para se alegrar,


Feito ventilador,

Girando da esquerda para a direita...

Por que cantar?


Animada canta muito e sem parar.


E de repente o silêncio.


A mata calada de novo.


Nem vi!

Mas sei que estava lá,

Mas sei que deixou de está


E agora o canto está longe!


Será ela ou outra?


terça-feira, 9 de setembro de 2025

Meses do ano

 Meses do ano

1. Janeiro é o mês com um rio que separa o Rio Grande do Norte do Rio Grande do Sul.

2. Fevereiro é o mês onde são gerados os escorpioninos.

3. Março é o mês das águas.

4. Abril é o mês quatro embora seja o mês de abertura.

5. Maio é o mês das flores e da mais importante de todas sua mãe.

6. Junho é o mês de Campina Grande ser o centro do Brasil.

7. Julho é o mês das chuvas em João Pessoa. Economia de energia com o friozinho gostoso aqui.

8. Agosto é o mês que nos deixa maluco com o sol e a chuva disputando maior presença.

9. Setembro é o mês do sete, mas que se trata do mês nove.

10. Outubro é o mês do oito que segura a balança.

11. Novembro é o mês do nove que é representado pelo onze.

12. Dezembro é o mês do 10, mas é representado por 12.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Maracanã e o jambo

 Ontem, quinta a manhã estava linda fresca e de céu azul.

Preparando o café ouvia as ararinhas maracanãs vocalizando.

Elas veem sempre aos pés de jambo que tem tem na rua da frente e da frente do lado.

Ao sair para o trabalho, vi duas lindas. Lá no olho do pé de jambo.

Elas gritavam. Ai olhei no pé de jambo e só consegui ver o casal por causa da máscara branca que elas tem.

Suponho que fosse um casal. Quase imperceptível entre as folhas do jambeiro.

Pensei, nessa parceria, nessa relação da maracanã legitimamente brasileira com o jambo legitimamente indiano.

Quando chegou aqui e por onde chegou?

Com certeza pelo mar.

No sudeste ou no nordeste?

Hoje é uma planta tão comum. Aqui era abundante nas casas, mas aos poucos as casas estão virando prédio e os jambeiros estão com os dias contados nas ruas. Principalmente aqui nos bancários...

Essa bela relação unilateral do jambo com a maracanã.

Será se irá durar?

Um dia um casal conheceu um pé de jambo que estava repleto de frutos. Pousou e comeu até ficar de papo cheio. Foi embora, mas aprendeu onde ficava aquele pé. Então na outra estação teve filhotes e trouxe os filhotes e esses ficaram adultos e tiveram filhotes... E essa relação se estenderá até quando?

Enquanto não cortarem o pé de jambo...

terça-feira, 20 de maio de 2025

Primeira vez poema e musica sobre trem

 Estou de férias!

Agora Sassá pode ficar comigo todas as manhãs pelo menos até nove de junho.

Ontem, ele acordou e foi fazer xixi!

Ficou surpreso ao me ver e feliz, seus olhos até brilharam. Ele me agradeceu pelas minhas férias.

Trouxe um desenho que fez do jacaré e da paca, trouxe também o livro que comprei no sábado passado.

Trenzinho azul. Até sabia o desfecho do livro.

Propus que desenhássemos o trenzinho.

Ai li o poema trem de ferro Manuel Bandeira e ouvimos a música trenzinho paulista de Vila Lobos.

Ai foi só brincadeira.

Pela primeira vez ele ouvi o poema e a música.

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Antologia poética das férias

Serrinha dos Pintos - RN, 30/01/2023

Vai, vai a tarde se vi,

A lua nua no céu a se amostrar,

A noite já se aproxima,

Quente sensação,

Uma brisa faz refrescar,

O silêncio mudo da tarde

Que queda e morre,

A noite que cuida de logo enterrar

E dissipar o dia 

A gente perdida em nossas mentes,

Nossas paixões, 

Nossos medos 

Buscando um sentido

Desta pobre vida

Num celular.

Já não se contempla a natureza.

Dito isto vou ao Jardim

Regar minhas vincas.

Até que o desejo

Me puxe para a Net.

Que entorpecente este não.

Muito mais potente que qualquer químico ou fármaco.

Estamos doentes.

E mais um dia se passa 

Enquanto nós alienamos em nossos egos,

Nossos perfis,

Em nós mesmos...

Serrinha dos Pintos - RN, 26/01/2023

O canto das aves já calou.

Cantou o cabeça vermelho no cajueiro,

O rixinó a saltitar

O vem-vem e o sanhaçu na pinheira de doce alvo.


Cantou também os grilos as escondidas,


O dia despertou cedo.

O sol não para de pulsar.


Voou aqui o pacun,

Que não para de gasnar.


O friozinho silencioso 

Nos faz bem.


A gente acorda animado.


Vai mudar o lorinho de lugar.


Os gatos alimentar.


E scherloque o cãozinho acariciar.


Bom dia seu sabiá.

Serrinha dos Pintos - RN, 25/01/2023

Amanheceu chovendo,

Vinícius acordou e me fez levantar e ver a chuva chovendo.

Foi lindo, foi gostoso,

A chuva chovendo,

A luz aparecendo,

Os cachorros encolhidos

Encaracolados sobre si

Aquecendo-se,

As galinhas molhadas caçavam insetos e comida.

A calha derramava a água junta no telhado,

Vinícius fez cocô,

Limpei e ele foi mamar,

Adormeceu.

Fiz um leite quente

Para me aquecer,

Fiz chá.

Ouvi o salmo 119.

Agora a chuva parou.

Ali canta um sabiá

Que me faz viver a presença de mamãe.

Nas pinheiras cantando estão os sanhaçus.

Li poema 25 de tao te Ching em três traduções,

Acha que entendi?

Mas é como contemplar

A realidade,

Na maior parte das vezes

Percebemos o que conhecemos.

Agora vou continuar a escutar esse lugar,

Até parece ouvir uma sinfonia,

Não entendo nada,

Mas me faz um bem.

Serrinha dos Pintos - RN, 21/01/2023

Esse silêncio inquebrável,

Amanheceu e quem vai acordar?

Já canta o sabiá,

Já canta o vem-vem,

Já canta o fura barreira,

Já canta a rixinó,

Já canta o piriquito,

Já canta o sanhaçu...


Canta o grilo no capim.


Sopra um vento frio.


Brilha um sol dourado.


Mas o silêncio é eterno.


Papai não levantou,


Mamãe não levantou,


A terra está fresca.


Hoje é um novo dia.

Serrinha dos Pintos - RN, 19/01/2023

A tarde cai agradável,

Depois de uma manhã nublada onde ficamos a toa, Vinícius e eu.

Aguamos as vincas, catamos umas castanhas,

Fomos caminhar no mato, onde fizemos umas fotos de plantas,

Contemplamos os catolés.

Observamos o gado pastar.

Tomamos um banho na melhor ducha do mundo.

Após o almoço Vinícius dormiu.

Aqui estar esta tarde.

A quarto anos atrás

Mamãe e Papai estariam aqui comigo sentados

Olhando essa paisagem

Que sempre muda.

Nas palmas um par de coqueiro florescem.

Papai e eu que plantamos.

Tanta coisa aqui.

Tão vazio e tão cheio.

A tarde cai.

As vincas recebem as borboletas.

Eu só contemplo.

Serrinha dos Pintos - RN, 15/01/2023

Amanheceu

Mas o sol não apareceu,

O chão molhado,

O céu nublado, 

O vendo frio,

O cheiro de umidade,

O canto da passarada,

O sabiá na aroeira,

Casaca de couro na carnaubeira,

Pitiguari no angico,

Olhando no quintal

Os olhos se enchem de verde

Der árvores e arbustos esverdeados.

Mamãe e Papai no coração e na alma.

Serrinha dos Pintos - RN, 14/01/2023

"Dois é uma mera coincidência, porém três é uma configuração" Borges.

As borboletas visitam as vincas,

Os beija-flores o maracujás,

A tarde cai fresca,

Um cheiro doce incensa

A área.

O céu azul.

Memórias, memórias.



B.


Aqui e agora,

Tempo depois,

Sábado a tarde,

As coisas mudaram,

Vinícius chegou e mudou tudo.

Mamãe se foi.

Ela que ocupava a passarela a tarde,

Tarde sábado era uma 

Surpresa chegava bem ou mau.

Era a vida que vivia.

As vezes ia com ela e

Entendia a dinâmica da diálise.

A dinâmica da continuidade.

Tanto que a gente passa despercebido da vida.

A forma dos objetos,

Matéria das ideias,

Meu corpo,

Meu ser,

Até parece isolado.

Papai, mamãe, tio Dedé, Raimundo de Lulu, eu...

Crejo que passava com o cachorro rajado.

Aqui, algum dia no passado,

Esses momentos

Estão todos dissolvidos no tempo.


Serrinha dos Pintos - RN, 12/01/2023

Está escuro,

A noite quase caiu,

O silêncio preenche

A estrada, os sítios, 

O céu e tudo que se ouve,

No nascente o azul atropurpureo

Desaparece,

Um Nimbus vai crescendo,

Irritado de flashes,

A nambu canta longe,

Grilhos cantam no sítios,

Estrelas se acendem no céu.

Não se move uma palha,

O vento só chega às oito,

Papai não gostava desse frio logo chamava para entrar em casa.

Gosto de ficar aqui sentindo o mundo,

Pensando, pensando.

Bom está aqui.

Vinícius adora Sherlock.

Papai ia rir muito.

É noite.

Tchau.

Serrinha dos Pintos - RN, 11/01/2023

Canta o pitiguari,

Canta ativo a caçar,

Pula aqui,

Pula ali,

Pula acolá,

O sol das dez horas

Anuncia o fim das atividades,

Quente,

O dia está indo,

A manhã partindo.

As plantas murcharam,

A falta de chuva,

Mas o tempo está bom,

A sombra do cajueiro,

Que gostoso que o mundo está.

Serrinha dos Pintos - RN, 09/01/2023


O terreiro está cheio de mato,

Parece abandonado com capim ceda,

Por isso resolvi capina-lo.

Agora o sol arde queimando o capim limpo.

As vincas estão muito contentes crescendo na margem da calçada,

Flores rosas e alvas.

Espalhados os arbustos crescem assimtricamente,

Tão belo e vivo.

As borboletas vem visitar

As flores.

Sucessivamente vem e vão.

Suaves, leves de vôo irregular,

As vincas exalam um cheiro peculiar

Tão agradável, 

A alma de papai paira sobre as flores,

Nessa calçada que se revela todos os dias,

Ora fria, ora quente,

Ora manhã, hora tarde,

Ora noite.

Essa calçada confidente,

Que nós viu chegar,

Que nós viu partir,

No nos deu abrigo em comemoração,

Em dias de tristezas.

Aqui estou escrevendo,

Registrando.

Para não se perder no tempo.

Transformando em memória coletiva.

A parte subjeiva


Serrinha dos Pintos - RN, 08/01/2023

Tarde grise que passa,

O vento frouxo e suave,

Céu nublado,

O estalido dos beija-flores,

Besourinhos e tesourinhas 

Visitando o velho feijão-bravo.

O saci, o voo da mamangava,

O piado do pinto criado,

O chiado das folhas de catolé,

O voo rápido dos potinhos,

O verde das plantas,

As palmas grossas.

Que belo mundo 

Vazio.

Cheia está minha alma

De pensamentos desnecessários.

Tudo se resume no agora

Serrinha dos Pintos RN,  07/01/2023


Hoje acordei com o canto  dos pássaros.

Estava fresquinho.

Senti um vazio oco.

Então levantei e fui tomar um copo de água.

Tudo mudou.

Tudo eternamente muda.

O presente nega o passado.

O passado é memória.

Nossa mente nós seda.

Subjetivamos essa realidade que acreditamos.

A gente é o que a gente acredita e deseja.

Fui brincar com Vinícius.

E os dias vão passando.


Petrolina, 02-01-2023


A dias não escrevo, pois fui absorvido polo cotidiano.

Agora a tarde de paz.

Ouvi a patativa cantando.

Pardais vocalizando.

O céu nublado e o cheiro da sopa.

Despertei que é 2023.

Vinícius corre pelado, gritando feliz.

Tanta coisa mudou em minha vida. É como se tivesse passado por uma tempestade.

Algumas coisas fazem sentido outras nem tanto.

Lula presidente.

Tarde que parte.

Assim é.

Petrolina, 21-12-2022 

Ele partiu desse mundo. Vivemos tanto tempo juntos que pareceu mentira. Estavamos juntos a qualquer hora do dia ou da noite. Concordávamos com tudo. Eu era cópia dele e ele minha forma. Aprendi muito com ele e o mesmo sempre foi paciente comigo. Um dia algo foi diferente e a realidade foi cruel. Mas iria acontecer algum dia. Ele se foi. Fiquei com a dor de quem fica. Um ano  se fez. Um ano de saudades 😢. Hoje dois anos se fizeram. Esquecer! Sofrer menos. Não sei. Sei que um vazio se fez.

 A vida está cheia de vazios... Parece que quando buscamos um sentido, perdemos o sentido da vida. Meu burrinho, meu sítio... Mamãe... Deus meu Deus.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

13 manhã chuvosa

 Manhã tu que nascestes silenciosa,

Tu que nascestes molhada e úmida,

Nascestes silenciosa.

Pardais vocalizam no silêncio.

O escuro ainda faz sombra no quarto,

O céu esta chumboso,

Que delícia este momento.

Esta manhã silenciosa de quinta-feira.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Silêncio do sertão

No sertão do Goiás tudo é silêncio,
Tudo é amplo e vasto.
Os buritis crescem sem pressa nas veredas.
Estradas de barro e poeira,
Flores nas matas secas.
Rio de algas claras correndo frouxo,
Peixes, garças e jacarés.
No céu voam araras azuis e vermelhas.
Um voo tão planado,
Casas de sapé cobertas de buriti.
Uma mula, um sertanejo...
Quem será a mula e o sertanejo?
Gado no pastejo.
É maio as chuvas pararam,
a água deixa de escorrer sobre a terra
e as árvores tenuemente amarelam
e perdem suas folhas.
Umas aves calam e migram
outras ficam e resistem
E o silêncio do sertão continua.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Iniciar

Assim os últimos dia do ano estão acabando, assim também estão acabando as últimas flores de acácia do meu jardim, restarão apenas frutos e folhas.
 E assim como o ano inicia, todo o ciclo da minha acácia começa novamente e assim segue a vida.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Flores vivas e frescas

Flores vermelhas pelo chão,
Pela ciclovia, pelos jardins,
Flores vermelhas de espatódea.
Moles, macias e grandes,
Vivas, frescas no chão.

Flores vermelhas nas praças,
Flores vermelhas frescas pelo chão,
Flores vermelhas de espatódea
Espalhadas pelo chão,

É janeiro e é verão,
Com chuvas intensas,
Chuvas torrenciais,
Intensas fazem cair
As flores viçosas pelo chão

Flores vermelhas viçosas
Pelo chão, 
Logo dia passará,
E as flores vão secar
E tudo que restará
Serão seus frutos, folículos.

Sempre hei de lembrar,
Das flores vermelhas molhadas
Espalhadas peloo chão, 
Sem cheiro ou simetria,
Parecem os rastros de fogo no chão.
Nas ruas e praças de Barão

sábado, 27 de março de 2010

Rosa?

Flor branca,
Sutil voz,
Cala e descansa,
Recupera tua cor,
Recupera da dor,
Pois tudo há de passar,
E logo vai está tido bem,
Vai se recuperar,
Essa vida é efêmera
E cheia de surpresas,
Cheia de barreiras, pedras,
E quanto mais vences,
Mais aprende a contorna-las,
Flor branca, oh Lívida,
Descansa e logo se recuperará,
Pois a vida não pode parar,
Logo boa estará.

Flor ao vento

Flor ao vento,
Flor ao tempo,
Pra lá 
E pra cá,

Pendular,
Flor ao vento sem parar,
Balança pra lá e pra cá,

Flor ao vento tão efêmera,
E ainda balança pra lá e pra cá,
Ao sol balança a flor
Ao vento.

De qual cor?

domingo, 13 de dezembro de 2009

domingo

Assim que acordei, tomei um livro e poz-me a ler. Este maravilhoso livro discorre sobre vida do grande Mahatma Gandhi. Como é deliciosa sua escrita, suas idéias são tão claras que nos faz sentir um intenso desejo de transformar em ação seus objetivos o viver em paz, usando a não violência. Este livro é vivo, cheio de sabedoria que o tempo até foge da mente.
Depois fui tomar o café na manhã de domingo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Espera

Portas abertas,
Esperando o vento,
Mas o tempo,
Não o trousse.

Esperou-se que viesse,
Mas não chegou.

É verão, quando chegar o inverno ele virá,
Mas as portas estarão fechadas,

Comprei um ventilador,
Fechei a porta para o vento,
Não espero pelo tempo,
No inverno cumprimento o vento,

O tempo, esse quero esquecer, que vá para o raio que o parta.

Despertar

 Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...

Gogh

Gogh