O cheiro doce da guabiroba...
Suas flore alvas feito pipoca...
O cheiro doce do pau-de-candeia
Com suas flores em pequenas escovas,
Flores verdes...
Na esquina do estacionamento,
Na avenida da sucupira as angéclias a flor...
O cheiro doce da guabiroba...
Suas flore alvas feito pipoca...
O cheiro doce do pau-de-candeia
Com suas flores em pequenas escovas,
Flores verdes...
Na esquina do estacionamento,
Na avenida da sucupira as angéclias a flor...
Fevereiro passageiro,
Toda soma é quatro lua
Dia e noite a se fechar.
Sol, estrela, luz e calor
O verde da mata cinzenta,
Mata cansada, e enfadada,
Com a chuva que chegou,
Chão molhou,
Secura sumiu,
E tome calor!
Do verão que passou,
Só a folhagem no chão,
Agora, toda florada,
Agora toda florida,
Flores alvas e amarelas,
Floresce a guabiroba,
O pombeiro,
O pau-sangue,
O ipê e o jitai...
Nunca vi...
Nunca vi.
Guabiroba é uma árvore,
Com madeira muito bruta,
Seu tronco colunado e canelado,
Sua casca áspera, estriada e amarronzada,
Que termina em ramos laevigatos,
Bem marronzinhos e lisinhos,
Como folhas largo-obovais,
Opostamente dispostas...
Quando chega o verão,
Perde as folhas,
É caducifolia.
Depois se compõe,
Apresenta folhas e flores,
São alvinhas, perfumadinhas
Com doces odores
De doces odores,
Uma a uma caem as pétalas,
Uma a uma pinta o chão,
De um alvo nebuloso,
Ficam os pistilos,
Seca o estilete
Enquanto cresce o fruto escuro,
Atropurpúreo, bem docinho,
Uma baginha,
Para as aves se alimentar,
para as aves dispersar.
O espaço, O tempo, O ser e sua existência, Um ontem, Um hoje, Um amanhã. Aqui, Ali, Acolá, Agora. Eterno tempo, Infinito espaço. Eu... Intu...