16/02/21

21. Tomada de consciência

Nos anos 80, época de minha infância, a vida não poderia ser mais simples e mais natural. Papai e mamãe eram novos e ja tinha cinco filhos. Nós como nossos vizinhos, viviamos numa pequena propriedade. Para sobreviver plantavamos feijão, milho e fava. Para complementar a alimentação a gente criava duas vacas, um porco e galinhas. Em casa sempre tinha um jegue para os serviços de transporte, um cachorro para latir e um gato para caçar ratos. As noites eram escuras e tinham como luz uma lamparina de querosene. As manhãs eram perfumadas de café. E o café da manhã sempre tinha café com leite que tomava com uma colher num prato. O mundo era enorme e o tempo longo. Pouco entendia do mundo, mas entendia que era muito amado e bem cuidado. Tinha vários tios e dois deles moravam em Alexandria, onde quando podia os visitava indo com mamãe. As notícias do mundo chegava através de um motorádio alaranjado e de pilha. As músicas que ouvia em nascionais e e algumas internacionais. Alphavile a mais famosa era "for ever yang". Nessa época a consciência começou a me atentar e a felicidade a partir.

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh