Um zunido na manhã cinza de chuva,
Despertou doces memórias de nosso quintal...
Bem distante daqui em minha terra natal.
Ouvindo um zunido no mundo mudo,
Vinha do pé de urucum,
Parecia um ronco distante,
De um mercedes 1313 subindo uma serra...
Então, fui ver a fonte sonora...
Vou ali onde ele está olhar,
Vejo beleza materializada
Vejo a beleza perfumada,
Uma árvore toda florada,
Flores cor de rosa,
Flores grande e perfumadas,
Flores pentapetalada,
E várias abelhas grandes e negras,
São os lindos mangangás,
Trabalhando? Namorando?
Não!
Beijando cada flor,
Voando em zigue-zague,
Sobe e desce,
Vai para a direita,
Vai para a esquerda.
Pouzado na flor ele zumbe...
Suas asas a vibrar,
E os estames a bagunçar,
Vai voando de flor em flor,
Sem ver o tempo passar...
Pra lá e pra cá.
De cá pra lá.
Minha alma imediatamente se enche de alegria,
Como o belo nos encanta.
Depois da florada,
O urucum é só silêncio!
Só vou lá para tirar
As cachotinhas equinadas,
Debulhamos as sementinhas
E fazemos urubum...
Para carne frita ficar colorida,
E deliciosa.
Ah!
Depois o mangangá,
Foi zunir no maracujá.