Tudo passa tão de pressa e nem percebemos esse movimento. Não percebemos o que é o início ou o meio e muitas vezes o que é o fim. Porque a vida é continuidade é apenas nascimento e morte esse intervalo é o viver e viver é esse eterno devir... Essa esperança que nos alimenta esperando melhorar sem nunca parar para entender o que é ou o que foi ou o que será.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Serrinha da infância
Faz tempo que abracei uma ideia. Lembro que ainda era menino, mas foi naquele momento que fiz o alicerce que me permitiu crescer e ser e amar o que faço e sou. Aprendi a ler e com a leitura a me envolver e a crer nas ideias que nos foram transmitidas. A ideia da educação e o progresso e do crescimento e do amadurecimento e da força da bondade. Essa ideia vivida por Cristo e difundida por Paulo e difundida pela humanidade. Tudo se passou na relação íntima e estética entre mim e os livros... Lá em casa em Serrinha do Canto.
Padeiro
De poesia vou falar,
Na Serrinha conheci,
Um poeta popular,
Padeiro seu apelido,
Era sério e envolvido,
Com respeito todos tratava,
Sua família linda e amada,
Ouvia poesia em cantoria,
Tinha uma voz serrinhense,
Doce feito rapadura,
Da vida dura tirava os versos,
Que pena não foram impressos.
Na internete a rolar,
Uma linda coisa a declamar,
O amor pelos versos,
Pela cantoria...
Quando da vida se despediu,
Muita tristeza e choro nos envolveu,
Aos som dos versos foi velado,
A cantoria seguiu o cortejo,
Ainda lembro desse dia,
Estava com quem tanto amei não é mais,
Foi na casa de meus pais,
Que papai falou quanta homenagem bonita,
Quanta honra.
Se despediu da vida dura,
Deixou na memória o amor,
A poesia que tanto queira.
Só para não esquecer,
Sua família segue viva,
E o tempo esse tudo engole,
Nesse verso eternizo,
O grande poeta popular.
Serrinha dos Pintos potiguar
Sou potiguar e vou falar,
Nessa terra querida,
O berço de minha vida,
Onde aprendi a andar.
Sou da bela Serrinha,
Autoeste potiguar,
Pouco se sabe sobre lá,
Por ser pequena foi ruínha,
Terra de gente boa,
De beleza e alegria,
Que na lida não fica atoa,
Sou do canto da Serrinha,
Bairro da Serrinha grande,
Autooeste potiguar
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
A nossa senhora da Salete
Nossa senhora da Salete,
Padroeiro da ruinha,
Hoje amada serrinha,
É a benção do nosso chão.
Nas tuas novenas amava a ladainha.
A gente simples e humilde se serrinha,
Papai e mamãe em forte idade,
Nos levava para rezar,
Sob o seu altar eu via o mundo,
Contemplava o chão com tantas facetas,
Contemplava os bancos, os pés e as pessoas,
Via nas pessoas a marca do tempo,
Crianças, jovens, adultos e idosos.
Gostava da ladainha,
Não entendia o ofertório,
Mas gostava da alegria das cantoras, do violão,
Do teclado,
Da voz de padre Valter...
Nessa igreja que tantos filhos batizamos,
Tantos amados velamos,
Numa última oração...
Nossa senhora da Salete!
Rogai por nós,
Por seus filhos, amados filhos
Aqueles que partiram e não voltaram,
Aqueles que nunca saíram...
Salve seu amado filho Chiquinho de Raimundo Moura,
Que tanto se doou e se doa...
Essa igreja tão amada e querida.
O tempo irá nos levar.
Essa casa sempre estará na minha alma.
Reconheço sua importância e declaro meu amor.
Amém.
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Serrinha
Serrinha minha terrinha,
Por Salete abençoada,
Um açude, uma chapada.
Faz-me gosto em ti está,
Ver a jurema e o marmeleiro,
Aroeira e o cardeiro que cresce nas terras rasas.
O lajedo de Bastiões,
A Boa Vista,
As Lajes um e dois, Sampaio, Grugeia,
Barro vermelho e Parieiro, Serrinha do Canto, Chã,
Camarão,
Vertentes, Maniçoba, Sussego, Morcego...
Serrinha minha Terrinha...
Em ti posso me encontrar.
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
Cerração em setembro - 2025
No dia cinco de setembro de 2025,
Estava em Serrinha dos pintos e algo surpreendentemente aconteceu.
Eu nunca tinha visto.
Era uma sexta-feira.
Acordei e vi a maior cerração.
Sai para caminhar e tudo estava fechando de cerração.
A gente não conseguia ver a uma distância de 100 metros.
Foi surpreendente, e o mais surpreendente é que durou a manhã inteira.
Com respingo de chuva e cerração.
Foi um dia, mágico, incrível.
O dia todo foi fresco e nublado.
Passamos até o dia inteiro em casa.
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
O angico
Caminhando vi o espaço passar,
Vi pedras no chão,
Vi a vegetação sedenta,
Vi a imensidão do lugar...
Vi um angico gigante,
Nu, sem uma folha a avistar,
Totalmente armado com seus cones espinescentes,
Tamanho era sua majestade,
Parei para contemplar.
O sadio é belo por ser pleno.
Só ramos e tronco,
Eterno o angico
Que um dia foi semente,
Um dia foi frágil...
Não tem passado, presente ou futuro.
Ele é!
E isso é tudo.
Desabrochar da manhã
Na caatinga cinza,
A manhã a despertar,
Nos arbustos aves a cantar,
Na caatinga cinza,
O vento a assoviar
Entre tantos garranchos,
E as aves a imitar,
Galo de campina,
Sabiá,
Tico-tico,
Roxinó...
Parei para contemplar,
Na beirada do lajedo,
Vive uma aroeira,
Que cresceu tanto,
Tanto que de longe é avistada.
E foi ali o lugar
Que escolheu o carcará
Ver a manhã desabrochar...
No vai e vem da estrada,
No querer ir e voltar,
As pessoas nem percebem o lugar.
Caminhando achei tão velo,
O falcão a contemplar.
A manhã desabrochar.
Fotografia
Uma fotografia o que contém?
Memórias. Memórias. Memórias.
Memórias objetivas.
Memórias subjetivas.
Uma imagem do que é real.
Uma imagem do que é temporal.
Uma imagem com memória particular.
Memória do momento.
O que é se cristaliza.
Enquanto incessante muda.
Ser assim,
Ser ai.
A 10 anos num texto escrevi...
Uma frase...
Uma fotografia com memória subjetiva...
Com memória de experiência,
Com memória de um momento...
Captado por um olhar,
Desperto por uma percepção,
Processada em uma mente,
Objeto de uma consciência...
Pura abstração,
Pura virtualização.
domingo, 16 de setembro de 2012
Sertão
Quantos heróis resistentes não há no sertão?
Quantas lágrimas de dor já não foram derramadas
O sertanejo depende da fé para continuar no sertão,
Sertanejo sou,
Embora seja sequidão cá.
Tanajuras voam ao céu perdidas,
A vida parece surgir do nada...
Quem foi criança e cresceu no sertão certamente tem na memória essas imagens vivas na alma.
Quem que lá viveu que não teve um cão como melhor amigo e teve vizinhos passivos e animais para cuidar. Quem nunca saiu para pescar, caçar ou tomar banho nos riachos e açudes.
Quem não lembra dos cheiros de doces aromas
O sertão apesar de maltratar tem muita coisa a louvar.
A vida pode ser sofrida, mas é sossegada...
Ah, o sertão... o sertão dos sabias, dos concrizes, golinhas, azulões...
O calor do sertão, a cinza do sertão maltratam, mas a vida do sertão, a morte no sertão.
Só quem nasce lá qualquer custo carrega consigo na alma estas memórias.
E o sertanejo que foge de lá todas as vezes que ouve os sons do sertão chora internamente
porque sua alma lá foi gerada.
Nunca esquece... nunca mais aqui ou no Japão.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Flores vivas e frescas
Pela ciclovia, pelos jardins,
Flores vermelhas de espatódea.
Flores vermelhas nas praças,
Flores vermelhas frescas pelo chão,
Flores vermelhas de espatódea
Espalhadas pelo chão,
É janeiro e é verão,
Com chuvas intensas,
Chuvas torrenciais,
Intensas fazem cair
Flores vermelhas viçosas
Pelo chão,
E as flores vão secar
E tudo que restará
Serão seus frutos, folículos.
Sempre hei de lembrar,
Das flores vermelhas molhadas
Espalhadas peloo chão,
Parecem os rastros de fogo no chão.
Despertar
Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...
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As cinzas As cinzas da fogueira de são joão, abrigam calor e brasas, cinzas das chamas que alegram a noite passada. cinzas de uma fogueira f...
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Fevereiro passageiro, Toda soma é quatro lua Dia e noite a se fechar. Sol, estrela, luz e calor O verde da mata cinzento, Mata cansada, e e...
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Um pensamento me tomou a pouco tempo. Era uma memória, dessas que aparece e não dá em nada. Bem, ultimamente tenho voltado no espaço e no ...
Gogh