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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Viajando

 As paredes alvas,

O encontro das linhas, 

A profundidade,

O vazio,

Os objetos.


A atemporalidade...


O presente e o passado,


O interno e o externo.



A manhã, a tarde e a noite.


O quente e o frio.


A luz e as sombras.


O silêncio e o barulho...


A fome e a satisfação.


Um momento numa mente.

Plantar e semear

 Plantamos um umbuzeiro ao lado do terreiro.

Trouxemos de João Pessoa, mas veio de Campina Grande.

Plantamos a noite um dia antes de viajar.

No dia de reis 6.1.26.

Plantei com Vinícius.

Ontem semeei Timbaúba, cumaru, mucunã e angico...

E assim foi um maravilhoso dia.

Matemática

 Hoje cai na abstração e pensei na sublimidade da matemática que nos permite pensar no tempo

Quando estou na minha casa

 A flor do maracujá 

A grande e bela flor do maracujá.

Coroada flor,

Lilás flor,

Perfumada flor.

Aquele maracujá,

Cresceu sem parar.

Seus ramos se irradiaram sobre os arbustos...

Floresceu na caatinga cinza...

E perfumou meu olhar,

Embelezou meu cheirar...

Existe e me impressiona...

Foi e sou o que vejo, sinto e penso.

Quando estou na minha casa

 O vento venta agitado e soa um canto no telhado.

A vontade é de ouvir os primeiros pingos da chuva pingando no telhado,

O cheiro da chuva e a alegria da mudança...

Essas coisas

Quando estou na minha casa

 Poder sentir este lugar,

E reviver suas sensações 

É algo divino,

Íntimo e particular.


Após tanto tempo 

A sentir saber o 

Quanto o conheço,

Mais que qualquer coisa na vida.


Aqui conheço melhor,

As manhãs, meios dias e noites...


Aqui sinto-me em casa e em paz...


Aqui tenho certeza 

Da eternidade do espaço,

Aqui tenho a certeza da sutileza da vida.


Pois a vida me ensinou.


Aqui habito o lugar 

E o lugar habita em mim.


Este céu em todas as suas faces.


As plantas e seus acidentes.


Não preciso definir nada, apenas sentir.


Esse sentimento que me preenche,


Essa consciência cósmica.


Quem haverá de sentir um dia?


Na minha terra natal.

Mémória

 Amanhã fará 32 anos que vovô José de Neves faleceu.

05-02-26

Quando estou na minha casa

 A tarde cai suave, clara e fresca. O vento soprou pela manhã do poente e agora sopra do norte. O sol já está pleno no poente. O céu tem um azul claro e lívido. O cajueiro, catolés e palmas conservam o verde na paisagem. Na barra da calçada espadas de são Jorge embelezam a vista e duas vincas adornam com suas flores flores pentâmeras alvas e rosas ... Tudo isso disposto num sutil e suave sossego onde se pode viajar no tempo...

O espaço é eterno.

Quando estou na minha casa

 A manhã nasceu nublada e fria. Na paisagem, ao nascente, podia-se ver no alto da serra as nuvens frouxas fluindo pela paisagem. O vento frio cortava a vegetação cinérea refrigerando e cantando a paz... Onde estava minha mente? Meu corpo e meus sentidos viviam aquele momento, mas a minha mente de certo vagava no tempo... A gente se pega pensando coisas pequenas a maior parte do tempo. Acho que minha mente vagava por aí. Vivo... Feliz pela manhã. Este momento do dia que me faz sentir bem. Parece que a satisfação ou a intensidade das emoções é maior no início de um momento.

E então chega no agora em que tento tecer algo linear que me permita reviver este momento um dia qualquer.

O sol abriu o vento sopra...

E o devir deveio e devem... Ad infinito.

Quando estou na minha casa

 A lua enluarada

Num céu limpo,

Num céu azul, 

A lua palito-prateada.


Uma corona amarela,

As estrelas parecendo,

A noite anoitecendo.


O vento ventando 

Em ventania...

A doce sinfonia,

A saudade,

O silêncio imediato.


O momento.

Quando estou na minha casa

 A noite cai agradavelmente fresca. No nascente a lua vai se erguendo no céu. É uma lua cheia, pálido-prateada com uma corona amarela. Está aí atrás do poste. O vento sopra fazendo as mangas dançarem na mangueira...

Aguardamos a chuva...

Quando estou na minha casa

 A noite cai agradavelmente fresca. No nascente a lua vai se erguendo no céu. É uma lua cheia, pálido-prateada com uma corona amarela. Está aí atrás do poste. O vento sopra fazendo as mangas dançarem na mangueira...

Aguardamos a chuva...

Quando estou na minha casa

 Ontem na aceroleira que estava florida e enramada cantou um galo-de-campina.

Cantou por um bom tempo. Cheguei a pensar que era um bicho de gaiola.

Veio sábias se alimentar de uma banda de mamão.

Foi muito harmônico o último dia de 2025

Quando estou na minha casa

Enquanto varria o quintal, coisa que amava fazer para agradar a mamãe, foi atraído pelo canto do galo de campina. Pleno corrochiando com seu peito alvo e cabeça rubra ali a acerola pude contemplar ali do lado um sabia de laranjeira comia um mamão alaranjada.

Então, parei e sentei e me puz a pensar no tempo... Vasculhei minha memória, minha vasta memória, intuitiva memória.

E se passou o pensamento, e esvoaçou-se tudo...

Quando estou na minha casa

 A tarde quente me fez sentir vontade de comer uma manga congelada.

Após comer fui lavar às mãos e a boca. Ali na pia lembrei do dia que banhei o meu pai.

Me senti tão útil naquele dia. Poder ajudar aquele que fez tudo por mim.

Joguei o caroço no terreiro sob o pé de acerola. Ali a aceroleira está se cobrindo de folhas e flores.

Então uma bobó veio comer as sobras do caroço de manga. Aquele calor, aquela luz intensa me fez entender a eternidade de cada momento.

Aqui e agora.

Quando estou na minha casa

 A tarde quente me fez sentir vontade de comer uma manga congelada.

Após comer fui lavar às mãos e a boca. Ali na pia lembrei do dia que banhei o meu pai.

Me senti tão útil naquele dia. Poder ajudar aquele que fez tudo por mim.

Joguei o caroço no terreiro sob o pé de acerola. Ali a aceroleira está se cobrindo de folhas e flores.

Então uma bobó veio comer as sobras do caroço de manga. Aquele calor, aquela luz intensa me fez entender a eternidade de cada momento.

Aqui e agora.

Quando estou na minha casa

 Sai cedo para caminhar, tudo cinza, asfalto e vegetação salvo as juremas e os Juazeiros resistentes mostrando a beleza do verde esperança. Os angicos e as aroeiras imponentes expondo seu tronco e seus ramos nus sempre oferecendo um pouso, uma pausa de algum vôo.

No Juazeiro vi pousar um jovem carcará então pude contemplar duas magestades sertanejas. Caminhei sem parar até que algo me fez parar e contemplar. Aquilo me fez parar, mirar e contemplar. Seus ramos melados, de folhas lobadas bem espalhadas, toda florada. Tantos ramos, tantas folhas e 25 flores. Belas flores coroadas pelas arapuás visitadas...

Eram 25 flores perfumadas... Parei para contemplar, senti o perfume das flores de cheiro lilás... Senti uma profunda paz...

E tudo se foi.

Eterno momento aconteceu...

Essas coisas aí.

Quando estou em minha casa

 A saudade está aqui é a ausência da presença de quem sempre esteve presente. Ora é branda, ora é intensa. Aqui se intensifica no vazio deixado neste espaço e neste tempo. Nenhuma palavra ouço mais, sobraram apenas memórias que é a matéria do sentimento.

Mamãe e papai, vovó Sinhá...

O sentimento é afeto, é relação...

Saudades. Saudades. Saudades.

Francisco, Francisca...

Amanheço e entardeço e anoiteço.

Eternamente sou quem sou.

Canta vem-vem na Pinheira, canta rixinó na casa velha, canta sabiá na aroeira, canta cabeça-vermelho no cajueiro, canta...

Neste canto conto meu sentimento.

Sou... No imediato sou.

No imediato afirmo sou. 

Pinhas secas na Pinheira, ciriguelas na cirigueleira verdes, vermelhas.

A mata broiando.

O sino do vento de rocha de metal.

As vincas rosas e brancas...

São as marcas do tempo.

São as marcas do hoje, do agora do devir.

O céu eternamente azul, nuvens brancas de esperança.

Uma espiral em movimento...

Concluído este momento.

Memórias

A noite chegava lentamente. Na cozinha mamãe preparava a janta.

Na calçada da frente conversava com o papai. 

O calor ia cessando e o vento chegando. Logo papai se recolhia 

Quando estou em minha casa

 A cinza mata, o sol alto, a claridade e o calor intenso, a poeira. Um Juazeiro, um Jucá, uma aroeira, um angico e um mandacaru.

Olho e ouço  o meu entorno.

O que sinto? o que me incomoda e o que me faz sentir este momento.

Sinto calor, sinto um vazio, sinto algo que vai crescendo em mim. Alegria, felicidade, paz e algo humano que quero desvincular de mim, o incomodo.

Quero entrar em harmonia com o meio sendo angico, aroeira, Juazeiro, mandacaru e Jucá.

Olho a paisagem ao longe, olho a paisagem ao meu lado.

O que é tudo isso?

Ouço o vento ventando na mata.

Ouço um sabiá, um cabeça-vermelho, um bem-te-vi...

Me apresso em me proteger da estrada, um carro a passar, um olhar ou vários olhares... Que passa de repelente... Sou ignorado. Sou percebido.

O relógio conta o tempo, o sol conta o tempo como balão a subir o céu.

A mata adormecida.

Respiro fundo.

Sinto um vazio em mim. Vejo o vazio da estrada, da mata.

O espaço é infinito e o tempo é eterno.


O que é tudo isto?

Vida sendo vivida.


Existência e ser.


Um pensamento e mais nada.

Essas coisas aí.

Mudança de estado

Sob o solo as raízes sustentam,  Um eixo cinzento, Um tronco que se ramifica sustentando folhas  Alternas em espiral, No ápice do eixo, Um c...

Gogh

Gogh