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15/05/26

Adeilsa Pereira

 Adeilsa Pereira,

Poetisa de Serra Talhanda,

Canta versos bem bonitos,

Versos vividos,

Versos sentidos,

Canta o campo,

Canta a caatinga, 

Canta o sertão,

Canta sentimentos...

Versos doces e humanos,

Poesia cheia de alegria...

Conheci a poetisa num cordel de mote:

Só a chuva faz mudar a paisagem do sertão.

E ao pesquisar vi que é muito atuante na oralidade,

Criando versos maravilhosos.

Parabéns pelo excelente trabalho poetisa.

22/04/26

A poeta do Sítio Bravo

Era um fim de manhã do dia 21 de abril de 2026 quando fomos a casa da poetisa Ritinha de Macedo. O lugar era no sítio Bravo, distrito de Boa Vista na Paraíba. Chegamos a casa amarela com área na frente e para o nascente. Paramos o carro sob um enorme algaroba. Saímos em direção a casa quando dois lindos cachorros vieram nos receber aos latidos. Era uma cachorra com listras de tigre pretas e pelo vermelho e um cachorro malhado de laranja com alvo. A poetisa se preparava arrumando as cadeiras. No nascente entre o curral e uma roça de palma crescia uma Bougainville, mais atrás uma enorme baraúna embelezava a paisagem. Levava o livro na mão um exemplar de seu livro. Logo atrás vinha minha esposa Dayane e Vinícius meu filho. Fomos muito bem recebidos. Meu filho foi brincar com sua neta Ana Alice e nós fomos palestrar. Saber como surgiu a construção do livro, da biografia e das maravilhosas histórias. Todas passadas ali entre Boa Vista e Cabaceiras.

A infância com os nove irmãos e o pai. As brincadeiras de disputa de queda. A alfabetização, o tornar-se professora. O amor pelo ensino. O trabalho. O namoro e o casamento. A lida de casa, do trabalho e dos filhos. As secas e os invernos. O brilho de plenitude e felicidade estava estampada no seu rosto. Com pouco chega seu Armando, e Clarice sua filha e a conversa ganha fôlego e logo termina pelo avançar do tempo. A hora do almoço chegou e nem vimos. A vontade era de se estender, mas a fome falou mais alto. Tivemos que concluir. Ganhei a assinatura do livro, guardei doces lembranças desta merorável manhã.

Tudo estava verde, choveu bastante. Quase sempre ali é tudo cinza excepto o amarelo da casa, o verde da baraúna é o dourado delicioso dos textos da poetiza Maria Rita de Macedo Araújo.




Ao ler o seu texto me chamou atenção para a consciência de ser escritora. A consciência de que escreve seus leitores.

Ao fim senti o cheiro alvo do jasmim de laranjeira que ali floria.... Vi naquela mãe a mãe feliz e realizada com livro publicado e material para o segundo livro. É isso.

Rita de Macedo

 Cresci numa terra seca,

De longos dias ensolarados.

De noites por vezes enluarada,

Por vezes estrelada,

Quase nunca nublada,

Cresci com o aboio do gado,

Sentindo o pelo a cavalo,

Cada vaca tinha seu nome,

Cada vaca tinha sua individualidade.

O curral ficava ao redor de casa.

Cresci com o meu cachorro leão,

Cresci com  bixano o meu gato.

No terreiro vivam as galinhas, 

Vermelhas, pretas, pedreses e pereocas,

O galo era cristado e esporado.

Cantava sempre pra manhã nascer.

Cresci e não dei conta de tudo isso.

Fui filha,

Fui moça,

Sou mulher,

Fui professora 

Sou mãe e poetisa.

Não tinha tempo vago.

Viver sempre foi trabalhar, na escola e no lar.

Meu marido é uma benção.

Sempre com um riso no rosto.

Meu companheiro, meu amigo, meu confidente e o pai dos meus filhos.

Um bom pai, um excelente avô.

A vida nunca foi fácil,

Mas foi maravilhosa.

Sol, chuva, dia e noite.

Um a um, os anos passaram e a vida 

Me fez forte e resistente.

Nasci num lugar seco.

Quase sempre estrelado,

Fui regada e dei flores.

Dividi o meu saber,

Multipliquei o amor.

Agora, depois de tanta coisa vivida.

Tenho saudades de tudo que vivi.

Mas a vida continua, meus filhos assumiram a lida da vida.

Cresci, reproduzi e dividi meu amor,

Multipliquei amizade.

Dei sentido a realidade.

E o resto não importa mais porque é resto,

Nove fora nada.

18/04/26

Antônio Pereira

 O poeta da saudade

Semana passada ouvi o compositor Santana declamando um dos mais lindos versos sobre saudade.

Ele falou de Antônio Pereira...

Pesquisando na internet. Encontrei uma filmagem de um poeta Valdir Correia em sua casa.

Uma casa linda de alvenaria  com uma porta no meio e duas janelas.

A entrevista me fez fugir da realidade encontrando memória em outro tempo e em outro espaço.

O canto do tico-tico do campo, fez lembra o povoado das Vertentes onde ouvi essa ave cantar pela primeira vez.

Cantando ainda ali, tico-tico e golinho.


Antônio Pereira de Morais nascido no dia 07.set.1911, em Livramento - PB.

Morou a vida toda no sítio Jatobá em Itapetim, falecendo em 07.nov.1982.

Nena Gonçalves

 Ontem, conheci a poetisa Nena Gonçalves.

Li um poema seu num cordel que ganhei na praia de Cabo Branco.

Pesquisei na internet e descobri que ela mora em Monteiro

E que é se São João do Tigre.

Podes ouvir sua voz declamando

Suas lindas poesias.

Aqui

Atenção plena

 Hoje, três de junho de 2026 tomei consciência do conceito atenção plena. Embora sem conhecer a literatura em 2006, no meu mestrado intuitiv...

Gogh

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