Cai a tarde escura,
Nuvens que oras chovem,
Oras deixam o sol clarear,
Ruas molhadas e enxutas...
Definitivamente,
Caiu à tarde,
Caiu à tarde!
A noite vai crescendo,
Crescendo,
E o dia...
Já se foi.
Agora,
Jás eterna tarde,,,
Alguém partiu junto.
Sorria! O riso ilumina a alma e embeleza a vida.
Cai a tarde escura,
Nuvens que oras chovem,
Oras deixam o sol clarear,
Ruas molhadas e enxutas...
Definitivamente,
Caiu à tarde,
Caiu à tarde!
A noite vai crescendo,
Crescendo,
E o dia...
Já se foi.
Agora,
Jás eterna tarde,,,
Alguém partiu junto.
A madrugada limpa
um espelho d'água,
Repleto de estrelas,
Amanhecia calmamente.
Assim despertou a siriri,
Cantando, cantando e cantando.
Parecia antecipar a chegada do verão,
O termino das chuvas do ano.
Sassá acordou cedo ontem.
Leu, brincou, almoçou, tomou banho.
O levei para a escola.
Depois pegamos ele para ir ao mercado.
Foi ao Timbó.
Lá comprou serpentes de plástico.
Cinco animais.
Estava contente, feliz, satisfeito com seus bichos.
Brincamos juntos.
Depois dormiu, apagou na cama lendo a turma da Mônika.
Escrevi algumas coisas inspirado por Pablo Neruda. Agora nem sei por onde estão, mas sei que estão aqui. Gostava dos livros daquele autor, de suas capas, talvez as imagens das capas me atraísse mais que as palavras e os versos. Nunca mais o li. Descobri que tenho tanta coisa para ler... As vezes a gente se perde nas demandas da vida. Em mim, tenho guardados sentimentos por sua poesia. Queria ser poeta. Talvez almejasse os louros da poesia. Minha vitrine era externa. Minha vitrine estava nas livrarias, nos livros de bolso e no que cabia no meu bolso. Então tive acesso a Neruda, Pessoa e Nietzsche. Marcou a época que fazia meu doutorado. Depois descobri a Borges e tive acesso aos seus livros encantadores. Este me fez escrever e sentir e ser um escritor, mesmo que sem leitor. Por último, estava tão perto de mim, tão em conta e só agora descobri Davi e Salomão. Coisas de uma história humana. O amor as letras... Deveras, esqueci de relatar o primeiro tratado que delinearia minha vida... encontrado num baú antigo... um livro com os pensamento de Gandhi. Estes me marcaram profundamente.
Beija-flores piando,
Garrincha cantando,
Céu cinzento,
Vendo espalmando gotas de neblina.
Sono, cedo.
Uma noite longa,
A mente cheia quer se esvaziar...
Algo não deixa
é a falta de sono...
Que será?
Ao meio dia,
O sol ao pino.
Calor e luz,
Fome!
Paz...
Uma rolinha caldo de feijão cantava.
Uma doce memória pulsou em minha mente.
De um tempo que nunca voltará.
Quando sentia ainda mais o vazio do mundo.
O mundo era desconhecido,
Eu era corpo e vontade.
Bateu uma saudade não do meio dia,
Não do lugar onde nasci...
Uma saudade dos anos 80 ou eram 90...
Saudade daquelas coisas...
Costumamos olhar pra trás,
Porém não é à toa...
É a prova que nem tudo é ruim,
Nem tudo é vazio.
Uma prova que somos pessoas de nossos tempos.
Canta rolinha...
Naquele tempo não fazia sentido,
Seria então seu canto,
Um sentido do sentido de hoje.
Sei lá.
Ame.
Só tenho memória do que vivi.
Memória são espelho do passado vivido e afetado.
Memória se refletem num momento semelhante,
Real ou imaginário.
Somos memórias vestidas de sentimentos.
Somos o acaso,
Na manhã ou no ocaso.
A mudança desperta dúvida,
O desconhecido que é o devir.
Memória é um deveio refletido.
Criada em nosso favor.
Mas...
Deixa pra lá.
Aristotelino meu primeiro professor de ecologia me fez querer ser igual. Foi uma aula magistral.
Quebrando os protocolos e sentando no bureau.
Sem um livro na mão e sem usar o quadro,
Com sotaque carioca deu uma aula magnífica.
Sabia o odum de ponta a ponta.
Faltou sobre entropia.
Uma das três leis da termodinâmica.
Lei que diz que tudo tende ao caos exceto a vida...
Naquele dia por teoria descobri o que já sabia por intuição.
A sala era igual a da escola onde estudei, mas as ideias eram mais amplas e profundas.
Naquela noite, sabia que aquele era o caminho que devia seguir.
Não sei se por acaso ou não me tornei professor...
Foi na aula de campo de Tot que vislumbrei uma direção de conhecimento. Em Equador no Río Grande do Norte vi uma Jurema com o nome científico e pensei será esse meu destino? Saber o nome de todos as plantas?
Hoje é sábado, manhã ensolarado, quase 26 anos depois...
Tomando um pouco de consciência.
Sábado fomos à Bica. Já começamos agosto indo à Bica. Manhã com sol e chuva. Nem estava lá dona Lenita, chegamos já era quase 10 horas. Entramos e fomos passear. Vimos as aves de rapina. Sassá até imitou um gavião asa de telha. A áugia chilena gritou ana gritou. Depois fomos ver os peixes. Fomos ver se víamos bichos nas nascentes que ocorrem na Bica. As vezes vemos jacarés, cágados ou peixes. Bom, mas o que tomou nossa atenção mesmo foi o pavão sansão que estava se exibindo para Dalila. A calda linda aberta, pluriocelar, azul. Fazia um chiado parecia um maracá. Passamos uns dez minutos ali. Rimos, fizemos piadas, brincamos. Depois fomos ver os macacos, a loba oculta mila... E o tempo voou.
Segunda-feira, primeira de agosto,
Já começa assim, nublada, neblinando.
Só a corroira cantando.
As árvores gotejando.
Aquela indisposição!
Querendo cama,
E já no batente.,
Nesta cadeira,
Pronto para iniciar o dia.
Ontem foi o último dia de férias de Sassá. Acordou cedo, virou o apartamento de ponta cabeça. Brincou, gritou, pisou forte no chão, usou a tesoura, pintou as coisas. E brincou comigo. Eu estava com infecção intestinal, por isso enfesado. Nem deu para fazer o que queira, mas tudo bem. Ele saiu com a madrinha a mãe e os meninos da madrinha. Chegou e nem vi. Acabou. Hoje começam as aulas. Amém.
As memórias são de um tempo, de um lugar.
As memórias podem ser impares ou pares.
Estas carregam em si um afeto, uma emoção, uma sensação.
As memórias são partes constituintes de nós.
Memórias externas e internas...
Memórias com dor ou alívio,
Memórias de tristeza ou alegria.
Eis ai o ser.
A gente vive tentando entender a vida.
A gente busca no tempo elementos que deem suporte e sentido a vida.
A gente busca na matéria, substrato para não sucumbir a existência.
A consciência é um peso a existência...
O que é divino, também é amaro e tirânico.
A gente busca entender a vida,
Que ação em vão.
Nada se encontra nisso tudo.
Apenas o tempo...
Ontem, dei banho em Sassá, vimos o livro de imagens de peixes. Depois saímos para caminhar pelas ruas dos Bancários. Já não existe nosso pé de jasmim da casa 46, onde a gente sempre coletava uma flor para cheirar. Pegamos a rua paralela as três ruas. E a conversa estava muito amistosa e boa, pois ele não parava de falar da concha de um molusco marinho de fundo de mar. Andamos muito e ele me perguntava se eu conhecia uma concha de um molusco de fundo de mar.
Nem percebeu que estávamos caminhando tanto. Sim, ele como sempre negociou um picolé, mas estava atento a suas idéias. Novas ideias. Falou em ter uma ideia de organizar uma coleção de conchas. Foi isso mesmo. Disse que teve essa ideia. Achamos uma conchinha e ele coletou. Passou para uma dúvida de qual era a real cor daquela concha, se marrom ou cinza. Chegamos a esquina da Glacaí sorveteria. Eu escolhi um picolé de brigadeiro. Ele provou, provou, mas não gostou e não quis. Disse que estava amargo. Então fomos embora com a intenção de ir ao mercado. Chegamos logo em casa. E nem fomos ao mercado. Jantamos, tomamos banho, jogamos xadrez e um outro jogo lá. Ele estava pleno. Fui dormir. Só lembro dele deitando depois na cama. Então dormimos.
Aquela casinha teve tantas cores.
Nela fui amamentando, balbuciei as primeiras palavras,
Nela percebi o mundo sem palavras,
Tudo era tão absoluto,
Nela descobri o amor, nela descobri meus desejos...
Nela descobri realidade da vida
Via razão...
Nela senti meu coração dilacerado,
Nela, tantas vezes comemoramos juntos.
Nela descobri a realidade da vida via experiência...
O tempo passou...
Casinha e tive que te dar adeus.
Sempre volto e mato sua saudade.
Agora tão longe
Fecho os olhos e posso andar no seu interior.
Somos um só.
Posso ir nos três quartos, usar o banheiro,
Ir a cozinha e a área.
Posso sair fora e ver o céu estrelado...
Somos um só.
O tempo nos distanciam,
E saber que o tempo passa e que
as memórias se apagam...
Apesar de tudo casinha.
Vale a pena,
Só tenho graça,
Pela sombra do sol e da chuva,
Pelo calor retido
O frio cedido...
Casinha compartilho esse momento
Nosso. Só nosso momento.
Meu infante momento.
Porque é bom sem um contigo. Conosco... Amém.
À tarde caia,
A caatinga ia esfriando,
A luz se encerrando no poente,
Saia de casa em direção a mata branca, no poente,
Podia ver a mata nua,
Caminhando
Ouvia os últimos cantos das aves,
Via os ramos intrincados,
A silhueta da mata na frente do sol.
Ali sentia o cheiro do mato, marmeleiro, Jurema, mussambé...
Aos poucos a noite caia,
Uma estrela despontava,
E eu era pura consciência.
Sentir-me natureza.
Cansado contemplava a natureza,
Pensando no passado,
Pensando no futuro.
E quando a noite caia,
Chegava em casa
Cheio de pensamentos,
E todos ali tinham seus pensamentos,
Suas identidades, Seus sonhos.
Pensavam na vida como eu...
E agora só memórias.
Tudo maia, tudo ilusão, tudo deveio e devir.
Agora longe no espaço e no tempo.
No fim da tarde sou pura recordação.
Mais nada.
São tantos momentos num dia.
Tantas coisas acontecem.
Algumas prevemos,
Outras são imprevisíveis;
As previsíveis gosto de regar com a leitura,
As imprevisíveis aceito e reajo.
O sol nasce,
O sol se põe.
A lua nem sempre nasce,
Quando nasce sempre me espanta.
Ontem estava tão bela.
Vi lá na estação de Cabo Branco.
Foi um espetáculo.
De um lado a cidade, do outro o oceano,
Acima a lua,
No meio de tanta beleza...
Minha alma pediu um momento para contemplação.
A vida é tão indescritível...
Cansaço e descanso,
Dor e alívio.
Viver e sentir a vida é uma poesia
Sem palavras,
Meu Deus como pode ser assim.
A morte até nos assusta nestes momentos.
Deixa pra lá...
Este momento é tudo.
Sassá faz novos amigos.
Ontem Sassá conheceu novos amigos. Helena e Caio irmão gêmeos filhos da amiga do papai Laura.
Eles vieram de bem longe. Lá de Foz do Iguaçu. Não interagiram muito porque a diferença de idade é de cinco anos.
Mas estiveram no mesmo lugar, vendo as mesmas coisas, ouvindo as mesmas conversas.
Um dia soará interessante. Quando eles crescerem pode ser que sejam amigos.
Somos amigos dos pais deles. Tudo começou lá no doutorado.
Amizades para a vida inteira.
E com e entre eles. Foi um início interessante.
Quantas vezes fomos felizes mamãe.
Na nossa casa, nada faltava,
A nossa felicidade preenchia tudo.
Agora sinto tanta falta,
Tenho consciência disto.
Resta a casa,
Falta você.
Tudo que existe de ti
Mora em meu peito...
Falta um abraço...
O tempo se encontrou com o vento,
Foi um encontro interessante,
O tempo no vento,
O vento no tempo.
O vento e o tempo com coisas em comum,
O vento e o tempo não podemos ver,
Percebemos seus efeitos.
O tempo e o vento foi nosso invento?
O tempo sentimos internamente,
O vento sentimos externamente,
Espaço e tempo...
Pensei nestes objetos,
Pensei suas qualidades
E senti a eternidade
No tempo e no vento,
Tão presentes em minha existência.
Certo dia, na Salambaia que fica no Cariri paraibano. Acordei cedo e sai para caminhar e fazer fotos. Enquanto caminhava vi e fotografei inúmeras formas vegetais, entrei e sai do mato. A certas horas subi um afloramento, um enorme batólito. No afloramento haviam muitas cactáceas e bromeliáceas. Foi incrível porque encontrei ali uma samambaia que nunca tinha visto pessoalmente um Ophyoglossum, e bem ali. Vi algo extremamente interessante. Após parece mentira, mas não é. Se for foi alucinação. Vi três beija-flores rabo de tesoura se travarem numa briga na soca de um xique-xique. Foi uma briga feroz e barulhenta. Parecia que havia razão ali. Os três bichos se bicavam em meio aos ramos armados dos espinhos. Demorou mas dois deles abriram voando bem alto.
Andando mais para a frente encontrei um teiu se aquecendo. Eu o vi e vi que ele me viu, mas ele me ignorou. Sentei na rocha, posicionei a câmera e fiz algumas fotos. Ele não teve medo de mim. Eu tive medo dele. Bichão daqueles. Pensei em descrever uma conversa, mas não saiu o diálogo. Dai fui embora e ele ficou ali. Ignorou-me completamente.
Sassá foi tomar banho de piscina.
Brincou, pulou e se divertiu com seu amigo Aquiles.
À noite estava morto.
O que, depois que jantou a bateria recarregou e nem vi a hora que foi dormir.
O barro molhado solta um cheiro.
Cheiro de chuva.
O barro molhado tem uma cor,
Preta, alva, vermelha.
O barro queimado vira pedra.
Vira telha, vira louça.
A natureza que transforma,
O homem que trabalha.
O encontro da matéria,
Das ideias...
Numa estrofe.
Não deixarei marcas no mundo,
Basta meus olhos fechar,
Basta o tempo passar,
E tudo será desfeito,
Como a vela que quando se acaba,
Logo a luz se apaga,
Cessa o calor
E um fio de fumaça dissolve tudo.
Todavia essa impressão.
Todavia esse sentimento,
Todavia essas breves estrofes,
Ficarão expressas em palavras...
Vai que uma alma perdida,
Desiludida tome um breve instante
E perca o mesmo ao ler
Essas estrofes.
Vindas do fundo da alma,
Cheias de sentimentos,
Medo, grassa e vontade de não ser totalmente queimado.
Só sobrará o ser assim...
O ser ai se vai o tempo todo...
O velho pé de araçá,
Que cresceu no pé da pinheira,
Tem tantos anos conosco.
Já foram tantos anos de existência,
Já foram tantas flores alvas floridas,
Seu crescimento marcava o tempo,
A gente sempre o mirava nas tardes de descanso.
Agora, julho de 2026,
Tinha sob sua sombra,
Deitados no solo vermelho,
Amarelos e doces araçás.
Muitos docinhos araçás.
Primeiro se encheu de flor
O velho aracazeiro,
Vieram as abelhas,
Visitarem as flores alvas e docemente perfumadas,
Depois nos ramos
Verdades os araçás cresceram
E agora no fim amadureceram...
E se fecha mais um ciclo,
Uma safra,
Um momento no tempo.
E aqui estou por testemunha
Desse grande companheiro
Mais nada
Fomos a Bica no Sábado. Sassá, a mamãe e eu. Foi ótimo. Agora vamos passear, sem muito foco nos bichos e sim, mais no espaço. Prestamos mais atenção aos rapinantes, principalmente nos moradores, duas corujas murucututu. Ficamos ali por um bom espaço de tempo. Fomos a praça do jequitibá, achando que ali havia um novo recinto, mas era um orquidário. Vimos os peixes, a carpa, vimos as aves. Fomos ao recinto da loba Mila que nunca está a vista. Sassá brincou muito no parquinho. Vimos o japu, gatos para todos os lados. Mobdick a siriema cantou para nós pela primeira vez na Bica, estava feliz. Sentia-se em Casa. Fizemos a trilha de lama... Coletei uma pitanga linda e Sassá comeu. Me passou o caroço. Dai fomos para casa. Mais um dia maravilhoso com meu amado filho.
Tudo que vivi reflete vez em quando em minha mente.
A isto chamamos de memórias que levaremos por toda nossa existência.
Quantas manhãs estive com mamãe.
Parecia que sempre estaríamos juntos.
Com a descoberta do mundo, com as vontades.
Vieram as frustrações e a angústia;
Não sem como me lavar de tudo isso.
A existência certos dias parece um peso.
Será físico, químico ou psíquico?
Fica essa dúvida.
E se o silêncio se acendo em nossa mente.
Que bom...
Esse silêncio pode ser criador,
Esse silêncio pode fazer você sair de onde está.
Seja onde for.
É a eterna busca.
É viver.
É uma forma de ser.
Ontem, aproveitei as férias de Sassá e usei um livro sobre dinossauros para explorar as imagens, e as atividades. Sassá rapidamente se interessou, passamos um bom tempo procurando as formas e os nomes dos dinossauros. Depois fomos fazer as atividades. Sassá fez tudo sozinho. Joguinhos bons para a memória, jogo dos sete erros, passar pelo labirinto, encontrar a forma diferente. Consegui me conectar com Sassá. Foi ótimo. Ele está crescendo forte e muito inteligente. Logo as aulas voltarão. Está sendo muito bom as férias, só a mamãe dele que está exausta. risos.
Após abrir o livro brevidade escrito e doado por Lisbeth,
Após lido o poema Penélope,
Ali encontrei na mesma página a oração pai nosso traduzido do aramaico escrita a mão e gentilmente doado por Marlene.
Tudo tão belo...
Senti-me pleno.
A mata satisfeita foi testemunha de minha felicidade...
O nosso encontro ocorreu numa sexta-feira no dia 03 de julho deste 2026.
Foi maravilhoso.
Agradeço a Deus por tudo que tenho vivido.,
Agradeço a Deus por tudo que tenho sentido,
Agradeço a Deus por onde tenho vivido,
E com quem tenho vivido...
Meus avós, meus pais, meus irmãos, minha mulher, meu filho e sobrinho.
Agradeço a Deus pela minha caminhada,
Pelas pedras na estrada,
Pelas sombras no caminho diante deste sol maravilhoso.
Como a mata depois da chuva,
Meu coração está cheio de alegria, de gratidão.
Após um momento de oração,
Uma boa reflexão...
Agradeço pelas pessoas.
Sou grato por tudo.
Em Deus sou tudo.
Obrigado senhor.
Julho, mês de muita chuva.
Em silêncio a mata contempla a beleza da chuva,
A mata silenciosa sente a chuva,
O frescor úmido da chuva,
Solo saturado,
Água límpida se empoça transparente.
A garrincha canta sem parar.
A mata chove também,
São gotas das árvores, dos arbustos e das lianas.
Gotas contando o tempo,
Gotas que esgotam a noite.
Fofos os gatos aquecem um pouco o frio,
Seus olhos dilatados,
Veêm a sombra se desfazer em luz...
A mata tai... Viva.
Fui andar no mato.
Sai calmamente,
Com a câmera na mão, fotografava, fotografava e fotogravava.
Podia sentir a realidade nos cheiros,
Nas formas, nas cores, nas combinações reais,
Sentir o tempo se indo,
Nas folhas que respiravam pelas últimas vezes de suas existências breves.
Pude ver no cardeiro a armadura de espinhos,
Espinhos jovens e velhos.
Não quis seguir em frente.
Seria o sol me impedindo,
Um sentido interno,
Não sei.
Voltei.
As fotos registraram o espaço e o tempo.
E eu...
Me perdi no tempo,
Envolvido entre memórias e realidades.
Assim me sinto...
Assim me senti.
Ontem, sai com Sassá para passear. Fomos conversando. Sassá é muito conversador.
Dai quando chegamos numa das esquinas das três ruas onde tem uma adega.
Vimos cinco jandainhas comendo sementes de pinhão bravo.
Estavam tão de boa que nem se assustaram. Voaram para o fio e continuaram comendo as sementes.
Sassá achou tão lindo.
Aquelas jandaias cara de mamão.
Hoje, após muito tempo conclui a leitura do livro Rápido e devagar, duas maneiras de pensar.
Achei que aprendi muito de psicologia, de formas de pensar, da humanidade do ser humano.
Nem somo o quanto foi proveitoso este livro, ainda mais para mim que sou professor. Um pouco de psicologia pode nos ajudar muito a entender e se relacionar com o outro.
Recomendo.
Tenho olhado para o tempo.
A sensação não é boa.
A sensação e vascular as coisas internas.
A sensação de uma realidade racional,
Com evidências externas.
Que razão pesarosa.
Essa da nossa fragilidade,
Essa de que tudo tem um fim.
Xoooo...
Vai pra lá pensamento.
Tenho coisas para fazer
E assim me esquecer de você.
Ontem me perguntei pelo sentido da vida, após ter visto a foto do meu tio visitando meu primo. Meu tio não pode mais trabalhar. E o que resta de nossa vida se não podemos trabalhar? Como encontrar um novo sentido? Ficou essa lacuna. Resta esperar a morte? Foi um pensamento aterrador. Ele se passou em minha mente. Foi angustiante. Ainda bem que tenho a Jesus. Esse é o sentido.
Sassá foi ao interior. Adorou, conheceu novos amiguinhos Adriele e Chico. Se divertiram muito brincando de esconde esconde. Brincou um pouco com o primo dele Felipe. Conheceu o lajedo do Rosário um lindo mirante. Enriqueceu sua coleção de penas, coletando na casa do sogro de tio Begue. Conheceu a casa do tio Begue na Lagoa Nova. Foi um curto e excelente fim de semana onde foi visitar o tio Begue, tia Susi e primo Felipe.
Tudo mudou,
Tudo muda,
Percebo a mudança.
A ausência se fez presente,
A presença se fez ausência.
Restou o espaço,
O tempo tudo consumiu...
Novas coisas surgiram.
Continuo aqui...
Sinto falta do que mudou.
Resta o sentimento,
Resta a saudade.
O tempo,
Tudo consome
E nada consome.
Ontem,
Hoje,
Amanhã...
Tempo medida de vida.
Tempo medida do espaço.
Tempo.
Tempo medida de afetos,
Tempo medida de ser,
Tempo medida de existência.
Tempo o buraco negro
Que tudo consome...
Nós um simples joguete,
Felizes na ignorância,
Vivemos pleno,
Quando se descobre o óbvio.
O tempo passa a ser a balança de existência.
Há a distância do espaço
E há a distância do tempo,
Ambas revelam um profundo sentimento,
Que não sabemos definir,
Só sentir.
É a saudade separação é o pivô,
Consciência da ausência,
Consciência do eterno desencontro.
Só restam memórias.
E todas as vezes que nos deparamos
Com algo que desperte a saudade!
Ai! Como dói o peito.
Não temos consciência da realidade do agora.
Então...
Saudade...
Sentido externo,
Sentido interno.
E o tempo é o pivô de tudo...
Vamos seguindo a vida com nossos sentimentos.
Achando graça na cruz,
Achando graça em Jesus.
E isso é tudo.
Ontem fomos ao cinema. Sassá adorou entrar no banheiro e encontrar um mictório infantil e pia para criança. Depois entramos entramos na sala para ver Toy story 5. Eram 18:30h, fomos para a sala 4, acentos K11, 12 e 13. Ficou tudo escuro... Seus olhos ficaram vidrados na tela. Emoção do início ao fim. Sala lotada de papais e filhotes. Começa o filme e Sassá fica atento a todo momento. Comprei amendoin e chocolate e água. Praticamente comia sem piscar os olhos. Todos os momentos foram especiais. O filme é excelente. Foram os minutos mais bem pagos de satisfação. Ele saiu muito feliz. Nós também. Foi assim seu quinto filme no cinema?
Será a força da lua,
O fato da chuva cair em julho.
Choveu a manhã inteira de ontem,
Choveu a tardinha e a noite.
A chuva é comum de abril a julho.
Quantas chuvas caíram no tempo que estou aqui?
Por 13 anos venho vivendo aqui.
A chuva não me assusta mais, molha, continua molhando,
Mas depois que consegui um carro,
A chuva não me incomoda.
O que incomoda na chuva é andar sobe sua ação.
A chuva chovendo é tão bela.
A chuva chovendo incomoda,
Quem anda de pés,
Quem tem infiltração em casa,
Quem está no meio da chuva...
Chove chuva.
Adulteci,
Adultecer traz muitos medos em nossas vidas.
Quando se adultece o medo da morte já se encara de frente.
A morte dos avós ficou para trás,
Temos medo da morte dos pais,
E logo mais da nossa morte,
Tememos a morte não por nós,
Mas por nosso filhos.
O medo de está errando é imenso.
Medo de não está fazendo uma boa paternidade,
Medo de não está educando direito,
Medo do rigor...
Temos muito medo quando adultecemos,
Sem contar que as coisas perdem a intensidade,
Doce precisa ser doce de aniversário,
Comida comedida,
Gostamos de coisas amargas como cerveja,
Gostamos de estarmos em casa,
Gostamos da cama...
Adultecer força a gente esquecer nossa infância,
Pois os adultos envelheceram e partiram,
Perdemos aquela identidade,
As casas onde crescemos estão vazias,
Sombrias e frias...
Passamos a ficar brega e gostar do que achávamos brega.
A gente entende as verdades ditas na infância...
Essas coisas.
Agora faz sentido para mim,
Depois que adulteci.
Ontem teve o jogo da copa, Argentina versus Inglaterra.
Sassá estava torcendo para a Argentina. Não falava, porque a Inglaterra estava batendo de 1 x 0.
Mas a gente via e sentia. Sassá torcia por Merci.
Quando saiu o gol.
Ele explodiu em alegria.
Quando saiu o segundo começou a caçoar de nós.
Foi uma festa.
Julho mês do vento,
Poucas chuvas nas manhãs,
Prenúncio do verão.
algumas plantas perdem suas folhas,
Outras mudam suas flores,
Outras florescem,
Outras frutificam.
O vendo coadjuvante só é soprado pelo mar.
O bem-ti-vi embeleza a manhã ventilada
Com seu canto sonoro,
Bem-ti-vi... Viu o verão?
Viu o vento?
Esse observador velho...
Querendo esquecer os problemas de adulto...
Observa a natureza
E por um instante é feliz.
No fundo da mata,
Sob as sombras
E a luz tênue da manhã
Canta a garrincha,
Canta a patativa...
E ecoa na cóclea auricular,
Ecoa no fundo do meu corpo,
Ecoa no fundo da minha alma.
Belo canto diz a minha alma,
Que maravilha de lar,
Cantam felizes
Pelo amanhecer.
No fundo do meu ser,
Quero sentir essa energia,
Essa alegria singela.
Então o vento sopra suave e silencioso
É fria a manhã,
O vento passa arrepiando as árvores,
Os ramos e as folhas.
Sinto até o frio.
Uma tarde ensolarada,
Som de piano,
Composição de Amadeus.
Dúvidas quanto a vida.
Cadê a fé?
Reza um pai nosso e te acalma.
Tudo vai ficar bem.
Sai para passear com Sassá. Era uma linda tarde ensolarada. Ele estava meio indisposto, mas foi, tinha picolé na jogada e apesar disso estava sem disposição. Tenho certeza que foi por conta da tela, pois deixei ele ver um pouco antes de sairmos ao passeio. Foi numa preguiça. Fui segurando sua mão. Adoro isso. Não teve jeito. Sassá queria chegar logo a sorveteria. Várias vezes ele pensou como seria bom morar perto da sorveteria. Já com o sorvete na mão, sentamos. Dai ele olhou para o prédio, apontou e disse bem que poderíamos morar ali. Ri e disse que seria bom porque iria para a escola à pé. Bom voltamos a caminhada, ele pegou um ramo de uma planta e fez uma espada. Assim foi descrevendo as funções daquele ramo. Quase perto de casa ele viu uma planta solta. Sorriu apanhou e perguntou se era uma muda. Afirmei que sim, então disse que iria adotar. Levamos para casa. Ele ficou todo orgulhoso e feliz. Bem ali, naquela calçada havíamos adotado um boldo. Que ainda está lá em casa lindo. E foi essa nossa aventura de ontem nas suas férias.
Sassá e eu saímos para passear.
Estava querendo ficar em casa.
Mas saiu.
Ai fomos conversando sobre manikraft.
E ele se esqueceu do tempo e do espaço.
Fomos perto da sorveteria, me perguntou já perto por que estávamos indo por ali.
Para andar.
E perto da praça do Rapaz disse que não queria ir.
Mas falei para a gente ir por lá porque era mais perto.
Fomos chegando lá ele mudou de ideia.
Foi e brincou na pista de skate.
Depois fomos para casa.
Em casa, tomou banho, jantou e dormiu.
Cai a tarde escura, Nuvens que oras chovem, Oras deixam o sol clarear, Ruas molhadas e enxutas... Definitivamente, Caiu à tarde, Caiu à tar...