Estas semana Sassá teve início a seu terceiro ano de vida no estudantil. Agora está no Infantil V. Está na escola Carl Rogers. Estava muito ansioso e não via a hora de começar. Uma nova sala, uma nova professora, novos coleguinhas... a preparação dos material e rever os amigos... a soma disto deixaram-no ainda mais ansioso. As aulas tiverm início no dia dois de fevereiro de 2026. Fomos deixar na escola eu e a mamãe. Já compramos a farda nova e já saiu da sala de assuntos financeiros vestidinho. Tiramos fotos no painel... Bom a sala será a primeira logo na entrada, não mais aquela em frente ao banheiro do infantil III. A professora será Aldenir e não mais Jamile. Está muito contente. Que meu bom Deus abençoe o meu menino nessa nova jornada. Que venha a leitura.
Pensar
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Somos juremas
Na vasta paisagem cinza,
Juremas pretas crescem,
Suas folhas ora dorme ora trabalha,
Ramos finos, vinhos e armados.
Bruta a jurema resiste a seca,
Resiste ao sol,
Resiste ao calor,
Resiste a boca do bicho...
Trabalha sem parar sempre a crescer.
Tosca a jurema farpada,
Um dia trabalha na beleza,
Numa manhã após preparada,
Amanhece perfumada e ornamentada,
Suas flores roubam a cor prateada da lua...
Sua essência se mostra em plenitude,
A maior parte do tempo é bruta,
O tempo e o lugar assim a tornaram,
Mas resiste a tudo e mostra que ali também há beleza, perfume e luz.
Somos juremas?
A vida
A vida que se segue,
Segue sem parar,
No peito cordial a pulsar,
Bate bate sem parar.
A vida de fora,
Moída nos pensamentos,
Nas comparações,
Na existência em si e para si.
A gente se cansa da vida,
A gente parece esgotado,
Desta lida repetida,
Desta lida eterna...
Nossas lutas,
Nossas labutas,
Nossas ideias...
Tudo num só corpo,
Tudo num só ser,
E num momento deixa de ser.
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Últimos dias de 25
Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infância por viver. Tem os primos Davi e Nicolas. Aqui tem o meu afeto.
Um dia de paz
Olho através da paisagem árida onde falta verde e sobra cinza. Olho como quem contempla o universo inteiro. Em cada parte está o todo. Não é sobre a paisagem, mas sobre nós mesmos.
Na paisagem vejo elementos que parecem mortos, mas não estão mortos, apenas dormem.
Um cajueiro antigo, as Pinheiras, as palmas que meu pai tanto cultivou, o sítio que amou e cuidou. Essa terra que ele plantou e trabalhamos juntos.
O tempo consumiu e nos consome. Ah. O tempo... Ei ê. A vida esse fabuloso mistério essa doce ilusão. A vida é devir. Pensar sobre isso pra que. Pensar é está doente dos olhos.
Abro os olhos e a luz do sol mostra tudo numa plena nitidez. Abro os olhos e já não penso. As aves ah as aves. Balança-rabo, cebinho de olhos melados, fim-fim, rixinó. Cada um nos seus afazeres do dia. A esperança de algo melhor...
Um casaca-de-couro corrochia longe. Lembro do Pica-pau enorme que vi na mata, lembro que nunca tinha visto antes, lembro do sabiá cantando na aroeira com o peito estufado e asinhas abertas...
Vejo o vem-vem na pinheira parece estar plantando sementes de phoradendron ou caçar insetos. Sei lá. Lembro de vó Chiquinha... Mamãe.
E o vazio se preenche de esperança.
Fluxo do tempo
Após uma longa seca, ontem à tarde, 22 de dezembro 25, finalmente caiu uma chuvinha. O tempo esfriou e a noite nasceu nublada. À noite, antes de dormir, trovejou muito. Dormi a noite inteira. Agora que acordei e fiz minhas rezas, estou a contemplar o mundo com os ouvidos e com a pele. Ouço tudo que acontece lá fora os veículos a passarem na estrada, e todos os pássaros a cantarem, sanhaços, cabeça-vermelhos, rixinó... O tic-tac do relógio, o zunido do ventilador. Sinto o frescor da manhã nova que chegou e vai me dando tempo e graça de vida. É quase a última semana de mais um ano.
Estou muito grato com o ano que vivi.
Meu filho está forte e feliz, já está quase lendo.
Tudo em minha vida é uma benção.
A existência é um fenômeno.
Ser é existir.
Existir é intuitivo, é imediato...
Rio a fluir
A noite de hoje caiu totalmente diferente de ontem. Fresca, nublada e suave. O chão enxombrado, as folhas molhadas, o aroma de chuva...
E a sensação que sinto é de esperança e aconchego e paz.
Chuva chegando
No ápice da seca, numa tarde de dezembro, depois do dia nascer nublado, uma neblina começou a se precipitar. O som dos primeiros pingos no telhado, o cheiro da água molhando a terra a sensação de frescor na pele.
A gente sente a intensidade da vida, a esperança, a plenitude e a felicidade da existência.
Vinícius feliz dentro dos cinco anos perdendo a ingenuidade do não saber ler.
Essas coisas plenas.
Férias
No sertão potiguar onde nasci, todo fim de ano vou passar. Esvaziar a mente e descansar. Hoje subimos a serra num sítio, jacas fomos comprar e ali nos pomos a conversar.
As jaqueiras centenárias pela seca maltratadas e as Pitombeiras a nos escutar. Seu Cleiton cujos olhos são os ouvidos a narrar os acontecimentos recentes. Todo cuidado com sua esposa que o alzheimer a infantilizou. Conversámos muito e depois saímos Vinícius e eu para o sítio pegamos o carro e pagamos as jacas, três duas duras e uma mole.
Nos despedimos e o acontecimento terminou.
Devir
A manhã foi tão ligeira,
Caminhei na estrada tentando esvaziar a mente.
A mata seca e intrincada, a forma das árvores,
A aroeira inerme e oblonga, o Juazeiro verde e armado, com flores diminutas, a Jurema castigada cortada e ressuscitada tão ramificada, as cajaraneiras plantadas e idosas...
Os angicos de troncos ornamentados espalhados na mata.
Na beira da estrada encontro a trindade na materialidade de três pequenas rochas, sagrada família.
Olhar aqui e aculá a contemplar a unidade e a pluralidade...
O som do metal na proteção de uma curva fechada.
O som em minha alma e na natureza o vento sendo riscado no garrancho da mata.
A luz fria do sol que vai aquecendo o dia...
O ir e vir...
A manga na sobra da mangueira, doce amarelo.
O céu azul.
A promessa de chuva.
A fé.
A estrela alva da vinca.
O café com leite.
A saudade.
E o desfecho da manha aqui e agora.
Infantil V
Estas semana Sassá teve início a seu terceiro ano de vida no estudantil. Agora está no Infantil V. Está na escola Carl Rogers. Estava muito ...
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As cinzas As cinzas da fogueira de são joão, abrigam calor e brasas, cinzas das chamas que alegram a noite passada. cinzas de uma fogueira f...
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Hoje quando voltava do Bandeco vinha eu perido em meus pensamentos, meu olhar vagando nas paisagens. Quando num instante ouvi um canto, era ...
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A manhã chegará, assim como a tarde e a noite. Tudo passa e nada fica. Quando as coisas são belas continuam vivas. Quanto mais leio Pessoa ...
Gogh