Meu corpo doía quando acordei,
Meu corpo é dono de si,
Só só um passageiro com sentidos e sentimentos.
Apesar disto, do desânimo, da desvontade,
Minha amiga me comunicou que estaria na feira,
Feira onde nos conhecemos.
Sai da minha sala cambalenado feito meu pai idoso.
O vento levava o calor de meu corpo...
Fui, indo na certeza dum bom encontro,
Encontrar a poeta Lisbeth.
Na feira, fui a banca de seu Eduardo,
Cansado falei de minha falta de disposição,
Mas ali encontrei Lis...
Foi energizador.
Fomos tomar um café,
Pedimos beiju e tapioca...
Tragamos nossos cafés,
Entre versos, entre a apresentação de seu livro BREVIDADE.
Marlene apareceu entregando-me uma oração escrita a mão,
Pai-nosso traduzido do aramaico.
Logo houve identificação Lis e Marlene conversaram feito velhas amigas.
Depois trocamos histórias,
Trocamos alegria de viver,
Definição de poesia,
Tudo tão sublime,
Saímos para ver as flores,
Encontramos dois amigos seus Célia e André...
E conversamos tanto...
O tempo se silenciou...
Tivemos que partir.
A amizade ganha mais laços de forças,
Lis a esposa de meu professor de genética.
Professor Paulo Marinho.
Fecho este texto com carinho.
Nada mais.