Ontem, Sassá encontrou um bicho quando saiu para pedalar. Um besouro com garras. Não conheço besouro com garras. Fique curioso. Ele tentou explicar. Até desenhou o mais próximo que me veio a mente foi uma barata d'agua. Tentou me explicar o caminho todo até a escola. Nunca vi. Ama conhecer os bichos. Ama cuidar das plantas. Tudo com muito carinho e amor. A parte isso, ontem brincamos de carrinho também. Depois de cabaninha do papai. Acho que ele entende quando eu quero dormir. Amo demais.
Pensar
Sorria! O riso ilumina a alma e embeleza a vida.
quinta-feira, 12 de março de 2026
Memória eterna
O vento soprou,
Fazendo as árvores cantarem,
Seu canto é peculiar,
Soa como um chiar.
Esse evento despertou uma doce memória.
Nos fins dos grandes invernos,
A mata florida e enramada,
Quando o vento passava,
levava uma lufada de cheiro,
Um espirro floral,
Sentado em algum lugar na mata,
Em pé a caminhar...
Meu ser parava para contemplar
A natureza divina...
O cheiro das flores
de mucunã, de marmeleiro,
Cheiro do mato...
Ali o vento e a mata despertavam em mim
Eternidade.
Memórias.
Contemplar
O sabiá na aroeira,
nesta manhã tão clara,
Parece contemplar a mãe natureza.
Vai ornando com seu canto,
Dando tom a mais de beleza
A existência!
De qual geração será você seu sabiá.
A quantos milhares de anos aqui está a cantar?
Ou será que veio com a cidade?
Sabe lá.
Canta...
Quintana, o Mário
Esses dias, ao sair de casa vi o livro de Quintana, O Mário!
Todo bom brasileiro letrado já ouviu falar.
Aqueles que não ouviram, meu amigo, precisa conhecer.
Tenho certeza que vai amar como o amo.
Seus sonetos,
Seus pensamentos escritos,
Sua forma de pensar,
Sua sensibilidade é encantadora.
Pensava além da caixa e na forma poética.
Sonetos bem feitos.
Há arte, conhecimento da poesia.
Quintana de Alegrete.
Hei de me inspirar se é que é necessário...
A natureza me provem de tudo
E a arte me dá uma melhor forma de escrever.
Salve Quintana o Mário.
quarta-feira, 11 de março de 2026
Logo esqueceu
Ontem Sassá quis aguar as plantas e nós aguamos. Depois quis desenhar e desenhamos. Quis brincar e nós brincamos. Nós conversamos, interagimos e vivemos. Sempre que o vejo gosto de dar-lhes um beijo e um abraço. Gosto de saber como ele está. Lembrei que sempre falava como foi o meu dia. Falei que havia ido a mangabeira trocar o óleo do carro. Rapidamente ele me cobrou as carameladas. Sim carameladas são as castanhas carameladas que compro pra ele sempre que vou ao mercado de mangabeira. Disse que não tinha ido lá. Mesmo assim ele queria as carameladas... Logo esqueceu. Criança é assim. Bom demais.
Sede
Na sede tive sede,
Sede de justiça,
Sede de água,
Sede da justiça,
Sede da água.
Essa sede só passou quando bebi água.
Lá na sede da justiça.
Manhã
Manhã tens a beleza da luz dourada,
A muito sois contemplada,
Suave e fresca,
Teu cheiro particular.
Manhã tuas notas,
Tua essência, será tua?
Não seria o frio e frescor
Um presente da noite
Que passou?
Não seriam esse odor,
Um presente noturno.
Manhã, nova manhã...
Não sois apenas uma noite acordada?
O grande encontro
Na mata nasceu a sucupira,
Desmataram a mata e deixaram a sucupira,
Ali virou um estacionamento,
A sucupira ficou na curva de uma via,
Por isso a via se chama curva da sucupira,
A mata virou uma universidade...
A sucupira continua a crescer.
Todos os dias posso contemplar a sucupira imponente,
Seu tronco grosso e casca áspera,
Porta folhes pequenas,
Uma vez por ano fica roxa de flores...
Hoje, um sanhaçu a escolheu para cantar,
Voou até os ramos dela,
Se preparou e cantou...
Cantou um canto belo,
Como é seu canto.
Cantou como se cantasse pela última vez,
Cantou para si?
Cantou para uma amada?
Cantou para mim?
Cantou.
A sucupira se sentiu até feliz.
E o dia seguiu normalmente.
terça-feira, 10 de março de 2026
Essência do ser
A aroeira fernanda abriga um sabiá,
Dias da calado,
Dias está cantando,
Canta sabiá,
Seu papo amarelo,
Aberto a cantar,
É tão belo,
é Tão belo...
Vem por outro te ouço a cantar.
Vez por outra está por lá.
Tchau aroeira,
Tchau sabiá...
Qualquer dia alguém parte.
Só não parte a essência agora.
Tela não
Ontem, Sassá saiu da escola, soltou umas palavras engraçadas e brincou com seu amiguinho Ravi.
Conhecemos Ravi quando era bem pequenininho, pós pandemia na praça do Rapaz como a gente costumava falar. Ravi com seu avó Zé. Foi ali, naquela época andando com dificuldade que nos conhecemos.
Ravi foi para a escola primeiro. Seu Zé sofreu primeiro o deixar o neto na escola.
Depois Sassá entrou na escola e no ano seguinte Ravi veio estudar com Sassá.
Se tornaram grandes amigos e nós os pais também.
É muito linda essa relação de amizade.
Quando a gente desperta, percebe que passa muito rápido. Conversando com o pai de uma coleguinha de Sassá, comentávamos isso.
E todo mundo diz isso.
Parece que não, mas é verdade.
Essas crianças preenchem tanto as nossas vidas que nem imagino quem seria se não tivesse ganhado a graça da paternidade.
Cuidado com as telas.
Sassá ganhou uma tela, um tablet sem ao menos ser consultado.
Ontem ficou muito angustiado porque queria ver uma atividade.
Meu coração ficou pequeno e mole.
Não deleguemos a paternidade ao mundo...
A gente vai aos poucos liberando para termos tempo para nós.
Bloqueamos os sentidos de nossos filhos as ricas percepções em detrimento de um sentido...
A abração em detrimento da realidade.
Sassá queria.
Mas a mamãe foi firme e disse que não!
Total apoio.
Foram ler os lindos livros...
Obrigado mamãe por ser tão maravilhosa.
É isso mesmo.
Acho que sabe
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Gogh