Escrevi algumas coisas inspirado por Pablo Neruda. Agora nem sei por onde estão, mas sei que estão aqui. Gostava dos livros daquele autor, de suas capas, talvez as imagens das capas me atraísse mais que as palavras e os versos. Nunca mais o li. Descobri que tenho tanta coisa para ler... As vezes a gente se perde nas demandas da vida. Em mim, tenho guardados sentimentos por sua poesia. Queria ser poeta. Talvez almejasse os louros da poesia. Minha vitrine era externa. Minha vitrine estava nas livrarias, nos livros de bolso e no que cabia no meu bolso. Então tive acesso a Neruda, Pessoa e Nietzsche. Marcou a época que fazia meu doutorado. Depois descobri a Borges e tive acesso aos seus livros encantadores. Este me fez escrever e sentir e ser um escritor, mesmo que sem leitor. Por último, estava tão perto de mim, tão em conta e só agora descobri Davi e Salomão. Coisas de uma história humana. O amor as letras... Deveras, esqueci de relatar o primeiro tratado que delinearia minha vida... encontrado num baú antigo... um livro com os pensamento de Gandhi. Estes me marcaram profundamente.
04/08/26
09/07/26
Espaço, tempo e fé
Ontem, visitei uma igreja secular,
Ali, o tempo virou espaço
E o espaço virou tempo,
Ali o lugar materializado,
Vai sendo lentamente erodido pelo tempo,
Até as pedras mostram desgaste,
A fé está com a tinta velha,
Parece fogo em brasa sob a cinza...
A humanidade, os sentimentos
Nunca deixará a fé morrer.
O espaço parece cansado,
Aquela igreja secular tem cheiro de tempo,
Apesar disto a fé se renova...
Meu filho estava comigo,
Vimos os três arcanjos
São Miguel, São Gabriel e São Rafael,
Nos ajoelhamos, eu rezei.
Ele se ajoelhou.
Foi um dia memorável.
Salve nossa senhora do Carmo,
Salve João Pessoa,
Salve a tarde de julho.
Espero que tenha uma centelha de reflexão.
Se não, siga em paz.
04/07/26
Carcará, tempo e solidão
Após o almoço,
Vou escovar os dentes no banheiro
E vejo através da janela
Do outro lado da rua,
Sobre a caixa d'água do prédio um carcará.
Enorme, de cabeça achatada,
Bico e pernas alaranjadas, pescoço a amarelado,
Asas pretas.
Ali está aquela imperiosa ave.
Sempre sozinhas,
Solitárias aves.
Pensei se não sente solidão aquela ave.
Vejo sempre voando solitárias,
Pousadas sobre os prédios,
Sobre antenas sós.
Não sente solidão o caracará?
Imóvel só o vento acaricia suas penas.
Olhando algo que ignoro.
Caminha elegante dum lado para o outro.
Senti uma solidão...
Senti uma solidão que não existe naquele corpo,
Que não existe naquele ser.
Vi na minha mente,
Os momentos que escureciam e vi aquelas aves só...
Só de pensar,
Senti a solidão do tempo...
Algo me afetou...
Foi o vento frio que soprava que me promoveu essa sensação?
Foi a tarde nublada,
Foi a unidade?
Algo me afeou e o carcará...
Ignorou tudo isso.
Conclusão é coisa de minha mente,
Um sentimento,
Um pensamento...
Que o dissolvo aqui.
Termino com este ponto.
03/07/26
Brevidade
Caminhando,
Fui sentindo o mundo,
Manhã fresca e úmida,
A cada passo um pensamento,
Formas, cores, cheiros e sons.
O vento soprando,
Fazia as árvores dançar,
Fazia as árvores cantar.
O vento soprando,
Girava em redemoinho,
Entre o corredor de dois prédios.
Meu espirito se conectava ao vendo,
As árvores, ao tempo.
Um rapaz varria as folhas,
Perdido em seus pensamentos,
Só varria,
O rastelo rangia,
O rastelo juntava as folhas,
As folhas molhadas,
Deixavam seu cheiro se espalhar,
Nem dei por nada,
Senti aquele cheiro,
E o vento mais espalhava.
Sexta-feira, manhã chuvosa,
Num inverno julino,
Senti-me tão pequenino.
Senti a brevidade da felicidade,
A brevidade do tempo,
Revelada pela razão,
Pela matemática,
Por versos da poeta Lisbeth Lima.
Mais nada.
19/06/26
Esculpindo uma arte
Em um instante penso,
Penso no que construo,
Penso no que escrevo,
Penso e escrevo.
Escrevo uma ideia,
Escrevo uma representação
Usando a palavra.
É um momento breve,
De uma composição.
Escrevo o que penso.
E incrivelmente
O que escrevo se cristaliza.
O pensamento se materializa,
Em palavras, frases...
Às vezes é um cristal,
Às vezes é vidro.
Está ali materializado
Em signos,
Estou selecionado,
Estou procurando
Uma forma melhor de cristalizar meus sentimentos...
Estou buscando a medida certa,
Aprender certas artes é trabalhoso
E quanto mais trabalhoso, mais valioso.
Um dia quando me for essas palavras
Continuarão existentes...
Expressarão
Um instante que pensei no futuro,
No passado,
Mas estava no presente.
Só isso.
07/04/26
Notas da existência
A areia seca,
O solo molhado,
Sobre o solo a gitirana
Cresce se esparramando.
Tão belo seu movimento,
De crescimento,
De vida efêmera.
A Pinheira verdinha.
Senhora Pinheira,
Amiga conhecida
De tantas safras,
Tantas visitas,
Sanhaçus,
Vem-vems...
O fruto verde gerado,
Crescente e maduro.
Do duro ao mole,
Só verde ao branco.
Dia e noite,
Verão e inverno.
Chuva e água.
Ser.
Ali ao lado,
Tantas vezes me sentei.
Tantas vezes me senti.
Sou uma Pinheira.
Que resiste se sequidão.
Que sofre calada,
As ervas daninhas nos meus galhos.
Sofre calada o calor, mas repleta de esperança
Pelo tempo de bonança que sempre vem.
Para a terra.
O lugar.
A existência...
Sentado ali.
Foi confidente a Pinheira,
Minha de papai e de mamãe.
Quando eles participaram ela estava triste e desgalhada e assim me senti.
Ontem estava plena.
Eu também.
Mas havia um certo vazio no meu peito...
Que nunca vai passar...
É a autoconsciência.
Queria ser uma gitirana espalhando-se pelo chão.
Mas o tempo, a memória me fizeram Pinheira.
29/03/26
Diferentes percepções
Hoje acordei com vontade de sentir
a maciez da terra molhada,
o cheiro da flor de mufumbo..
Tive uma vontade danada
De encher a vista
Da mata verde,
E do milho crescendo,
Na roça bem alinhada,
Do roxo do feijão florescendo
E cobrindo o chão.
Sabe aquela vontade de sentir o frescor da manhã,
Ver o azul das flor de gitirana,
Das flores de bomba d'água.
Ver o amarelo das flores de mandubim e de camará,
Da flores de canafístula.
Ver o branco das flores de mororó,
Da tenda de flor de gitirana de mocó,
Hoje acordei querendo sentir o cheiro de maravalha de marmeleiro,
Estalando e fervendo a água do café,
A goma sendo molhada,
A tapioca sendo assada...
Hoje só queria ouvir mamãe,
papai e tio João na cozinha,
falando do sertão,
Outro dia,
Tio Aldo falando do Porção.
Outro dia de João de Licor,
Tinha um que de alegria nesses encontros,
Que me fazia se sentir bem o dia inteiro,
Essas vontades, vivem vivas em mim,
Na fé que estão todos bem,
Que sigo bem,
E as percepções são eternas,
Só as histórias diferentes.
Depois a vida continua como sempre,
Mas a memória meu amigo é minha raíz, meu entendimento é minha direção.
Bom dia.
24/03/26
Até
Carrego as memórias de minha vida,
Muitas alegrias e felicidades,
Também dores e ferida...
Carrego no peito muitas saudades
Saudade de meu lugar,
Saudade de meus parentes,
Saudades da minha vida,
Saudades, pois a vida parecia querer mais...
E não dava para ser plenamente vivida.
Foi embora no tempo,
Fui em busca deste invento
E perdi tudo,
E ganhei tudo...
Muito ficou em mim,
O que pude trazer...
Agora posso escolher o que devo levar
O que devo ensinar...
Aprendi muito sozinho só a observar...
E continuo a aprender...
Até.
02/03/26
Tudo vai bem
Abro a janela de minha sala.
Sinto o frescor frio entrar,
A mata molhada se cala,
Avisto um sabiá de papo branco,
Ele me olha como quem me ver,
Depois me ignora...
É sua casa fernanda a aroeira.
Abre suas asas, estufa o peito e canta.
Sou apenas um espectador
Deste singelo cantor...
É tão bom quando ignoramos o devir,
Quando cremos em Deus.
Tudo vai bem.
20/02/26
Alma de poeta
Um poeta se dispõe a pensar e o mais laborioso escrever.
Um poeta organiza suas ideias. Ele transforma o momento efêmero em beleza e substrato para o pensamento.
Poetas, acho que morrem de medo da morte. Descobriu que nas palavras pode se imortalizar.
Um poeta ver a beleza e a põe em palavras. Ele usa os sons para rimar.
Tem poeta de todo jeito. Uns agricultores como patativa do assaré.
Os poetas eruditos não o entenderiam pois são se Capela.
Um poeta professor como Anacleto. Esse tem um pensamento cristão. Sua poesia é linda cristã e divertida.
Um poeta pintor como Vandembergue... só fez um livro, mas é maravilhoso. Sua poesia é visual?
Um poeta Lino Sapo que como o rio ao receber água nova ganha potência e vai levando o amor a frente.
Um poeta que canta como Ivanildo Vila Nova... Valdir Teles...
Um poeta da serra um cancioneiro Eliseu Ventania foi o poeta que vi papai admirar.
Que ilusão definir os poetas...
Os primeiros que descobri e amei foi Bandeira e Drummond.
Sou pobre nesse quisito.
Aprecio o bonito e perceptível.
Tem um poeta maior Manuel de Barros...
Ah! Pantanal de juma minha primeira paixão...
As aves, as águas, os lagos e os rios. A imaginação dá um brilho a realidade...
Só desprendidos de nossos desejos podemos ver a realidade como se apresenta.
Ser poeta... uma vontade.
Mas ai...
20/12/25
Sensações
Em silêncio parte a tarde.
Há um grande vazio
Um grande vácuo
Enquanto o sol solve a luz
A terna terra esfria.
Em cantos mudos se ouve as aves distantes...
Sob nuvens não vemos o céu azul.
Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.
Enquanto leio Lucas
13/05/19
Ontologia do amor
Ontem, hoje, amanhã...
Um dia, uma semana, um mês...
Nossos momentos não são eternos,
Eles tem início e um fim.
Tão próximo ou tão distante tanto faz
O que importa é o agora.
Ocupamos um lugar que foi de alguém
E no futuro não será mais nosso,
Mas de outro alguém
Que pode será um filho, um neto...
Não sabemos se a alma é imortal ou mortal
Embora rios de tinta tenham sido derramados.
Não sabemos!
Uma rocha ou uma flor...
Que diferença faz?
Depende do contexto...
Um diamante,
Uma flor,
Onde há mais amor?
15/10/17
O domingo em desespero
21/12/11
Angustia
O tempo não existe,
as coisas que existem,
e seu espaço de existência
dita o que é tempo.
Às vezes há um vazio de tudo dentro
de nós,
Até as ideias perdem a sentido,
e nada faz sentido
na ausência de um sonho.
As cores do amanhã
perdem a graça e sem a esperança.
E o que ou quem dita as esperanças?
Tudo inexiste,
na ausência de sentido,
na ausência deste espaço
chamado tempo.
27/02/11
Angustia
Solidão
Chuva da tarde
25/02/11
Forma
14/12/10
A rosa branca
A linda roseira no verão,
Floresceu uma bela rosa,
Pós seu último botão,
Tão graciosa no jardim
Parecia acenar pra mim,
Me afetou, me encantou,
E o sol a iluminava,
O vento a acariciava,
A todo transeunte encantava,
Que linda fica ela assim,
Enfeitando o jardim,
A rosa é mesmo
Desdenhosa,
Circundada de olhares,
Tal qual Branca de Neve,
Sorri pela última vez
Depois parte,
Pois a beleza é efêmera,
A vida é breve,
É a vida.
12 dez. 2010 11:34
26/11/10
Minha história
Sabe, nasci numa
cidadezinha bem distante no nordeste, Serrinha dos Pintos, fica no estado do
Rio Grande do Norte, filho de pessoas humildes, muito simples. Meu pai era
agricultor, carpinteiro, vez por outra vinha para São Paulo ganhar alguns
trocados e minha mãe que segurava o tranco, ficava conosco, cinco filhos, o
irmão de meu pai a ajudava. A vida era bem difícil. Minha cidade nem era
município quando nasci. Tinha uma imensa vontade de aprender, mas não tínhamos
livros, nem uma biblioteca no distrito. As escolas eram muito precárias.
Aprendi a gostar de ler só. Lia o que aparecesse nas mãos. Eu tinha um sonho,
ser diferente e sair daquela cidade. Não que achasse ela muito pequena, não nem
tinha noção de tamanho de cidade, fui conhecer um prédio os 18 anos quando fui
para Natal, minha vida alí era muito boa, mas queria ser biólogo ou médico.
Então quando fui cursar o segundo grau, hoje ensino médio, descobri no novo
ambiente uma biblioteca e foi lá onde descobri aquela coleção para gostar de
ler. Uma coleção maravilhosa cheia de contos. Foi lá naquela biblioteca, lendo
e vendo dona Bebete cochilar que comecei a viajar nas palavras, nas poesias e
prosas. Fiquei encantado com a leitura, desde então lia muito, as vezes
escrevia alguns versos que os perdi na minha bagunça. Não faltava uma aula, mas
confesso que adorava quando faltava um professor, pois só assim corria para a
biblioteca para ler.
A situação era
muito precária, sonhava em fazer faculdade, mas não sabia como, nem onde, nem
se seria capaz. Então costumava sonhar, todos os dias antes de ir para a escola
a noite no pau de arara antes de jantar, saia para caminha no nosso sitiozinho.
Parava olhava para aquela paisagem da caatinga com aqueles arbustos latentes,
olhava para o sol, contemplava-o e pedia, feito Saliere, por talento.
"Deus dai-me graça". A vida era cheia de esperança. Então no quando a
noite caia, contemplava vênus que parecia me olhar com dor, ela nascendo no
poente tão bela, encarava-a e suspirava, e segui com minhas irmãs e vizinhas
até o ponto onde pegaríamos o pau de arara. Não foi fácil, não tinha livros de
biologia, química, física, inglês, enfim quase de nada, e na esperança de
aprender algo, pegava emprestado os livros dos professores. Não estudava eu
lia, um e outro. Bem, acabado meu ensino médio estava decidido a prestar
vestibular para biologia, pois tive uma professora excelente. Não tinha
dinheiro para pagar a inscrição, mas mamãe conseguiu com um candidato a
vereador, da cidade, o dinheiro, isso em 1997. Então peguei o programa, fiquei
numa tristeza, pois muitos daqueles temas, jamais tinha visto, mas vamos lá.
Fiz a seleção, minha pontuação foi excelente, mas minha redação foi péssima, reprovei,
fiquei muito triste, mas fazer o que. Queria vir para a casa de meus irmãos em
São Paulo, mas mamãe me convenceu a ficar, pois iria acontecer um concurso da
prefeitura, bem nessa época a prefeitura conseguiu um acervo de livros, então
prestei para bibliotecário, pensei que assim poderia estudar, enquanto
"trabalhava", na seleção concorri comigo mesmo, enfim passei, mas fui
chamado para trabalhar na saúde. Fiquei muito feliz eu iria ganhar um salário
que não era lá essas coisas, mas já era diferente, no entanto, meu objetivo era
ir à universidade, então comecei a trabalhar, veio uma segunda prova de
vestibular, então fiz para a UERN e UFRN, dois vestibulares, por mais que
estudei não foi o suficiente, dessa vez fiquei muito triste quase arrasado,
todavia era aquilo que queria. Então uma enfermeira nova chegou, ela tinha uma
escola privada, a única na cidade vizinha, só quem podia estudar era quem tinha
dinheiro que não era bem o meu caso. Ela começou desdenhando de meu trabalho,
mas depois viu minha seriedade e me deu a mão. Nesse ano já estava ganhando
comprei livros, e a enfermeira montou um minicurso de preparatória para o
vestibular. Já está cansativa minha história? Então, acordava com os livros, ia
para o trabalho e todo tempo vago era preenchido com estudo, minha mãe coitada
achava que eu ia ficar louco, já que um irmão dela quase, pirou quando estudava
no seminário, quando dava dez horas, naquele silêncio. Coitada ela brigava, e
me obrigava ir dormir, sendo que minha vontade era ir estudar, para driblar
minha mão e meu pai, durante a noite, eu ia estudar na casa ao lado vazia, mas
não tinha jeito, ela não entendia. Então saia para uma casa vazia que pertencia
a meu irmão, pra não ouvir a televisão, mas quando dava 10h meu pai chegava
chamando para eu ir dormir, quase fiquei louco, mas com meus pais. Nos fins de
semana, mamãe não queria que eu estudasse com a mesma justificativa da loucura!
Então eu dizia que ia passar o dia na casa de meu padrinho que trabalhava
comigo na saúde, mas ia mesmo era para a secretaria e ficava lá estudando,
comia na casa de uma amiga. Outras vezes eu realmente ia para a casa de meu
padrinho, mas se enfurnava num quarto vazio da casa da mãe dele, era tratado
muito bem lá, almoçava, tinha até lanche. E no final da tarde de domingo estava
exausto, 1999 foi um ano muito cansativo. Então prestei a prova, e finalmente
passei na seleção. No dia que saiu o resultado, eu, meu pai, minha irmã e meu
irmão caçula tínhamos passado o dia plantando, pois tinha dado três chuvas
seguidas a terra está pronta pra plantar, no fim de tarde um vizinho veio
trazer a notícia, foi um dia muito emocionante, pois vi mamãe chorar já prevendo
minha partida. Foi uma das maiores alegrias de minha vida. Enfim, fui embora
pra Natal, tudo novo, gente nova, juntei um dinheiro, já que tinha passado para
o meio do ano, e fui embora, sem lenço nem documento, fui morar moradia
estudantil, cursei biologia, me especializei em botânica, fiz mestrado, depois
que terminei fui morar ai na capital com meus irmãos. Passei um ano estagiando
no Jardim Botânico, não consegui uma escola para dar aula, morava com minha
irmã, o dinheiro que tinha era 50,00 que meu irmão dava por mês. Foi a muito
custo que me adaptei, 2007 foi um ano em que aprendi muito, conheci muita gente
importante na minha área. Então no fim do ano passei na seleção do doutorado,
onde estou até hoje, desenvolvendo minha pesquisa. Descobri o gosto que já
tinha pela filosofia. Descobri que cada dia conheço mais um pouco, descobri que
nada sei e que o aprendizado é eterno. Viver é aprender.
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Gogh