23/06/24

Eterno são João

 Nós Begue, Eu Rubens, Dayane e Vinicius

É tarde,

Choveu de madrugada,

De manhã neblinou, 

Fizemos a fogueira sob nuvens, frio e chuvisco.

Fomos quebrar milho,

Depois de tomar o café,

Arrancamos macaxeira na roça,

Em casa descascamos, 

Rocei as palmas,

Catei pinhas,

Comemos goiabas,

Depois sentamos para comer macaxeira,

Conversando,

Dividindo nosso tempo,

Almoçamos galinha caipira,

Aqui estou pensando na eternidade.

As casacas de couro cantam ali,

Com sua pena cor de jibão.

Ah, nesse momento papai vive 

No canto eterno,

Na memória eterna.

Nesse dia ele e eu preparavamos uma fogueira,

Tinha bolo.

Sob o céu nublado cantam os piriquitos e pacuns,

Os vemvem cantam nas Pinheiras,

Eterno momento...

Agora.

22/06/24

Céu

 Acordei de madrugada,

Que coisa bela pude ver,

A luz da lua cheia inundava o céu,

Vi quatro pontos no escuro da sala,

Mas apenas três eram reais,

Um era um reflexo no espelho.

Minha alma se encheu de felicidade.

Depois amanheceu e o céu ficou azul.

16/06/24

Tudo e nada

Em casa, aqui estou.
Cheguei aqui bebezinho,
Cresci e more até meus 20 anos.
Aqui vivi meus maiores dias de descoberta 
De minha vida.
Aqui aprendi a ler e a contar.
Foram muitos os dias ao lado 
Deles, meus pais.
Nesta calçada quantas vezes 
Nos sentamos para passar as tardes.
A vida parecia que éramos eternos e imortais. 
Aqui estou no mesmo espaço.
O tempo passou.
O tempo é outro.
Descobri pela experiência que somos mortais.
Houve um desencontro,
Estou aqui e lembrando de papai e mamãe e 
Tudo e nada.

14/06/24

Cegueira

 Por acaso, hoje, brincando com Vinícius ele com a sanfona e eu com o vialejo ou gaita.

Recordei de uma passagem de minha vida, quando ainda morava em Serrinha, era adolescente.

Na casa de tia Nina ou vovó, João de Lorival, meu primo havia presenteado um parente com um vialejo.

E contente o rapaz tocava alegrando o lugar. Senti dor daquele moço por não enxergar.

Nunca parei para pensar o mundo sem perceber a luz, as cores as formas. Nem consigo fazer isto,

já que tenho mais de metade de minha consciência associada a imagens.

Entretanto tenho inúmeras memórias associadas aos outros sentidos.

Outro dia, estava pensando em pessoas que conheci com deficiências, mas que superaram.

Se acostumaram ou não tinha uma consciência para além.

Aquele moço que vivia sem conhecer a luz.

Sentia o mundo só pelo som, pelo tato, pelo cheiro e pelo gosto.

Sua mente deveras desenvolvera uma consciência, distinta de quem é provido de todos os sentidos.

Ele tocava o vialejo com alegria, animado com a gaitada de João e de suas palavras agradáveis.

As palavras nos tocam, quando as conhecemos, quando tem um sentido...

Nas palavras ouvidas havia agrado.

Na maior parte do tempo, na sua vida, aquele jovem só escutava o silêncio.

Talvez o som dos pássaros, do fogo, da panela cozinhando,

O cheiro do café,

Da comida.

Quem sabe...

13/06/24

Martelando

 Quem eu sou?

Não sei ainda, mas nessa busca, aprendi algumas coisas.

Pelo menos já sei quem eu não sou.

A busca tem que ser paciente e despretensiosa,

Como quem não quer nada.

Tem que aproveitar o máximo possível de tudo.

Muitas emoções tentarão te dominar,

Alguns sentimentos tomarão conta de ti.

Seu ego falará mais alto nestes momentos.

Não vai ser fácil se desapegar do seu ego,

Não vai ser fácil se desapegar...

Não vai ser fácil entender que não tens nada, não és nada.

É respiração, pensamento, apego e desejo,

Que com o tempo vai se enfraquecendo,

Algumas vezes terão aqueles que te mostrarão um caminho,

Não será fácil.

Estes tiveram uma consciência expandida...

É uma longa jornada, se tiveres sorte.

É uma jornada.

O caminho é a totalidade de todas as coisas, dizia Lao.

Temos muito a apreender

Com a intuição e com a razão...

Entender que tudo é ilusão.

12/06/24

Partida

Desta terra, deste meu torrão,

Com braço forte e minha mão,

Do suor do meu trabalho

E da graça de Deus ao nos abençoar com a chuva,

Vou me renovando e ano a ano,

Envelhecendo,

Minha existência vou deixando.

Daqui nada tenho,

Cheguei sem nada 

Sem nada partirei...

Vim aqui me fiz.

Tá quase na hora de partir.

Totalidade? Consciência.

 Consciência!

Pensamento de pensamento,

Razão.

Representação.

Signo e significado.

Objeto e sujeito.

A informação que nasce na imaginação e permanece viva no outro.

Algo como a imortalidade.

Hegel fala de três figuras da consciência,

Sendo estas certeza sensível, percepção e entendimento.

A certeza sensível aponta como fonte de saber o objeto, ou "em si"

A percepção aponta a como fonte de saber o sujeito,

Ambas provém do universal condicionado aos sentidos,

Enquanto o entendimento, provém do universal incondicionado, do suprasensível...

A consciência que existe de maneira natural vai cada vez mais se ampliando,

Para bem ou para mau...

Sabe lá.

É algo por ai.

Um dia tomei consciência e algo acendeu em mim...

Consciência é sempre retardada...

Consciência é a apreensão de um sentido.

É preciso ter cuidado para não cair no infinito que é a totalidade.

Licor

 Entre tantos jardins do mundo onde florescem plantas,

No nosso jardim nossa planta floresceu,

Entre tantas plantas belas encontradas nos jardins,

No nosso jardim tem cactáceas,

E uma espécie de cactácea,

Floresceu ontem,

Floresceu quatro lindas flores,

Foram flores grandes, alvas e perfumadas.

No almoço, percebemos que os botões estavam enormes e lindos,

E esperamos sua antese que é noturna,

A noite, cerca de oito horas,

As quatro em sincronia foram desabrochando lindamente,

A mamãe do Vinicius que viu e nos chamou.

Quatro flores,

Os quatro firmamentos,

Quatro cantos do mundo,

Quatro pontos cardeais,

Foi algo realmente sublime, para nós,

Flores florescem todos os dias e noites,

Mas eram exatamente quatro flores,

Com uma corola radiada enorme,

Com estames numerosos,

Com um estigma estrelado...

Ainda essa semana o sapatinho de anjo floriu,

Mas não tinha a mesma graça,

Sabe lá.

Talvez para o tesourinha algo maior foi o desabrochar do sapatinho,

Pois veio visitá-lo e tomar o mijo da flor...

Isso me fez lembrar quando nascia um bebe em nossa comunidade,

A gente ia visitar  e tinha o mijo do menino.

Que eram licós preparados para as visitas.

Eu amava... era muito gostoso.

Essa mesma planta floresceu,

Na véspera que estávamos para descobrir 

Que Vinícius ia chegar.

A mamãe já estava com ele na barriga.

Gerando...

Após três anos...

Vinicius feliz querendo uma flor.

Foi aguar as plantas.


11/06/24

Canjica

Sei que o que busco não encontrarei.

O que busco é satisfação,

O que busco é prazer,

O que busco é felicidade.

O que busco está no devir,

Não está no deveio.

A consciência está sempre aquém do agora,

Por vezes do aqui.

A consciência está aonde?

Nunca estarei pleno.

São dois os sistemas de conhecimento um intuitivo e imediato,

Outro racional e mediato...

Onde alinharei os dois?

Se para ser, sou apenas memória,

Estou sempre no passado...

Estou sempre absorvido em algo...

Plenitude o que é a plenitude?

Espaço e tempo... causalidade...

Sucessão e extensão...


É tarde, pós-meio dia.

Um bem-ti-vi vocaliza seu som vazio.

Eterno momento.

Onde sou, estou...

A tarde cai,

Junho acontece,

Colorido de bandeiras,

Alegre de sanfona, zabumba e triangulo...

Sete cores,

Sete notas musicais...

Consciência dupla...

Tripla...

Consciência que nasce do milho,

No cheiro da canjica e da canela,

No doce açúcar da canjica...

No milho cozido a sal,

Na pamonha com queijo.

Na palha verde cozida de amarelo.

Meu Deus.

Tudo numa coisa só. 

Granito

 O vento frio de junho chegou,

Outra estação,

As árvores estão perdendo as folhas agora,

O céu azul, 

A luz intensa,

As flores brancas do jasmim.

Parece tudo tão eterno.

Eis que um dia a gente toma consciência que tudo é passageiro.

Algumas continuam a ser o que são em seres novos...

Gerações que se sucedem.

Alucinados em nosso ego,

Cremos que  tudo vai continuar sendo o que é...

Hoje mesmo, cedinho ouvi um sabiá cantando.

O que me fez lembrar de uma das últimas conversas que tive com mamãe.

Sentados em frente a nossa casa, já sem papai,

Enquanto ouvíamos um sabiá cantando na aroeira.

Ela disse que só lembrava de vovô José, do sítio de fora.

Da infância.

Muito poético de doce não.

Tia Chagas eu ser questionada sobre como mamãe era quando bebe,

Ela disse que era bem fofinha.

Tia Chagas tinha memórias de mamãe que nem mesmo mamãe tinha.

A semelhança física de mamãe com tia Chaga é assombrosa.

Conheci Chiquinho que lembrava de mamãe quando criança.

Quando me olho no espelho, vejo muito de mamãe em mim

E de vovó Sinhá também.

Como sei, porque eu as olhei de perto.

Eu as intui.

Papai e eu éramos de poucas conversas,

Mas amava está ao seu lado e isso me permitia perceber o seu ser.

Outro dia, meu irmão falou que papai foi com ele a Canindé pagar uma promessa,

Pois papai havia tido um problema na perna quando criança.

Que coisa.

Eu, notava que papai tinha um lado maior que outro...

O nosso corpo é o nosso ser.

Ser é conhecer.

O ser antecede o conhecer.

Fernando Pessoa sabia disso... quando disse eu podia viver tudo isso, sem ter nada disso.

Nesse momento.

Deverá está se passando na sua mente.

Como assim... o que ele está querendo dizer com tudo isso.

Nada. Aqui é um monólogo.

O vento frio de junho...

A noite dormida além do tempo esperado.

 

10/06/24

Aqui e agora

 Aqui e agora,

A existência e o ser,

O corpo e a alma,

Matéria percipiente,

Percepção,

Cinco sentidos,

Cinco consciência,

E a sexta consciência, nascida da mente,

Via pensamento...

Todo pensamento é um ato de consciência.

E o que somos se não consciência.

Consciência é a apreensão de um sentido.

Consciência nasce na mente,

Nasce no pensar...

Nasce na vontade,

Entender a totalidade de tudo é impossível,

Entender a totalidade como uma categoria 

É uma forma de aceitar os mundo, os entes, os objetos e o eu.

Já que tudo é consciência.

Já que a consciência é intuição mais razão,

É a soma do real com o imaginário,

É percepção e entendimento.

Consciência é a relação do sujeito com o objeto?

Está para além...

Ficar aqui,

Ficar aqui e agora,

Na luz,

Na intuição,

Longe da sombra,

Longe do pensar...

Fracionando a consciência ao concreto,

Ao real...

O abstrato pode esperar pela experiência segundo Kant.

A realidade, aqui e agora,

O conhecimento da realidade começa na experiência e nela se acaba.

Aqui e agora... Como professavam os orientais, o buda,

Como pregava como canal Allain de Watts e Helena Blavaski...


Sinto a presença de papai,

Sinto a presença de mamãe,

Em mim.


Um dia um amigo me falou que carregamos um pouco do outro que entramos em contato.

É verdade.

Isso é aprender...

Conhecer via espírito, via alma...

Tomar consciência de mundo.

Já que a consciência é uma ação retardada...

Aqui e agora.

09/06/24

Busca

 Eu sou o meu universo.

Toda a minha vida está conectada ao meu corpo.

Todas as minhas experiências se deram em meu corpo e no meu tempo.

Sou o que pensei ser,

Sou o que acreditei,

Sou o que cultivei,

Sempre quis o melhor,

Mas não sei se bem julguei.

Tudo em mim ou em nós se dar no tempo e no espaço.

Não sou eu,

Sou o que vivi...

Quanta ilusão.

Sou o que aprendi a me condicionar.

E a vida é essa longa ou curta vida por

Consciência...



07/06/24

Até longo

 Impaciente quer tudo.

Ler, refletir, ouvir, escrever.

Olho um quadro de papai, uma foto de papai e mamãe e os meus sobrinhos.

Olho um guia de bolso de aves,

Mexo num cubo-mágico.

Quero tudo e não tenho nada.

Desligo o celular.

Agora o computador.

Até longo.

A ninguém

 Agora mesmo não sei de onde me veio uma memória árida.

Das minhas caminhadas no final de 2018.

Um relógio de pulso.

A estrada árida,

A vegetação cinza.

O dia se tingindo de encarnado como brasa

Em fogueira de são joão no quebrar da barra,

Tornando-se cinza e por fim o escuro da noite.

Nem sabia eu que papai e mamãe anoiteciam.

Em menos de dois anos...

A quem interessa essa referência.

A ninguém.

Cubo mágico

 Tudo é consciência.

É preciso saber disso aqui e agora.

Tudo é aqui e agora.

Consciência é a apreensão de um sentido.

Passamos a vida buscando consciência,

Externamente ou internamente.

Terça-feira, dia 05-06-24,

estava na livraria quando me dei conta.

O que busco nessas estantes, um livro para me preencher,

Um livro que dê sentido a minha vida.

Semana passada falando com um amigo meu Itamar Nobrega,

Quem me apresentou o rappa,

E ele me apresentou um cantor que não foi a primeira vista algo que me preenchesse.

Mas foi assim também com o rappa, minha consciência musical é tardia.

O que me dei conta foi disso.

Vivemos buscando um sentido.

Na livraria leitura, em Natal.

Compreendi que nada que eu comprasse ali me daria um sentido definitivo.

Só estou comprando dopamina.

Tenho buscado a muito tempo.

Mas encontrei a Jesus em meio a filosofia bruta, sim pois me refiro a Hegel...

Tudo é consciência e a minha consciência é tardia...

Tenho me apressado em encontrar minha consciência plena.

Nessa busca, incessante que consome nosso bem maior, nosso tempo de vida.

Perdi meus avós, tios e pais.

Agora só tenho meus irmãos, mulher, filho e amigos.

Que aos poucos vão sumindo, desaparecendo.

Quanto antes melhor.

Consciência.

A consciência é a apreensão de um sentido.

Todo pensamento é um ato de consciência.

Em, Eclesiastes 7, Salomão fala que é melhor ir a um velório que a uma festa.

Hum...

Ao saber do conhecimento direto ou intuitivo, 

Guardo tempo mais para a flor que para o poema,

Para o por do sol que para a música,

Bom e a trinca...

A completude que se dá no três...

Paciência.

Passeio em família

 Tivemos a agradável visita de meu irmão Rosembergue esta semana.

Foi muito rápida, mas deu para fazermos várias coisas juntos.

Passeamos bastante.

Fomos na praia de Cabo Branco,

Na estação Ciência, 

No Farol de Cabo Branco e no recando do paraíso,

No Santuário da Penha,

No Centro, no mosteiro de são Francisco,

Na peixada do Amor e por fim no por do sol do Jacaré.

05/06/24

05 de junho de 1978

 No fim, "a imortalidade está na memória dos outros e na obra que deixamos". Borges

Foi o que Borges escreveu a exatamente 46 anos atrás.

É tão bom ler Borges. Seus textos fazem a gente sentir que escrever é fácil. Não fácil, mas belo.

A gente se encanta.

A gente se encanta com a habilidade de fazer o belo.

Uma voz de um criança a cantar,

Uma mão ao desenhar,

Um objeto ao ser confeccionado.

Uma equação sendo deduzida.

A gente ama entender,

A gente ama aprender.

A gente vive querendo preencher-nos de fora.

Quando precisamos enchermos de dentro.

Imortalidade...

Percepção... sentidos, externo.

Pensamento, entendimento... suprasensível, interno.


Dia especial

 Hoje, o sol brilhou  de manhã.

Um café muito especial, meu irmão mais velho está aqui com a gente.

Acordamos, formos comprar pão.

Tomamos café e fomos a praia, a estação ciência, ao santuário da Penha.

Nos divertimos bastante.

Rimos,

Brincamos,

Oramos.

Um dia deveras especial.

Fazia muito tempo que não tínhamos um amado conosco.


03/06/24

Tá valendo

 Fases,

É fácil saber que a gente vive em fases.

Como as plantas que são regidas pelas estações.

Somos regidos por algo a que estou chamando de fases...

Agora, algo bom toma conta de mim.

Não sei o que é mas estou aproveitando.

Tá Valendo.

Tá valendo.

A totalidade.

 Chico, faça um café!

Só vou fazer porque vou tomar.

Sentados na área esperando o tempo passar.

Entre um balanço e outro.

Entre uma conversa e outra.

Crego passava com o cachorro rajado e focinheira.

Sempre parava para conversar algo do cotidiano.

Pessoas comuns falam do cotidiano.

Aquele tempo era eterno.

Olhando as palmas, os cajueiros, as mangueiras...

Bocejando.

Sem  nada esperar.

Vida boa é assim não se espera nada.

O vento sempre ausente,

A luz quente se esvaindo no calor termo junto desde a manhã.

As vezes, papai ia comprar pão...

Como é bom comer de bucho cheio.

Um pão doce!

Coisa doce tem a força de agradar a alma.

A gente e as nossas ilusões...

Ilusões de tempo.

É o combustível.

Ou a ilusão.

O combustível da vida são os nossos corpos, nossos músculos, nossos desejos...

Vamos nos consumindo, como o fogo consome a vela.

Como se faz linguiça se utiliza de várias partes de carne...

Assim vou enchendo esse texto com várias coisas...

Dando movimento,

Pra ver se rende algo.

Mas no geral não se rende nada.

Cada um tem o seu juízo e segue os seus valores.

O que nos diferencia são os nossos valores.

Vamos conduzindo nossas vidas.

Porque o caminho é a totalidade de todas as coisas.

Eu continuo por aqui...

Papai e mamãe estão em fotografia...

Eeternus.

Intuição versus razão

 Tudo é tão rápido.

E nem percebemos que o tempo está a passar.

Estamos alienados por nossos desejos.

Querendo sempre avançar...

Ora para conquistar,

Ora para se livrar.

E o medo nos angustia.

Nunca conseguimos está pleno no espaço e no tempo.

Ora estamos no espaço, mas não estamos no tempo.

Ora estamos no tempo, e não no espaço...

Meio a meio,

Meio termo.

Intuição e reflexão.

Imediato e mediato.

E chove

 Chove sem parar,

Antes de amanhecer

A chuva começou a chover.

Céu nublado e prateado,

Aqui protegido, é gostoso ouvir a chuva chover.

Fernanda, a aroeira está bem.

E chove.

02/06/24

Em nome

 Amanheceu,

Manhã dominical de sol dourado radiante em um céu azul.

As ruas ecoam o seus barulhos matinais.

Nos quartos ressono, descanso.

Alguém como eu que não dorme tanto,

Se entretem ouvindo, vendo, sentindo e desejando.

Um café, fazer algo no silencioso momento.

Tic-tac soa um relógio.

Tac-tac voa um pombo.

Em nome do pai, do filho...

Bom dia 🌹 

01/06/24

Escrito

 É sábado, meu dia favorito.

Acordei cedo, levantei a pouco,

Tomei o meu café.

Aí vim sentir a chuva.

Ver este espetáculo.

Sol e chuva,

Luz e sombra,

Quente e frio,

Seco e molhado.

O brilho multiplicado nos pingos aderidos aos fios.

A luz tremendo, correndo com a água escorrendo.

O verde viscoso, brilhante nas plantas da sacada.

O cheiro de chuva,

O frio da chuva,

O silêncio universal da chuva.

O pio do bem-te-vi recolhido,

O bemtivizinho,

A chuva choveu...

O céu azul ou,

Enevou.

Hoje é primeiro de junho de 2024....

Aqui é João Pessoa esse lugar magnífico.

Pronto 

31/05/24

Espiral

 Um gavião,

Um livro,

Um audiolivro.

Uma tela.

Um cubo mágico,

Exercícios de e línguas

Pontos.

Perceber,

Entender.

Querer tudo é ter nada.

30/05/24

Está e não está

 Eu estava lá e não estava em plenitude.

Faltava consciência de muita coisa.

Estava preso ao meu eu.

Estava lá.

Vi as coisas acontecendo,

Mas pouco ficou.

Como agora.

Que me furto do momento,

Voltando no tempo.


João Pessoa

 João Pessoa é uma cidade maravilhosa.

Pode ser reconhecida pela audição o grito das maracanãs e jandaias voando o dia inteiro. Os sanhaçus de coqueiro nas madrugadas, manhãs e tardes. O bem-ti-vis no meio da tarde.

O som das ondas nas praias a fazer chuá-chuá.

O calor termo de novembro a março.

O azul do céu no verão.

O cinza do nublado chuvoso de março a agosto.

As chuvas torrenciais.

A mata chovendo de manhã.

A lagoa enfeitada de garças e socós.

A bica e suas palmeiras imperiais o trentor.

Os cajueiros e cajus na obra de Clovis Junior,

As muitas pinturas representando Ariano.

As estátuas de João.

O varadouro que popular com o rio sainhoá.

O cemitério da boa sentença.

O Juliano Moreira,

A climepa onde meu filho viu o mundo.

Os bancários meu eterno berço.

Mangabeira tão receptiva...

Mar de cabo branco tão calmo e sua praia de areias alvas.

Os coqueiros a enfeitar o céu...

O mercado famoso de tambaú.

O mosteiro são francisco que anda adormecido.

A procissão da Penha.

A peixada do amor que customizou assim como a feijoada do joão.

Tudo isso faz parte de mim.

E tantas coisas mais.

Aparecer

 Há uma tentativa de comunicação não com o hoje, com o agora, não com o passado, mas com o futuro.

Todavia, acho que estou tentando encontrar um ponto a que me segure.

Tantos textos escritos até agora.

Talvez queiram falar para alguém.

Talvez para ninguém.

Um signo.

Será o medo de desaparecer?

De morrer?

Quem sabe.

Algo inconsciente.

Que agora torna consciênte.

29/05/24

Acontece

 Daqui, desta tarde fria e nublada. A luz diáfana dá um tom de cinza a todas as coisas. Através da janela fechada de vidro vejo dois pombos alvos. O ventilador ligado espalha o vento frio. O relógio indica 16:16.

Mais uma vez vou ouvir algo sobre sensível e suprasensível de Hegel. Depois vou pegar Vinicius na escola...

Eternidade

 Em certos momentos da vida, após a idade adulta a gente toma consciência de nossa existência.

O mundo é só o mundo. Já vivemos muitas estações, fatos e acontecimentos.

Temos a certeza da morte que até o último momento é um abominável mistério.

Cremos até o fim que somos imortais.

A gente conhece a nossa história,

A gente conhece nossos avós, nossos pais, nossos filhos, nossos netos?

A gente se não saiu muito do lugar onde vivemos por toda vida, conhecemos as rochas, as ervas, arbustos e árvores.

Esse mês tudo foi diferente.

O corpo deu sinal que não ia durar para sempre e por isso o cheiro foi mais intenso,

As cores mais suaves...

A comida foi mais gostosa.

Estava me preparando para cair na eternidade.

O amanhecer foi lindo. O galo cantou, o cabeça-vermelho cantou.

A roseira floresceu.

Minha netinha sorriu.

Foi tudo tão eterno...

E então, não sei mais o que aconteceu.

Cai e então...

Vivo na eternidade com quem foi e com quem virá.

Espaço e ser

 Passo a vida pensando. Viver a vida pensando é deixar de viver, é deduzir, é deixar de se espantar.

Minhas memórias as vezes são resgatadas e começo a ruminá-las enquanto o tempo passa.

As coisas acontecem sem parar.

As vezes sou levado pelas memórias querer está onde não estou.

Uma sensação um aspecto de conforto no passado. Uma projeção para o futuro.

Assim, os anos se passam.

Assim surgem as frustrações.

Assim.

Quero dizer.

Que sinto falta de meu lugar de infância.

Que não existe mais.

Um lugar inclui o espaço e as pessoas.

As pessoas estão partindo e o lugar desaparecendo.

Já que muitas vezes os espaços tem a cara das pessoas.

Maio, mês das mães.

João Pessoa lugar que Deus me deu para morar e viver.

E isso é tudo.

22/05/24

Entendendo a vida

 Algo quero falar.

Algo para ler.

Agora à tarde,

Tarde de vento frio de maio.

Dia 22... após tantas chuvas os campos

Deitam-se floridos de ervas,

Asa de pato, quebra-panela...

As jitiranas enfeitam as árvores formando ramadas.

Sinto sua presença viva papai.

Sinto sua presença viva mamãe.

Um dia me desesperei só de pensar em tua partida.

Deus me deu força e aqui estou.

Vivo.

Com saudades...

Entendendo da vida.

Mamãe e papai

 Papai e mamãe,

Irmãos e irmãs...

Família.

Família.

Olhar através da luz,

Memórias... memórias.

Viver o que vamos vivendo.

Fico as vezes imaginando o que diria papai.

Fico as vezes imaginado o que diria mamãe.

15/05/24

Um dia

 Um dia não estarei aqui.

Pode demorar,

Pode ser logo.

Quem sabe!

Bom agora estou pensando isso.

Foi um vídeo de uma manbu que me fez pensar isso.

Hoje tive uma memória bem antiga...

Pra memória o que é nova ou antiga.

06/05/24

Meu pequeno botânico

 Ontem, Vinícius e eu saímos para ir ao pé de acerola. Nunca vi ele ama acerola. Vamos devagar e conversando. Ele teve a curiosidade de ver a estrela formada no corte de um pé de mandacaru. Analisou os três cortes e me perguntou por que tinha cortado. Expliquei que o ramo estava crescendo e tomando a calçada. Depois ele viu os frutos imaturos. Pediu um e então dei. Perguntou se podia comer e não fiz objeção ele provou e disse que era azedo. Fomos na acerola e ele quis todas que tinha acesso. Então fomos a pitangueira, mas passamos no pé de sapoti que tinham muitos frutos no chão, derrubados pelo vento. No pé de timbaúva ele pegou duas folhas uma para mim e outra para ele. Disse que eram machados. Viu que não tinha fruto na pitangueira e disse que ela, a planta tinha crescido. Para minha surpresa ele reconheceu um pé de jasmim e me pediu uma folha. Tirei, mas expliquei estava gotejando leite, látex. Ele ficou impressionado, não quis mais. Na frente ele pegou um ramo de bougainvillea e disse esse não tem leite. Na frente peguei uma romã. Não prestou atenção só quando chegamos em casa. Antes disso andamos um monte e fomos a praça. Ele se divertiu. Viu um amigo de natação. Depois fomos para casa. E depois de tudo quis provar da romã. Assim se forma um humano, botânico.

24/04/24

Velho

 Acho que estou ficando velho.

Ficar velho sempre parte de um referencial.

Quando dizia que estava ficando velho para minha avó ela dizia, você é um menino.

Quando dizia que estava ficando velho para minha mãe ela dizia, já tem isso tudo.

A quem vou dizer que estou velho...

Desilusão a meu filho? Ele não entende ainda.

Aos meus alunos. Estes concordarão.

A verdade é que já não tenho quem fale que estou velho e me console dizendo que ainda sou um menino.

Todos mais velhos estão partindo, ou são pouco mais velho que eu.

Velhidade...

Gosto de coisas velhas para os novos.

Tudo bem, faz sentido.

Faz sentido.

Estou ficando velho.

Meu corpo responde que sim.

Minha mente, tem tanta memória que acha que sim...

Calma meu espírito.

Cada dia que passa, chega o dia de partir.

22/03/24

Chuva

 A Chuva é plena,

Ela nos envolve, nos aconchega,

Ela é tão plena que toda a natureza se recolhe para contempla-la

As aves se calam para ouvi-la,

O sol até desaparece para não atrapalhar com seu brilho

A mata exala um cheiro de chuva...

Chuva...

Chuva

Chuva.

15/03/24

Linguagem intuitiva

 Quem conhece a linguagem dos pássaros,

Quem conhece a linguagem das flores,

Quem conhece a linguagem dos rios,

Quem conhece a linguagem do sol,

Quem conhece a linguagem de Deus?

Não é preciso conhecer,

Basta ouvir,

Basta ver,

Basta ouvir,

Basta sentir,

Basta amar.

14/03/24

Um sabiá me disse

 Estamos em março, mês de sol e chuva e calor.

Aqui da minha sala vejo fernanda e lívia minhas lindas aroeiras.

Posso mirar a mata,

Posso ouvir as aves.

Posso sentir a umidade.

Nem tudo agrada nem tudo desagrada.

Agora, um sabiá pousou na sucupira

E ficou cantando.

Cantou até.

Então me chamou atenção tamanha beleza.

Então, sabe.

Uma vez mamãe em nossas conversas

Se eternizou em minha alma.

Ela e eu, sentados em frente a casa contemplávamos a visão do lugar,

Quando ouviu o sabiá.

Ela voltou no tempo.

E falou.

Toda vez que escuto o sabiá cantar me lembro do sítio onde vivi a minha infância e adolescência.

Aquilo gravou em minha mente...

Aquilo eternizou mamãe em minha vida.

Já ouvi siabiás cantar a vida toda e em todos os lugares.

Mas a força da emoção nos fez está eternamente juntos.

Te amo mamãe.

08/03/24

Mamãe

 Hoje faz 2,2 longos anos sem a mamãe.

Quanta coisa mudou de 2022 para cá.

Não tem mais ligação nem mensagens no celular. 

Silêncio da voz daquela que mais amei.

A nossa casa que era pequena agora é grande.

A gente chega lá e o tempo vai apagando tudo...

Parece que aquela realidade nunca existiu.

Hoje é só restam memórias e fotografias.

As fotografias podemos ver, mas as memórias...

Estão muito presentes.

As vezes, parece que estou num pesadelo.

Mas algo muito significativo aconteceu.

Me tornei pai e ai o cuidar e o amar vão dando sentido a minha vida.

Saudades...

Hoje oito de março.

Sexta-feira...

Assim é.

Deus conforta nossos corações.

22/02/24

Partida de Lili

 E Lili se foi,

Mais uma folha se desprende da árvore que conheci como Serrinha do Canto,

Meu canto tão pleno e cheio

Agora se esvazia,

Dá espaço a nova geração.

Uma a uma somos substituídos por nossos filhos e amigos mais jovens.

Cairemos todos no esquecimento.

Tchau Lili,

Dê lembranças aos nossos amigos que já moram no outro mundo.

20/12/23

Tempo passa

 O tempo tem corrido,

Ao menos é tanta coisa para fazer ou em tanta coisa que pensar que bom quando percebemos o tempo passou sem que percebesse.


Ontem, recebemos a Juliana e a Isabela em nossa casa.

A amiga de Vinícius.

Dayane conheceu a Juliana na rua de casa andando com Alessandre, Isabela e max o cachorro.

A situação de bebês com idade semelhante foi nos unindo.

E nos tornamos amigos.

Dividindo brinquedos e livros.

Agora com quase três anos de convivência, carinho e amizade.

Até parecem outras crianças.

Inteligentes e saldáveis.

Foi uma alegria quando a campainha tocou.

Juliana... Juliana gritou.

Então trocaram presentes, risos e amizade.

Brincaram, se estranharam, arengaram e comeram.

Se divertiram.

As mães conversaram.

E a tarde passou.

Juliana e Isabela foram para casa.

Nos ficamos em casa.

Vinícius pulou, brincou e foi dormir depois de mim.

E tudo isso se passou como se fosse tudo um agora. 

18/12/23

Sábado

 Bom,

Sábado fomos a Bica.

A gente já é freguês da Bica. 

A gente começa a observar o povo além dos bichos.

É lindo ver a felicidade das crianças em observar os animais pela primeira vez.

E também dos idosos.

Bom. 

Agora, Vinícius até mistura as atividades. 

Brinca no parquinho, caminha nas pontes e observa os bichos.

Uns mais que outros.

Gosta muito de animais de água. Na minha percepção.

Mas os macacos estavam muito ativos, então observamos os macacos sebo e bugios.

Depois fomos nas pontes e ele ganhou um balão salsisha.

A alegria de ganhar foi a tristeza que teve quando ele estourou...

Mas a mamãe consertou enquanto pode.

Pensei as paixões são como balões.

Até que a ultima parte estorou.

Foi um choro de cortar coração.

Assim vem sendo.

Conhecer a realidade.

Dores externas e internas.

Bica, bichos, movimento...

Risos muitos risos e abraços.

E amor... muito amor.

Depois da Bica quis comer no shop sul.

Depois casa e banho e sono.

15/12/23

Papai e eu

 Ontem, saímos para passear.

A tarde já caia quase no fim.

Luz dourada.

Fomos por outro caminho no início.

Pela rua do Sapoti.

Quase chegando naquela rua tem uma aceroleira

Que estava vermelhinha parecendo uma pimenteira.

Coletei várias acerolas e ele comeu quase todas.

Coletamos dois sapotis.

E seguimos a cavalo em garçon, dog e marte.

A mamãe foi junto.

Até nos perdemos com a mamãe querendo conversar.

Mas se salvou o 779... 899. em inglês.

A gente percebeu poucas coisas diferentes.

Achamos um gancho da mão do capitão gancho.

Então ele ficou muito feliz.

Caiu uma vez. Duas vezes.

E me deu a mão disse que não queria mais cair.

Dois episódios dolorosos numa tarde.

Tadinho.

Passou e ele esqueceu. 

Montou em garçon e foi embora.

Chegando em casa ele me ajudou a agoar as plantas.

Tomamos um banho juntos.

Brincamos e eu dormi.

14/12/23

Como crescem rápido

 Ontem fomos ao mercado.

Vinícius agora só quer ser chamado de menino grande.

Fomos ao mercado e ele não quis ir dentro do carrinho.

Que chato. Eu ia empurrando e beijando e cheirando seus cabelos cacheados.

Menino grande. Nenem não.

Bom está muito autônomo.

Dormi e quando acordei ele estava no puf com os sapatos novos folheando um livro.

Ah.

Como voa o tempo.

Parece ontem quando dançava com ele para fazê-lo dormir.

Ai ai.

13/12/23

Cavalos e odores

 Tempo, disposição e prioridade.

Semana passada minha irmã veio está conosco.

Trouxe Gabriela.

A semana voou.

Não tivemos tempo de conversar sobre meu favorito.

Ontem, voltamos a normalidade.

Saímos para passear.

Levamos os cavalos Garçon e Thros.

Bem, chegando nas três ruas. Vi um pé de mutamba.

Então levei ele e a mamãe até lá para ver e cheirar as flores.

O danado viu foi outro cavalo.

Dog ele o chamou.

Ai já viu. 

Saímos os três a cavalo.

07/12/23

Que delícia de memória

 Ontem, fomos a praia.

Sim, Cabo Branco.

Eu, mamãe, Vinícius, tia Rosângela e Gabriela.

Gabi ama água. Foi lindo ver ela coletando rochas: laterita, granito e coral.

Coletou e queria levar para casa. 

Anti-ontem quando fomos a lagoa eles coletaram flores.

Mas coletaram felicidade.

Corriam, pulavam ondas, cavavam na areia da praia.

Sorriam feito filhotes.

Gabi nem resistiu quando falamos que iriamos embora.

Tomaram banho. Comeram no parque de cabo branco.

Comprei pizza, mas Vinícius comeu mesmo foi parte do pastel da Gabi e tomou caldo de cana.

Ele diz é cadê minha amiga.

Bom chegamos em casa. Tomaram banho.

E se trancaram no quarto, pois a mamãe foi ler para eles.

06/12/23

Felicidade compartilhada

 Rosângela minha irmã e Gabriela minha sobrinha estão aqui.

Estamos aproveitando todos os momentos.

Ontem fomos a Bica e a Lagoa.

Observamos a paisagem e os bichos e brincamos. 

Os ipês estavam floridos.

Vinicius e Gabriela cataram tantas flores de ipê.

Desceram no escorrego.

Comeram pipoca e fizeram tudo que queriam.

Estavam muito felizes.

04/12/23

Natal em Natal

 Sábado, segundo dia de dezembro de 2023, fomos a Natal. O objetivo foi buscar minha irmã e passear.

Fomos cedinho. Primeiro quando chegamos lá coloquei Belchior para tocar, fomos a Universidade Federal do RN, descemos na reitoria que é um prédio lindo. Em seguida, passei na floresta que ajudei a cuidar em 2005. Passamos em frente a biblioteca Zilar Mamede, a TV, vi a paquira que fica na rotatória. Está uma senhorinha. Depois subimos em direção ao RU, passamos em frente ao Pouso, onde morei um tempo e fomos a residência rever. Foi uma pena não ter podido entrar. Então, seguimos para o nosso objetivo, fomos por morro branco onde tomamos café em seguida IFRN, e fui pela ponte velha... Tava um trânsito chatinho. Vinicius estava muito comportado. Então fomos até Jenipabu para observarmos os dromedários. Fomos por Santa Rita. Deixamos o carro no centrinho e subimos a duna. A paisagem era deslumbrante. Vimos uma burra sobre o cajueiro. Se o foco era mamíferos ali já tinha um híbrido. Bem subimos pelo lado onde parecíamos ridículos. Foi a minha impressão. Mas a parte isso. Foi ótimo. Logo vimos os bichões Enormes. Idosos e enormes. Contemplamos, fotografamos muito. Lindos e enormes. Chamou atenção o joelho do bicho que era tão alto. Dunas, sol e dromedários. Os bugueiros com turistas sempre passando... Paravam para fazer fotografia. A gente caminhou vendo os bichos. E ai. Fomos conversar com o guia dos camelos seu Marcelo. Que foi gentil e nos tirou algumas dúvidas. Em seguida, descemos a duna e pisamos no mar com rochas areníticas. Pegamos o carro e fomos para o Aquário. Então fomos olhar os bichos, peixes, rápteis, aves, mamíferos, Antozoários, estrelas do mar.  

Vimos baiacus 2, ciclideos inúmeros, peixe elétrico 2, peixe facao de palhaço 1, pirarucu, tambaqui, tubarão lixa, cunjolo...

Teiu, iguanas, jacaré-de-papo-amarelo, jacaré coroa, targaruga 

Avestruz, gavião-pé-de-serra, pinguim de magalhães

Cutia, rapoza, lobo guará, macaca-aranha, macaco caranguejeiro

Enfim, saímos famintos e fomos almoçar em Ponta-negra.

Voltamos só ontem para Casa.

01/12/23

Foi ótimo

 Ontem saímos para passear só Vinícius e eu fomos nos cavalos de nome garçon o dele e cambio o meu. Saímos, não sei o porquê, mas ele quis ir pela rua do sapoti. Ele não lembrou da aceroleira, como não tinha eu nem lembrei. Daí, contemplamos o pé de sapoti. Ele constatou que não havia morcegos. Expliquei para ele que morcegos são animais noturnos. Mas na frente ele viu uma espiga de embauva. Coletou uma e me pediu para levar para a mamãe. Continuamos e contemplamos o number seven and two que estava lindo, azul com detalhes de flores muito sutis. Continuamos e fomos indo sob o sol quente se quebrando no poente e o céu azul. Na frente tinha um homem limpando umas moitas de capim santo. Paramos para conversar. Disse que precisava de umas luvas para não cortar a mão. Então perguntei onde tinha comprado os tijolos de argilito que usou na fachada do muro. Ele respondeu que foi na beira rio. Ai conversamos e encontrei um fóssil de um peixinho. Mostrei para ele que falou nunca ter reparado. Mostrei para o Vinícius que amou. Até mais tarde ele lembrou para a mamãe. Vinícius tem uma conexão grande com água e peixe... Passamos na oficina genial de seu Nelton. Seguimos sem nada novo "1398"... Então cruzamos a rua do schnauzer 89... depois da casa 150, a casa do pau-brasil. Sim o dono estava lá. Perguntei pela idade da árvore pau-brasil ele falou 43 anos. Falou da árvore... do vizinho do lado oposto ao 150 que não gosta de árvore... risos. Conversamos quando o senhor da 150 apareceu... e só não conversamos mais porque Vinicius queria andar. Bom descobri que o sentido daquela rua se dá de dentro para fora ou seja no sentido oposto as três ruas... tem 89 schnauseres, 90 avó do Aquiles, 77 da casa com duas gatas pretas, 53 muro alto, 41 pula-pula e pé de lima... Cruzamos a rua da casa 90, nada demais... seguimos para a principal onde catamos flor de sibipiruna e jasmim. Ai fomos correndo... estava escurecendo. Passamos corridos pela rua de belo monte 89... stylos 110... coletamos a flor de hibisco, três uma hibisco rosa, uma ixora amarela, uma gangetica... corremos até  a praça da vacaria... quem estava na frente o dono da casa com rochas almofadadas. Descobrimos a origem, também comprou na beira rio... Desde a decada de 80 mora lá.

E ai... fomos pelo beco...

Foi ótimo com diz Vinícius

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh