O sabiá se calou,
Não é tempo de cantar,
Agora só quem canta é a garrincha.
Aves que cantam de manhã...
Saudade do sabiá,
Quem bom que tem a garrincha,
Se não tivesse, tudo seria silêncio.
A luz do sol começa a imperar.
As nuvens se dispersaram,
Estão sumindo.
Ontem, à tarde, fiquei em extase
Ao ver no céu azul,
Nuvens estriadas...
Tão belas formas abauladas,
Almofadadas...
Essas formas esculpidas pelo ar, pelo vento.
Também é o ar que propaga esse canto agora,
Canto que ouço com contentamento.
Ele dispara saudade,
Mas graça de agradecimento...
Desse desenfreado tempo.