Na rua Enane Vilar Cavalcanti casa 46 havia um pé de jasmim.
Nesta rua, casa 46, havia um pé de jasmim-manga.
Era uma árvore de copa aberta,
Tronco cinzento e seroso.
Folhas serosas e lanceolado-elíptica feito folha de manga,
Estava sempre florido,
Por vezes frutificado,
Suas flores alvas com garganta amarela,
Eram sempre perfumadas.
E desde bebezinho, parava para coletar uma flor e cheirar
E compartilhar com o minha esposa e meu filho,
Depois só com o meu filho.
A estrela de prata alva,
Tantas memórias de tardes de caminhada
Era ali que dávamos os primeiros passos.
Mas o jasmim, jaz na eternidade.
Ficou a casa, o número e a memória,
E esta composição, consta que na rua Ernane Vilar Cavalcante
Entre os anos 80 e 2026 existiu um jasmim.
Não sei quem são seus donos,
Quem plantou aquele jasmim,
Mas quem plantou tinha muitas memórias.
Deveras quem cortou ou mandou cortar aquele jasmim,
Não amava planta, amava quem plantou?
Seria um desconhecido?
Se foi o jasmim.
Parte de mim se vai...
Exceto aqui,