04/07/26

Carcará, tempo e solidão

 Após o almoço,

Vou escovar os dentes no banheiro

E vejo através da janela 

Do outro lado da rua,

Sobre a caixa d'água do prédio um carcará.

Enorme, de cabeça achatada,

Bico e pernas alaranjadas, pescoço a amarelado,

Asas pretas.

Ali está aquela imperiosa ave.

Sempre sozinhas,

Solitárias aves.

Pensei se não sente solidão aquela ave.

Vejo sempre voando solitárias,

Pousadas sobre os prédios,

Sobre antenas sós.

Não sente solidão o caracará?

Imóvel só o vento acaricia suas penas.

Olhando algo que ignoro.

Caminha elegante dum lado para o outro.

Senti uma solidão...

Senti uma solidão que não existe naquele corpo,

Que não existe naquele ser.

Vi na minha mente,

Os momentos que escureciam e vi aquelas aves só...

Só de pensar,

Senti a solidão do tempo...

Algo me afetou...

Foi o vento frio que soprava que me promoveu essa sensação?

Foi a tarde nublada,

Foi a unidade?

Algo me afeou e o carcará...

Ignorou tudo isso.

Conclusão é coisa de minha mente,

Um sentimento,

Um pensamento...

Que o dissolvo aqui.

Termino com este ponto.

Noite

 Pouco tenho a dizer sobre a noite. Na noite todo gato é pardo. Uma coruja é ativa, Os morcegos saem de suas moradas. As estrelas aparecem. ...

Gogh

Gogh