17/01/11

Tarde

Cai a tarde,
cai a chuva na tarde,
essa tarde quente,
que oras abre o céu,
oras fecha o sol,
céu azul,
nuvem escura,
essa tarde tropical,
inpacienta a pessoa.

16/01/11

Noite

A noite minha única companheira,
chegou calada, e cobriu tudo de escuro,
trouxe consigo uma chuvinha,
E refrescou o meu quarto,
vazio e quente,
estive ausente por um bom
tempo, mas agora voltei,
e me enfurnei
no meu mundo,
me abracei a noite,
e agora hei de dormir
a noite toda.

Tarde

A chuva caiu na tarde,
sobre a terra seca,
pingos caíram,
se aderiram,
e se escorreram
ladeira a baixo,
um forte bafo,
a terra expeliu,
pro céu subiu.
A tarde ardente,
de clima quente,
repentinamente
esfriou,
tão logo se passou.

15/01/11

voo

Voa no espaço,
em pleno céu azul,
voa a ave de rapina,
o sol forte a brilhar,
nuvens lentas a passar,
de asas abertas,
voa sem parar,
vôo circular,
seguindo as térmicas.
A ave sobe bem alto
e plana, plana sem parar,
pra lá e pra cá
em movimento circular...

Marcas

Marcas

Levamos no corpo e na alma as marcas do tempo. A cicatrizes da infância feitas pela impaciência e pelas artes. As marcas estão pelos joelhos, nas pernas, nas mãos cicatrizes do comportamento indomado e deseducado. Passado a infância essas marcas não se apagaram, pelo contrário novas cicatrizes são criadas, não mais pelas artes, mas pelo trabalho que se estendem pelas mãos, dos trabalhos manuais. As cicatrizes da infância trazem boas lembranças. Todavia essas marcas são insignificantes. Descobrimos na adolescência o desejo, a ira, a inveja, a tristeza e todos os sentimentos humanos provindas do entendimento humano do mundo. A partir daí surgem as cicatrizes, marcas no espírito não mais na carne. São os dramas vividos pelos seres humanos que se estendem pela vida adulta. Não seria a vida uma viagem e ao longo dessa que em determinadas paradas alguém é obrigado a descer ou alguém é determinado a subir na sua viagem e tornam sua viagem uma peça ilusória. Essas transferências marcam tão fundo que as vezes chegam a tirar o sabor, as cores e a magia da vida, são marcas que nunca se apagam e as vezes provocam desilusão. Levamos todas essas marcas no nosso corpo e em nossa alma. Nos autoenganamos para conseguirmos suportar a vida. Visto que são as cicatrizes, as marcas, que vão nos moldando e dando vida aos personagens que nos apropriamos e nos constituímos. Se ao longo da vida somos muito marcados já nem sabemos mais encenar, uma nova peça, pois as marcas nos tornam pessoas duras, inflexíveis, donos da verdade. Que seria isso senão ilusão. Porque cremos que as marcas nos dão autoridade não seria a construção de uma ideia ilusória. Talvez sim, mas é assim que nos construímos ou somos construídos. Quem sabe? Viver é um eterno aprender e as marcas são aprendizado que não nos faz esquecer que somos humanos, nossas fraquezas e nossas forças nos mostram os nossos limites. Limites estes que podem ser quebrados somando-se o tempo. Sim talvez as marcas nos dêem, mas não podemos de maneira alguma usar desta como verdade plena, pois cada pessoa tem o próprio corpo e a própria alma e através da própria experiência ter suas marcas, pois cada ser é única. O máximo que podemos fazer é dar um norte, mas por longe. É o tempo quem determina cada marca de cada pessoa.

14/01/11

Templo

Distante no horizonte construiu-se um templo.
Uma construção tão robusta, sobre rochas sólidas,
sobre um lindo monte, construido pedra a pedra,
consumiu o suor e o trabalho de devotos homens.
E fez-se cultos dentro do sólido templo,
cuja maior parte do tempo fez-se vazio,
amplo e frio, poucos dias se enchia o átrio.
Ali se celebravam nascimentos, mortes,
batizados. Naquele ambiente vazio,
frio estátuas de santos e um crucificado,
cheiravam a fezes de morcegos.
Aquele templo onde tantos cresceram,
onde tantos sob um teto pela ultima
vez ficaram... Celebrava-se festa.
Agora está cada vez mais vazio,
as paredes em ruina, cada dia
mais vazia e fria.
No horizonte em cima do monte,
um templo foi plantado,
com o tempo esquecido,
o tempo foi consumido,
meus olhos veem o mundo como nunca visto,
vejo cada vez mais longe,
minha face se enruga,
minha testa aumenta cada vez mais.
Meus modos cada vez mais peculiares,
mais duros.
E foi olhando para o templo,
para o monte,
olhando para o horizonte,
que construi em minha mente,
meu mundo, minha ilusão.
Eu constui o meu templo no horizonte.

Meu dia

Hoje o dia nasceu nublado,
oras chovia, oras cessava.
No final da tarde parecia
que o céu ia cair, mas
felizmente não caiu mais
que uma chuva leve,
quando era quase noite,
o céu se abriu
e pude ver o sol
se por no pente.
Um sol crepuscular,
se entregou para
a noite de lua crescente.

13/01/11

Sonho


Queria uma casinha velha na serra,
podia viver a mexer com a terra,
contemplar a natureza,
refletir sobre a beleza
da vida, da nossa vida,
não seria uma poesia ou uma prosa,
seria uma sim vida,
em inércia.
Aquela casinha na serra,
aquele pedaço de terra,
quem sabe um dia,
fazendo minhas poesias,
encha minha vida de magia
e siga pra lá,
espero que esteja ao meu lado,
quero muito que siga comigo,
que tenhamos um abrigo,
pra poder ver a chuva cair,
o sol brilhar, a flor desabrochar,
as aves a cantar,
sentir o frio da brisa da tarde,
e viver em harmonia,
essa vida deveras curta,
mas parece tão comprida,
Sigamos para lá.

12/01/11

Memórias

Carregamos dentro de nós memórias boas e ruins.
São essas memórias que nos dão a capacidade de julgar o que é bom e o que é ruim para nossa vida.
Nossas memórias ficam guardadas e vez por outra resgatamos. Temos as memórias longas e as memórias curtas. As memórias longas carregam uma grande importância para o nosso ser, pois elas foram os nossos primeiros alicerces. Vez por outra quando volto a um lugar que vivi por longo tempo, busco resgatar essas memórias. Na maioria das vezes parece ser inútil. Elas vem quando menos espero, mas as vezes me emociona quando consciente vejo algo que me trás reminiscência.
Estive com várias pessoas nestas férias, pessoas muito queridas e descobri nas suas memórias destas pessoas que tinha-mos memórias em comum, mas que não me lembrava e que quando essas pessoas começavam a falar como uma luz, eu relembrava. Emocionei-me ao relembrar com a vizinha de infância os meus tempos de criança. As necessidades porque enfrentávamos. Imagine que não tínhamos o mínimo conforto, na casa dela até colchão de palha de arroz tinha. No entanto éramos muito felizes. Essas memórias me emocionam, não era preciso mais que um pouco a mais de conforto, para nos sentirmos os mais ricos do mundo. Uma garrafinha de guaraná de vez em nunca servia para não ficar chorando em casa quando mamãe tinha que sair.
As balas que papai trazia da feira nos dias de sábado embrulhadas em papel, as balinhas enroladas em papel. Fazia-me tão feliz. Aquelas memórias, doces memórias em que via a minha família unida, junta, como modelo de família que construí em minha mente. Vi todo mundo viver assim unidos. Vi no jeito simples e correto de meus pais e avós a vida ética boa para meu ser. Vi na força rude de meu pai atrás do cabo da enxada e tantos outros pais na labuta, de manhã até a noite o correto jeito de ganhar o pão, sem esperar pelo suor do outro. Vi na harmonia com que vivíamos com os animais, a vaca por nos dar leite, o jegue por nos ajudar com as cargas, o cachorro na vigia da casa e o gato na proteção da comida contra ratos, o respeito essencial a vida.
Foi no trabalho que crescemos e aprendemos a ser éticos. Foi no banco duro da escola que aprendi que é importante aprender, na insistência de meus pais de não faltar a uma aula, na esperança de melhorar a vida que construí, minha concepção da importância do saber, pois sem ele que seria de mim hoje? Como poderia ajudar que me criou, educou e me deu a vida?
São essas memórias que me dão suporte seguir sempre em frente e ser quem sou. Uma pessoa com convicção e amor a vida.

Escrito

Encontrei um papel escrito dentro de um dicionário com letra tremida que reconheci ser a letra de minha avó. Nele estava escrito a data, o ano que ela nasceu, o nome do pai, o dia que casou, a quantidade de filhos que teve, onde estava morando na época que escreveu, o tempo que estudou. quando a mãe morreu, quando o pai morreu e que sentia muita saudades do pai dela. Foi escrito em quatro de fevereiro de 2004, três anos antes de morrer. Achei lindo aquele papel que pra mim virou um documento precioso, uma memória concretizada em vida. Quanta sabedoria de minha avó escrever aquilo. Fiquei impressionado. As memórias transcritas no papel ganham vida fora de nós. Com certeza foi uma dádiva encontra esses escritos. A que horas será que escreveu? Pela manhã ou pela tarde? O escrito não tem pontuação, mas tem uma inteligência tão grande. Imagine, pensar em escrever algo para a posteridade. Acho que tinha uma alma poética, talvez se sentisse sozinha. Tinha-mos uma relação de forte amizade. Todas as vezes que podia desfrutava de sua companhia, por longas conversas ao longo da tarde. Sentados na frente de casa. Vendo o povo passar, cumprimentando esse povo, as vezes alguém parava pra tomar um café. As vezes ficamos apenas contemplando a tarde que se passava lentamente. Dourada e depois que o sol se recolhia nos recolhíamos também. Tardes longas e fagueiras que passávamos por lá.

11/01/11

Vida e morte

Estou cansado

Estou cansado de lutar,
estou cansado de olhar,
estou cansado do jeito de viver das pessoas,
estou cansado de tentar achar respostas.

O mundo está ficando entediado,
cada dia mais envocado,
e tudo isso me deixa demasiado
cansado, pois parece que ando em círculos.

Tenho medo de mim,
tenho medo da morte,
tenho medo do amanhã,
tudo está tão embraçado que me deixa cansado.

Corri a vista no mundo e só vi problemas,
vi muita confusão, desilusão.
Vi a vida ressurgir na vida,
vi a morte dominar a vida,

Vi a matéria se transformar,
parei para contemplar o mundo em minha volta.
Deixei de lado a tela do computador,
que só me trazia dor,
mas não adiantou, pois os problemas humanos

são meus também,
como contemplar a natureza
como contemplar a beleza,

se há dor, se a morte, não há quem seja forte.

A união eterniza a vida,
mas como parar para contemplação...

Se cronometro meu tempo,
e consumo cada segundo,
a vida sem contemplação é vazia,
contemplar é vazio...

Viver como um vadio e ver a vida passar,
sem olhar para trás,
só se nunca me mudar.

A vida e a morte,
renovam a natureza.


10/01/11

Reveillon

O ano de 2010 passou tão de pressa,
que logo que vi os primeiros fogos
estourarem lembrei do ano passado,
deu um aperto no coração,
mas passou o ano velho passou,
2011 chegou, pedi muita saúde
e esperança, porque o resto
a gente corre atrás.

retorno

Viajei para muito longe,
mas já estou de volta,
para quem sentiu minha falta,
meu carinho e meu afago.
beijos

15/12/10

Lenta espera

E a manhã se passou tão lenta
quanto uma nuvem em dia de calmaria,
mas se passou, fria e suave,
ornada de flores,
de branco e de vento,
suave lá foi ela,
cantou o sanhaçu,
e ela partiu,
fujiu!

Voltar e reviver e ser

Finalmente chegou o grande dia,
depois de tanta arrumação,
tanta espera, to cheio de emoção.
O melhor do evento é a organização,
Compra da passagem,
as roupas,
liga,
risca os dias no calendário,
se torna hábito diário,
manhã se arraste,
porque à tarde,
bem no fim do dia
tomarei o avião,
o grande pássaro de lata,
em direção ao nordeste,
ver as areias brancas,
o céu azul,
o mar verde,
a água salobra,
luz sol,
amanhã quando acordar,
vou sair correndo pro mar,
ver o horizonte,
sentir a brisa úmida,
sentir o clima de Natal,
bem no natal
na minha linda terra do sol nascente.

Manhã em passagem

Suave nasce a manhã tão bela,
frouxa a luz entra pela janela,
e as cores verde e amarela,
das folhas e flores da acacia do jardim,
alegres, ao som do vento, dançam para mim,
numa suave valsa,
suas folhas acenam, assim.
dançam os secos frutos,
a luz nesse dia
de céu tão branco,
de sopro de vento tão suave,
ameno,
janela fechada,
e um friozinho tão gostoso,
que me deixa preguiçoso,
nessa linda manhã.

Campinas, SP.

14/12/10

Fim da primavera

Eis que no fim do verão,
chega o frio,
o sol nem apareceu,
choveu quase todo o dia.
Eita que dia fagueiro,
dia preguiçoso,
realmente gostoso,
pra ficar sob as cobertas,
a ver um filmezinho,
curtindo cada instante,
desses últimos
dias do ano,
da primavera.

Brasília


Brasília
linda cidade,
organização da sociedade,
cidade centro do estado,
de céu azul,
jardins coloridos,
de solo argiloso,
vermelho sedoso,
de diversas gentes,
vindas de terras distantes,
do norte, do nordeste sul e sudeste.
Brasília cidade erguida de de aço,
Na pressa sem cansaço,
concreto arquitetônico,
de espaços projetados,
dos campos e cerrados,
eis que surgiu Brasília,
de trânsito agitado,
de elegante gente,
de gente transitória,
curtos e longos mandatos,
corrupção, sem solução.
Brasília linda cidade,
quem bebe nesta cidade,
sente intensa saudade,
sente ansiedade,
de beber do poder,
do céu, da lua,
das estrelas,
das largas ruas,
do planalto.
Que abrigou tanta gente,
que perdeu o desejo da alma,
de voltar para o sertão.
O sertanejo que ai habita,
tem calma,
saudades de seu torrão,
não esquece o seu chão,
de seixos, de sol do sertão,
Brasília
sob a força do sertão,
ergueu-se,
na poeira vermelha,
de homens de punhos de aço.
se fez capital,
no distrito federal.

Último dia

Bem no fim da tarde o sol partiu,

O vento então soprou,

Soprou como não havia soprado

No fim de semana, soprou até amenizar o clima,

O calor partiu, dissipou no ar,

O sopro do vento deixa todas as plantas felizes

Tudas ficam acenando, pra lá e pra cá.

A luz vai minando,

A noite se entregando,

Os lírios do jardim com suas flores

Cor de fogo e fauce amarela

Ainda estão abertos,

São oito lindas flores,

A bráctea laranja da streulizia

Está tão viçosa...

As folhas da Dypsia,

Com uma panícula toda ornada,

Está num vai lá e vem cá,

E a bolina, cachorrinha,

Está impaciente indo de lá pra cá,

De cá pra lá.

Parece até uma amante esperando

O pé de lã, eita que ta assanhada

A danada.

E o vento sopra,

O oiti ta animado,

Acenando.

Olhando para o nascente pombos se equilibram

Na antena.

E a tarde acaba amena.

18:12 13-12-10

Café

Ah nessa tarde,

Como seria bom

O cheiro de um café,

Só o cheiro bastava,

Podia ser da casa vizinha,

Do norte ou do sul,

O cheiro de café faz muito bem,

Mas nada de café.

Tudo bem por que a tarde está tão agradável.

Tem umas nuvens escuras que parecem

Que irão desfazer em chuva,

Tomara,

Assim passa a vontade de cheirar

O café passado

Na hora.

Morfose

No fim da tarde,

O sol não mais arde,

Nuvens escuras

Escondem o céu,

Escondem o sol,

Não escondem a luz do dia,

Mas amenizam o calor,

As cores pálidas cores,

Esfriam a tarde.

Continua a cantar,

Lá no pé de oiti,

O pardal.

Os cachorrinhos aqui no quintal,

Dentam e dormem,

Acordam, se lambem,

Espantam os mosquitos.

Cortei os meus cabelos nesta

Tarde, fazia um calor na barbearia,

Mas tudo bem, até caíram alguns

Pingos de chuva.

O vento anima as árvores,

Faz balançar as folhas,

A tarde passa bem de vagar,

Tarde sem pressa,

Tarde de minas,

As Minas Gerais.

17:17 13-12-2010.

Melancia

Melancia

O doce sabor vermelho da melancia,

Sobre uma grande bacia,

Com sementes negras e pupa macia,

Cortada em vermelhas talhadas,

Que maravilha sentir o doce da melancia

Bem gelada nunca aguada,

Gotas da calda tão fria,

Lava a boca, lava as tripas,

Macilenta que delicia

É chupar melancia,

De sabor vermelho,

Negras sementes,

Rajada a de verde,

E verde claro,

Enche-me de alegria

O doce sabor da melancia.

13-12-2010

Dezembro

Segunda feira

As flores de dezembro

Ardem no calor,

Diversas são as cores,

Doces são seus odores.

Lindos, límpidos dias,

De céu tão azul,

As vezes aparecem

Capuchos de algodão,

Lentos como tartarugas.

Mas só as vezes,

A maioria das vezes

O sol é tão intenso,

Tão escaldante,

Que nem mesmo

Os lagartos saem para

Heliotermizar,

Quentes ardentes são estes dias,

Salvo quando caem as chuvas.

As maravilhosas chuvas torrenciais,

Caem com uma força,

Uma elegância tal qual uma sinfonia,

Porém são tão rápidas,

Que só dar tempo de lavar

As ruas e os telhados,

Deixando numa alegria

As plantas,

De flores brancas,

Amarelas, azuis

Todas as cores.

Com seus diversos odores.

Florescem as flores do verão,

Sorri toda noite a lua.

13-12-10 9:11

dia longo

Que tarde quente aqui em Uberlândia parece que o mundo todo está pegando fogo.

Até sob as árvores o corpo arde de calor. Agora mesmo um ventinho fresco ta chegando do poente.

São 18:35 e o sol ainda está bem claro.

Dias longos estes de primavera.

Dialogo

Cada pessoa é única, até podemos parecer semelhantes, ou melhor, extremamente semelhantes fisicamente, mas a nossa essência nos é peculiar. A maneira como lemos o mundo sempre diverge.

-O que tu escondes?

-Nada

- mesmo?

- e essa fala?

- por que não cala?

- porque a boca é minha.

- então fale algo de futuro.

- fale voce.

- hum.

- que coisa chata isso que falas.

- tá incomodado?

- se tiver saia.

- Escondes o mais precioso.

- Ah?!

- O que?

- O silêncio, pois quem muito fala muito erra.

- Vai se lascar.

- É muitas vezes o sol não precisa falar,

- nem a natureza, agora entendi voce precisa.

- Vai procurar sua.

- Que cara chato.

Feira

Vende de tudo na feira.

Vende frutas, roupas, comida,

Objetos, cds e simpatia.

Ir a feira traz-me alegria,

Tudo é tão cheio de poesia,

Vemos uma diversidade

Imensa de formas, ideias e gente.

Tem de tudo lá

Tomate, vagem,

Manga, maracujá,

Banana, coco,

Cebola, abacaxi,

Milho verde.

Tem sereais e seus derivados

Feijão, milho, fava.

Tem banca de pastel, acompanhado de mineirinho,

Tem coisas até da china.

Tem queijo, frango frito,

Tem bagaço.

Na alegria do vai e vem

De gente, de cores,

De sabores, de troca

Entre mercadoria e dinheiro,

Pensa, analisa e leva pra casa o

Que se acha melhor.

Da vermelha pulpa da melância

Ao amarelo doce do abacaxi,

O branco macio da banana,

O verde água da alface,

O azedo do limão,

O amarelo rosa da manga,

Hum quantas delícias.

Encontrada na feira de domingo no luizorte.

Um pastelzinho com mineirinho

E um palavreado fulorado dos mineiros

Tornam as feiras mineiras

Tão amistosas quanto as paulistas.

14:47 12 dez. 10

A rosa branca

A linda roseira no verão,

Floresceu uma bela rosa,

Pós seu último botão,

Tão graciosa no jardim

Parecia acenar pra mim,

Me afetou, me encantou,

E o sol a iluminava,

O vento a acariciava,

A todo transeunte encantava,

Que linda fica ela assim,

Enfeitando o jardim,

A rosa é mesmo

Desdenhosa,

Circundada de olhares,

Tal qual Branca de Neve,

Sorri pela última vez

Depois parte,

Pois a beleza é efêmera,

A vida é breve,

É a vida.

12 dez. 2010 11:34

Marcas, afetos e memórias

Três borboletas amarelas,

Voam nas paredes do quarto

De sólidas paredes creme,

Como sorvete de milho,

Com um mural

Com fotos de viagens,

De datas,

De uma arara,

De uma praia,

De um prédio

Do jardim botânico de Curitiba.

E de uma cama branca,

Do chão vermelho

Do guarda roupas preto,

As borboletas voam,

O quarto não ajuda

Pois o vento não entra muitas vezes,

As cortinas claras não deixa o sol ou o vento entrar.

É dezembro

O quarto está quente...

12-12-10

Uma noite suave em qualquer lugar

12 dez. 2010-12-12

Lua crescente no poente,

Olhar termo materno,

Sol desponta no nascente,

Olhar paterno maior,

Uma noite se entrega

A mais um dia.

Hoje é domingo

do do cachimbo cachimbo.

Lá fora canta um papa-cebo

Por ser manhã

De domingo,

Tem feira no Luizote,

Faz falta aquela manhã,

Nublada, mas tem nada não,

Pelo menos é dezembro,

E hoje é doze do doze

De dois mil e dez.

A lua está crescente,

Aparece no centro do sol

E foge para o poente,

Brilhosa,

Já será cheia

A última crescente se despede do ano,

E se entrega a lua cheia,

Já se foram três estações,

E o sol arde nesse verão,

Também com tamanha

Solidão,

Que poderia se esperar do sol,

Que foge da luz,

Desesperada pela rua.

No jardim da alma

O jardim sedento pede água,

Abro a torneira

E água jorra sobre,

As folhas que brilham,

e começam a sorrir,

A umidade se

preenche o ambiente,

Enquanto os pingos caem

Das folhas,

Há um frescor no jardim,

Um silêncio

E a paz.

20:17

Ocaso

É fim de tarde,

O sol já se pôs,

E lentamente tudo perde as cores,

Tudo vai desaparecendo,

Verde escuro,

Rosa escuro,

A sutileza das formas

Perdem os contornos.

Finalmente a natureza se recolhe,

Os pássaros calam,

Tudo está perdendo o movimento,

Já é a hora do ocaso,

Onde o breu toma conta da natureza.

O silêncio estático é quebrado,

Pelo sopro do vento,

Que agita as folhas das árvores.

A luz cada vez mais pálida se vai.

O dia se entrega pra noite,

Aqui em Uberlândia.

19:40 11-12-10

Lágrima

11 de dezembro de 2010-12-11

Lágrima

É na dor que nos tornamos mais humanos.

O mundano nos trás conforto,

Na dor, silencia a beleza da cor,

Seja ela espiritual ou carnal.

O corpo sob intensa pressão,

Explode de tanta emoção,

Quão intensa torna-se a respiração,

Descompassado pulsa o coração,

A vida perde o sabor,

Conforme intensa seja a dor,

Nos doamos, 

Nos perdemos,

Tudo perde o valor,

A carne toda arde,

O sangue queima e conforta,

Intensa pulsa a aorta,

Perde a simetria a face,

E os olhos logo marejam

Destilam do fundo da alma,

Límpida, transparente e salina,

Lágrimas que lavam a alma

Trazem conforto e calma.

A perca sofrida,

Que faz parte da vida,

A perca da coisa querida.

10/12/10

Os sentidos vidas da alma

Os sentidos

Os sentidos são a luz da alma,
as vias do saber,
o sabor do viver,
através dos sentidos se busca a calma.

O nosso mundo é descoberto
através do olhar, ouvir,
tocar, saborear.

Vamos construindo nosso mundo,
a partir do que vemos, ouvirmos,
ou sentimos e reagimos a estes estímulos,

Que mundo há além de nós?
ver melhor que não ouve,
ouve melhor quem não ver,
apuramos mais uns ou outros,
de acordo como usamos,
construímos nosso ser,
nossa persona.

Os nossos sentidos
dão sentido a vida.

Palmeira

A linda palmeira
toda frondosa,
linda e magestosa,
é uma Dypsis madagascarensis,
uma não várias,
suas sorriem e refletem o riso do sol,
toda florida,
como é cumprida
a bela Dypsis,
no dia de sol.

Campinas, Terminal de Barão Geraldo

O terminal

As pessoas nunca param, vivem nos seus afazeres simplesmente buscando o necessário para viver e muitas vezes para sobreviver. Nessa busca, nesse trabalhos constante vai absorvendo muito a necessidade e dissolvendo o tempo o prazer de viver pra si.


Ônibus vindo e indo,
com frequência
andam pra cá e pra lá.
As pessoas seguem o mesmo rítimo
dos ônibus.
Os ônibus parecem ter vida,
ganham vida, enquanto queimam diesel,
e força dos braços e comando do cérebro.
No terminal, pessoas descem e sobem,
caminham e param.
Aguardam de pé ou sentado.
Apressados partem e chegam,
incessante.
O terminal mais parece um coração
sempre a pulsar.
Pessoas respiram, fumam,
inspiram fumaça, conversas corriqueiras.

De olhos no relógio,
de olho em quem chega,
em quem sai...
Ainda bem que aqui tem
as palmeiras,
e o vento como a luz
invade os corpos,
clareiam, embaraçam
o tempo.



Campinas, Terminal de Barão Geraldo

09/12/10

Noite eterna

A noite hoje veio, mas veio tão tímida,
demorou a aparecer, e ainda reclamou
que estava cansada, mas a lua veio
vindo, e puxando-a lentamente,
A lua com seu sorriso atraiu todas as estrelas,
que foram se acendendo uma a uma,
vieram piscando,
numa conversa animada
que a noite logo chegou,
veio pálida, sem com certa luz,
noite de lua crescente,
é que nem criança nascendo os dentes,
dá um trabalho, uma pena.
Enfim ela chegou,
obrigou as damas da noite
a se perfumar, se arrumar,
e se embelezar.
Ah, sairam os boêmios,
os jovens, os casais,
e a casa ficou vazia,
Que alegria dos desejosos,
noite embalsama a vida,
a luz fria da continuidade ao dia,
a vida não para.

Lua

Brilha flava a lua no céu,
lua crescente, descamba,
em direção ao poente,
Cá na terra, enamora o jasmim,
a lua briosa,
com seu olhar,
parece me namorar,
caminhando cá e ela sempre lá,
oras se esconde atrás das
árvores, ora aparece sorridente,
e caminha ao meu lado,
luz, lua...
To namoras o jardim?
vi vocês se olhando,
olha que a maginólia
e as acacias vão ficar enciumadas,
elas te escondem,
te acham inconveniente,
mas lua é tua beleza,
podem elas se perfumarem,
se enfeitares,
mas tu lua,
és da dama da noite,
as damas do dia,
amam o sol,
e tu amas o jasmim.
em teu seio lua,
a vida passa assim,
meiga,
calma,
eterna.

Come sabiá

Pus uma banana sob a acacia,
sobre o muro branco,
pra tentar ouvir uma felicidade
gostosa.
Foi maravilhoso
quando voltei do passeio,
após o banho ouvi o corrochiar,
era um belo sabiá.
Um sabiá novo,
daqueles que nasceram aqui no nosso alpendre,
estava numa alegria,
de criança quando encontra bala,
com o bico embananado,
comia fartos pedacinhos,
não sabia cantar,
mas estava a corrochia,
sabiá menino quando vai aprender a cantar,
sob a acacia,
sob o fim da tarde,
sob a sobra da luz finda,
corrochiava o sabiá.

Dalbergia

Hoje o dia está tão lindo, cheio de luz, muito claro.
Através da janela vejo o verde brilhante das folhas,
as cores e os odores das flores. Por falar em flores,
a dalbergia do pátio está tão florida, nossa que linda,
com seus ramos e inflorescências aduncas, suas
flores cremes tão perfumadas, hum como é bom
sentir o cheiro invadindo a janela nossa alma,
ou sair no pátio e contemplar as belezas da musaendra,
da ezembekia, da galactia. Nossa que lindo! que gostoso.
Essas chuvas de verão, esse calor fazem bem a alguém,
os jardins e as plantas agradencem e a dalbergia!
nunca esteve tão linda!

08/12/10

Morte não me mata

Num suspiro, um único suspiro
pode ser nosso último,
apenas um para desfazer uma história, uma vida.
Um suspiro separa a vida da morte.

Quando o corpo se cala,
perde o calor, alivia da dor,
o corpo frio, sem alma,
sem temperamento,
ganha enfim uma essência.

Ou melhor, tudo agora é apenas essência!

Carne fria, lábios cerrados,
olhos embotados.

Onde está a alma,
as ideias, as necessidades?
O sentidos?
Para onde foram?

Um suspiro separa tudo,
faz a diferença,
da consciência a inconsciência.

Então porque tememos tanto a morte?

Se nosso destino iminente é a morte.

Vou falar da aurora,
do jasmim,
da grama,
da magnólia,
porque a vida
está fadada a morte.

Nem por estou condenado a tristeza.
Pelo contrário cada minuto é impar.

A felicidade é viver a vida apesar
desta consciência.

Deus é um consolo.
Para mim

Aurora

Aurora

Tu que me acordas,
desperta minha alma,
e acende meu mundo afora,
vai espalhando cores,
fazendo desabrochar flores,
exalando o cheiro da manhã,
deixando as gramas orvalhadas,
gotas cristalinas filtradas nas folhas,
anunciando a chegada do sol, Apolo,

Aurora

Quando me despertas
sinto que é hora de ir embora,
da cama, largar dos sonhos.

Aurora

Tu que calas os cães,
desperta as aves
e as faz cantar,
e toda a manhã desabrochar.

E renova o meu ser
Cada dia de minha vida.
É matéria para este singelo poema.

Seio da terra

Do seio da terra,
nasce a semente,
cresce a árvore,
arbustos e ervas.
Do seio da terra,
tiramos nossos sustento,
derramamos suor e
e força, dia a dia,
na enxada a colher,
o grão, a fruta, a batata 
E toda a existência.

Pro seio da terra
vai a água,
vão os corpos,
fogem as almas.
A terra tudo consome,
tudo recicla,
renova,
no seio terra,
descansa o corpo,
desfaz-se a vida.

Padroeira Nossa Senhora da Conceição

O vazio da cidade orbitado pelo feriado,
No feriado de nossa Senhora da Conceição
e eu aqui, trabalhando, a santa vai me
perdoar, mas hoje fiquei aqui a trabalhar.

Mãezinha, lembrei de vovó Sinhá,
Severina Maria da Conceição,
que a tempos atrás,
num dia de hoje viu a missa,
se benzeu.
Eu estava lá do lado dela,
ficava lendo e vendo
seus lábios se mexendo,
a rezar,
aos benditos santos,
Nossa senhora da Conceicão,
protegei a humanidade.

A capital Natal

Sal da terra,
terra do sal,
minha querida Natal,

estou contando os dias,
meu ser está cheio de alegria,
vem a mente poesia,

Natal, cidade do sol,
sinto saudades,
dos seus puros ares,

Natal, minha capital,
me encanta,
me enche o peito

de saudades.

Dos dias jovens de minha vida,
UFRN, Ponta Negra, Residência.

Berço do meu amor
Pela vida...

Princípios de biologia.

07/12/10

Minha república

Moro com mais três amigos e um cão, o estrela. Estrela é um cão muito legal, mais mole que um coelho, mas muito meigo. Meus companheiros são o Zé Bola, Dani e o Marcelinho. Temos hábitos muito diferentes. Dani é uma pessoa noturna que adora ver seriado de tv. Vive assistindo todos os seriados do Universal. Faz mestrado com parasitologia. Ela é uma general, muito séria, mas não tem muito moral com o Estrela é ela quem mais cuida dele, põe comida, água e faz uns afagos. O estrela gosta muito dela, safado não late com ela. É fácil perceber quando ela chega na casa, primeiro que o estrela não late pra ela, então quando ouço alguém chegar no portão mexer na chave e o estrela for indiferente então já posso imaginar que é a Dani, depois quando ela sobe a escada seus passos são silenciosos. O Zé faz doutorado na genética, é um homenzarão de foz muito máscula, tem mania de limpeza. É um cabra de atitude, mas é viciado em jogo na internet chega na casa, as vezes nem come, já tem bandejado e se enfia no mundo avatar dele. É fácil perceber quando ele chega em casa, pois mal chega na acacia o estrela começa a latir, depois que abre o portão, pisa nos batentes da escada como um gigante pegadas fortes e rijas. Já Marcelinho, faz mestrado comigo na Biologia vegetal, é um cara muito trabalhador, tem mania de trabalho mesmo, sempre que o vejo está trabalhando. O vício dele é estudar Asteraceae e cuidar de idosos. Cuida da mãe que é doente, do avó e do orientador, ainda quebra o galho para deus e o mundo, ah e quando vai para o sítio do pai vai trabalhar. Votz. Quando chega em casa, o Estrela sacoleja as orelhas. Então voce escuta um imperativo. Sobe estrela! E eu que tenho mania de filosofia, sou quase um velho. Saio de casa antes das sete horas, vou vendo o mundo, chego no labe onde fico até as cinco e meia, volto pra casa e quando chego o estrela oras late, oras é indiferente, mas sempre abana o rabo. Chego cedo assim sobra tempo pra contar essas histórias.

Filhos está na hora?

Hoje como quase todos os dias quando que não chove fui fazer alguns exercícios na praça dos Cocos.
Cheguei lá e comecei a me exercitar. Fiz barras, paralelas e quando estava fazendo flexão. Um menino e uma menina se aproximaram. A menina perguntou o que estava fazendo, achei simpático, pela primeira vez uma criança falou comigo. Devo ser muito sério. Meus trinta e um anos já está se mostrando. Acho que por ser sério as crianças não falam comigo. Mas aquela menina veio me perguntar e o menino um loirinho, ambos deviam no máximo ter uns três anos. Ela me perguntou o que estava fazendo e respondi que estava fazendo flexão. O menino perguntou onde estavam meus filhos, se eles estavam brincando, e onde estavam. Nossa tomei um susto com essa pergunta. Então respondi que não tinha filhos e ele perguntou porquê? Não sabia o que dizer. Porque não respondi. Então ele insistiu no porquê! fiquei acuado. Então ele saltou ah vai ter filho em sua barriga!? Ah! o que nossa fiquei mais aturdido que se tivesse levado um soco. Então a menina falou na barriga da mãe dele. Minha nossa! Aquelas crianças. Foi uma sensação estranha. Então depois pensei nos meus amigos que têm filhos, pensei na vida. Ainda bem que eles calaram e foram embora. Não estou pronto para ter filhos ainda foi minha, mas já está no tempo de ter um foi minha conclusão final.

Interrogação

Sartre saiu de casa, fechou o portão, respirou profundamente, olhou a acacia. A rua estava vazia, e meio escura. Montou na bicicleta e saiu pedalando. Pensando na vida e na primeira reta viu no nascente que o sol logo despontara. Seguiu sentindo o frio da manhã. Sentindo as articulações dos joelhos enfadadas. Chegou a universidade ainda escuro. Sacou a câmera tirou uma foto. Em seguida tirou do bolso a chave que abriu suas portas, no interior da sala, vazia escura e ainda quente. Sentou na cadeira sacou o computador, ligou na tomada, acessou a internet, leu colunas de revistas e jornais, enquanto ouvia rádio. Leu um capítulo do pequeno príncipe. Fez tudo isso e sua mente estava vazia, nem um pensamento pra por no papel. Sua mente estava branco como um espelho de celulose. Sentiu-se angustiado. Pensou na vida, nas dificuldades, nas angústias, nos erros que sempre pratica, nas coisas que não consegue fazer. Enfim quantas angústias sente. Pensou em escrever algo, então escreveu sobre o dia, na verdade queria escrever sobre a manhã. O que será que procuras indagou-se. A vida parece sempre tão monótona. Sempre as mesmas coisas, sem ver os resultados, fica assim angustiado. É preciso mesmo sacrificar o ser? Indagou. Inspirou e expirou. Abriu a página e começou a trabalhar. Tudo parece tão monótono, ou será que será ele uma pessoa monótona? Daqui do laboratório o jardim é tão lindo, plantas verdes, floridas. E aqui faltam ideias, palavras ou será que falta vida?

Dia

Manhã de sol,
céu azul,
as folhas das árvores brilham,
manhã de verão,
depois da chuva da tarde passada.
Ruas limpas,
pessoas limpas,
mente a mil.

06/12/10

Limbo

Doces sonhos,
sonhos de dias de paz,
dias de luz, de calor,
dias com campos cheios de flores,
o mundo cheio de cores,
de risos de crianças,
moldado de esperanças,
sonhos com altruísmo,
humanos bons,
natureza pura.

Rios com águas cristalinas,
escorrendo, cantando,
pedras lavadas pelas águas,
o ar limpo, puro,
noites mais escuras,
coberta de estrelas,
pirilampos,
o canto dos sapos,
o frio na serra,
paz na terra,
nada de jornais,
nada de notícias,
cada pessoa com suas vidas,
suas lidas,
que loucura,
mas a vida parece que já teve mais brilho,
foi mais romântica!
Sonhos quem sabe um dia,
viveremos no limbo.

Crepuscular

Tarde crepuscular,
vem, vem me abraçar,
quero ver você chegar,
quero ver o sol partir,
bem devagar,
esperando a noite chegar,
esperando o sol se por,
num céu azul,
com carneiros vermelhos,
doce tarde crepuscular,
onde possa ver o sol se apagar,
atrás do rio,
da mata ciliar,
quero abraçar a tarde,
que enfim o sol já não arde.

Quero ver o sol através das lagunculárias,
quero ver a luz laranja refletir nas águas do rio,
com barquinhos a passar
e seus donos a remar,
quero nesta tarde,
ver a lua chegar,
o dia a noite se entregar,
e no ocaso o acaso,
ver luz e breu a se encontrar,
ver insetos a voar,
a natureza calar,
toda a terra se recolher,
quero viver,
mais e mais pores do sol.
Aqui, alí ou aculá.

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh