quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Morte não me mata

Num suspiro, um único suspiro
pode ser nosso último,
apenas um para desfazer uma história, uma vida.
Um suspiro separa a vida da morte.

Quando o corpo se cala,
perde o calor, alivia da dor,
o corpo frio, sem alma,
sem temperamento,
ganha enfim uma essência.

Ou melhor, tudo agora é apenas essência!

Carne fria, lábios cerrados,
olhos embotados.

Onde está a alma,
as ideias, as necessidades?
O sentidos?
Para onde foram?

Um suspiro separa tudo,
faz a diferença,
da consciência a inconsciência.

Então porque tememos tanto a morte?

Se nosso destino iminente é a morte.

Vou falar da aurora,
do jasmim,
da grama,
da magnólia,
porque a vida
está fadada a morte.

Nem por estou condenado a tristeza.
Pelo contrário cada minuto é impar.

A felicidade é viver a vida apesar
desta consciência.

Deus é um consolo.
Para mim

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