terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma noite suave em qualquer lugar

12 dez. 2010-12-12

Lua crescente no poente,

Olhar termo materno,

Sol desponta no nascente,

Olhar paterno maior,

Uma noite se entrega

A mais um dia.

Hoje é domingo

do do cachimbo cachimbo.

Lá fora canta um papa-cebo

Por ser manhã

De domingo,

Tem feira no Luizote,

Faz falta aquela manhã,

Nublada, mas tem nada não,

Pelo menos é dezembro,

E hoje é doze do doze

De dois mil e dez.

A lua está crescente,

Aparece no centro do sol

E foge para o poente,

Brilhosa,

Já será cheia

A última crescente se despede do ano,

E se entrega a lua cheia,

Já se foram três estações,

E o sol arde nesse verão,

Também com tamanha

Solidão,

Que poderia se esperar do sol,

Que foge da luz,

Desesperada pela rua.

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