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29/09/26

Eternidade, espaço e um sol

 Os raios do sol,

Eternos raios,

Fonte inesgotável e infinita,

Coroado pelo tempo,

Coroado no espaço.

Sol,

Que ocupa um espaço no espaço,

E que dança sem parar,

Gira no mesmo lugar,

Gira em outro lugar...

Corona heliocentrica,

Corona heliocentrifuga,

Fonte infinita de hélio,

Supremos do sistema solar...

Que em tudo está,

Que tudo é fonte...

Nas sombras que a noite oculta,

O pavio de uma lamaparina pode alumiar,

E os raios celestes 

Ali deve está...

Eternidade que se encontra no dia,

Eternidade que se encontra no agora...

Que tem várias faces...

Apolíneas...

Originais,

Um círculo,

Uma coroa de raios.

Uma representação...

Um compasso...

O tempo.

O espaço...

E este turbilhão de ideias,

Numa só,

No sol.

28/09/26

Valor e a consciência

 Vivo em outro tempo.

Tempo distante da minha simplicidade.

Distante de setembros passados,

Onde minha preocupação era em trazer água pra casa,

Cuidar do burro

E cuidar das notas.

Sem muita responsabilidade.

Eu não era eu,

Eu era nós...

Eu era meus pais, meus irmãos e nossos bichos e nossa casa.

Faz um bom tempo que fui umidade múltipla.

Voltei a unidade múltipla,

Mas com a responsabilidade da paternidade e de marido.

Hoje vou a igreja, vou ao trabalho e vou ao mercado,

E pago as contas...

As coisas mudaram por aqui,

Fiquei pesado...

Ainda bem que estou dando conta até agora.

É preciso valorizar tudo isso.

É preciso mostrar o que são valores...

E assim ter uma consciência leve.

23/09/26

Autodefinição

 Vivo como sou,

Vivo como me fiz,

Sou um pouco do meu meio,

Sou um pouco do meu seio,

Sou um pouco de minha fé,

Sou um pouco de minha vontade,

Sou um pouco do meu coração...

Sou... ser em definição.

17/09/26

Sinfonia da mata

 Uma ave faz quebrar o silêncio na mata,

Canta um canto breve e me faz fugir dos pensamentos,

Faz surgir um pensamento real.

Penso no desconhecimento deste canto,

Um canto sem encanto,

Conhecido, porém desconhecido,

Que ave é a que canta?

A realidade que acessamos pelas sensações,

Pelos sentidos,

Requer tempo e atenção...

Entorno, matéria ser.

Na existência se acessa a realidade

E o ser filtra e cria a nossa realidade...

Que ave será aquela,

Que sempre quebra o silêncio...

Será que é parte da sinfonia da mata...


19/08/26

Um grito

 Em silêncio contemplo o mundo,

As formas que me dizem o que são,

As cores que qualificam as formas.

Eu olho pro dia,

Eu olho pra noite,

Eu ouço o dia,

Eu ouço a noite...

E me sinto cansado.

Cansado do dia dia.

Meu corpo, minha alma

Sentem cansados.

A fé me cura,

O descanso me recupera...

Sempre seguindo a seta do tempo...

Humano espero algo...

Humano.

Humanidade.



10/08/26

Poema

 Num poema se emoldura a realidade, 

Se expressa em metáfora 

O que se deseja expressar.

Num poema se doma o tempo.

Versos sensíveis,

Enquadrado em supra sensível,

Incondicionado em condicionado.


Um poema como uma cruz três coisas são representadas 

O tempo, o espaço e a matéria...

Um poema é a imagem da eternidade.

13/07/26

Caminho

 Tantas vezes perdido em minhas ideias, busquei outras e não consumi aquelas.

Tentava me inovar,

Tentava seguir adiante e me perdia e me achava.

Estava vivendo,

Estava aprendendo,

Estava sendo,

Tentando me encontrar 

Seguindo os meus pensamentos.

Amei, chorei, errei e aprendi.

Isso é viver.

Estou sendo,

Estou administrando melhor,

Mas ainda sim, aprendendo.

A vida segue o tempo,

A vida tem o espaço por meio

E se escorre pelo veio mais baixo.

Viver é aprender 

Até o fim.

04/07/26

Dia de sombra

 Sexta-feira desperta fria e chuvosa.

A mata molhada faz doer meus ossos.

Minha mente parece saculejar.

Assim inicia o dia.

03/07/26

Brevidade

 Caminhando,

Fui sentindo o mundo,

Manhã fresca e úmida,

A cada passo um pensamento,

Formas, cores, cheiros e sons.

O vento soprando,

Fazia as árvores dançar,

Fazia as árvores cantar.

O vento soprando, 

Girava em redemoinho,

Entre o corredor de dois prédios.

Meu espirito se conectava ao vendo,

As árvores, ao tempo.

Um rapaz varria as folhas,

Perdido em seus pensamentos,

Só varria,

O rastelo rangia,

O rastelo juntava as folhas,

As folhas molhadas,

Deixavam seu cheiro se espalhar,

Nem dei por nada,

Senti aquele cheiro,

E o vento mais espalhava.

Sexta-feira, manhã chuvosa,

Num inverno julino,

Senti-me tão pequenino.

Senti a brevidade da felicidade,

A brevidade do tempo,

Revelada pela razão,

Pela matemática,

Por versos da poeta Lisbeth Lima.

Mais nada.

01/07/26

Jogar

Oito piões, duas torres, dois cavalos, dois bispos, um rei e uma dama.

Um quadrado com 64 casas,

Piões andam sempre pra frente,

Torres sempre para frente, para os lados e para trás.

Bispos sempre se deslocam na diagonal.

A dama para todos os lados

03/05/19

Trilha do bambu

Ontem, quinta-feira, 02 de maio de 2019, ocorreu a nossa aula de campo de Biologia e Sistemática de Plantas Vasculares no Jardim Botânico Benjamin Maranhão. 
A Turma do terceiro período de Biologia (bacharelado), semestre 2018.2.
O guia foi Erick e a trilha foi a do Bambu. 
Pelo percebi esse nome "Bambu" se dá em decorrência da grande presença de bambus ao longo do percurso.
Antes de inciar a trilha, realizei uma explanação sobre as características do ambiente como tipo de solo, clima, pluviosidade e altitude, vegetação e interações ecológicas. A turma foi dividida em dois grupos, sendo um de quatro e um de cinco alunos. 
A tutora há dois dias anteriores havia sido disponibilizada uma chave dicotômica para os alunos, com a qual deveria ser utilizada para o reconhecimento das famílias. Então, cada grupo ficou responsável pela identificação de 30 plantas.  Estes materiais estavam disponíveis na trilha cabendo ao aluno selecioná-lo e determiná-lo.
A trilha teve início às 9h da manhã e com previsão de uma hora e meia de percurso.
Então de início o desenvolvimento foi lento, pois os alunos tinham que correr chave e fotografar os materiais, mas logo que os alunos delegaram as funções entre si o trabalho fluiu. O mais interessante é que eles se alternaram entre si nas atividades. Então, Riam, brincavam, xingavam, nas harmoniosamente.
O dia estava muito iluminado e quente, porém a sombra das árvores amenizou bastante as a temperatura.
Surgiram algumas discussões sobre determinados características da chave como odor, presença ou ausência de estípula e ainda tipo de venação, mas este último, devido ao fato de não terem visto ainda. Então como estava com uma apostila no celular, mostrei para eles o que ajudou no bastante no reconhecimento deste.
Já era quase 10:30 h e ainda estávamos na árvore do abraço, os alunos dispersaram um pouco, por causa da fome. Então, as meninas tinham levado biscoitos e compartilharam entre si, de maneira a ter mais um pouco de energia.
Após este local, a paisagem é totalmente tomado de plantas de dendê no lado voltado para o riacho onde praticamente não é encontrada espécie nativa de forma que encontramos menos materiais naquele espaço. Ali, um grupo já tinha com 21 materiais determinados enquanto o outro 15. De maneira que caminhamos mais rápido. Logo o grupo concluiu os materiais e vitória! Enquanto isso o outro faltava apenas sete materias. No entanto, eles aceleraram e tiveram ajuda do grupo vencedor. de forma que atingiram a meta rapidamente, enfim antes de encerrar a trilha e assim todo mundo pode relaxar.
De maneira que eles viram 30 materiais, trabalharam com mais de 10 características distintas que lhes permitiram reconhecer as famílias botânicas.
Exaustos, não queriam ouvir falar de plantas. 
Encerrada a trilha tirei uma foto e todos seguiram para a universidade.


Amarelo

 Amarelo cravo, Amarelo girassol, Amarelo banana, Amarelo ovo, Amarelo óleo  Amarelo queijo, Em cada tom  Um aroma, Em cada aroma uma memóri...

Gogh

Gogh