30/07/26

Reminiscências de um sertanejo

 À tarde caia,

A caatinga ia esfriando,

A luz se encerrando no poente,

Saia de casa em direção a mata branca, no poente,

Podia ver a mata nua, 

Caminhando 

Ouvia os últimos cantos das aves,

Via os ramos intrincados,

A silhueta da mata na frente do sol.

Ali sentia o cheiro do mato, marmeleiro, Jurema, mussambé...

Aos poucos a noite caia,

Uma estrela despontava,

E eu era pura consciência.

Sentir-me natureza.

Cansado contemplava a natureza,

Pensando no passado,

Pensando no futuro.

E quando a noite caia,

Chegava em casa

Cheio de pensamentos,

E todos ali tinham seus pensamentos,

Suas identidades, Seus sonhos.

 Pensavam na vida como eu...

E agora só memórias.

Tudo maia, tudo ilusão, tudo deveio e devir.

Agora longe no espaço e no tempo.

No fim da tarde sou pura recordação.

Mais nada.

Coleção de conchas

 Ontem, dei banho em Sassá, vimos o livro de imagens de peixes. Depois saímos para caminhar pelas ruas dos Bancários. Já não existe nosso pé...

Gogh

Gogh