À tarde caia,
A caatinga ia esfriando,
A luz se encerrando no poente,
Saia de casa em direção a mata branca, no poente,
Podia ver a mata nua,
Caminhando
Ouvia os últimos cantos das aves,
Via os ramos intrincados,
A silhueta da mata na frente do sol.
Ali sentia o cheiro do mato, marmeleiro, Jurema, mussambé...
Aos poucos a noite caia,
Uma estrela despontava,
E eu era pura consciência.
Sentir-me natureza.
Cansado contemplava a natureza,
Pensando no passado,
Pensando no futuro.
E quando a noite caia,
Chegava em casa
Cheio de pensamentos,
E todos ali tinham seus pensamentos,
Suas identidades, Seus sonhos.
Pensavam na vida como eu...
E agora só memórias.
Tudo maia, tudo ilusão, tudo deveio e devir.
Agora longe no espaço e no tempo.
No fim da tarde sou pura recordação.
Mais nada.