Julho, mês de muita chuva.
Em silêncio a mata contempla a beleza da chuva,
A mata silenciosa sente a chuva,
O frescor úmido da chuva,
Solo saturado,
Água límpida se empoça transparente.
A garrincha canta sem parar.
A mata chove também,
São gotas das árvores, dos arbustos e das lianas.
Gotas contando o tempo,
Gotas que esgotam a noite.
Fofos os gatos aquecem um pouco o frio,
Seus olhos dilatados,
Veêm a sombra se desfazer em luz...
A mata tai... Viva.