Fui andar no mato.
Sai calmamente,
Com a câmera na mão, fotografava, fotografava e fotogravava.
Podia sentir a realidade nos cheiros,
Nas formas, nas cores, nas combinações reais,
Sentir o tempo se indo,
Nas folhas que respiravam pelas últimas vezes de suas existências breves.
Pude ver no cardeiro a armadura de espinhos,
Espinhos jovens e velhos.
Não quis seguir em frente.
Seria o sol me impedindo,
Um sentido interno,
Não sei.
Voltei.
As fotos registraram o espaço e o tempo.
E eu...
Me perdi no tempo,
Envolvido entre memórias e realidades.
Assim me sinto...
Assim me senti.