O velho pé de araçá,
Que cresceu no pé da pinheira,
Tem tantos anos conosco.
Já foram tantos anos de existência,
Já foram tantas flores alvas floridas,
Seu crescimento marcava o tempo,
A gente sempre o mirava nas tardes de descanso.
Agora, julho de 2026,
Tinha sob sua sombra,
Deitados no solo vermelho,
Amarelos e doces araçás.
Muitos docinhos araçás.
Primeiro se encheu de flor
O velho aracazeiro,
Vieram as abelhas,
Visitarem as flores alvas e docemente perfumadas,
Depois nos ramos
Verdades os araçás cresceram
E agora no fim amadureceram...
E se fecha mais um ciclo,
Uma safra,
Um momento no tempo.
E aqui estou por testemunha
Desse grande companheiro
Mais nada