30/07/26

Casa paterna

 Aquela casinha teve tantas cores.

Nela fui amamentando, balbuciei as primeiras palavras,

Nela percebi o mundo sem palavras,

Tudo era tão absoluto,

Nela descobri o amor, nela descobri meus desejos...

Nela descobri realidade da vida 

Via razão...

Nela senti meu coração dilacerado,

Nela, tantas vezes comemoramos juntos.

Nela descobri a realidade da vida via experiência...

O tempo passou...

Casinha e tive que te dar adeus.

Sempre volto e mato sua saudade.

Agora tão longe 

Fecho os olhos e posso andar no seu interior.

Somos um só.

Posso ir nos três quartos, usar o banheiro,

Ir a cozinha e a área.

Posso sair fora e ver o céu estrelado...

Somos um só.

O tempo nos distanciam,

E saber que o tempo passa e que

as memórias se apagam...

Apesar de tudo casinha.

Vale a pena, 

Só tenho graça,

Pela sombra do sol e da chuva,

Pelo calor retido

O frio cedido...

Casinha compartilho esse momento 

Nosso. Só nosso momento.

Meu infante momento.

Porque é bom sem um contigo. Conosco... Amém.

Coleção de conchas

 Ontem, dei banho em Sassá, vimos o livro de imagens de peixes. Depois saímos para caminhar pelas ruas dos Bancários. Já não existe nosso pé...

Gogh

Gogh