06/02/26

Essa chuva

 A chuva veio no verão intenso.

Foi uma chuva providencial.

O céu azul e o calor caustico,

Estava insuportável.


As nuvens anunciaram pela manhã,

E a tardinha a chuva caiu.


A natureza, o solo, as árvores,

Agradeceram essa chuva.

Lembrança imediata

 Em Julho de 2001 fui pela primeira vez em casa de papai onde não o encontraria jamais. Nossa casa fica no Rio Grande do Norte, Serrinha dos Pintos. Foi uma sensação profundamente dolorida. Todavia duas coisas novas eram apresentadas a casa e a minha mãe. Foi a coisa mais valiosa do mundo para mim, meu filho Vinícius e nosso carro, fetonte. Apesar da dor da ausência de papai, minha mãe De Assis ficou muito feliz e orgulhosa. Ela me deu um terço e colocamos no carro. Ele era fraco e quebrou, guardei comigo as contas e a cruz e deixei ali, ao lado da minha escrivaria. Vi mamãe muito feliz, intensamente feliz com a vida, feliz pelas minhas conquistas, pelas nossas conquistas. Só o amor explica nossa devoção por nossos filhos.

04/02/26

Infantil V

Estas semana Sassá teve início a seu terceiro ano de vida no estudantil. Agora está no Infantil V. Está na escola Carl Rogers. Estava muito ansioso e não via a hora de começar. Uma nova sala, uma nova professora, novos coleguinhas... a preparação dos material e rever os amigos... a soma disto deixaram-no ainda mais ansioso. As aulas tiverm início no dia dois de fevereiro de 2026. Fomos deixar na escola eu e a mamãe. Já compramos a farda nova e já saiu da sala de assuntos financeiros vestidinho. Tiramos fotos no painel... Bom a sala será a primeira logo na entrada, não mais aquela em frente ao banheiro do infantil III. A professora será Aldenir e não mais Jamile. Está muito contente. Que meu bom Deus abençoe o meu menino nessa nova jornada. Que venha a leitura.  

Somos juremas

 Na vasta paisagem cinza,

Juremas pretas crescem,

Suas folhas ora dorme ora trabalha,

Ramos finos, vinhos e armados.

Bruta a jurema resiste a seca,

Resiste ao sol,

Resiste ao calor,

Resiste a boca do bicho...

Trabalha sem parar sempre a crescer.

Tosca a jurema farpada,

Um dia trabalha na beleza,

Numa manhã após preparada,

Amanhece perfumada e ornamentada,

Suas flores roubam a cor prateada da lua...

Sua essência se mostra em plenitude,

A maior parte do tempo é bruta,

O tempo e o lugar assim a tornaram,

Mas resiste a tudo e mostra que ali também há beleza, perfume e luz.

Somos juremas?

A vida

 A vida que se segue,

Segue sem parar,

No peito cordial a pulsar,

Bate bate sem parar.


A vida de fora,

Moída nos pensamentos,

Nas comparações,

Na existência em si e para si.


A  gente se cansa da vida,

A gente parece esgotado,

Desta lida repetida,

Desta lida eterna...


Nossas lutas,

Nossas labutas,

Nossas ideias...


Tudo num só corpo,

Tudo num só ser,

E num momento deixa de ser.

23/12/25

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infância por viver. Tem os primos Davi e Nicolas. Aqui tem o meu afeto.

Um dia de paz

 Olho através da paisagem árida onde falta verde e sobra cinza. Olho como quem contempla o universo inteiro. Em cada parte está o todo. Não é sobre a paisagem, mas sobre nós mesmos.

Na paisagem vejo elementos que parecem mortos, mas não estão mortos, apenas dormem.

Um cajueiro antigo, as Pinheiras, as palmas que meu pai tanto cultivou, o sítio que amou e cuidou. Essa terra que ele plantou e trabalhamos juntos.

O tempo consumiu e nos consome. Ah. O tempo... Ei ê. A vida esse fabuloso mistério essa doce ilusão. A vida é devir. Pensar sobre isso pra que. Pensar é está doente dos olhos. 

Abro os olhos e a luz do sol mostra tudo numa plena nitidez. Abro os olhos e já não penso. As aves ah as aves. Balança-rabo, cebinho de olhos melados, fim-fim, rixinó.  Cada um nos seus afazeres do dia. A esperança de algo melhor...

Um casaca-de-couro corrochia longe. Lembro do Pica-pau enorme que vi na mata, lembro que nunca tinha visto antes, lembro do sabiá cantando na aroeira com o peito estufado e asinhas abertas...

Vejo o vem-vem na pinheira parece estar plantando sementes de phoradendron ou caçar insetos. Sei lá. Lembro de vó Chiquinha... Mamãe.


E o vazio se preenche de esperança.

Fluxo do tempo

 Após uma longa seca, ontem à tarde, 22 de dezembro 25, finalmente caiu uma chuvinha. O tempo esfriou e a noite nasceu nublada. À noite, antes de dormir, trovejou muito. Dormi a noite inteira. Agora que acordei e fiz minhas rezas, estou a contemplar o mundo com os ouvidos e com a pele. Ouço tudo que acontece lá fora os veículos a passarem na estrada, e todos os pássaros a cantarem, sanhaços, cabeça-vermelhos, rixinó... O tic-tac do relógio, o zunido do ventilador. Sinto o frescor da manhã nova que chegou e vai me dando tempo e graça de vida. É quase a última semana de mais um ano.

Estou muito grato com o ano que vivi.

Meu filho está forte e feliz, já está quase lendo.

Tudo em minha vida é uma benção.

A existência é um fenômeno.

Ser é existir.

Existir é intuitivo, é imediato...

Rio a fluir

 A noite de hoje caiu totalmente diferente de ontem.  Fresca, nublada e suave. O chão enxombrado, as folhas molhadas, o aroma de chuva...

E a sensação que sinto é de esperança e aconchego e paz.

Chuva chegando

 No ápice da seca, numa tarde de dezembro, depois do dia nascer nublado, uma neblina começou a se precipitar. O som dos primeiros pingos no telhado, o cheiro da água molhando a terra a sensação de frescor na pele.

A gente sente a intensidade da vida, a esperança, a plenitude e a felicidade da existência.

Vinícius feliz dentro dos cinco anos perdendo a ingenuidade do não saber ler.

Essas coisas plenas.

Férias

 No sertão potiguar onde nasci, todo fim de ano vou passar. Esvaziar a mente e descansar. Hoje subimos a serra num sítio, jacas fomos comprar e ali nos pomos a conversar.

As jaqueiras centenárias pela seca maltratadas e as Pitombeiras a nos escutar. Seu Cleiton cujos olhos são os ouvidos a narrar os acontecimentos recentes. Todo cuidado com sua esposa que o alzheimer a infantilizou. Conversámos muito e depois saímos Vinícius e eu para o sítio pegamos o carro e pagamos as jacas, três duas duras e uma mole.

Nos despedimos e o acontecimento terminou.

Devir

 A manhã foi tão ligeira,

Caminhei na estrada tentando esvaziar a mente.

A mata seca e intrincada, a forma das árvores,

A aroeira inerme e oblonga, o Juazeiro verde e armado, com flores diminutas, a Jurema castigada cortada e ressuscitada tão ramificada, as cajaraneiras plantadas e idosas...

Os angicos de troncos ornamentados espalhados na mata.

Na beira da estrada encontro a trindade  na materialidade de três pequenas rochas, sagrada família.

Olhar aqui e aculá a contemplar a unidade e a pluralidade...

O som do metal na proteção de uma curva fechada.

O som em minha alma e na natureza o vento sendo riscado no garrancho da mata.

A luz fria do sol que vai aquecendo o dia...

O ir e vir...

A manga na sobra da mangueira, doce  amarelo. 

O céu azul.

A promessa de chuva.

A fé.

A estrela alva da vinca.

O café com leite.

A saudade.

E o desfecho da manha aqui e agora.

Existência e ser

 O tempo tem me revelado o que é a vida.

O tempo tem me ensinado a viver

Entre percepção e razão,

Entre a realidade e a fé.

O tempo é o combustível da minha existência.

Vida por vir.

A vida vivida é matéria do meu saber.

Sentimento... 

Ser...

Existir.

Entardecer a fluir

 A luz da tarde quebrando e caindo para o poente.

O silencioso calor do dia que termina 

Parece afagar nossos corpos.

O tic-tac do relógio marca 15 para as 15 horas.

A conversa distante dos vizinhos, o som do vento chegando.

A janela rangendo o sanhaçu, o filtro do vento.

A existência em esplendor.

Meio acordado e meio dormindo entre a percepção e a razão.

Eis o ser.

Eis a existência.

Um carro passa veloz e barulhento na estrada.

Um sentido e um sentimento transcende a minha existência.

Silêncio sinto a plenitude da vida.

Nossa casa

 Nossa casa aconteceu.

Nossa casa nasceu do amor,

Nasceu do trabalho e do suor do meu pai.

Nossa casa surgiu um dia e se transformou em um lar.

Nossa casa foi criança, nova e cheia de barulho, bagunça e alegria,

Nossa casa nunca estava vazia.

Nossa casa foi pequena e depois cresceu.

Nossa casa foi baixa.

Nossa casa teve várias cores...

Foi amarela, foi rosa, foi Verde e foi  azul.

Nossa casa tinha mãe e pai.

Nossa casa passou por tantas coisas, alegrias e tristezas.

Nossa casa teve sentimentos...

Nossa casa assistiu nossa chegada e nossa partida.

Nossa casa descobriu as doenças do fim.

Nossa casa velou meus pais.

E ficou grande, velha e vazia.

Ainda sim é o nosso lar.

Seus netos nossa casa não tem tanto amor.

Nossa casa, neto é neto.

Nossa casa é agora a casa da tia.


Nossa casa no natal já tem aquela festa ha cinco anos,


Nossa casa o Natal perdeu o brilho...


Nossa casa é católica.


Nossa casa tem Maria, tem José, tem Jesus de Nazaré.


Nossa casa tem são Chiquinho.


Nossa casa não falta amor aos animais...


Gato, cachorro, gado, galinha e pato.


Nossa casa fica feliz com nossa visita...


Sorri de portas abertas...


Nossa casa um dia será por si.


Sois forte, existente, sois parte de nos.


Seus átrios preenchem nossas mentes de memórias e de saúdes...


Nossa casa como é linda, como amo te ornar.


Guarda lembranças do meu amor por papai, canecas de porcelana, um boi e um jaguar, imagens...

Fotografias, documentos...


O que é a nossa casa.


Nossa felicidade e nossa existência.


Nossa casa paciência com a vida.


Nossa casa é nossa vida, nossa vida vivida.

Vinca

 Sob a luz intensa da tarde, num calor escaldante cresce a vinca. Nasceu na fresta da calçada.

Suas folhas verde escuro tão vivas, suas flores alvas desabrocham a vigorosas agradecendo o pouco de água doado.

O cuidado enche o espírito de força e energia para perpetuar a existência.

Transmitir valores

 Este ano de 2025 foi extremamente seco e as chuvas foram escassas. Estamos no dia 19 de dezembro. A mata está extremamente cinzenta e seca. A mim, não há novidade nisto. Já vivi tantas vezes esse fenômeno da seca. Apesar de tudo, a mata guarda suas belezas. O terreno está limpo. Foi limpo para usar o mato como forragem. Sai e fui até a mata olhar as formas vegetais. Triste! vi o João mole morto pelo fogo, vi o angico queimado... Vi troncos mortos. Fui até a borda da mata. No chão limpo encontramos sementes de fava. Então senti um cheiro gostoso e doce. No instante pensei que fossem flores de Juca. Fui até um pé de Juca ao lado de um Gonçalo-alves. 

Não era cheiro de flores de jucá, foi quando percebi que era o angico que papai preservou por tanto tempo. Vi que quase o fogo o havia consumido.

Vi o Juca que papai e eu salvamos...

Senti saudades de papai, mas estou feliz pela presença de Vinícius. Falei do papai para o Vinícius. Ele viu coquinhos e pediu que quebrasse para comer um. Quebrei vários e nós comemos e voltamos pra casa.

Sensação

 Céu nublado de nuvens de chuva.

O tempo está quente, mas o vento é fresco.

Sentei-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.

Descalço saio da sala e vou à cozinha beber água.

O chão frio refresca o calor.

Encho um copo raso de água fresca. Enquanto bebo sinto o meu corpo refrigerar.

Olho lá fora na área onde está créo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.

Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas

Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.

Observador

 Em silêncio parte a tarde.

Há um grande vazio 

Um grande vácuo 

Enquanto o sol solve a luz

A terna terra esfria.

Em cantos mudos se ouve as aves distantes...

Sob nuvens não vemos o céu azul.

Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.

Enquanto leio Lucas

20/12/25

Terra natal

 Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha casa paterna.

Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha terra natal.

O frescor da terra,

O cheiro do mato,

O canto dos sanhaçus, papacus, bem-ti-vis, o canto do João-de-barro.


Tudo tenho aqui tudo.

...

Aqui mora minha alegria,

Aqui vivo uma poesia.


Aqui é o meu lugar...


Aqui tudo é pleno.

Aqui tudo é sereno.


Aqui vivo com percepção.

Aqui vivo com razão.


Vivo o dia claro

E vivo a noite escura.


Aqui vive o catolé,

Ipê e cajueiro,

Angico e marmeleiro,

Aroeira e Juazeiro.


Aqui, nossas famílias se misturaram,

E nos fizeram...


Com o barro como Deus nos fez,

Nós fizemos nossas moradas.


Com o sopro como Deus fez a vida,

Nós rezamos nossas orações,

Preenchendo nossos corações 

De bons sentimentos,

Nós nos humanizamos,

E pecamos e pedimos perdão...


Aqui é nosso lar.

Vou parar para ouvir o canto de ouro cantar,

Parar para ouvir o cabeça vermelho trovar, o canção chamar, o vem-vem avisar e o loirinho grosnar.


Aqui é o meu lugar.

Lugar onde me fiz quem sou...


Aqui sou o que sou...

Massa moldada das mãos do senhor.


No seio amado por ele gerado de papai  Francisco e mamãe Francisca.


Aqui fui criado.

Aqui fui educado.

E hoje calado 

Canto para que jamais esqueça 

Que o melhor lugar do mundo 

É onde foi gerado,

Onde foi amado,

Onde foi criado.


A sua terra natal.

Sensações

 Em silêncio parte a tarde.

Há um grande vazio 

Um grande vácuo 

Enquanto o sol solve a luz

A terna terra esfria.

Em cantos mudos se ouve as aves distantes...

Sob nuvens não vemos o céu azul.

Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.

Enquanto leio Lucas

Passando

 Céu nublado com nuvens de chuva.

O tempo está quente, mas o vento está fresco.

Senti-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.

Descalço saio da sala e vou a cozinha beber água.

O chão frio refresca o calor.

Encho um copo Roza de água fresca. Enquanto bebo sinto o corpo refrigerar.

Olho lá fora na área onde está creo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.

Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas

Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.

Coisas do tempo

 Este ano de 2025 foi extremamente seco e as chuvas foram escassas. Estamos no fim do ano. Hoje é 19 de dezembro. A mata está extremamente seca. A mim, não há novidade nisto. Já vivi tantas vezes esse fenômeno da seca. Apesar de tudo, a mata guarda suas belezas. O terreno está limpo. Foi limpo para usar o mato como forragem. Sai e fui até a mata olhar. Triste vi o João mole morto pelo fogo, vi o angico queimado... Vi troncos mortos. Fui até a borda da mata. No chão limpo encontramos sementes de fava. Então senti um cheiro gostoso e doce. No instante pensei que fossem flores de Juca. Fui até um pé de Juca ao lado de um Gonçalo-alves. 

Não era, foi quando percebi que era o angico que papai preservou. Vi que quase o fogo o havia consumido.

Vi o Jucá que papai e eu salvamos...

Senti saudades de papai, mas estou feliz pela presença de Vinícius. Falei do papai para o Vinícius. Ele viu coquinhos e pediu que quebrasse para comer um. Quebrei vários e nós comemos e voltamos pra casa.

Resistência

 Sob a luz intensa da tarde, num calor escaldante cresce a vinca. Nasceu na fresta da calçada.

Suas folhas verde escuro tão vivas, suas flores alvas desabrocham a vigorosas agradecendo o pouco de água doado.

O cuidado enche o espírito de força e energia para perpétuar a existência.

Férias

 Sassá está solto no mato. Já fizemos várias coisas. Fomos ao açude, andamos no mato, comemos coquinhos catolés, jogamos pedra, olhamos os porcos, contamos os porcos, olhamos o gado. A gente acorda cedo, agoa as plantas, são poucas... a gente andou com sherlock no mato. A gente desenhou, foi comer espetinho... Rimos, brincamos...

Nossa casa

 Nossa casa aconteceu.

Nossa casa nasceu do amor,

Nasceu do trabalho e do suor do meu pai.

Da dedicação de mamãe a família.

Nossa casa surgiu um dia e se transformou em um lar.

Nossa casa foi criança, nova e cheia de barulho, bagunça e alegria,

Nossa casa nunca estava vazia.

Nossa casa foi pequena e depois engrandeceu.

Nossa casa foi baixa e depois cresceu.

Nossa casa teve várias cores...

Foi amarela, foi rosa, foi Verde e foi  azul.

Nossa casa tinha mãe e pai.

Nossa casa passou por tantas coisas, alegrias e tristezas.

Nossa casa teve sentimentos...

Nossa casa assistiu nossa chegada e nossa partida.

Nossa casa descobriu as doenças do fim.

Nossa casa velou meus pais.

E ficou grande, velha e vazia.

Ainda sim é o nosso lar.

Seus netos nossa casa não tem tanto amor.

Nossa casa, neto é neto.

Nossa casa é agora a casa da tia.


Nossa casa no natal já tem aquela festa ha cinco anos,


Nossa casa o Natal perdeu o brilho...


Nossa casa é católica.


Nossa casa tem Maria, tem José, tem Jesus de Nazaré.


Nossa casa tem são Chiquinho.


Nossa casa não falta amor aos animais...


Gato, cachorro, gado, galinha e pato.


Nossa casa fica feliz com nossa visita...


Sorri de portas abertas...


Nossa casa um dia será por si.


Sois forte, existente, sois parte de nos.


Seus átrios preenchem nossas mentes de memórias e de saúdes...


Nossa casa como é linda, como amo te ornar.


Guarda lembranças do meu amor por papai, canecas de porcelana, um boi e um jaguar, imagens...

Fotografias, documentos...


O que é a nossa casa.


Nossa felicidade e nossa existência.


Nossa casa paciência com a vida.


Nossa casa é nossa vida, nossa vida vivida.

18/12/25

Eterno lugar meu lar

 Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha casa paterna.

Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha terra natal.

Bem longe da capital,

Bem longe de Natal,

O frescor da terra,

O cheiro do mato,

O canto dos sanhaçus, papacus, bem-ti-vis, o canto do João-de-barro.


Tudo tenho aqui tudo.

...

Aqui mora minha alegria,

Aqui vivo uma poesia.


Aqui é o meu lugar...


Aqui tudo é pleno.

Aqui tudo é sereno.


Aqui vive plena minha percepção.

Aqui vive plena minha razão.


Vivo o dia claro

E vivo a noite escura.


Aqui vive o catolé,

Ipê e cajueiro,

Angico e marmeleiro,

Aroeira e Juazeiro.


Aqui, nossas famílias se misturaram,

E nos fizeram...


Com o barro como Deus nos fez,

Nós fizemos nossas moradas.


Com o sopro como Deus fez a vida,

Nós rezamos nossas orações,

Preenchendo nossos corações 

De bons sentimentos,

Nós nos humanizamos,

E pecamos e pedimos perdão...


Aqui é nosso lar.

Vou parar para ouvir o canto de ouro cantar,

Parar para ouvir o cabeça vermelho trovar, o canção chamar, o vem-vem avisar e o loirinho grosnar.


Aqui é o meu lugar.

Lugar onde me fiz quem sou...


Aqui sou o que sou...

Massa moldada das mãos do senhor.


No seio amado por ele gerado de papai  Francisco e mamãe Francisca.


Aqui fui criado.

Aqui fui educado.

E hoje calado 

Canto para que jamais esqueça 

Que o melhor lugar do mundo 

É onde foi gerado,

Onde foi amado,

Onde foi criado.


A sua terra natal.

Mangangá anoitecendo

 Anoitece suavemente,

A quentura se desfalece,

A mamangava segue seus sentidos,

Voando em direção ao cheiro da flor,

Zoando, zigue-zagueando...

Segue as flores de feijão bravo 

Encontra uma a uma,

Beija uma a uma...

Já não vejo as plantas,

Nem as abelhas

Vejo a silhueta,

Ouço o zunido, 

O zunido de seu vôo ao voar e a beijar as flores que estão acolá.

Rosa um evento

 O ano inteiro a roseira trabalhou.

Então algo aconteceu 

E na roseira um botão apareceu,

E foi crescendo,

Acontecendo,

O botão cresceu, 

E assim a rosa floresceu...

Rubro vivo,

Perfumado rubro,

Macio rubro,

Rubro simétrico,

Pluripétalo rubra...

Efêmero momento.

Intenso e eterno momento...

No extremo da existência germina

O início da inexistência...

Então a entropia 

Foi se delineado para o fim.

E o fim aconteceu.

Momentos depois 

Tudo voltou ao início.

Sassá na Serrinha

 Sassá viajou. Está na casa da tia Li. Ontem foi um dia de canseira. A viagem de João Pessoa a Serrinha é longa. Saímos do litoral da mata atlântica e cruzamos a caatinga no cariri e sertão da Paraíba. Subimos a borborema, passamos na rainha da Borborema Campina Grande, comemos os pães doce em São José da mata. Passamos na linda igreja de Santana, uma das mais lindas fachadas... Passamos em Joazeirinho, a charmosa Junco do Seridó. A linda cidade da Santa Luzia, São Mamede e Patos onde abastecemos. Seguimos até Malta, onde fomos ao novo Santuário da Paraíba, compramos queijo em Condado, fomos embora por São Bentinho, demos um olá na terra dos grandes paraibanos Arruda Câmara e Celso Furtado, terra de Helena Candeia a querida Pombal. Depois subimos no sentido Gericó, Mato Grosso, a terra dos donos do Bem Mais Riacho dos Cavalos e a terra de Chico Cesar... Fomos cair no Rio Grande em Patu...

E por Fim Serrinha minha terrinha.


16/12/25

Devir

 Numa manhã tudo terá passado.

E o sentido terá terminado.

Em uma manhã o que se mostrou,

Já não existe.

E nós que seremos?

Ver tantas vezes esse movimento.

Não dá para entender que tudo está mudando.

Tudo é devir.

Cedo ou tarde chega-se ao fim.

É só um pouco

 Papai cuidava de nossas plantas em Serrinha onde na seca a água é um recurso escasso.

Ele cuidava das vincas, do jasmim de laranjeira, das graviolas, da laranjeira e do coqueiro.

Então quando chegava alguém ele conversava enquanto cuidava. E dizia é só um pouco para ela a planta não morrer.

Lembrou muito bem isso, meu primo gêmeo Livanilson filho de tia Nina.

É só um balde.

Ouvi papai falando.

Inteligente e amostrado

 Sassá anda empolgado!

Gosta de ouvir que é inteligente.

Ontem comparamos um quebra-cabeça com 30 peças. disse para a mãe que ele montaria muito rápido.

Então em pouco tempo montou uma, montou duas montou três vezes.

O jeito é comprar mais outro.

Já está quase lendo... 

A gente ri com ele.

E ele se sente todo orgulhoso de ouvir que é inteligente.

E amostrado.

Sentido

 Santa Luzia,

Cidade,

Padroeiro!

Fé.

Luz,

Sentido,

Razão.

15/12/25

Santa Luzia

 Sassá foi a festa de Santa Luzia em Carnaúba dos Dantas, terra de seus amigos e seus pais o padrinho dele. Adorou a cidade, o monte do Galo, a grande nossa Senhora das Vitórias, a igreja de Santa Luzia, de São José. Ficou encantado com tantos romeiros, as bancas de brinquedos e comidas. Foi na cobra onde tem um parque de Dinossauros. Brincou, pulou, sorriu e se divertiu como nunca. Ontem no retorno estava rindo àtoa. Agradecemos muito por estes momentos tão eternos.

12/12/25

Desmame

 Sassá agora parou de mamar. O contrato era só até cinco anos. Só que nós adiantamos a festinha para comemorar com os amigos. Então agora ele entendeu. Está sendo muito difícil, mas ele já entendeu e está sendo forte. Foi dormir ontem sem o cheirinho da mamãe. Desmame feito. A mamãe pode agora dormir bem. A mente controlando a vontade.

A madrugada do ser

 Em silêncio a madrugada tece a manhã,

Em silêncio o tempo tece a existência.

Em silêncio a mente tece o ser.

A consciência se preenche de inconsciente e consciente!

A madrugada essa percepção,

Amanhece razão!

Conceitos universais...

Fenômeno, Giro copernicano...

Kant, Pessoa... Crítica da razão... tabacaria...

Amanhece!

Desperta! Cogito ergo sum... Descartes.

Razão - emoção!

Emoção - Razão...

A madrugada emotiva tece a manhã...

As moiras cortam o fio e a manhã nascida cresce.

E a luz intensa cega...

Ao meio dia que enxergamos de plenitude?

Estamos incomodados com o calor.

Os capins não estão nem ai.

Eles se adaptaram ao meio dia,

Aos campos abertos...

Platão grande sol...

Quantas metáforas adicionaremos a tua filosofia...

Quantos Deuses ensimesmados com suas "ideias",

Não percebem que tu sedes a gênese do pensamento ocidental.

Hegel, soube disso! Ancorou no ocidente!

Schopenhauer, encontrou um amanhecer no oriente!

Hegel e Schopenhauer são a ponta do iceberg do grade Goethe!

E Nietzsche! com uma linha firme teceu sua filosofia!

Poxa! Quero colocar Borges aqui!

Borges se encantou com os labirintos,

Borges via o labirinto no espelho.

Borges se encantou com as ideias

E leu e releu "As mil e uma noite"

Sabia profundamente da bíblia sua avó paterna inglesa sabia a bíblia decôr.

Nas não vi Borges falar de Cervantes! Um sol imenso.

Das maravilhas da vida me encantaram a música,

A madrugada me ensinou a ouvir o silêncio!

Na madrugada meu inconsciente me explicava as coisas,

Um lampejo de entendimento se fazia ai.

E do silêncio nasce a harmonia,

Cristaliza-se os pensamentos.

Então, por onde começar a ouvir a música,

O Chopin azul,

O Mozart amarelo,

O Bach vermelho,

O Beethoven verde,

O empolgado com o mundo das representações Wagner...

O que é isso amigos!

O que é tudo isso amigos.

Se chegou até aqui.

É porque tens paciência, é demasiado racional por buscar um sentido.

Está entrando em minha mente.

Podes até ver algo muito louco...

Mas não há loucura aqui há seleção.

Recentemente descobri a universalidade e a grandeza da fusão de canção, ideias e universalidade do mundo. Acreditem e é verdade. No meu torrão.

Eliseu Ventania e suas canções universais.

Desperto para o tempo, para a existência,

Sintético, preciso e peculiar.

Quem ouve sua canção por ele cantada encontra beleza e particularidade em sua voz autêntica.

Em Valdir Telez o paraibano-pernambucano encontrei genialidade.

Nos paraibanos do sertão Os Nonatos que brilha agora,

No Grande João Paraibano, no superastro pedra de quina Ivanildo Vila Nova...

E ver o mundo através das telas de Flavio Tavares, Clovis Junior, Wandemberg Medeiros...

Meu Deus Seridó, Agreste e litoral...

Bom me levou a ver toda essa luz os girassois de Gogh.

É preciso olhar de perto para enxergar o vermelho,

É preciso olhar de longe para enxergar o azul...

Princípio de ondem de tudo isso.

Bom ouvi isso de Cirne Lima lá do Rio Grande do SUL.

Quem entendeu Black?

Quem entendeu Hegel?

Quem entendeu a Paraíba e suas particularidades!

A peixada do amor,

A Feijoada do João,

A tapioca do Irmão Firmino,

Os bolos do Diegos...

Bom na parte está o todo.

E eis que o dia já acabou.

É isso.

11/12/25

Livre arbítrio

 Inconscientemente algo acontece o tempo todo em mim.

O inconsciente!

A célula!

O irracional,

O racional.

Quem antecede?

Qual é a relação?

Vivo, enérgico, saudável.

Metafísica.

Existência.

Ser.

Tudo isso só faz sentido

A luz da razão,

A luz da consciência,

Do pensamento...

Que é tudo isso?

Desprender para mudar

 O verão intenso,

Seca!

Poeira, e estiagem.

As árvores florescem e nem sentem,

Vão buscar água no subsolo.

Mas sofre e muda,

Abri a janela,

E ouvi o som das folhas se desprendendo dos ramos,

Folhas amarelas,

Flutuando pelo ar...


A Música

 A música tem a capacidade de tirar do fundo da minha alma sensações profundas que vivi e não percebi neste mundo. A música se comunica com o inconsciente. A música nos faz se comunicar com o mundo de forma energética ou espiritual.

Carão com carinho

 Ontem foi duro, Sassá estava muito danado. Desobediente, a mãe estava trabalhando e ele desobedeceu. Então ficou de aviso no quarto. Chorou, mas passou. Fui bastante duro com ele. Mas ele foi superior a mim. Disse que queria desenhar e escreveu no papel. Eu te amo mamãe, Deus te abençoe. E ai disse que queria outro papel. Então ele disse que ia fazer escondido. E pediu para eu dizer como Escreve... 

Papai, Eu te amo! Deus te abençoe. Desenhou um coração e eu andando de esquete. 

Então ele disse ninguém vai fazer um cartão pra mim.

Fiz. VINICIUS. Você é muito importante para mim. Te amo eternamente.

Depois fomos tomar banho e brincar na cama.


Eternos

 Somos a soma viva de todos nossos antepassados que já existiram.

Somos impares.

Somos eternos.

10/12/25

Sorte

 Nem percebi, mas aconteceu,

Do ramo surgiu um botão,

E do botão a rosa desabrochou,

O botão calado e tímido,

Passou desapercebido,

A rosa! se mostrou toda,

Se derramou em beleza,

Em simetria, em cor, em perfume e em maciez.

Por se mostrar de mais a rosa foi colhida,

Despetalada, devorada.

O botão teve plena sua existência,

Já a rosa!

Dependeu da sorte da vida.

Boa ou má sorte?

A existência se mostra

 Não se percebeu o início,

Mas estava lá a se dividir

Mas estava lá a se multiplicar,

Da gema, cresceu um botão...


Por dias a se preparar,

Cresceu sem parar.


Um dia do nada,

A flor desabrochou,

Numa antese triunfal,

O botão se fez flor,


A flor negou o botão,

Em plenitude de beleza,

Pétalas encarnadas,

Pétalas perfumadas,

Pétalas macias,


Com os olhos devorava a beleza,

Com o nariz devorava a beleza,

Com os dedos devorava a beleza,


Foi só um dia de plenitude,

Apenas um dia de existência,

A rosa logo desapareceu,

Enquanto outros botões

Geravam as rosas,


Então! vale a pena plantar,

Vale a pena cultivar,

A existência é um fenômeno.



No Burracheiro

 Ontem foi o primeiro dia de férias de Sassá. Com ele a casa fica cheia o tempo todo. Tudo muda de lugar. Inclusive nossas mentes ficam uma bagunça. Nós íamos ao dentista, mas não deu certo. Assim saímos para ir trocar os pneus no borracheiro Nil, no Castelo Branco. Fomos conversando, distraindo. Sai das três ruas, pega a avenida do contorno e ai vemos a mata e a universidade. Amamos! E ele pergunta mais uma vez, de 1001, quais os bichos estão ali... falo os que conheço. Vamos indo até o lugar. Lá, só observou. Ficou quieto e muito atento ao serviço. Não quis sentar-se no meu colo, preferiu o banco ao lado. E fiquei ali, abraçando e cheirando. Foi rápido. Então voltamos para casa e ele nem pode sair para caminhar comigo. A mamãe não deixou por ele está com uma tosse. Ficou lendo a turma da Mônika. 

Gostar do cotidianho

 Gosto do meu trabalho! Às vezes me pergunto como tudo aconteceu. Eu que na minha adolescência imaginava impossível passar no vestibular numa federal. Mas aconteceu e estou aqui. 

Gosto do silêncio do campos, mas não é o silêncio do fim de semana ou dos dias feriados.

Não é o silêncio que promove os primeiros momentos da manhã. Aquele momento em que a mata ainda tem sombra de fria. Os portões recém abertos, o estacionamento vazio. Os meninos que lavam carro ainda estão tomando o café e conversando. Os terceirizados estão batendo os pontos e ou chegando e ocupando os recintos. Dentre eles tem Josenildo meu amigo e parça. A gente conversa sobre coisas triviais até chegar no Departamento. Então vou pra minha sala e tenho o silêncio. Não pense que sou o primeiro a chegar e a gostar disso! Não, Rivete, o professor de anatomia Vegetal, chega primeiro. Bem na minha sala, penso, escrevo e leio sob o silêncio ou o canto das aves. Contemplo a mata, a aroeira fernanda. E o meu dia vai ganhando forma, luz e paz.

09/12/25

Aprendiz

 Minha vida mudou tanto quando passei para o ensino médio. Fui estudar a noite em Martins no Joaquim Inácio. Tive excelentes professores. 

Um deles era uma professora, Oneide. Minha professora de português. Não tive dificuldade com ortografia, tive e tenho com a sintaxe. Enfim, adorava as aulas com os textos e suas análises. Gostava de escrever no caderno e ver ela escrevendo no quadro. Ela tinha cabelo curto, uma voz pensativa e gostosa de se ouvir. Havia uma áurea de experiência e amor pelo ensino. Um texto maravilhoso e marcante que nos passou foi o texto rua dos cata-ventos de Mário Quintana... 

Nas tarde fagueiras, na minha cadeira de balanço, no corredor da biqueira, li e reli tantas vezes, as rimas, os sentidos e a solidão.

Aquele texto marcou para sempre na minha vida. Procurava e não encontrava e nem sabia que rua dos cata-ventos é um livro com 17 sonetos. E que o soneto que conheci foi o soneto II. Recente comprei um livro de poemas de Mário Quintana e descobri essas informações.

Estou descobrindo a genialidade ou a sensibilidade daquele maravilhoso poeta. Estou concomitantemente lendo o DNA do nordeste do poeta Lino e um livro de poemas e imagens de Wandenberg Medeiros. Já li Neruda, mas faz tempo que não leio.

Recentemente conheci a poesia de  Waldir Teles... E conheci pessoalmente a poetisa Lizbethe Oliveira e converso sempre com o poeta Anacleto!

Em meio a este universo concreto e abstrato vou tentando dar alguma matéria para meu espírito construir alguma coisa.


Acho que em meio a estes busco temas que sejam universais.


Descobri ou redescobri o poeta de nossa cidade Martins Eliseu Ventania, que foi um grande cancioneiro...


E falar o que de Patativa do Assaré?


E falar o que de Borges?


O que afinal forja um poeta!?


Que falar de Drummond?


Manuel Bandeira?


Tiago de Melo?


Manuel Bandeira?


João Paraibano?


Pinto de Monteiro?


Estou apenas descobrindo...


Uma vida não seria suficiente...


E o grande Leonardo Bastião?


E Padeiro?


...


Salvo o absoluto...


E entender que tudo foi gerado numa aula de português?


Numa mente jovem com vontade de vencer.


Numa mente que acreditou numa ideia.


Que a palavra tem poder de mudar o ser.


Mestre Oneide!


As suas aulas me encantaram mesmo sendo pura abstração...


Mario Quinta naquele poema me fez viajar e agora terminado esse universo.

Conceição

 Hoje é o dia de nossa senhora da Conceição.


Padroeira da minha cidade natal primeira Martins no Rio grande do Norte.


Minha avó sempre ficava feliz neste dia.

Era um dia de festa na época da avó, da mãe dela e de mamãe.

Eu não tive essa cultura, mas sei que mamãe gostava de celebrar a festa da padroeira de sua vida antes de nós.


Assim, peço bençãos e proteção de nossa senhora da Conceição.

Eterna manhã

 O sol acendeu a manhã.

O vento afaga a manhã.

As aves cantam para a manhã.


O silêncio,

A palavra,

A contemplação.


Que fazer com tudo isto?


O sol aquece a manhã,

O vento refrigera a manhã,

As aves sentem o sol,

As aves sentem o vento,


Ora calam,

Ora cantam.


Eu que não faço nada

Apenas sou.

Apenas estou sendo,

Quando tu leres pode ser que ainda seja ou não.

Atemporal é eterna é a manhã.

Amor ágape

 Semear o amor,

Aqui, alí e aculá,

E encontrá-lo na flor

Ou no riso do bebê,

É muito fácil.


Encontrar o amor 

Na dor, na fome,

No choro isso é impossível,


Nesses momentos é preciso doar o amor...


Encher nosso peito de amor 

E doá-lo sempre...


Estimularmos sempre 

Para que sejamos amor.


Semear e cultivar o amor

E assim colher e doar amor.

Antônio Pereira

 O poeta da saudade Semana passada ouvi o compositor Santana declamando um dos mais lindos versos sobre saudade. Ele falou de Antônio Pereir...

Gogh

Gogh