Na vasta paisagem cinza,
Juremas pretas crescem,
Suas folhas ora dorme ora trabalha,
Ramos finos, vinhos e armados.
Bruta a jurema resiste a seca,
Resiste ao sol,
Resiste ao calor,
Resiste a boca do bicho...
Trabalha sem parar sempre a crescer.
Tosca a jurema farpada,
Um dia trabalha na beleza,
Numa manhã após preparada,
Amanhece perfumada e ornamentada,
Suas flores roubam a cor prateada da lua...
Sua essência se mostra em plenitude,
A maior parte do tempo é bruta,
O tempo e o lugar assim a tornaram,
Mas resiste a tudo e mostra que ali também há beleza, perfume e luz.
Somos juremas?
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