03/08/26

Sentido e som

 Ao meio dia,

O sol ao pino.

Calor e luz,

Fome!

Paz...

Uma rolinha caldo de feijão cantava.

Uma doce memória pulsou em minha mente.

De um tempo que nunca voltará.

Quando sentia ainda mais o vazio do mundo.

O mundo era desconhecido,

Eu era corpo e vontade.

Bateu uma saudade não do meio dia,

Não do lugar onde nasci...

Uma saudade dos anos 80 ou eram 90...

Saudade daquelas coisas...

Costumamos olhar pra trás,

Porém não é à toa...

É a prova que nem tudo é ruim,

Nem tudo é vazio.

Uma prova que somos pessoas de nossos tempos.

Canta rolinha...

Naquele tempo não fazia sentido,

Seria então seu canto,

Um sentido do sentido de hoje.

Sei lá.

Ame.

Ensaio

 Só tenho memória do que vivi.

Memória são espelho do passado vivido e afetado.

Memória se refletem num momento semelhante,

Real ou imaginário.

Somos memórias vestidas de sentimentos.

Somos o acaso,

Na manhã ou no ocaso.

A mudança desperta dúvida,

O desconhecido que é o devir.

Memória é um deveio refletido.

Criada em nosso favor.

Mas...

Deixa pra lá.

Primeiro dia de aula

 Aristotelino meu primeiro professor de ecologia me fez querer ser igual. Foi uma aula magistral.

Quebrando os protocolos e sentando no bureau.

Sem um livro na mão e sem usar o quadro,

Com sotaque carioca deu uma aula magnífica.

Sabia o odum de ponta a ponta.

Faltou sobre entropia.

Uma das três leis da termodinâmica.

Lei que diz que tudo tende ao caos exceto a vida...

Naquele dia por teoria descobri o que já sabia por intuição.

A sala era igual a da escola onde estudei, mas as ideias eram mais amplas e profundas.

Naquela noite, sabia que aquele era o caminho que devia seguir.

Não sei se por acaso ou não me tornei professor...

Foi na aula de campo de Tot que vislumbrei uma direção de conhecimento. Em Equador no Río Grande do Norte vi uma Jurema com o nome científico e pensei será esse meu destino? Saber o nome de todos as plantas?

Hoje é sábado, manhã ensolarado, quase 26 anos depois...

Tomando um pouco de consciência.

Sensação do sansão

 Sábado fomos à Bica. Já começamos agosto indo à Bica. Manhã com sol e chuva. Nem estava lá dona Lenita, chegamos já era quase 10 horas. Entramos e fomos passear.  Vimos as aves de rapina. Sassá até imitou um gavião asa de telha. A áugia chilena gritou ana gritou. Depois fomos ver os peixes. Fomos ver se víamos bichos  nas nascentes que ocorrem na Bica. As vezes vemos jacarés, cágados ou peixes. Bom, mas o que tomou nossa atenção mesmo foi o pavão sansão que estava se exibindo para Dalila. A calda linda aberta, pluriocelar, azul. Fazia um chiado parecia um maracá. Passamos uns dez minutos ali. Rimos, fizemos piadas, brincamos. Depois fomos ver os macacos, a loba oculta mila... E o tempo voou.

Uma segunda

 Segunda-feira, primeira de agosto,

Já começa assim, nublada, neblinando.

Só a corroira cantando.

As árvores gotejando.

Aquela indisposição!

Querendo cama,

E já no batente.,

Nesta cadeira,

Pronto para iniciar o dia.

Sentido e som

 Ao meio dia, O sol ao pino. Calor e luz, Fome! Paz... Uma rolinha caldo de feijão cantava. Uma doce memória pulsou em minha mente. De um te...

Gogh

Gogh