Andei no roçado,
O milho pendoado,
O cheiro da floração,
O milho viçoso...
Meu coração
Ficou bem apertado,
Saudade de meu agricultor,
Que de botas brancas
Me mostrava com orgulho,
O produto de seu trabalho...
Explicava cada momento,
Que trabalhava em silêncio...
Nosso encontro no roçado,
Era algo sagrado...
Quanto amor...
Entre nós...
E os milharais.
Meu pai,
Me ensinou a cultivar a vida.
Como sinto sua partida.
E o milharal, e a mata
E o inverno,
E nossa terra...
Nosso eterno laço.
Amaria te dar um abraço...
Mas, ai...
São só saudades.