No mês de abril,
Após as grandes chuvas,
pude no mato andar.
É gostoso sentir
O perfumado cheiro da flor,
O amarelo doce do cajá provar.
Ver o feijão no campo de espalhando,
Nas hastes longas
As flores roxas desabrochar.
E o agricultor com a campinadeira,
Dando ordens e o boi obedecendo
Na carreira subindo e descendo.
A vista cheia de beleza, o cheiro
Da terra arada,
O canto da passarada.
Andar no meio do mato,
Com cuidado pra uma cobra não encontrar,
Vendo a copa da mata fechada.
O cuidado pra não se estrepar.
Ver o açude de água nova barrenta,
O som da água na pedra escorrendo...
E o peito cheio de alegria...
A alma que é uma poesia...
Essas coisas bonitas
Que a gente leva pra vida.