Em algum lugar bem distante,
A beira da estrada, um fruto caiu,
Dali, num inverno nasceu uma aroeira,
Os anos foram passando e lentamente,
Bem suavemente ela cresceu.
Continua crescendo.
Um dia ela floresceu,
Um dia frutificou...
No verão caíram as folhas,
Uma a uma ficaram o tronco e os ramos,
Depois cheia de vassorinhas,
Floresceu, frutificou...
Mas veio a chuva e ela regou,
Então de folhas todinha se vestiu.
As aves adoram nela pousar,
As aves adoram nela cantar...
Às vezes a tarde vai lá o sabiá,
Canta, alumiado pela dourada luz da tarde.
Canta o cabeça-vermelha,
Canta o papa-arroz.
Nela nasce e se põe o sol.
Nela se avista primeiro o dia,
Nela se escurece por último.
A noite esta desaparece...
Milhares de flores e frutos já dispersou.
Oh aroeira.
Como te admiro,
Faça chuva ou faça sol.
Impávida ali está.
Seguimos nossos dias,
Você de lá e eu de cá...