07/04/26

A aroeira e o tempo

 Em algum lugar bem distante,

A beira da estrada, um fruto caiu,

Dali, num inverno nasceu uma aroeira,

Os anos foram passando e lentamente,

Bem suavemente ela cresceu.


Continua crescendo.

Um dia ela floresceu,

Um dia frutificou...


No verão caíram as folhas,

Uma a uma ficaram o tronco e os ramos,

Depois cheia de vassorinhas,

Floresceu, frutificou...


Mas veio a chuva e ela regou,

Então de folhas todinha se vestiu.

As aves adoram nela pousar,

As aves adoram nela cantar...


Às vezes a tarde vai lá o sabiá,

Canta, alumiado pela dourada luz da tarde.

Canta o cabeça-vermelha,

Canta o papa-arroz.


Nela nasce e se põe o sol.

Nela se avista primeiro o dia,

Nela se escurece por último.


A noite esta desaparece...


Milhares de flores e frutos já dispersou.

Oh aroeira.

Como te admiro,

Faça chuva ou faça sol.

Impávida ali está.

Seguimos nossos dias,


Você de lá e eu de cá...

Labirinto temporal

 A tarde surda, Tudo é silêncio, O calor muda A voz da natureza, Numa sombra, Pia um bem-ti-vi. Desperto para essa realidade. E por minha me...

Gogh

Gogh