No poço da pedra sol azul, sol radiante, calor intenso, em janeiro profundo e a caatinga sedenta.
O chão empoeirado o solo esturricado.
O cardeiro, o Xique-Xique, e o coroa de frade cinzento....
A tarde dourada recebe a noite enquanto os beija-flores beijam as flores das coroas de frades,
Flores rosas, pequenas, delicadas, protegidas, tímidas repletas de polem,
Conversa vai e vem...
E a noite chegou quente adoçada pelo chá de erva doce e o bolo quente de leite de Ana Celina...
E a noite caiu,
A conversa com seu Nelinho Escobar na casa de canto,
O cururu poncio comendo carne de sol ofertado por Vinícius e sua mãe...
A uma da madrugada e promessa de chuva, as uma e meia uma pancada de chuva e uma animação três baldes cheios... E o veio Zé acordou, e o relâmpago prometeu e a chuva se pôs a chover matando a sede do chão, da mata, do grande e vasto sertão.
Meu coração de sertanejo em sintonia bate feliz com a chuva apressada...
Baldes e tambores cheios de água, de esperança de som de paz.
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