A cinza mata, o sol alto, a claridade e o calor intenso, a poeira. Um Juazeiro, um Jucá, uma aroeira, um angico e um mandacaru.
Olho e ouço o meu entorno.
O que sinto? o que me incomoda e o que me faz sentir este momento.
Sinto calor, sinto um vazio, sinto algo que vai crescendo em mim. Alegria, felicidade, paz e algo humano que quero desvincular de mim, o incomodo.
Quero entrar em harmonia com o meio sendo angico, aroeira, Juazeiro, mandacaru e Jucá.
Olho a paisagem ao longe, olho a paisagem ao meu lado.
O que é tudo isso?
Ouço o vento ventando na mata.
Ouço um sabiá, um cabeça-vermelho, um bem-te-vi...
Me apresso em me proteger da estrada, um carro a passar, um olhar ou vários olhares... Que passa de repelente... Sou ignorado. Sou percebido.
O relógio conta o tempo, o sol conta o tempo como balão a subir o céu.
A mata adormecida.
Respiro fundo.
Sinto um vazio em mim. Vejo o vazio da estrada, da mata.
O espaço é infinito e o tempo é eterno.
O que é tudo isto?
Vida sendo vivida.
Existência e ser.
Um pensamento e mais nada.
Essas coisas aí.
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