Na lagoa um sapo compõe a paisagem. Estático apenas o percebo. Sua forma e suas cores aquilo que me diz que é um sapo. Seus olhos percebem a mim pelo meu movimento. Estático está e permanece. Perto do sapo está um jacaré e na mesma lagoa peixes.
Essa lagoa não é natural nem aquele peixe.
As vitórias regias enfeitam de cores alvas e verde o espelho da água...
O sapo fica pequeno diante do jacaré diz um.
O sapo fica feio diante da vitória regia diz outro.
O sapo nada menos que o peixe fala o outro.
O sapo não responde só existe.
Se tem fome come.
Se tem perigo foge.
Só responde.
Agora nada o incomoda e compõe uma paisagem.
Só.
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