segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Carnaval

 O devir deveio.

É carnaval. Hoje tenho muitas opções e não escolho nenhuma.

Antes não podia escolher e queria muito poder escolher.

Tinha a televisão para ver o que ocorria país a fora. Meus pais com minha ou pouco mais que a idade que tenho hoje, trabalhava para nos sustentar e a mim só restava sonhar.

Queria parte do que tinha no carnaval e não o todo.  O sofrimento nascia do querer e a realidade impunha suas restrições.

Eu nem imaginava o quanto eu tinha tudo. Minha casa, minhas irmãs, irmãos e meus pais por mim.

A nossa vida era simples como tem que ser.

De carnaval só via as coisas grande da Globo que passava no Rio, em São Paulo, em Salvador e em Olinda. Era um chines no meu pais.

Na minha cidade haviam blocos e os papangus.

A natureza estava ali.

Se uma coisa me animava naquela época como me anima hoje ainda são as chuvas.

O tempo passou e não vacilei em meus sonhos. Deus me deu o sentido.

Real, deveio, hoje sou eu quem é a segurança de alguém, meu filho.

E sabe, gosto de ficar em casa. Assim de boa.

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