O devir deveio.
É carnaval. Hoje tenho muitas opções e não escolho nenhuma.
Antes não podia escolher e queria muito poder escolher.
Tinha a televisão para ver o que ocorria país a fora. Meus pais com minha ou pouco mais que a idade que tenho hoje, trabalhava para nos sustentar e a mim só restava sonhar.
Queria parte do que tinha no carnaval e não o todo. O sofrimento nascia do querer e a realidade impunha suas restrições.
Eu nem imaginava o quanto eu tinha tudo. Minha casa, minhas irmãs, irmãos e meus pais por mim.
A nossa vida era simples como tem que ser.
De carnaval só via as coisas grande da Globo que passava no Rio, em São Paulo, em Salvador e em Olinda. Era um chines no meu pais.
Na minha cidade haviam blocos e os papangus.
A natureza estava ali.
Se uma coisa me animava naquela época como me anima hoje ainda são as chuvas.
O tempo passou e não vacilei em meus sonhos. Deus me deu o sentido.
Real, deveio, hoje sou eu quem é a segurança de alguém, meu filho.
E sabe, gosto de ficar em casa. Assim de boa.
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