O sol ardente cozinha o céu azul. A caatinga treme ardendo num calor plúmbeo.
A casa de alpendre refrigera o mormaço.
Numa das linhas o juriti trabalhou,
De cisco em cisco construiu um ninho
De palha de capim.
Ora em silêncio ora a cantar chocando seus ovos alvinhos.
A Alamanda cresce no quintal ao lado do limoeiro dali, vemos flores e frutos amarelos...
O verde das folhas e as flores alvas das cajaraneiras,
Os nós e entremos das canas,
As folhas penadas dos coqueiros.
Os sons amorfos dos sábias, galos-de-campinas, patativas, o nariz ativo de boca preta o cachorro filhote,
O grasnido do Martim pescador,
A Garrincha marrom...
Essas coisas eternas que encantam.
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