Quando olho minhas mãos vejo as marcas de uma infância em que precisei trabalhar, tive tempo para brincar, mas muitas vezes tive que ajudar meus pais. Vejo as cicatrizes nas minhas mãos, nos meus pés. Marcas de um empenho, uma força aplicada a produção, marcas de quem necessita alimentar os animais, ajudar na lida. Tenho ainda marcas nas pernas, na cabeça e na barriga, cicatrizes das minha vida no sítio. Essas marcas hei de levar para sempre. Quando me ouço falar e tendo me expressar e as vezes não consigo, imagino que muitas vezes meu abrigo era calar. Aprendi somente a olhar, a amar a natureza. O que muitas vezes me faz calar é exatamente não saber como expressar o que sinto, isso me faz calar, e muitas vezes me angustiar. Não aprendi a expressar o que sinto e confesso que essas marcas são piores que as cicatrizes, são as marcas mais danosas. Como um animal que não sabe falar, muitas vezes fica a olhar e abafa a dor e se cala. Mas se sei falar, porque muitas vezes fico calado? Conversando com uma amiga muito meiga, amiga e simples, ela falou uma coisa muito linda e simples, ela falou dos valores que muitas vezes cultivamos e se não falamos é porque não aprendemos a magoar os outros, os valores que cultivamos muitas vezes é superior a expressão. Bem já é dito é melhor ser ofendido do que ofender. Neste ponto me encontrei, e agora sei que calar e respeitar o que o outro fala é mais parcimonioso. A partir desta reflexão, tive a consciência do que sou, e não mais sofrei quando quiserem me diminuir. A consciência da própria reflexão é maior força e amor ao próximo.
A mudança com paz
Cada dia que vivo é um dia a menos. Cada hora, cada minuto, cada segundo. Como é angustiante saber disso. Será por isso que o doce é mais g...
-
O tempo, Ah, o tempo... Perdido no espaço, Sem tempo! O que é um sem o outro? O infinito? Minha mente, Minhas ideias, Minhas repr...
-
Amanhã que virá? Sei lá! E hoje... Bem, acho que posso decidir, Mas apenas o agora e não depende muito de mim. Acho que depende de meu...
-
Muita luz, Aurora se faz antes das cinco, O primeiro crepúsculo revela o mundo, Feito braseiro encarnado que se faz luz, E o tempo inf...
Gogh